Cerco de Turim (1640)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cerco de Turim de 1640
Guerra Franco-Espanhola
Assedio di Torino 1706.jpg
Plano das fortificações de Turim para a preparação de um outro cerco em 1706
Data 22 de Maio a 20 de Setembro de 1701
Local Turim, Piemonte, Itália
Resultado Vitória das forças francesas
Combatentes
Royal Standard of the King of France.svg Reino de França
Savoie flag.svgFacção piemontesa da Princesa Cristina
Bandera de España 1701-1760.svgReino de Espanha
Savoie flag.svgFacção piemontesa do Príncipe Tomás
Comandantes
Royal Standard of the King of France.svg Marechal Conde de Harcourt
Royal Standard of the King of France.svg General Visconde de Turenne
Savoie flag.svgPríncipe de Carignan
Bandera de España 1701-1760.svg Marquês Leganés
Forças
9500 Franceses (6000 de infantria; 3500 de cavalaria)
3,500 Piemonteses
16000 Espanhóis
Força piemontesa desconhecida

O Cerco de Turim de 1640 foi um confronto militar que resultou do entrecruzar dos vários interesses em jogo em dois conflitos distintos: a Guerra Franco-Espanhola (1635 - 1659) e a Guerra Civil Piemontesa, tendo ambos acabado por se tornar parte integrante da Guerra dos Trinta Anos. A situação começou ainda em 1639, quando os partidários de Tomás de Sabóia, Príncipe de Carignan tomaram a cidade de Turim. Não foram contudo capazes de desalojar a Regente do Ducado de Saboia, Cristina Maria de França, viúva do Vitor Amadeu I de Saboia, da cidadela. Apesar da hostilidade da cidadela, as forças ocupantes conseguiram manter a cidade graças à construção de barricadas.

A 10 de Maio de 1640,] um exército francês chega para salvar a Princesa Cristina, liderado por Henrique de Lorena, conde de Harcourt e Henri de La Tour d'Auvergne, Visconde de Turenne. As forças francesas não conseguem desalojar os piemonteses do Príncipe de Carignan da cidade e estabelecem o cerco, construindo as habituais linhas de circunvalação. Após os preparativos do cerco, a actividade militar recomeça a 22 de Maio pelos atacantes franceses.

A 22 de Maio de 1640, um exército espanhol vindo do Ducado de Milão chega a Turim comandado por Diego Felípez de Guzmán, Marquês de Leganés, Governador do Milanado. Apesar de pressionado pelo Príncipe Tomás de Sabóia, o comandante espanhol não arriscou um assalto às linhas francesas e preferiu entrincheirar também o seu exército em torno do de Harcourt e Turenne. Embora o exército espanhol não fosse suficiente para cerca de facto as forças francesas, assistiu-se em Turim ao estabelecer de uma situação caricata e de difícil resolução: um cerco com quatro exércitos circunscrevendo-se uns aos outros.

A situação arrastou-se durante meses, mas chegou a um término com a capitulação do Príncipe de Carignan e do exército espanhol a 20 de Setembro de 1640. Fulcral para a vitória francesa foi o facto de Harcourt e Turenne conseguirem cerca efectivamente as forças de Tomás de Savoia, impedindo o reabastecimento da cidade; enquanto que Diego de Guzmán não possuía as forças necessárias para cercar completamente o exército francês. Henrique de Lorena ofereceu uma rendição honrosa ao Príncipe Tomás, facto que desagradou imensamente ao Cardeal de Richelieu e cujo enviado a Turim - Mazarino, que em breve lhe sucederia -, chegou demasiado tarde para impedir.