Cetos

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Cetos é uma aldeia situada na Serra de Montemuro, pertence à freguesia de Pinheiro (Castro Daire), concelho Castro Daire, Distrito de Viseu.

Fundação[editar | editar código-fonte]

Teoria 1[editar | editar código-fonte]

A teoria sobre a origem de Cetos é que o nome da aldeia poderá ser proveniente do nome científico (latim) do sargaço: cistus monspeliensis. O local onde hoje fica a aldeia poderia ter uma grande ocorrência de sargaços (planta campestre comum da Serra de Montemuro). A minha ideia é que a aldeia poderá ter começado por se chamar Cistus e, como todas as palavras vão evoluindo com os tempos, terá «caído» o S: Citus, evoluindo depois para Cetus, até chegar à forma actual Cetos. Recapitulando: Cistus; Citus; Cetus; Cetos. Mas é apenas uma hipótese.

Há mesmo um dado que está «semi-errado»... É que Cetos já tinha população no século XV (cerca de 25 pessoas). Essa informação está no mesmo livro de onde tiraram a imagem dos moldes para pulseiras. Apesar de haver um documento que diz que existia uma igreja do século XVII, Cetos é ainda mais antigo.

Esta ideia (da origem do nome de Cetos) é reforçada com o facto de ser hábito dos judeus darem às terras e famílias nomes relacionados com a natureza.

Relativamente às pessoas que poderão ter fundado a aldeia, tenho uma teoria recente... Descobri-se que Cetos não é de origem árabe (ao contrário, por exemplo, de Ribas).

Os mouros habitaram toda a Serra de Montemuro e arredores desde o século VIII até ao século XII (expulsos por D. Afonso Henriques), e nela fundaram lugares aos quais deram, em muitos casos, os nomes dos senhores árabes que nelas mandavam. Isto para dizer que Cetos não existiria na altura dos Mouros. É posterior a isso.

Acho que Cetos foi fundado por Judeus, por altura do êxodo desse povo de terras do rei de Leão e Castela (a inquisição começou primeiro em Espanha - fins do século XIII - e muitos deles fugiram para Portugal).

Esta teoria surge também no seguimento de uma pessoa de confiança ter dito que leu num livro fidedigno que, em Cetos, havia uma sinagoga disfarçada de igreja. Acredito que poderiam viver em Cetos, por volta do século XIV-XV (Inquisição Portuguesa) marranos ou cristãos-novos que, à semelhança do que acontecia em Tomar, tentariam seguir as suas tradições de uma forma discreta.

Teoria 2[editar | editar código-fonte]

Diz que tanto a Póvoa como Cetos nasceram do desmembramento de uma vila do século XII de nome Gondivão. Lembro de há uns 2/3 anos haver um site onde falavam disso e onde até vinha o nome de pessoas que viviam em Cetos no século XII. Infelizmente esse site deixou de existir. Penso que pertencia ao historiador Abílio Pereira de Carvalho. Ele agora criou um site mais completo, mas cortou a parte dos nomes de indivíduos, que era, a meu ver, umas das mais interessantes. Eram nomes tipo Joanes, e nomes masculinos acabados em «an», como Julian, por exemplo. Apesar disso nos remeter para uma língua como o francês actual, penso que se tratava mesmo do galaico português.

Soube que existe uma terra entre Cetos e Póvoa que se chama mesmo Gandibau, o que penso que poderá advir de Gondivão. Também que em Cetos há uma terra que se chama Bugalhão. Parece-me assim que de Gondivão adveio Gandibau e de Bugalion adveio Bugalhão.

(...) Na parte mais ocidental da terra de Moção existiam, para além da própria cabeça de concelho e julgado, a freguesia de São João Pinheiro que, no século XII englobava terrenos que hoje pertencem à freguesias de Ermida, Mouramorta, Picão e Pinheiro. É neste século que se funda o Mosteiro da Ermida que de pronto é coutado, constituindo a única zona não reguenga em toda esta metade ocidental do concelho de Moção. Afirma Inês Vaz que, "a fundação desse convento deverá integrar-se num objectivo mais vasto que é a tentativa de povoamento sistemático dessa região, devastada pelas lutas e despovoada pelas condições climáticas e pouco propícias à agricultura destas encostas montemuranas". Algumas dessas localidades povoadas por esse tempo acabaram por desaparecer completamente: "Em 1258 ainda nos aparecem os inquiridores régios nas villas rurais de Gondivao e Bugalion, mas no século XVI tinha já desaparecido. Da primeira nem a localização sabemos, da segunda permaneceu o topónimo, uma capela e vestígios visíveis de algumas habitações. Situada num fundo vale da Ribeira da Carvalhosa, teria sido abandonada devido à pouca salubridade do lugar".

Quanto a Gondivao sabe-se que teve carta de foro passada, em 1103, por Ermígio Moniz, um dos primeiros povoadores do Montemuro e confirmada por D. Sancho I. Esta villa era toda foreira ao rei e pagava vários direitos, nomedamente a jugada. Aqui teve o bispo de Lamego um casal que em tempos fora reguengo. (...)

De um momento para o outro desapareceu a villa de Gondivão, mas o que é certo é que tanto a Póvoa como Cetos aparecem em documentos do século XV já com os nomes actuais (presumo que não se deviam escrever como se escrevem hoje em dia).

Parece-me que os antigos mudavam os nomes das terras de uma forma um pouco brusca ou talvez ao sabor das conquistas ora de mouros, ora de romanos, ora de judeus, ora de cristãos e cada um baptizava os lugares à sua maneira. Por exemplo, o primeiro nome da Serra de Montemuro foi Mons Gerontio ou Geronzo, nome de um general romano. Mas mais tarde, em plena ocupação árabe, dizem os estudiosos, chamaram-no de Monte Mouro, donde a actual designação Montemuro.

Quando se trata de tempos muito recuados da história, as limitações são muitas em termos de informação. É complicado ter certezas.

No meu caso, orientei-me pelo nome de uma flôr abundante na zona de Montemuro e por factores históricos (debandada de Judeus de Espanha para Portugal, nos séculos XIV-XV) uma vez que uma fonte segura me disse que existira uma sinagoga disfarçada de igreja em Cetos. Terá sido esse o motivo que levou ao desmembramento de Gondivão? O facto de os judeus começarem a ser perseguidos em Espanha e disso chegar aos ouvidos dos portugueses? Nesse caso, será que houve uma cisão entre judeus e cristão, ou judeus e mouros e criaram duas aldeias diferentes? Apesar de querer aprofundar o tema e ter respostas concretas, neste momento apenas posso especular.

descobri que a palavra "cestos", em italiano, provém do latim "cisthus". Em português sargaço e esteva têm como nome cientifico cisthus, com várias derivações consoante a espécie arbustiva. Em espanhol aquilo que deriva do latim "cisthus" e do greco "kisthos" é caixa ou cesto. Também pode querer dizer giesta:

"Os giestais desenvolvem-se sobre solos profundos em clareiras ou na orla dos carvalhais e sardoais. Nas zonas elevadas os giestais são dominados pela giesta piorneira (Genista florida L. ssp. polygaliphylla) e a menores altitudes são comuns a giestas das vassouras (Cytisus scoparius) e a giesta negral (Cytisus striatus). Estas espécies têm flôr amarela, mas em habitats mais degradados encontra-se a giesta de flor branca (Cytisus multiflorus). "

"cesto: dal latino cisthus (greco: kisthos), cespo, cespuglio"

"Cistus: procede del griego kistus o kisthos (lat. cithos), nombre antiguo de las jaras."

Será que há alguma relação entre aquilo que transporta (cesto) e aquilo que é transportado (sargaço)?

O que é facto é que cada vez mais acredito que Cêtos deriva do latim Cisthus.

Teoria 3[editar | editar código-fonte]

Segundo foi transmitido ao longo dos anos, pelas pessoas mais idosas sobre as origens de Cetos. Lenda ou realidade Cetos terá tido a sua origem a partir de 2 pastores, fartos de andar com a trouxa às costas, resolveram procurar um poiso seco e abrigado, na proximidade de uma fonte de água limpida e cristalina, para retempero das energias. Esse lugar inicialmente batizado de Seco ou Secos, por força da distorção silábica popular e ao longo dos anos, transformou-se na designação actual de Cetos.

Teoria 4[editar | editar código-fonte]

Existe uma 2ª versão, emanada deste senado, em tudo semelhante à primeira, variando ùnica e simplesmente nas 2 pessoas iniciais, que em vez de 2 pastores, teriam sido 2 soldados refractários.

Teoria 5[editar | editar código-fonte]

Uma 3ª teoria, cuja fonte tem outras origens, (Notícias de Castro Daire?) Cetos terá nascido a partir de gente da extinta Aldeia do Gandibau da qual não há vestígios físicos.

Teoria 6[editar | editar código-fonte]

O topónimo Cetos poderá vir da palavra Sedio, uma palavra bárbara, o que faz de Cetos uma aldeia muito mais antiga. Na sua fuga para Norte os bárbaros foram-se fixando primeiro nas encostas, por motivos económicos e depois nos montes, por motivos de defesa. Foram dando nome aos aglomerados, e daí a origem de Cetos. Interessante também o facto de Setúbal derivar de Cetobriga, o povo de Cetos, o povo dos bárbaros.

Teoria 7[editar | editar código-fonte]

Diz-nos que será uma aldeia fundada por Suevos, subindo do sul para norte, perseguidos pelos Alanos e Vândalos. A perseguição era lenta. Os Suevos terão ficado nesta zona alguns anos. Seu chefe seria um tal Sedia, que latinizado, posteriormente, transformar-se-ia em "Setus" e, daí, Setos e, depois Cetos. Outros testemunhos orais, dizem-nos que Cetos nasceu a parir de dois pastores nómadas que se instalaram nesse lugar de forma sedentária, por encontrarem uma óptima água e na sua envolvente terreno seco para pernoitar. E o lugar seco com o passar do tempo passou a Cetos. Outra versão praticamente igual, também é por alguns aventada, com a diferença que em vez de dois pastores eram dois refractários da guerra. Certo é praticamente que, Cetos nasceu antes da nacionalidade, já que há registos históricos que nos falam desse lugar pertencente às terras de Moção que estavam sobre o domínio de Egas Moniz, a figura maior de uma das dez famílias mais ricas do Condado Portucalense.

Teoria 8[editar | editar código-fonte]

Nas imediações de Castro Daire, para confirmarmos as suspeitas conquistadas na estrada: o mesclado da Serra do Montemuro confunde, envolve e inebria. É território fecundo, região com raízes celtas, terra de demónios encantados e pastores contemplativos.

Localização[editar | editar código-fonte]

Cetos situa-se na vertente noroeste da Serra do Montemuro, a uma pretensa equidistância entre o Talegre e o Rio Paiva, numa altitude de 779 metros, longitude de 40º56`18.67`` N e latitude de 7º58`17.57`` W, na Freguesia de Pinheiro, Concelho de Castro Daire, Distrito de Viseu.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Em Cetos, os nomes das ruas ou caminhos não nasceram por geração espontânea. Quando foi necessário estampar as placas de toponímia, os seus habitantes não caíram no acto curriqueiro de porém nomes de santos ou pessoas inventados à última da hora. Preferiram e bem, beber nas informações que foram passando ao longo de gerações. Entre ruas, vielas e travessas ronda as três dezenas, das quais as mais conhecidas são a rua Central, Morgada, Carreia, Torta e da Quintã.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Segundo os sensos de 2002 Cetos tinha 112 habitantes, mas daí para cá muitos pensionistas e emigrantes regressados, passaram a permanecer mais tempo em Cetos que nos seus locais de recenseamento, o que não se torna descabido afirmar que, num fim de semana normal, pernoitam na aldeia cerca de centena e meia de pessoas, se bem que, sensivelmente metade sejam reformadas.

Prédios Urbanos[editar | editar código-fonte]

Entre habitações novas e recuperadas -rondará a centena, que nos dias festivos e mês de Agosto se encontram geralmente ocupadas, multiplicando a população por 2 ou 3.

Tecido Primário[editar | editar código-fonte]

A agricultura que em tempos era rainha e senhora de todo o espaço que não estivesse reduzido a pedras, com a imigração iniciada no final da década de 70 do século passado, vem-se reduzindo à ínfima espécie de terra cultivada. Onde ontem se via milho, feijões e batatas, hoje vê-se silvas giestas e ultimamente algumas árvores de frutos plantadas por carolice de alguns mais zelosos, e que se sentem mal em verem as suas propriedades cobertas de arbustos. Apenas nas hortas envolventes à povoação se vê crescer batatais, cebolais e couves, rodeadas aqui ou ali por alfaces e cenouras. O gado bovino que ultrapassava a centena, está reduzido a três cabeças. O gado ovino e caprino que chegou a completar duas “vigias”, hoje reduz-se a três ou quatro rebanhos de reduzida dimensão. O Suíno que, antigamente não havia casa que não cevasse no mínimo um bácoro, hoje contam-se pelos dedos de uma só mão. Os galináceos que outrora deambulavam em bandos livremente pelas ruas da aldeia, agora não existirão mais que uma dezena. Quanto a coelhos? Só bravos e mesmo esses me parece que há mais caçadores que animais desta espécie.

Tecido Secundário[editar | editar código-fonte]

Tal como ontem, hoje limita-se a alguma construção civil, com as devidas e necessárias adaptações que o tempo assim obrigou.

Tecido Terciário[editar | editar código-fonte]

A escola primária por enquanto ainda vai estando aberta, embora apenas uma sala de aulas. Houve aqui, no entanto uma grande evolução com a construção do lar e centro de dia de apoio à velhice. Nesta matéria, Cetos tornou-se num “oásis” em toda a vertente noroeste da serra do Montemuro. Lar esse que além de ser o único empregador de forma permanente, reúne condições de excelência para dar o conforto possível àqueles cujo físico e/ou mente não lhe permitem viver condignamente sem auxilio. Comercialmente a aldeia resume-se a dois cafés, se bem que também se dediquem à venda de artigos alimentares, pequenos produtos para a agricultura, tubagens e ferragens.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]