Centro Pompidou-Metz

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Centre Pompidou-Metz
Tipo Museu de arte
Inauguração 12 de maio de 2010
Website www.centrepompidou-metz.fr
Geografia
Localidade Metz,  França

O Pompidou-Metz (Centre Pompidou-Metz) é um centro artístico francês localizado em Metz, entre o Parc de la Seille e uma estação.

Sua abertura foi feita a partir de solenidade oficial ocorrida em 11 de maio de 2010[1] e representa a primeira experiência de descentralização e extensão do Centro Georges Pompidou de Paris.

Este empreendimento cultural foi financiando pelas prefeitura de Metz, departamento de Mosela, região de Lorraine, além do Estado e União Europeia.

O edifício, construído pela empreiteira Demathieu & Bard, é um grande hexágono formado por três galerias comunicadas entre si. Cada uma delas tem 80 metros de comprimento, 7 metros de altura e 15 metros de largura.

Finalidade do projeto[editar | editar código-fonte]

O Centro Pompidou-Metz está inscrito na vocação gerada pelo centro pariense de apresentar e estimular a descoberta para todas as formas de expressão artísticas, bem como sensibilizar e provocar a descoberta do grande público para obras-primas da produção europeia dos séculos XX e XXI.

É um projeto ambicioso, com um grande centro de exposições e iniciativas artísticas, exigências da criação contemporânea.

Exposição inaugural[editar | editar código-fonte]

A exposição inaugural, intitulada Chefs-d’œuvre (obras-primas, em português), reuniu mais de 800 obras de 250 artistas, sendo a maior parte delas do Pompidou parisiense. Ela ocupa todos os espaços de um pavimento com cerca de 5000 m² e contempla campos da criação do século XX (pintura, escultura, arte contemporânea, artes gráficas, fotografia, vídeo, obras sonoras, cinema, arquitetura, design etc). Ela propõe o questionamento da noção do que significa a obra-prima, concepção frequentemente descartada pelo público e artistas desde o século XX[2] .

Entre as obras estão La Femme à la guitare de Georges Braque, La Tristesse du roi de Henri Matisse, L’Aubade, Nu couché et musicien de Pablo Picasso, Le Violon d’Ingres, fotografias de Man Ray, e a casa tropical, um protótipo de Jean Prouvé.

Esta exposição inaugural deixará progressivamente lugar para exposições rotativas e temporárias, em frequência de quatro a seis vezes anuais, de formas variadas, apoiadas sobretudo pela cessão da coleção do Pompidou parisiense, assim como por instituições públicas francesas e iternacionais, coleções particulares e pedidos de artistas. O Centro Pompidou-Metz será, portanto, a possibilidade de acolher e reproduzir grandes exposições itinerantes e internacionais.

Impactos[editar | editar código-fonte]

Para alguns dos idealizadores do projeto, Jean-Jacques Aillagon (antigo ministro da Cultura e presidente do CNAC Pompidou) e Jean-Marie Rausch (antigo ministro, senador, presidente do conselho regional de da Prefeitura de Metz), a cidade de Metz e Lorraine terão avanços positivos, especialmente no plano turístico. A referência mundial do impacto benéfico produzido pelo Museu Guggenheim Bilbao durante a crise industrial serve de exemplo para o entendimento do novo Pompidou para Metz[3] .

A cidade de Metz como a região próximas de Luxemburgo (Luxemburgo), Sarrebruck (Alemanha) e Nancy envolvem uma conurbação de 600 mil habitantes (Metz-Thionville) e uma abrangência fronteiriça demográfica de 1,5 milhão de habitantes. Essas localidades, além da Bélgica, devem ter o enriquecimento de seu patrimônio artístico e afirmar sua posição de centro econômico, logístico e sobretudo cultural.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • Janeiro de 2003 - foi decidido implantar o projeto em Metz[4]
  • Março de 2003 - lançamento do concurso arquitetônico
  • Novembro de 2003 - escolha do projeto vencedor, o de Shigeru Ban, Jean de Gastines e Philippe Gumuchdjian
  • Setembro de 2005 - obtenção da licença para início da construção
  • 2007-2009 - construção
  • Janeiro de 2010 - entrega do prédio
  • Maio de 2010 - abertura ao público

Números[editar | editar código-fonte]

  • 5 020 m² de área expositiva, formada por três galerias de 1 150 m²
  • Uma grande nave de 1 200 m²
  • Um auditório para 144 lugares
  • Um estúdio de criação com 196 lugares
  • Um café
  • Um restaurante
  • Uma livraria
  • Um centro de recursos

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Bastuck, Nicolas. (21 de maio de 2010). Succès de fréquentation au Centre Pompidou-Metz. Le Monde, acesso em 21 de maio de 2010
  2. Ulrich, Maurice. (maio de 2010). Centre Pompidou Metz - Très libres. L'Humanité, acesso em 21 de maio de 2010
  3. Metz Métropole(2006). Le Magazine du Centre Pompidou-Metz - n.2. Acesso em 21 de maio de 2010
  4. Metz Métropole. Magazine du Centre Pompidou-Metz - n.4. Acesso em 21 de maio de 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]