Cedral (Maranhão)

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Município de Cedral
"Os teus barcos que velejam com bravura, o progresso e a cultura levam e trazem pelo mar"
Bandeira de Cedral
Brasão de Cedral
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 9 de junho de 1964
Gentílico cedralense
Prefeito(a) Fernando Cuba[1] (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Cedral
Localização de Cedral no Maranhão
Cedral está localizado em: Brasil
Cedral
Localização de Cedral no Brasil
02° 00' 00" S 44° 32' 09" O02° 00' 00" S 44° 32' 09" O
Unidade federativa  Maranhão
Mesorregião Norte Maranhense IBGE/2008[2]
Microrregião Litoral Ocidental Maranhense IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Guimarães, Porto Rico do Maranhão e Mirinzal
Distância até a capital 193 km
Características geográficas
Área 262,278 km² [3]
População 10 300 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 39,27 hab./km²
Altitude 30 m
Clima Tropical quente e úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,619 médio PNUD/2000[5]
PIB R$ 27 460,761 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 2 711,64 IBGE/2008[6]
Página oficial

Cedral é um município brasileiro do estado do Maranhão.

História[editar | editar código-fonte]

Cedral é originário de Guimarães, cujo território anteriormente ocupava, sendo desmembrado em 1964, através da lei estadual nº 2378 do mesmo ano. Deste modo parte da história do município está contida na história de Guimarães e, por extensão, na antiga Capitania de Cumã, sendo os primitivos habitantes descendentes de índios tupinambá, colonos de Portugal e Açores cuja ocupação por parte destes consta de aproximadamente 1760. Estes colonos brancos, estabeleceram-se em glebas de terras próximas a cursos d’água encobertos de vegetação ciliar característica de floresta pré-amazônica, de onde surgiram as primeiras fazendas e engenhos para o fabrico de açúcar.

A terra fértil, a abundância de nascentes, o clima úmido propiciaram as lavouras de algodão, mandioca e cana-de-açúcar e a criação de gado, que careceram de mão de obra escrava, fato que hoje se comprova através de povoações quilombolas e afro-descendentes no município. Ao longo dos anos a miscigenação foi inevitável, a população indígena foi totalmente extinta, restando apenas descendentes mestiços; brancos são minoria, negros e pardos formam a maioria da população.

A sede do município provém da antiga póvoa de Muinaréu datada, conforme Diário do Maranhão e IBGE, da década 1910. Elevada a distrito territorial de Guimarães pela lei estadual nº 269 de 1948, assim permanecendo até a alteração toponímica em 1964, quando da criação do município de Cedral, cujo nome atual atribui-se ao fato de os antigos moradores alegarem haver grande número de árvores de cedro no lugar. Entre os fundadores e suas famílias, citamos os Passinho, descendentes de Jacinto Rosa Passinho; os Seguins, descendentes do capitão José Serrão de Albuquerque Seguins, criador de gado; os Martins, de Antônio Serrão Martins; os Ferreira, de Eleotério Ferreira; os Negreiros, de Mariano Vidal de Negreiros e os Ewerton, de José Ribamar Ewerton, um dos homens mais influentes de Cedral, muito contribuindo para sua emancipação. Outrossim, era comum, pela população referir-se ao distrito de Muinaréu e mesmo, posteriormente à vila de Cedral como 'Cedro', fato que também contribuiu para a toponímica atual.

Principais distritos[editar | editar código-fonte]

  • Outeiro - Foi e continua sendo uma importante colônia de pescadores de Cedral, onde ocorre anualmente a tradicional Regata de Outeiro. É o mais populoso e o mais próximo distrito em relação a sede do município de Cedral.
  • Pericáua - Surgiu a partir de uma aldeia indígena à beira mar. Hoje, também importante colônia de pescadores. Ponto de partida para a Ilha de Sassoitá e à praia de Mangue Seco.
  • Jacarequara - No passado também era uma aldeia indígena, passou a povoado com a vinda de colonos de Guimarães, principalmente a família Martins. Hoje é um dos mais populosos de Cedral.
  • Alegre - Surgiu a partir da instalação de famílias de colonos nas proximidades da aldeia Pindorama. Este povoado possuia até bem pouco tempo um agradável banho de água doce, porém nos últimos anos com a devastação da mata ciliar, houve perda quase total deste ambiente de lazer.
  • Brejo - Antiga fazenda dos Leite, isto é, senão um dos primeiros focos de colonização da região. Fundado pelo colono Manuel Alves Leite, de onde descendem os Leite de município de Cedral. Possui um agradável balneário de água doce. A partir de Brejo surgiram também outras povoações dos Leite, como: Águas Belas, Juçara (ou Toma-Jussara, conforme Mattos, 1862: pertencente ao sesmeiro José Bruno de Barros e igualmente proprietário de Guarapiranga, cujo sítio deu lugar a vila de Guimarães em 1758), Rio Formoso, Coimbra, Alegre, Porto de Baixo e Benfica.
  • Porto-de-Baixo - Possui população relevante, o nome 'Porto' se deve a sua proximidade às reentrâncias marítimas.
  • São Bento - Surgiu a partir da antiga fazenda do capitão Custódio Martins de Souza. Também possui população relevante. Ligado à MA-106 através de uma vicinal em piçarra, dispõe de um agradável balneário de água doce pela desembocadura do Rio Pastoreador numa reentrância de manguezais.
  • Itajuba - Antiga aldeia indígena, hoje povoado por afro-descendentes remanescentes de escravos das fazendas Formigueiro e São Benedito.
  • Canavial - Também um dos mais antigos povoados de Cedral, fundado por volta de 1850, pelo alferes Manuel Martins de Souza, possuiu engenho de açúcar e aguardente. (REGO, João Cândido Moraes, Almanak da Província do Maranhão, 1861, pp. 94-96. A maioria da população atual é afro-descendente.
  • Parati ou Paraty - Surgido a partir de aldeia indígena. No início do século XX, foi erigida uma capela à São Sebastião, cujo renomado festejo foi um dos maiores da região. É bastante povoado e desenvolvido, sendo ligado a sede ainda através de uma vicinal em piçarra. Dispõe de um rio de água doce e porto em reentrância marítima.
  • Monte Cristo - O povoado inciou das fazendas de senhores brancos, os Leite e os Pereira. Guarda um paraíso pouco visitado com uma vasta quantidade de recursos hídricos, perceptível pela quantidade de balneários particulares formados por riachos que passam ao fundo dos sítios e quintais. Há muitas árvores frutíferas. A população nativa esforça-se em manter tradições como as rezas, as ladainhas e o artesanato;
  • Suaçu ou Suassu - É um povoado fronteiro ao município de Guimarães. Surgido partir da aldeia Guarimandíua, próxima ao Rio Suaçu. No passado possui engenho de açúcar.
  • Santo Antônio - É um dos povoados mais distantes da sede, possui população relevante, de maioria afro-descendente, remanescente de escravos de antigos engenhos da região.
  • Engole - Está as margens do rio Gepuba, que na verdade é uma reentrância marítima, litigiando Cedral de Guimarães.
  • Santaninha - Fronteiro ao município de Mirinzal. No passado possuiu olaria e a população se dedicava a manufatura de redes de fios de algodão.

Outras Localidades

  • Abaeté
  • Águas Belas
  • Anajá
  • Areal
  • Belo Horizonte
  • Benfica
  • Caratatiua
  • Coimbra
  • Guarimandíua
  • Gurguéia
  • Japão
  • Juçara
  • Mata
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso dos Mendonça
  • Monteiro
  • Mota
  • Patacaia
  • Quebra-Braço
  • Retiro
  • Rio Divino
  • Rio Formoso
  • Santa Efigênia
  • Santa Rosa
  • Santa Teresa
  • São Benedito
  • São Braz
  • São Felipe
  • São Miguel
  • São Raimundo
  • Tororoma
  • Vista Alegre

Geografia[editar | editar código-fonte]

A sede localiza-se a uma latitude 02º00'01" sul e a uma longitude 44º32'10" oeste, estando a uma altitude de 30m. Sua população estimada em 2004 era de 10.636 habitantes, contudo em 2007, a partir do índice de natalidade observado e da fixação de migrantes de outros municípios atraídos pela atividade pesqueira e comércio, estima-se que a população esteja em torno de 12.000 habitantes.

Possui uma área de 283,128 km², após o desmembramento do município de Porto Rico do Maranhão em 1994. Mais da metade do território cedralense é banhado pelo Oceano Atlântico e recortado pelas Reentrâncias Maranhenses.

Com a decadência do sistema colonial ao final do século XIX, predominou a cultura de subsistência em pequenas lavouras de mandioca. O processo agrícola ainda é arcaico e consiste da derrubada de mata (roçado), que posteriormente é queimada, empobrecendo ainda mais o solo, que vem já sendo utilizado há gerações. As matas originais praticamente não existem ou são raras.

Além da mandioca (na região há uma grande variedade de subespécies) para a produção de farinha de mandioca: farinha d’água]], farinha seca ou branca e polvilho tapioca, cultivam-se o arroz, milho, feijão do tipo 'vinagre', quiabo, maxixe, abóbora (jerimum) e outras curcubitáceas, além de ervas e leguminosas. Porém estas culturas não ultrapassam o índice relativo à pequena escala de produção, típico da cultura de subsistência.

O fabrico da farinha d'água (recebe este nome pois a mandioca é imersa em água e passa por um processo de apodrecimento) na região é totalmente artesanal, sendo muito comum encontrar nos povoados casas de forno de farinha, cujo modelo é remanescente do período colonial, contudo nas três últimas décadas com a instalação de redes de energia elétrica, foram agregados outros recursos, como trituradores, que muito têm auxiliado a produção de farinha.


A criação de gado é uma atividade herdada também do tempo colonial. Não há grandes rebanhos, visto que as terras cedralenses não são propícias ao pasto. O boi é ainda é um animal de transporte de cargas, sendo ainda comum o uso do carro-de-bois. A carne bovina consumida diariamente em Cedral é proveniente de rebanhos de outros municípios, a saber: Pinheiro, Mirinzal e Central do Maranhão.

O pequeno latifúndio, geralmente sítios e quintais, também favorece a criação de aves, suínos e asininos, bem como o cultivo de árvores frutíferas, hortas de verduras, plantas medicinais, ervas comestíveis e condimentos, como por exemplo, o cheiro-verde, muito comum no tempero de peixes e mariscos.

A população habitante da zona rural pratica constantemente o extrativismo do babaçu, juçara, buriti, guajeru, bacuri, caju e murici. A flora cedralense é um misto de espécies da floresta pré-amazônica, principalmente, do cerrado e de vegetação típica da zona costeira do Maranhão, apresentando uma extensa e rica área de manguezais. A caça predatória praticada deliberadamente ocasionou a extinção de alguns animais, como a paca, o veado suaçu, veado carioca, a cutia, o quati, o caititu etc. e as aves como a sururina, a saracura-três-potes ou siriquara, a juriti, a perdiz, o jacu, o socó, o aracuã e etc…

Os manguezais são um viveiro natural para uma infinidade de mariscos e peixes, que dependem do ecossistema do mangue para alimentação e reprodução. Espécies como o guará e a garça dependem diretamente dos manguezais.

A pesca é um dos pontos fortes e a segunda fonte de renda das famílias cedralenses. A atividade é anual, com intervalos que dependem da influência das marés, dos ventos e das chuvas. Na pesca são utilizadas redes de nylon que são tramadas artesanalmente pelos próprios pescadores. São utilizados barcos de pesca fabricados em pequenos estaleiros comunitários na própria região, cujo trabalho também artesanal é uma herança portuguesa. Estes barcos são mencionados no hino cedralense, servindo como meio de transporte para a capital São Luís. Existem outros tipos de embarcações como a taroa, o catamarã, a biana e etc… o tráfego de canoas é mais comum nos igarapés.

A pescada (Cynoscion acoupa) e o camarão (Farfantepenaeus subtilis) são os produtos mais valorizados e comercializados da pesca. Dentre uma infinidade de espécimes da fauna ictiológica da região (LABOHIDRO - UFMA), podemos citar pela sua alta ocorrência:

Ou pela sua exoticidade:

Sem contar, várias espécies de bagres e similares: bandeirado (Bagre bagre), bagrinho, uriacica (Cathorops spixii), cangatã (Arius quadriscutis ), uritinga (Arius proops), gurijuba (Arius parkeri) e papista (Pseudauchenipterus nodosus ) (SUDEPE, 1976. Superindentência do Desenvolvimento da Pesca. Prospecção dos Recursos Pesqueiros das Reentrâncias Maranhenses. Governo do Maranhão, p. 124). Quanto aos mariscos: sarnambis, ostras, sururus, caranguejos (Ucides cordatus) e siris.

O município de Cedral é recortado por fluxos de água doce, pela grande quantidade de mananciais d’água cristalina, estes pequenos rios são protegidos por uma mata ciliar chamada igapó, sendo frequentemente usados pela população para o banho e diversão.

O trabalho artesanal ainda é comum na vida quotidiana, mas não há iniciativa para a produção tendo em vista fins lucrativos. Da palha do babaçu, fazem-se esteiras, abanos e cestos (cofos). Redes de algodão tecidas em tear manual e rendas de almofada (bilro) costume trazido pelos colonos portugueses estão em processo de desaparecimento.

O comércio de gêneros alimentícios industrializados, roupas, calçados, móveis, eletrodomésticos e materiais de construção é crescente principalmente na sede do município

Educação[editar | editar código-fonte]

Cedral tem baixos índices de analfabetismo e a educação sempre foi considerada uma glória para os cedralenses, entretanto a educação básica tem deixado a desejar, pois não há investimento em qualificação do magistério. Existe apenas 1 biblioteca e 1 escola estadual, que oferece ensino médio ou formação geral no município, outras escolas são de iniciativa municipal e oferecem apenas educação fundamental. Muitos jovens após a conclusão do ensino fundamental ou médio deixam o município anualmente em busca de continuidade da formação, empregos e qualificação principalmente em São Luís, pois não existem universidades locais e a oferta de trabalho e renda é pequena.

Economia[editar | editar código-fonte]

Apesar dos abundantes recursos naturais, principalmente hídricos, que favorecem a existência de um bioma rico e diversificado, a pobreza é um problema que tem assolado gerações de cedralenses, em decorrência da falta de iniciativa no que diz respeito ao desenvolvimento de programas de beneficiamento da agropecuária familiar, pesca, extrativismo vegetal e outras culturas, a isto somam-se as péssimas administrações e a falta de políticas públicas voltadas para a aquisição de renda por parte das comunidades carentes. Não existem empresas privadas de grande porte e os empregos dependem de órgãos públicos. Boa parte das famílias sobrevive com benefícios do governo federal, como bolsa família e bolsa escola.

Por dispor de um solo fértil, a fome e a seca não fazem parte da realidade do município, contudo as casas de pau-a-pique cobertas de pindoba são um retrato da pobreza.

Saúde[editar | editar código-fonte]

A saúde é deficiente, Cedral dispõe de apenas um hospital-maternidade e de vários postos de saúde em povoados com população relevante o que não é suficiente para atender a demanda da população que necessita de atendimento específico e de serviços de saúde complexos, sendo compelidos muitas das vezes a viagens a outros municípios como Cururupu, Pinheiro e a capital maranhense para intervenções cirúrgicas e tratamentos de patologias mais graves. Contudo a população não é doentia, contando com serviços de água encanada em todos os povoados e coleta de lixo na sede.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Cedral tem um litoral abençoado, com praias de areia branca quartzosa, locais verdadeiramente paradisíacos. Outeiro, Pericáua, Restinga e Saçoitá são algumas das praias mais visitadas, contudo o acesso a essas praias ainda é difícil.

Em Outeiro a 2,5 km da sede, ocorre anualmente em 7 de setembro uma regata, a Regata de Outeiro como é chamada acontece há décadas, atraindo muitos turistas e visitantes, movimentando bares, pequenos hotéis e restaurantes.

O acesso se dá principalmente através da estrada vicinal MA-106 que liga Mirinzal a Cedral, compreendendo uma distância de 34 km, asfaltada em 1998 no governo Roseana Sarney, apresenta boas condições.

Cedral tem grande potencial a ser desenvolvido no ramo hoteleiro, turístico, agrícola, da piscicultura e do artesanato, contudo carece de grandes investimentos.

Manifestações culturais e religiosas[editar | editar código-fonte]

O Bumba-meu-boi também está presente assim como em todo o Maranhão, porém o sotaque característico da região é o de zabumba.

Anualmente, em ocasião do Carnaval, acontecem xarangas e blocos organizados promovidos pela comunidade local; na sede também chamada de jacu, jegue, por influência do Jegue Folia, famoso bloco carnavalesco de São Luís. Nos povoados a diversão fica por conta das festas de entrudo, também chamadas de Salamê, com características próprias, mas com forte influência dos típicos blocos de sujos de São Luís.

Ocorrem também a Festa do Divino, a Dança Portuguesa e a Quadrilha em período junino, o Pastor ou brincadeira do Presépio, festejado nos meses de dezembro e janeiro em ocasião de Natal e Dia dos Reis Magos.

A brincadeira do Pastor ocorre apenas no município de Cedral, não sendo observada em nenhuma outra parte do Maranhão, consiste de um auto teatral do nascimento de Jesus. A brincadeira conta com inúmeros personagens fictícios como anjos, pastores, princesas, reis, rainhas, espanholas, ciganas, floristas e etc… com diálogos e versos cantados ao som de viola/violão, pandeiro, saxofone e/ou clarinete. É vedada a participação masculina neste auto, salvo pelos músicos; é também notória a influência da cultura portuguesa neste folguedo.

São celebradas festas de santos católicos nos povoados, com procissões e levantamento de mastro em alusão ao santo, após a ladainha e rezas, ocorrem geralmente um leilão promovido pela irmandade responsável e distribuição de bolo de tapioca e chocolate aos presentes. A festa profana, propriamente dita, antigamente ficava a cargo de músicos que tocavam o baile, com o tempo os músicos foram sendo substituídos por radiolas, que a partir da década de 1970 passaram a tocar o reggae. Este ritmo caribenho atualmente é tocado em todas as festas.

O tambor de mina ou pajé é uma manifestação de aspecto cultural e religioso, sincrética de origem africana, de elementos trazidos pelos escravos mina-jeje e angola-congo, de práticas indígenas animistas e do catolicismo. Hoje em via de desaparecimento na região.

Outra manifestação de origem africana é o tambor de crioula, que diferentemente das rodas de tambor apresentadas em São Luís, há intervenção masculina, com gestos que lembram a capoeira.

A religião predominante é o catolicismo, sendo a padroeira de Cedral, N. S. da Conceição; a paróquia pertence a diocese de Cururupu. É, contudo, relevante o número de cristãos evangélicos da Assembléia de Deus que vem crescendo muito e que conta com 8 templos em todo o campo, junto outras denominações assim como: Igreja Batista, Igreja Cristã Evangélica, Adventista e outros.

Referências

  1. Resultado Final eleições 2012 no Maranhão. Página visitada em 13/01/2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

MATTOS, Belarmino. Almanak do Maranhão, Edições de 1862, 1868, 1870, 1872 e 1880. Tipographia Belarmino de Mattos, São Luiz.

REGO, João Cândido Moraes. Almanak da Província do Maranhão, Tipographia João Cândido Moraes Rego, 1861, São Luiz.

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