Chão de Couce

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 Portugal Chão de Couce  
—  Freguesia  —
Chão de Couce está localizado em: Portugal Continental
Chão de Couce
Localização de Chão de Couce em Portugal
39° 53' 29" N 8° 22' 09" O
País  Portugal
Concelho ANS.png Ansião
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 25,10 km2
População (2011)
 - Total 1 992
 - Densidade 79,4/km2 

Chão de Couce é uma freguesia portuguesa do concelho de Ansião, com 25,10 km² de área e 1 992 habitantes (2011). Densidade: 79,4 hab/km².

Foi vila e sede de concelho entre 1514 e 1855. O antigo município era constituído inicialmente apenas pela freguesia da vila. Tinha, em 1801, 1 279 habitantes.

Até 1832 foi também sede da Comarca das Cinco Vilas ou Comarca de Chão de Couce.

Em 1836 foram-lhe anexadas as freguesias de Avelar e Pousaflores, com a extinção dos respectivos concelhos. Tinha, em 1849, 3 568 habitantes. Aquando da extinção, foi integrado no concelho de Figueiró dos Vinhos, passando, em 1895, para o actual município.

[editar] História

Chão de Couce, como espaço de ocupação humana, remonta ao princípio dos tempos, havendo vestígios arqueológicos da Pré-História e da ocupação romana, designadamente vestígios da via romana de Conímbriga a Sellium.

A primeira referência escrita a Chão de Couce respeita à Quinta de Cima, onde actualmente permanece um palacete, que atesta ainda a sua nobreza, e uma capela particular de invocação de Nossa Senhora do Rosário. Esta propriedade pertenceu aos Reis de Portugal (Dinastia de Borgonha), havendo registo da doação feita por D. Afonso III a D. Constança Gil, dama da rainha D. Beatriz, como dote de casamento, em 5 de Fevereiro de 1258. Mais tarde, a Quinta foi do Conde de Barcelos, do Mosteiro de Santo Tirso, de D. Dinis, novamente Mosteiro de Santo Tirso e de João Afonso, genro de D. Dinis. Consta-se que, aquando do casamento de D. Fernando I com D. Leonor de Teles, criticado violentamente pelo povo de Lisboa, o casal real se terá refugiado aqui. Em 4 de Junho de 1451, D. Afonso V fez doação da Quinta ao Conde de Vila Real, D. Pedro de Meneses. A Quinta de Cima voltou à Coroa em 1641 (com a execução do seu proprietário, um dos conjurados contra D. João IV) e, pouco depois, foi integrada na Casa do Infantado até 1834, vindo, posteriormente, a ser propriedade de António Lopes do Rego, Sargento-Mor e Cavaleiro da Ordem de Cristo. A Quinta de Cima é, ainda hoje, uma verdadeira preciosidade em termos artísticos e históricos. No princípio do século XX, embora a arquitectura do belo edifício habitacional nada tivesse de medieval, continuava a ser um espaço idílico (e hoje ainda mantém, praticamente, o mesmo as­pecto).

Em 12 de Novembro de 1514, D. Manuel I deu foral novo a Chão de Couce, e, em conjunto, às vilas de Avelar, Pousaflores, Aguda e Maçãs de Dona Maria - eram as "Cinco Vilas", que tinham como capital Chão de Couce. Estes forais foram confirmados por Filipe I, em 7 de Outubro de 1594.

Em 31 de Dezembro de 1836, com a reforma administrativa, os cinco concelhos da comarca das Cinco Vilas constituíram apenas dois concelhos: o de Chão de Couce, com as freguesias de Chão de Couce, Avelar e Pousaflores; e o de Maçãs de D. Maria, com Maçãs de D. Maria, Aguda e Arega.

Em 1855, é extinto o concelho de Chão de Couce, passando esta freguesia, bem como as de Avelar e Pousaflores, a integrar o concelho de Figueiró dos Vinhos. Finalmente, por decreto de 7 de Setembro de 1895 passaram Chão de Couce, Avelar e Pousaflores a integrar, definitivamente, o concelho de Ansião.

[editar] Pontos de interesse

A Igreja Matriz de Chão de Couce construída na 1.ª metade do século XX, tem a nave e a Capela-Mor decoradas com azulejos figurativos, a azul, da autoria de Mário Reis. Do mesmo autor, existem no alto da fachada principal, dois registos de azulejos. Num nicho da Capela-Mor existe uma Imagem quinhentista, em pedra, da Virgem, sem pintura.

Mas o maior atractivo desta Igreja é, sem dúvida, o Retábulo de Malhoa (1933), representando Nossa Senhora da Consolação. Foi a última grande Obra de Mestre Malhoa, que, em 2003, perfez setenta anos de existência, efeméride que a Paróquia fez questão de lembrar de forma pública e festiva.

A Região Pastoral do Sul da Diocese de Coimbra tem sede nesta freguesia, onde, desde finais do século passado existe o Centro Pastoral da Região Sul. Actualmente, a maior concentração industrial do concelho, situa-se na zona industrial do Camporês, que pertence à freguesia de Chão de Couce. Aí foram implantados nos últimos anos complexos industriais, onde se inserem unidades fabris de cerâmica, componentes para a indústria têxtil, sinais rodoviários, embalagens e alumínios, entre outras.


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