Charly García

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Charly García
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Charly García na Casa Rosada
Informação geral
Nome completo Carlos Alberto García Moreno
Também conhecido(a) como Bicolor
Nascimento 23 de outubro de 1951 (62 anos)
Origem Buenos Aires
País  Argentina
Gênero(s) Rock progressivo
Rock sinfônico
Jazz Rock
Hard rock
Pop rock
Instrumento(s) Guitarra
Violão
Baixo
Piano
Voz
Período em atividade 1969 - atualmente

Carlos Alberto García Moreno (Buenos Aires, 23 de outubro de 1951), conhecido pelo pseudônimo Charly García, é um dos mais renomados e influentes artistas, compositores e produtores argentinos, sul-americanos e internacionais do rock.

É considerada uma das figuras chaves da música contemporânea Argentina, por seu talento e sua personalidade. Fundou duas das mais importantes bandas de rock da argentina, Sui Géneris e Serú Girán, gravou 41 discos, é considerado um dos ícones do rock argentino.

Ganhou vários prêmios ao longo de sua carreira como um Grammy para a excelência Musical de Las Vegas, concedida pela Academia Latina de gravação, que dá o Latin Grammy Awards; o prêmio a trayetoria otorgado pelo Premios Clarín Espectáculos em 2009, e o prêmio Konex em várias ocasiões, incluindo o platina em 1985 como «melhor instrumentista» «conjunto de rock» da história da Argentina. Em 2010 foi declarado cidadão ilustre da cidade de Buenos Aires.

Charly quebrando uma guitarra

Infância[editar | editar código-fonte]

Primeiro filho de uma família rica de Buenos Aires. Durante os Anos 1950, sendo presidente da república o general Juan Domingo Perón, houve grandes mudanças sociais e a família García Moreno teve que adaptar-se: o pai de Carlos começou a trabalhar como professor, ensinando física e matemática e Carmen Moreno, sua mãe, foi trabalhar como produtora de shows musicais para rádio, especialmente de música folclórica.

Em uma ocasião, seus pais tiraram férias na Europa – muito provavelmente devido à posição política familiar, já que o pai negou-se a colocar a faixa de luto na sua fábrica, em sinal de respeito à morte de Eva Perón – e deixaram o pequeno Carlos (com três anos de idade) sozinho. Não se sabe precisamente aos cuidados de quem ele ficou: segundo uma versão, com as empregadas da casa; segundo outra, com uma tia extremamente repressora. Durante eses dias Carlos teve um ataque nervoso e amanheceu com metade de seu rosto empalidecida. Ele contraiu um problema de pigmentação, chamado vitiligo. O efeito desse problema pode-se notar ainda hoje em Charly García: um peculiar bigode bicolor.

No regresso de sua viagem, sua mãe o presenteou com um piano de brinquedo. Imediatamente Carlos começou a mostrar seu talento musical. Sua mãe o encontrou compondo melodias belas e coerentes, e então o levou à casa de um vizinho que tinha um piano. O garoto a princípio estranhou, mas descobrindo que o instrumento grande funcionava igual ao seu brinquedo, começou a tocar e improvisar. A partir desse dia vários de seus vizinhos começaram a reunir-se naquela casa para escutar o garoto tocar, chamando-no de o Mozart portenho. Ao ver seu talento, no ano seguinte sua mãe o matriculou em uma escola de música de seu bairro, o conservatório Thibaud Piazzini, de onde com doze anos ingressou com o título de professor de música.

Quando tinha 8 anos, um famoso músico folclórico chamado Eduardo Falú estava preparando um show íntimo em uma festa familiar. Charly disse a sua mãe: "Parece-me que o maestro está com essa corda desafinada". Após alguns testes caseiros, a conclusão foi clara: o garoto tinha ouvido absoluto.

História[editar | editar código-fonte]

Charly García é um dos mais famosos e importantes tecladistas, guitarristas, cantores, compositores e produtores latinoamericanoa de rock. Foi líder das bandas Sui Generis (1972 - 1975), PorSuiGieco (1976), La Máquina de Hacer Pájaros (1977 - 1978) e Serú Girán (1978 - 1982), quando atingiu o topo de seu talento com uma superbanda (chamada por muitos Os Beatles argentinos) que reunia alguns dos melhores músicos da Argentina: o guitarrista/multi-instrumentista/cantor David Lebón, um jovem baixista/tecladista/cantor (Pedro Aznar) que nessa época tinha 19 anos e Oscar Moro, um renomado baterista que participou dos Los Gatos (a primeira banda de rock argentino, movimento de rock em espanhol próprio de Buenos Aires). Com o Serú Girán, Charly deixou um legado de discos e canções que marcaram definitivamente a história da música argentina.

Charly García frequentou o Instituto Social Militar Dr. Dámaso Centeno, um colégio do bairro Caballito. Desde os primeiros anos costumava cabular aulas para ir à sala de música tocar piano.

Desde 1982 até os dias de hoje segue em carreira solo, obtendo amplo reconhecimento tanto pela qualidade quanto pela quantidade de composições. Charly García é também a figura central na produção de seus espetáculos e discos. Nas bandas que o acompanharam na carreira solo, Charly contou sempre com músicos argentinos de primeiro nível, como Cachorro López (de 1982 até 1984), Fabiana Cantilo (1982-1986), Fito Páez (1983-84), os G.I.T. - Pablo Guyot, Willy Iturri e Alfredo Toth - (1984-87), Richard Coleman (1986), Fernando Samalea (1987-1995), Carlos García López (1987-1993), Hilda Lizarazu (1987-1993), Fabián Vön Quintiero (1987-1995), Mario Serra (1996-2002), María Gabriela Epumer (1994-2003). Atualmente costuma apresentar-se com uma sólida banda formada por três músicos chilenos, Kiushe Hayashida na guitarra e coros, Tonio Silva Peña na batería e Carlos González no baixo, ele mesmo nos teclados, guitarra e voz, e um trio de cordas formado por Alejandro Terán (viola), Javier Weintraub (violín) e Julián Gándara (cello).

Nos anos 90 começou a usar seu slogan "Say No More" (não diga mais nada), pelo qual agora é chamado Mister SNM.

Em 2004 Charly García fez uma turnê por toda a Argentina, cujo show de mais de três horas incluía músicas de todas suas fases, sendo assistido por um público dos mais heterogêneos quanto as idades. Sua turnê pelo sul argentino deixou marcas históricas, como em Ushuaia (Terra do Fogo), a cidade mais austral do mundo, quando sob uma temperatura de -2°C um em cada quatro habitantes assistiu a seu show.

Em 2006 apresentou "Kill Gil", sua última produção discográfica (ainda sem editar).

Personalidade e polêmica[editar | editar código-fonte]

Desde o princípio, Charly García sempre foi uma figura polêmica. Suas repentinas mudanças de humor durante shows - o pior que pode acontecer são falhas de som - seus problemas com drogas e suas polêmicas frases sobre ele mesmo e outras personalidades fazem de García uma figura sempre visível e muitas vezes malquista. Com frequência sua visão crítica da realidade e sua opinião independnte não são muito bem recebidas por setores da sociedade argentina.

Foram vários os incidentes protagonizados por García. Entre eles, três internações em clinícas psiquiátricas e a destruição de vários quartos de hotel. Foi dispensado do exército quando cumpria o serviço militar obrigatório, pois não suportava o confinamento e a disciplina imposta pelos militares. Chegou a tal ponto seu desespero para sair que em uma ocasião levou para passear um cadáver em uma cadeira de rodas, o que motivou uma investigação psiquiátrica que concluiu ser Charly psicótico e paranóico com personalidade esquizóide.

Outra história conhecida se deu durante uma apresentação. O público lhe gritava "puto" ao que ele respondeu baixando sua calça para demonstrar que supostamente não o era.

Também provou a vertigem de, em um hotel em Mendoza, saltar da janela do nono andar para a piscina. Quando a imprensa o questionou sobre tal ato, ele disse: "Só a vi, e me atrevi! É necessário ir além, além do que eu não vou morrer nunca e meu capricho é lei". Mais tarde, García diria que só se atreveu a saltar depois de muito cálculo e porque estava trancado no quarto, com a polícia o aguardando do lado de fora para o interrogar sobre incidentes ocorridos na noite anterior em um bar da cidade.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Sui Generis[editar | editar código-fonte]

Porsuigieco[editar | editar código-fonte]

La Máquina de Hacer Pájaros[editar | editar código-fonte]

Serú Girán[editar | editar código-fonte]

Carreira Solo[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]