Cecília de França

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Cecília
Senhora de Tarso e Mopsuéstia
Cecília implorando para seu marido ajudar seu meio-irmão Fulque de Jerusalém
Condessa de Trípoli
Reinado 1115 - março de 1137
Cônjuge Tancredo da Galileia
Pôncio de Trípoli
Descendência
Raimundo II de Trípoli
Filipe
Inês
Pai Filipe I de França
Mãe Bertranda de Monforte
Nascimento 1097
Morte depois de 1145
Enterro Santo Sepulcro, Jerusalém
Casamento das filhas de Filipe I de França (iluminura da Historia de Guilherme de Tiro e continuação, século XV, Biblioteca Nacional de França)

Cecília de França (1097 — depois de 1145) era filha do rei Filipe I de França, do seu matrimónio com Bertranda de Monforte.[1] Foi esposa dos soberanos cruzados Tancredo da Galileia e Pôncio de Trípoli.

O seu primeiro casamento foi combinado quando Boemundo I de Antioquia visitou a corte francesa procurando apoios para o seu principado. Cecília viajou por mar até Antioquia no final de 1106 e casou-se no mesmo ano com Tancredo da Galileia, na época regente do Principado de Antioquia e do Condado de Edessa.

Ao morrer sem descendência em 1112, Tancredo fez Pôncio de Trípoli, filho de Bertrando de Toulouse, prometer que se casaria com a sua viúva, oferecendo como dote as fortalezas de Arcicanum e Rugia. Este segundo matrimónio ocorreu em 1115 e deste nasceram:

  • Raimundo II de Trípoli (1116 — 1152)
  • Filipe (1126 — 1142)
  • Inês (m. antes de Março de 1183), casada com Reinaldo II, senhor de Marqab

Em 1126 tornou-se Senhora de Tarso e Mamistra (antiga Mopsuéstia, próximo a Adana), na Arménia Cilícia. Em 1133 Pôncio foi cercado no seu castelo de Montferrand por Zengi, atabei de Mossul, e Cecília apelou ao seu meio-irmão materno Fulque, rei de Jerusalém, para o ajudar. Zengi abandonou o cerco mas, durante um segundo cerco em 1137, Pôncio foi aprisionado e morto, sendo sucedido no Condado de Trípoli pelo filho Raimundo.

Precedida por:
Hélia da Borgonha
Condessa de Trípoli
Armoiries Tripoli.svg

1115 - março de 1137
Sucedida por:
Hodierna de Trípoli

Notas

  1. Cecília é referenciada na Historia Regum Francorum Monasterii Sancti Dionysii (História do Reino dos Francos do Mosteiro de São Dionísio), que fala de "Philippum et Florum et filiam unam" (Filipe e Fleury e uma filha) como a descendência de "Philippus rex [et] Fulconi Rechin Andagavorum comiti uxorem" (Rei Filipe e Bertranda), especificando que a filha não nomeada casou com "Tanchredus Anthiochenus" (Tancredo de Antioquia). A filiação de Cecília também foi registrada por Guilherme de Tiro, arcebispo de Tiro e cronista das cruzadas, que escreveu sobre os seus dois casamentos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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