Cemento

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Imagem esquemática das estruturas dentais

Em Odontologia, cemento é um tecido mineralizado especializado que recobre a superfície da raiz. Tem muitas características comuns com o tecido ósseo do dente, entretanto o cemento não contém vasos sanguíneos nem linfáticos, não possui inervação e não entra em reabsorção fisiológica (ou remodelação), mas é caracterizado por uma contínua deposição ao longo da vida. Como outros tecidos mineralizados consiste de fibras colágenas embebidas em matriz orgânica.

Composição[editar | editar código-fonte]

O mineral contido é principalmente a hidroxiapatita com cerca de 60% do seu peso, um pouco menos que o osso (65%).

A maior parte da porção orgânica do cemento é composta de por colágeno tipo I (90%) e tipo III (em torno de 5 %). As fibras de Sharpey, que constituem uma porção considerável do volume do cemento, são compostas principalmente por colágeno Tipo I. O tipo III parece recobrir o tipo I das fibras de Sharpey.

Função[editar | editar código-fonte]

O cemento serve diferentes funções: insere as fibras do ligamento periodontal da raíz e contribui para o processo de reparação após o dano da superfície radicular.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Dois tipos de cemento são reconhecidos:

Cemento acelular[editar | editar código-fonte]

cemento primário ou acelular que se forma em conjunção à formação da raíz e da erupção dental.

Cemento celular[editar | editar código-fonte]

Cemento secundário ou celular que se forma após o dente entrar em oclusão e em resposta às demandas funcionais, entretanto áreas com cemento acelular ou celular podem se alternar na superfície da raiz.

O cemento celular vai ser formado sobre o cemento primário acelular no período funcional do dente. Algumas destas células são incorporados ao cementóide que subsequentemente se mineraliza para formar o cemento, assim estas células aprisionadas no cemento são denominadas cementócitos e o cemento celular é apenas encontrado na área intra alveolar. Os cementócitos se comunicam entre si através de uma rede de processos citoplasmáticos que correm por meio de canalículos no cemento, ocorrendo o mesmo processo para a comunicação entre os cementócitos e cementoblastos. A presença de cementócitos transportam nutrientes para o cemento e contribuem para a manutenção da vitalidade deste tecido mineralizado. A porção das fibras inseridas no cemento da raiz e do osso alveolar são chamadas fibras de Sharpey.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Periodontia clínica, Carranza; Newman, Takei, Klokkevold, Carranza; Elsevier Editora; 2007.