Caxixós

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Os Kaxixós são um grupo indígena que habita o município brasileiro de Martinho Campos, no estado de Minas Gerais, mais precisamente na Terra Indígena Kaxixó.

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Kaxixó

Introdução

Kaxixó significa pedra, que é a Nossa Senhora da Lapa. Na lei branca de vocês, chama caverna (Zezinho Kaxixó)

Depois de séculos no anonimato, sufocados pela perseguição e posteriormente pela discriminação, os Kaxixó estão demonstrando desejo de viver a sua indianidade, trazendo à tona costumes e valores que estiveram camuflados, mas nunca perdidos. Mesmo quando não expressavam publicamente sua identidade, os Kaxixó preservaram viva a consciência de serem indígenas, transmitindo seus segredos e tradições de pais para filhos. Reconhecidos oficialmente pela Funai como grupo indígena em dezembro de 2001, depois de quinze anos de luta por tal reconhecimento, sua grande luta agora é pela posse das terras tradicionais e o fortalecimento cultural tão desejado pelo grupo.


Histórico Nas duas últimas décadas do século 20 um novo fenômeno marca a história dos indígenas de Minas Gerais. Grupos originariamente mineiros, mas dispersos por várias partes do Estado e do país durante o processo da colonização e expansão territorial, começam a se reorganizar em comunidades e reivindicar seus direitos indígenas. Grupos que perderam em grande parte sua cultura tradicional, língua e estilo de vida tribal, mas que preservaram sua identidade étnica na convicção de jamais terem deixado de ser indígenas.

As primeiras expedições de bandeirantes paulistas nas imediações dos rios Pará, São Francisco e Rio das Velhas, região dos Kaxixó, tiveram início ainda no século 17, na esperança de localizarem a famosa Sabarabussu, uma mina rica em ouro, que hoje é a cidade de Sabará. Como nas demais regiões do Estado, os quartéis e aldeamentos dizimaram, deslocaram ou dispersaram os indígenas da região pelas várias fazendas e povoados que surgiram, onde foram se tornando trabalhadores braçais.

A “lenda da resplandecente Sabarabussu” e o preamento (aprisionamento para escravização) de índios motivaram as primeiras expedições de bandeirantes paulistas nas imediações do Rio Pará, ainda no século 17, havendo referências de expedições de apresamento nas cabeceiras do São Francisco e entre este e o Rio das Velhas a partir de 1640. Teria sido com estas bandeiras que os Kaxixó tiveram os primeiros conflitos, resistindo à fixação desses invasores no seu território. No século 18, surge então a lendária figura do Capitão Inácio de Oliveira Campos e sua esposa Dona Joaquina de Pompeu, contra os quais a resistência Kaxixó foi inútil. Este Capitão Inácio, que os Kaxixó chamam de “governo”, teria chegado na região com “mil negros” e um grande contigente de “índios Carijó” (escravos), subjugando os Kaxixó, se apossando de suas terras e os reduzindo a jagunços. Capitão Inácio fornecia alimentos e carne para a Corte, nos tempos de D. João VI, sendo o trabalho feito por escravos e os índios utilizados como jagunços para controlar negros.

Este momento de contato e dominação constitui o marco inicial da história de formação étnica do grupo Kaxixó atual. Um dos filhos deste casal teve um relacionamento com uma índia Kaxixó, chamada posteriormente de Tia Vovó. Deste relacionamento nasceu Fabrício ou Fabrisco, como é lembrado pelo grupo. Aí começa o principal tronco Kaxixó.

Para complicar a formação étnica dos atuais Kaxixó, entraram em cena mais dois segmentos: os “Carijó” do século 18, procedentes de São Paulo, e os negros, descendentes dos escravos africanos que trabalhavam na fazenda. Foi ainda a família de Fabrisco que selou uma dessas uniões, pois um de seus filhos casou com uma índia Carijó. Assim, ao contrário do que ocorre no Nordeste, onde a maioria dos grupos é descendente de antigas populações que viviam nos aldeamentos missionários, os Kaxixó são remanescentes de grupos que viviam nas fazendas da região do baixo rio Pará, como agregados e jagunços.

Por muito tempo, os Kaxixó foram conhecidos como “Índios Caboclos da Vargem do Galinheiro”, hoje um bairro da cidade de Pompéu, antes conhecida como “Buriti da Estrada”, local de passagem obrigatória para os tropeiros, que lá se abasteciam com as galinhas criadas pelos “índios caboclos”. Os atuais Kaxixó são assim fruto da miscigenação de indígenas até então vivendo em liberdade com escravos de vários etnias, escravos negros e brancos da família da Dona Joaquina. Por isto, no grupo atual encontra-se pessoas de pele vermelha amorenada, cabelos pretos e lisos, como o ex-vice-cacique Jerry; pessoas negras, como o atual vice-cacique Zezinho; e pessoas brancas de olhos claros, como o cacique Djalma.

Em 1986, envolvidos num conflito de terras com fazendeiros, pediram ajuda ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pompéu, revelando a estes a sua identidade. Na impossibilidade de oferecer ajuda efetiva, o Sindicato entrou em contato com o Cedefes (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva), entidade que têm atuado na questão indígena do Estado. Desta forma, têm-se início a luta dos Kaxixó pelo seu reconhecimento étnico oficial, sendo realizado neste mesmo ano um levantamento histórico sobre o grupo pela indigenista Geralda Soares.

Em 1992, a liderança Kaxixó participou da II Assembléia Geral da Apoinme (Associação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo), recebendo apoio dos 24 povos indígenas ali representados. Enfrentando oposição de fazendeiros vizinhos desde o início, em 1993 surge a primeira resistência oficial por parte de governantes. O prefeito do município de Martinho Campos emite nota à imprensa repudiando a luta dos Kaxixó.

No ano seguinte, um laudo antropológico é realizado a pedido da Funai dando parecer contrário ao reconhecimento étnico do grupo. Os Kaxixó superam a frustração inicial e retornam à luta em 1995, quando participam da IV Assembléia Geral da Apoinme, onde são fortemente encorajados a continuar e logo recebem apoio da ABA (Associação Brasileira de Antropologia). Assim, em 1996 se fazem presentes na abertura do Programa de Formação de Professores Indígenas de Minas Gerais, e em 1998 iniciam sua participação na programação da Semana dos Povos Indígenas de Minas Gerais, organizada pelo Cimi e Cedefes.

Em 1997 solicitaram ao Cedefes a realização de um estudo sobre a história do grupo. Por meio de denúncias sobre a destruição de sítios arqueológicos na área por eles ocupada, tiveram acesso também à Procuradoria Geral da República, a qual instaurou um processo de investigação, incluindo um estudo sobre a identidade étnica do grupo, o qual teve parecer favorável.

Frente a tal parecer, a Funai solicitou, em 2000, uma nova análise antropológica, desta vez por um antropólogo indicado pela ABA. Em julho do mesmo ano saiu o resultado com parecer favorável e em dezembro o órgão indigenista nacional concluiu o caso, os reconhecendo oficialmente. Resta agora a restituição e regularização do seu território tradicional. Localização e população

O Capão do Zezinho, principal concentração do grupo, se localiza no município de Martinho Campos, na margem esquerda do Rio Pará, região centro-oeste de Minas Gerais, a 15 km do povoado de Ibitira, que por sua vez dista 180 km de Belo Horizonte. Capão do Zezinho é um pequeno vilarejo, com muitas árvores frutíferas e casas de alvenaria, água encanada e energia elétrica. Ao centro há um templo católico, ao lado da casa de ritual e do rancho de festas, ambos cobertos de capim e sem paredes. O primeiro é destinado às suas danças tradicionais e missas, enquanto o segundo é destinado aos festejos e comemorações. Neste vilarejo têm ainda um edifício onde funciona uma escola. Nas proximidades do Capão do Zezinho há outros três lugarejos de posse dos Kaxixó, que é a Fazenda Criciúma, Pindaíba e Fundinhos, estes dois últimos na Fazenda São José.

Os Kaxixó foram oficialmente reconhecidos como grupo étnico. Sua principal luta é pela conquista de suas terras tradicionais, sob posse de vários fazendeiros. Reivindicam uma área de 27.150 ha, enquanto atualmente ocupam insuficientes 35,28 hectares. Após algumas denúncias por parte dos Kaxixó de fazendeiros destruindo sítios arqueológicos do seu território tradicional, foram iniciados levantamentos nos municípios de Martinho Campos e Pompéu, na região da Bacia do Baixo Rio Pará. Quinze sítios arqueológicos foram encontrados, sendo sete pré-coloniais e oito históricos, compostos por grandes fragmentos cerâmicos e estruturas de fornos, além de instrumentos líticos polidos, tais como machadinhas, batedores, mão-de-pilão e quebra-cocos. A identificação e comprovação destes sítios arqueológicos no território tradicional dos Kaxixó foi como uma injeção de ânimo na sua luta pelo reconhecimento étnico oficial.

Dezesseis famílias, num total de 63 indivíduos, se envolveram efetivamente na luta pelo reconhecimento étnico oficial. Entretanto, o senhor Djalma, cacique Kaxixó, em 2002 afirmou que todo o grupo espalhado na região então somava 356 pessoas. A maior concentração está no Capão do Zezinho, mas há outros três lugarejos não muito distantes. Segundo levantamento da Funasa de 2006, havia 256 membros deste povo. Aspectos cosmológicos e rituais Grande parte do grupo se identifica como católico. Segundo o senhor Djalma, desde a época do lendário Capitão Inácio a religião tradicional foi proibida, assim como a língua e até o próprio nome da tribo. Entretanto, continuaram fazendo seus rituais às escondidas. Na década de 1980, ele e seu irmão Zezinho foram levados a fazer o curso de formação para Ministro de Eucaristia e Dirigentes de Culto, da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil). Durante três anos eles foram mensalmente a Divinópolis para fazer os módulos do curso, quando também tiveram acesso a leituras sobre a história do Brasil, entre outros temas.

Há um terreiro no Capão do Zezinho, chamado Cruzeiro [mesmo nome do local de culto aos Encantados no Toré entre populações indígenas no Nordeste], onde os Kaxixó, durante o mês de maio, vão todas as noites rezar. Levam a imagem de Nossa Senhora Aparecida, uma vela e, ao iniciar a reza, estouram fogos, acendendo uma fogueira. Cada noite um deles é o responsável pela leitura do evangelho. E pedem proteção e saúde para cada família Kaxixó (Caldeira 1999:44).

A principal festa do grupo acontece em 4 de outrubro, dia de São Francisco de Assis, quando pessoas de toda a região e parentes de cidades distantes se reúnem. Além das rezas, há comes e bebes com fartura, barraquinhas e muito forró, que é o estilo musical mais popular da região.

A alguns quilômetros do Capão do Zezinho, está a Gruta da Nossa Senhora da Lapa, muito venerada por todo o grupo e pela população regional. De grande extensão, foram ali depositadas imagens de santos católicos, sendo comum a realização de missas e rezas no local. Ao longo de sua história, essa gruta sempre foi um lugar sagrado e de rezas para os Kaxixó.

O outro local é o Rancho ou Casa de Ritual, construída no centro do vilarejo do Capão do Zezinho. Trata-se de um rancho com aproximadamente quatro metros de comprimento por dois e meio de largura, com três troncos de cada lado e três ao centro, sem paredes, coberto de capim. Este foi construído em contrapartida à intenção da Igreja Católica de construir ali um templo em 1995: “Vamos fazer de nosso jeito a Casa de Ritual. De chão, barro batido, sapé e madeira, toda amarrada de cipó” (in Soares, 1995). De todo modo, a Igreja Católica construiu um templo de alvenaria ao lado daquele.

Um Kaxixó que vive no povoado de Ibitira é considerado por todos o pajé do grupo, por possuir “força e poder de cura”. E há algumas famílias que praticam a invocação de espíritos em rituais que chamam de “lei do índio” ou “língua de Angüera”.

Na cosmovisão kaxixó, duas entidades são centrais. Uma delas é Jacy, a quem atribuem as qualidades de Deus. A este, faz oposição o terrível Angüera, associado ao Diabo. Tanto Jacy como Angüera são designações recorrentes em povos Tupi, sendo Jacy o nome dado à Lua (divindade geralmente vinculada ao irmão gêmeo Sol), e Angüera um espírito usualmente vinculado aos mortos e à animalidade, representando perigo aos vivos.

Mas há ainda uma terceira classe de entidades presentes na cosmologia Kaxixó, que são os lendários Caboclos d’Água. Sobre estes Caldeira (1999:34) comenta: “Seres fantásticos, os caboclos d’Água representam a total rejeição ao contato com os “brancos”. Refugiando-se nas águas do rio Pará, eles são descritos como homens de estatura muito baixa, corpo coberto de pêlos e braços muito fortes. Habitando algumas tocas às margens do rio, eles teriam aprendido a sobreviver tanto na terra quanto embaixo d’água (...). Descritos como homens que nadam como peixes, surgindo apenas para algumas pessoas, eles seriam possuidores de uma fala ou língua específica. Todavia, isto não teria impedido a comunicação entre eles e seus parentes Kaxixó, pois são capazes de se fazer entender ou de serem entendidos”. Os Kaxixó se consideram descendentes destes seres, com quem teriam se comunicado nas águas do Rio Pará. Estes seres balançam as canoas das pessoas, no intuito de brincar com elas.

A principal dança dos Kaxixó é a chamada Dança do Jacaré, em que duas fileiras de mesmo número de pessoas se formam de um lado e de outro, como descreve o senhor Djalma: “Então eles ficam de longe, só que num é igual Xavante, que fica de lado. Aí, eles cantam o Jacaré e quando fala, cá, ‘jacaré’, e eles falam, ‘a lagoa secou e você teve que voltar’, aí os de lá vêm e se encontram no meio, e eles dão uma volta e os de cá passam pra lá, e os de lá passam pra cá. A dança do Jacaré é a nossa dança antes do 1500. Eles num estão cantando porque nós estamos deixando demarcar a terra pra voltar esses 356 pra cá, pra aí nós dançarmos Jacaré”.

Por sua vez, pinturas corporais têm sido cada vez mais usadas, principalmente em datas ou locais especiais, como em congressos ou comemorações fora do seu território. Geralmente fazem riscos de cores diversas no rosto e os homens também no tórax. Como enfeites usam principalmente colares e pulseiras de madeira ou sementes, e cada líder possui um belo cocar. Sociedade e economia Eleito democraticamente, o cacique tem a responsabilidade de representar o povo nos contatos externos, bem como liderar reuniões e tomadas de decisão. É uma função recente, pois somente depois que iniciaram a luta pelo reconhecimento e se reorganizaram em tribo foi possível e tornou-se necessário uma liderança constituída. O vice-cacique tem a responsabilidade de responder pelo cacique na ausência do mesmo, bem como auxiliá-lo em todas as suas atividades. Como na maioria dos grupos indígenas do Estado, além do cacique e vice-cacique há um Conselho, formado pelos anciãos do grupo, tanto homens como mulheres, ao qual cabe pesar as decisões a serem tomadas, principalmente articulações políticas internas ou externas do. Esse conselho é chamado de “Liderança”.

Como o território atual é pequeno e descontínuo, sendo insuficiente para o abastecimento de todo o grupo, a maior parte dos Kaxixó são empregados de fazendas vizinhas, principalmente como vaqueiros e roceiros. Entretanto, mesmo com a insuficiência territorial, alguns praticam a agricultura familiar de subsistência, cultivando principalmente feijão, arroz, milho, algodão, mandioca, cará e amendoim. Criam também animais de pequeno porte, como porcos e galinhas.

Algumas famílias praticam a pesca no Rio Pará como principal fonte de subsistência, mas dipõem de pouquíssimos equipamentos, principalmente geladeiras, o que dificulta a venda de peixes no mercado regional. Há famílias que se valem da aposentadoria dos mais idosos. Outra fonte de sustento tem sido o artesanato. Neste aspecto desenvolvem algo que não se verifica em outros grupos indígenas de Minas, que é a fabricação de peças de barro, como pequenos potes, geralmente enfeitadas com penas.

Chrístian Melgaço kaxixo e Glayson kaxixo


Contradição:

As afirmações acima são tendenciosas, pois partem unicamente de membros do próprio grupo interessado em ganhar as terras.

Pela própria exposição, os "Kaxixós" somente foram reconhecidos com uma tribo indígena em 2001 pela FUNAI, que afirmou serem oriundos da miscigenação de outras tribos. O laudo antropológico da própria FUNAI, de 1993, negara a característica de indígenas a eles. Contudo, a partir de iniciativas do CIMI e do Ministério Público Federal, conseguiram reverter as conclusões anteriores, com a contratação de um antropólogo vinculado à ABA - Associação Brasileira de Antropologia, entidade absolutamente ideologizada e de ativa atuação política favorável à ampliação das áreas indígenas e quilombolas, modo de ampliar sua própria área de influência e destinação de verbas (http://www.abant.org.br/).

Os novos estudos produzidos pela ABA/FUNAI/MPF/CIMI que declararam os Kaxixós como grupo indígena se embasaram em sítios arqueológicos anteriores à colonização.

Contudo, os Kaxixós tratam-se de "caboclos", descendentes da família do fazendeiro Inácio de Oliveira Campos, índios e negros, com cruzamentos iniciados a partir do século 18. As provas arqueológicas, portanto, foram ideologicamente falsificadas (aqui estou me referindo ao conceito jurídico da falsidade ideológica).

Como resultado da mistificação da FUNAI, há Kaxixós com cabelos pretos e lisos, negros (cacique Zezinho) e brancos com olhos claros como o cacique Djalma.

Interessante é que o dia sagrado dos Kaxixós é o de São Francisco e sua religião é a católica. Aliás, o cacique de olhos claros Djalma é ministro católico formado pela CNBB. Observe-se, de passagem, que a figura de cacique é uma criação nova, possivelmente influenciada pela classe dominante da nova antropologia, para dar característica de índio ao grupo, assim como a prática das pinturas corporais.

Como visto, os Kaxixós são apenas brasileiros como todos nós, independentemente da cultura própria que possuam. Caso a tese fosse elevada ao absurdo, teríamos de reivindicar a identidade da tribo dos "gaúchos", dos catarinas e tantos outros.

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