Charles M. Schulz

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Charles M. Schulz
Charles Schulz em 1956.
Nascimento 26 de novembro de 1922
Saint Paul, Minnesota
Morte 12 de fevereiro de 2000 (77 anos)
Santa Rosa, Califórnia
Nacionalidade Estados Unidos Americano
Ocupação Cartunista

Charles Monroe Schulz (Mineápolis, 26 de Novembro de 1922Santa Rosa, 12 de Fevereiro de 2000) foi um cartunista americano, criador da série Peanuts e dos personagens Charlie Brown e seu cachorro da raça beagle chamado Snoopy, entre outros.

Iniciou a série de desenhos do Snoopy (Peanuts) em 2 de outubro de 1950 e os desenhou por mais de 50 anos, até se aposentar em virtude de sua doença, em 14 de dezembro de 1999. Schulz faleceu em 12 de fevereiro de 2000, vitimado por um ataque cardíaco às 21h45, com 77 anos. Sua última tira foi publicada um dia depois, 13 de fevereiro, uma tira em que se despedia de seus fãs e de seus personagens queridos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Charles M.Schulz nasceu em Mineápolis, nos Estados Unidos. Era filho de Dena Schulz, uma dona de casa, e Carl Schulz, um barbeiro alemão. Cresceu na cidade de Saint Paul, capital de Minnesota.

Schulz estudou na escola de educação primária Richard Gordon de Saint Paul. Era um adolescente tímido e solitário, talvez por ser o mais jovem de sua classe na Central Hight School. Depois da morte da sua mãe, em fevereiro de 1943, alistou-se no Exército dos Estados Unidos, sendo enviado ao Acampamento Campbell, em Kentucky. Dois anos depois foi para a Europa lutar na Segunda Guerra Mundial como líder da esquadra de infantaria da 20º Divisão Blindada dos Estados Unidos. Depois de deixar o exército em 1945, começou a trabalhar como professor de arte na Art Instruction Inc.

Medalha de Ouro do Congresso americano concedida postumamente a Charles Schulz.

Os desenhos de Schulz foram publicados pela primeira vez por Robert Ripley em sua columa Ripley's Believe It or Not!. Suas primeiras tiras cômicas regulares, Li'l Folks, foram publicados entre 1947 e 1949 por St. Paul Pioneer Press. Esta vinheta também tinha um cachorro, de aspecto bastante semelhante ao Snoopy. Em 1948, Schulz vendeu a sua história ao Saturday Evening Post.

Ainda em 1948, Schulz tentou comercializar Li'l Folks ao Newspaper Enterprise Association. No ano seguinte, Schulz se juntou ao United Features Syndicate com suas melhores tiras cômicas de Li'l Folks.

Seus personagens tiveram grande êxito porque retratavam a vida cotidiana e cada um dos seus personagens escondia uma mensagem atrás de si.

Em 28 de Junho de 1996, ganhou uma estrela na calçada da fama de Hollywood.[1] [2]

Em novembro de 1999 Schulz sofreu um infarto, e depois descobriu-se que tinha um câncer que havia desencadeado uma metástase.

Schulz faleceu de infarto agudo do miocárdio às 21:45 do dia 12 de fevereiro de 2000, em Saint Rosa. Foi enterrado no Cemitério Plesant Hill, em Sebastopol.[3]

Autobiografia[editar | editar código-fonte]

Charles M. Schulz Museum and Research Center.[4]

A biografia "Peanuts and Schulz: A biography", escrita por Harper Collins, revela que muito das tiras de Snoopy são uma espécie de autobiografia de seu criador. Seus personagens são inspirados em pessoas do cotidiano de Charles Schulz, e alguns acontecimentos são referências a fatos de sua vida.

A personagem Lucy van Pelt é um exemplo. Sua personalidade mandona, impaciente e sarcástica foi inspirada em Joyce, primeira mulher de Schulz. Em Peanuts, Lucy importunava Charlie Brown e adorava tirar do lugar a bola de futebol no momento em que o garoto iria chutar.

Quando Joyce pediu que o marido procurasse tratamento psicológico, Schulz a ironizou por meio da tirinha, onde Lucy monta um quiosque psiquiátrico de plantão.[5]

Houve mesmo uma inatingível garota ruiva. Seu nome era Donna Mae Johnson, ele a pediu em casamento em julho de 1950, e esta recusou. Ele amargou a rejeição por toda sua vida.

Patty Pimentinha foi inspirada em Patricia Swanson, prima de Schulz, ela se comportava como um "moleque", brincava de bola e não gostava de receber ordens.

Charlie Brown é o próprio Shulz na infância, um menino cujo pai falava alemão em casa e tinha uma barbearia (assim como o pai de Charlie Brown). E que por ter entrado na escola um ano antes que o correto, sempre foi o menor da classe, o mais franzino, sofria rejeição dos colegas de classe e ia mal nos esportes.[6]

Referências

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