Chang Dai-chien

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Chang Dai-chien
張大千
Nome completo Zhāng Zhèngquán (張正權)
(chinês tradicional: 張大千, chinês simplificado: 张大千, pinyin: Zhāng DàqiānWade-Giles: Chang Ta-chien)
Nascimento 10 de Maio de 1899
Neijiang, Sichuan, China
Morte 2 de abril de 1983 (83 anos)
Taipé, Taiwan
Nacionalidade Chinesa
Ocupação pintor e escultor
Movimento estético guohua, impressionismo, expressionismo

Chang Dai-chien (Neijiang, 10 de maio de 1899  — Taipé, 2 de abril de 1983) foi um dos mais célebres e versáteis artistas da China no século XX. Originalmente, Chang era um pintor tradicionalista (guohua), mas já nos idos da década de 1960 era considerado um renomado pintor impressionista e e expressionista. Chang também é tido como um dos melhores mestres da contrafação de arte do século XX.


Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Nascido em uma família de artistas em Neijiang, província de Sichuan, China continental, ele estudou técnicas para tingir tecidos em Kyoto, Japão e retornou para estabelecer uma célebre carreira vendendo as suas pinturas em Xangai.

O general dos muçulmanos chineses e governador de Qinghai, Ma Bufang enviou Chang para uma capela tibetana para procurar ajudantes aptos a analisar e copiar a arte budista.[1]

Admirador do mestre Shitao, pintou diversos quadros que foram vendidos por altos valores por acreditarem ser quadros do século XVII. Até 1941, as obras de Zhang Daqian basearam-se principalmente nos "Quatro Grandes Pintores Monges da Dinastia Qing" (Hong Ren, Kun Can, Bada Sharen e Shitao), os quatro mestres da escola de Wu da dinastia Ming (Shen Zhou, Wen Zhengming, Tang Yin, Qiu Ying) e paisagistas da Dinastia Yuan (Huang Gongwang, Wu Zhen, Ni Zan e Wang Meng) [2] . Em 1941, Chang fez uma viagem às pouco exploradas cavernas de Dunhuang, um paraíso artístico com milhares de pinturas milenares, com 2.415 estátuas pintadas, esculturas, cerca de 50.000 escrituras budistas documentos históricos, entre outros itens de valor inestimado que ficaram escondidos da civilização até o ano de 1900. Lá, ele estudou as pinturas coloridas chinesas e mudou seu estilo, adotando técnicas e cores utilizadas em pinturas históricas pouco conhecidas e abandonadas pela cultura chinesa.

Militante político do Kuomintang, deixou a China em 1948 e, após a segunda revolução chinesa, mudou-se sucessivamente para Hong Kong, Darjeeling (Índia), Argentina e, enfim, em 1953, se instala em Mogi das Cruzes, onde permaneceu até 1970 e ainda residem seus filhos. No Brasil, Chang constrói sua residência ideal graças aos fundos reunidos pela venda, ao governo chinês, de duas preciosas pinturas antigas. Criou o famoso Jardim das oito virtudes (Bade Yuan) e cavou um lago ornado de cinco pavilhões (Wu Ting Hu). No início dos anos 60, Chang abandona o estilo guohua de pintura com contornos traçados, volta ao da xieyi: pintura com tinta de expressão pessoal e finalmente desenvolve um estilo expressivo de tinta espirrada que o diferencia de todos os outros pintores. Ao deixar o Brasil, Chang muda-se para Carmel (Estados Unidos), antes de sua residência definitiva em Taipei, Taiwan.[3]

Um encontro entre Chang e Pablo Picasso em Antibes (França) no ano de 1953 foi visto como o encontro dos proeminentes mestres da arte do leste e oeste. Os dois mestres trocaram diversas pinturas durante este encontro.[4]

Falsificações[editar | editar código-fonte]

Como falsificador, Chang criou obras tão perfeitas que chegaram e ser vendidas por milhares de dólares. Diferentemente das falsificações comuns, suas obras, mesmo depois de serem reconhecidas como falsificações, permaneceram nos museus para serem admiradas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Toni Huber. In: Toni Huber. Amdo Tibetans in transition: society and culture in the post-Mao era : PIATS 2000 : Tibetan studies : proceedings of the Ninth Seminar of the International Association for Tibetan Studies, Leiden 2000. [S.l.]: BRILL, 2002. p. 205. ISBN 90-04-12596-5 Página visitada em 2011-05-29.
  2. http://www.icm.gov.mo/exhibition/daqian/significanceE.asp The Epochal Significance in Zhang Daqian's copies of Dunhuang Frescoes, Wei Xuefeng
  3. Sullivan, Michael. Modern Chinese artists: a biographical dictionary. Berkeley, California: University of California Press, 2006. p. 215. OCLC 65644580 ISBN 0-520-24449-4
  4. Sullivan, Michael. The meeting of Eastern and Western art. Greenwich, Connecticutt: New York Graphic Society, 1973. p. 198. OCLC 967349 ISBN 0-8212-0543-9

Links externos[editar | editar código-fonte]

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