Centro de Convivência e Cultura
Em alguns municípios do país, como Belo Horizonte/MG, vem se consolidando como um dispositivo inovador desempenhando um papel significativo na inclusão social das pessoas com transtornos mentais. É típico da dinâmica da Reforma Psiquiátrica o surgimento de experiências inovadoras e de novas tecnologias em resposta aos desafios do cuidado e da inclusão social. Os Centros de Convivência e Cultura são uma destas experiências. Tem-se debatido a viabilidade do aprofundamento e expansão desta solução para todo o país. As pessoas que trabalham ali não são profissionais da Saúde, nem da Saúde Mental: são artistas, artesãos, "oficineiros", etc.
Por suas características, os Centros de Convivência e Cultura costumam ser implementados em municípios que já foram capazes de construir uma rede efetiva de acolhimento e atendimento aos transtornos mentais severos e persistentes. Estes Centros se justificam apenas naquelas localidades onde a rede substitutiva de atenção à saúde mental conta com cobertura adequada, especialmente de CAPS. Busca-se a implementação destes Centros nas localidades com mais de 200.000 habitantes.