Cefaleia orgástica

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Cefaleia orgástica
Classificação e recursos externos
CID-10 G44.805
CID-9 339.82
Star of life caution.svg Aviso médico

Cefaleia orgástica são dores de cabeça ocorridas após um orgasmo ou durante o ato sexual. Atinge, geralmente, homens após os 30 anos de idade.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

A dor é caracterizada de duas formas. Pode iniciar nas preliminares ou após o clímax. Na primeira situação ocorre na nuca, com intensidade moderada. Na segunda, é dor aguda atingindo a cabeça como um todo. Além disso, esse tipo de dor pode permanecer por 48 horas depois do orgasmo.[2]

A cefaleia orgástica é uma cefaleia explosiva, súbita e severa. A dor é latejante, atinge a região ocpital ou hemicraniana da cabeça, e pode ser acompanhada por náuseas e vômito. A interrupção do coito, na maioria dos casos pode cessar a sensação. É considerada primária, e pode manifestar-se na masturbação e quando as pessoas tem um sonho erótico.[3]

Causas[editar | editar código-fonte]

A causa ainda é desconhecida. Porém, existem teorias que afirmam que este tipo de dor é ocasionado pela libertação do neurotransmissor serotonina, concomitante com o processo de pressão vascular ocorrida no interior do crânio, no auge do sexo. Outra afirma que o problema deriva da pré-existência de uma condição que considera o orgasmo como uma situação de estresse.

Pode ser também a prática do sexo ou da masturbação em excesso sem o período de repouso necessário de alguns dias para recuperação, em pessoas que praticam o ato diariamente. O esperma perde a coloração branca e passa a ser transparente aos poucos e a cefaleia orgástica passa a aparecer como sintoma de desidratação ou recuperação incompleta. A importância da hidratação se deve as perdas de água através do suor e do esperma.

Notas e referências

  1. GALVÃO, Antonio Cezar (04/10/2004). Quando sexo dá dor de cabeça (em Português). Visitado em 30/12/2008.
  2. CORTÊS, Celina (22/11/2006). Prazer e dor (em Português). Visitado em 30/12/2008.
  3. JUNIOR, Dr. Armando Miguel (31/01/2008). Estudo de caso - Cefaleia súbita (em Português). Visitado em 30/12/2008.