Charles Keeling

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Charles David Keeling
Climatologia
Nacionalidade Estados Unidos Estados Unidos
Nascimento 20 de abril de 1928
Local Scranton
Morte 20 de junho de 2005 (77 anos)
Local Hamilton
Atividade
Campo(s) Climatologia
Prêmio(s) Medalha Maurice Ewing (1991), Medalha Nacional de Ciências (2001)

Charles David Keeling (Scranton, 20 de abril de 1928Hamilton, 20 de junho de 2005) foi um climatologista estadunidense. Ele dedicou a maior parte da sua vida profissional a medição dos níveis de gás carbônico no ambiente.

Em 1954 seus estudos tiveram início, quando decidiu pesquisar se a pressão do CO2 era a mesma tanto no ar quanto na água. No desenrolar da pesquisa, ele aprimorou o aparelho usado para fazer essa medição, analisando amostras de ar e oceanos durante alguns anos em diversas partes do planeta, e em diferentes períodos do dia.

Keeling percebeu que em qualquer lugar onde as medições eram feitas, a concentração de CO2 na atmosfera era basicamente a mesma, em torno de 315 partes por milhão (ppm). Esse era um valor médio, porque ao longo do dia o valor exato apresentava variações, atingindo um valor máximo no período da madrugada e mínimo pouco depois do meio-dia. Para todas as regiões que ele analisou, o padrão de variações também era o mesmo.

Em 1957, Keeling ajudou a implantar um sistema de monitoramento da concentração dos gases atmosféricos em todo o planeta. As leituras diárias da concentração de CO2 tiveram início no ano seguinte quando as bases de pesquisa foram instaladas. Devido alguns problemas técnicos, algumas medidas foram comprometidas, mas a partir de 1964 elas passaram a ser feitas sem interrupção até os dias de hoje.

A representação gráfica desses resultados é conhecida como Curva de Keeling, em homenagem ao trabalho do cientista.

O próprio Keeling e outros cientistas investigaram os fatores que explicariam o caráter ascendente da curva. Entre os fatores, estão a emissão de CO2 pela queima de combustíveis, o desmatamento, e o fato de que o oceano não é capaz de absorver todo o CO2 lançado na atmosfera.

Seus registros sobre a concentração de dióxido de carbono atmosférico no Observatório de Mauna Loa[1] despertaram o alerta mundial para a contribuição antropogênica ao efeito estufa e aquecimento global.


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. “BIO - vol. 03”. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. ISBN 978-85-02-10473-0.

Referências

  1. Rose Kahele. Behind the Inconvenient Truth Hana Hou! vol. 10, No. 5, October/November 2007.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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