Celorico de Basto

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Celorico de Basto
Brasão de Celorico de Basto Bandeira de Celorico de Basto
Brasão Bandeira
Localização de Celorico de Basto
Gentílico Celoricense
Área 181,07 km²
População 20 098 hab. (2011)
Densidade populacional 111 hab./km²
N.º de freguesias 15
Presidente da
Câmara Municipal
Joaquim Mota e Silva (PSD)
Fundação do município
(ou foral)
1520
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Tâmega
Distrito Braga
Antiga província Minho
Feriado municipal 25 de Julho
Código postal 4890
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Celorico de Basto é uma vila portuguesa no distrito de Braga, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 2 500 habitantes.

É sede de um município com 181,07 km² de área[1] e 20 098 habitantes (2011[2] ), subdividido em 15 freguesias.[3] O município é limitado a norte pelo município de Cabeceiras de Basto, a leste por Mondim de Basto, a sul por Amarante, a sudoeste por Felgueiras e a oeste por Fafe. Alberga as vilas de Celorico de Basto, Fermil de Basto e a Gandarela de Basto

Celorico de Basto terá sido ocupado desde tempos muito remotos, tal como nos testemunham as marcas que as civilizações mais antigas por aqui deixaram.

Origens[editar | editar código-fonte]

Os mais antigos vestígios de povoamento do espaço geográfico actual do concelho de Celorico de Basto, revelados pela prospecção recente e intervenção pontual de contextos arqueológicos, são atribuíveis ao início do megalitismo, portanto ao Neolítico Médio (5.510 B.P.). Para este período pode apontar-se o grande conjunto de mamoas do Planalto da Lameira. Já o grande conjunto de habitats de fossas pode genericamente apontar-se para o período da idade do Bronze. Da Idade do Ferro destaca-se o povoado de Bouça de Mosqueiros, em Britelo, o Castro do Ladário, em Ribas, o Castro de Barrega, em Borba e o Castro de Ourilhe e outros de menor relevância. A Romanização está bem patente em Celorico de Basto e as marcas deste período encontam-se um pouco por todo o espaço concelhio.

O clima benigno, abundância de pastagens, boa água a jorrar das nascentes e cimo dum monte donde se pudesse lobrigar eventual inimigo, foram condições propícias à fixação dos homens primitivos nestas terras, quando começaram a trocar a vida nómada pela sedentária.

A Citânia do Ladário, a Estela de Vila Boa na freguesia do Rego, o Castelo de Arnóia e proximidades, os inúmeros vestígios arqueológicos do Planalto da Lameira, os restos dos castros em várias freguesias, representam sólido argumento a demonstrar que esta terra foi habitada há milhares de anos.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Alguns autores, porém, ao pretenderem explicar a etimologia da toponímia local dizem ter existido por estas bandas a famosa Celiobriga que foi cidade (brigum) dos povos celerinos, donde terá resultado – toponimicamente – Celorico. Povos Bástulos ou Bastetanos que por aqui se teriam fixado, podem estar na origem do patronímico Basto. Estes e outros povos peninsulares devem ter ocupado extensas áreas, desde as vertentes do Tâmega, até aos montes de Barroso e de Ceva, que, no seu todo, vieram a ser conhecidas por Terra de Basto.

Retrato actual[editar | editar código-fonte]

Celorico de Basto é um concelho marcadamente rural, cujos traços profundos no território e na paisagem se devem à actividade agrícola, que dominou a ocupação das pessoas deste concelho até finais do século passado. A emigração permanente marcou igualmente o último século, numa primeira fase para o Brasil, nas décadas de 60 e 70 para França e mais tarde para a Suíça.

Celorico de Basto está hoje num processo de profundas mudanças. O aparelho económico tradicional está em profunda transformação. O sector primário, outrora dominante, é hoje praticamente residual. A produção de vinho verde ao longo do Vale do Tâmega e a pecuária nas freguesias de montanha, marcam a actividade agrícola. A construção civil, o comércio e os serviços são hoje os sectores empregadores do concelho.

A predominância da actividade agrícola e a estrutura fundiária assente na pequena propriedade de exploração por conta própria determinaram uma estreita relação espacial entre a habitação e o emprego, que se traduziu na extrema dispersão do parque habitacional. Hoje começam a ganhar expressão urbana os aglomerados da Sede do concelho, das Vilas de Fermil e de Gandarela e do aglomerado da Mota. Aqui se concentram grande parte dos equipamentos de utilização colectiva nos mais variados domínios.

A primitiva sede do concelho ficava localizada junto ao Castelo de Arnóia. Só em Abril de 1719 foi transferida para a freguesia de Britelo e com a designação de Vila Nova de Freixieiro. A expansão urbana da Vila tem sido acompanhada da criação de amplos espaços verdes e ajardinados, o que lhe confere um aspecto atraente e onde se desfruta de um conforto moderno.

Celorico de Basto está dotado de um vasto conjunto de equipamentos, dos quais se destaca a Biblioteca Municipal Professor Marcelo Rebelo de Sousa, sendo um dos espaços mais procurados.

População do concelho de Celorico de Basto (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
25 573 21 381 20 134 22 684 24 392 22 671 21 477 20 466 20 098
                             Evolução da População Entre 1864 e  2011  

Evolução da  População  1864 / 2011; Variação da População  1864 / 2011; Comparando 2011 com 1864;

          Evolução dos Grupos Etários (de 1981 a 2011)

Nº de habitantes por grupos etários – de  1981 a 2011; Nº de habitantes por grupos etários – de  1981 a 2011;

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Celorico de Basto.

O concelho de Celorico de Basto está dividido em 15 freguesias:

Associações[editar | editar código-fonte]

Clubes e Associações Desportivas[editar | editar código-fonte]

Património[editar | editar código-fonte]

Geminações[editar | editar código-fonte]

O concelho de Celorico dde Basto é geminado com a seguinte cidade:[4]

Referências

  1. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado)
  2. INE (2012) – "Censos 2011 (Dados Definitivos)", "Quadros de apuramento por freguesia" (tabelas anexas ao documento).
  3. Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I.
  4. http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M4890


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