Charles Taylor (filósofo)

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Charles Margrave Taylor (nascido a 5 de Novembro de 1931) é um filósofo canadiano (português europeu) ou canadense (português brasileiro) de Montreal. É conhecido pelos seus contributos em filosofia política, filosofia social e em história da filosofia.[1]

Formação[editar | editar código-fonte]

Formou-se em História em 1952 pela Universidade McGill de Montreal. A seguir foi estudar para a Universidade de Oxford como um Rhodes Scholar no Balliol College, onde tirou o bacharelato em Filosofia política e económica. Doutorou-se em 1961 sob a supervisão de Isaiah Berlin e Elizabeth Anscombe.

Vida profissional[editar | editar código-fonte]

Foi professor de Filosofia e Ciência política durante muitos anos na Universidade McGill, onde é actualmente professor emérito. Em 1991 foi nomeado para o Conselho de língua francesa da província do Quebec. Em 2000, Grande oficial da Ordem Nacional do Quebec. Premiado em 2007 com o Prémio Templeton pelo seu contributo para o progresso da investigação na área da realidade espiritual.[2]

Pensamento filosófico[editar | editar código-fonte]

Taylor escreveu trabalhos sobre Hegel, Wittgenstein, Heidegger e Merleau-Ponty. Rejeita o naturalismo e formalismo epistemológico. No seu ensaio “Seguindo uma regra”, Taylor especula acerca da razão por que as pessoas podem falhar em seguir regras; e que espécie de conhecimento é esse que permite às pessoas serem bem sucedidas em seguirem regras. Segundo Wittgenstein a interpretação das regras baseia-se num fundo tácito em que obedecer a uma regra é uma prática. Taylor situa a interpretação das regras nas práticas que são incorporadas no nosso corpo sob a forma de hábitos, disposições e tendências.

Em “Sources of the Self”, 1989 (As Fontes do Self ,1997) e “The Ethics of Autenticity”, 1992 (A Ética da Autenticidade, 2009) . Como “eus” somos agentes orientados por aquilo que é significativo para nós, embora habilitados para seguir o bem. Desenvolve um ponto de vista comunitarista. Reconhece que os indivíduos são integrados contextos culturais e sociais.[3]

Argumenta contra o processo do pensamento moral e político moderno. É crítico em relação ao empobrecimento da mundividência cultural do materialismo filosófico e do desconstrucionismo pós-moderno. A sua obra filosófica mais recente, representada em “Modern Social Imaginaries”, 2004, aponta para concepções substanciais do “eu” enquanto agente moral e agente de avaliação como um aspecto irredutível do modo como temos experiência do mundo e como compreendemos as nossas vidas.[4]

Livros em língua portuguesa[editar | editar código-fonte]

  • "Hegel - Sistema, Método e Estrutura". Brasil, São Paulo - SP. Editora É Realizações, 2014
  • "A Ética da Autenticidade". Brasil, São Paulo - SP. Editora É Realizações, 2011.
  • "Imaginários sociais modernos". Lisboa: Edições Texto e Grafia, 2010.
  • "Uma era secular". São Leopoldo: UNISINOS, 2010.
  • "As fontes do self". São Paulo: Loyola, 2005.
  • "Hegel e a sociedade moderna". São Paulo: Loyola, 2005.
  • "Argumentos filosóficos". São Paulo: Loyola, 2000.

Referências

  1. Infopédia
  2. Dicionário de Filosofia. Direcção de Thomas Mautner. Ediões 70, 2010
  3. Roberto José Lube Teles – A crítica comunitarista de Charles Taylor
  4. Dicionário de Filosofia. Direcção de Thomas Mautner. Ediões 70, 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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