Cheiro de Amor

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Cheiro de Amor
A vocalista Alinne Rosa em cima do trio elétrico durante o Carnaval de Salvador, em 2012.
Informação geral
Origem Salvador, Bahia
País  Brasil
Gênero(s) Axé, Samba-reggae, Pop
Período em atividade 1985—presente
Gravadora(s) Universal Music (1988—2002; 2003—presente)
Indie Records (2002—2003)
Página oficial http://www.cheiro.com.br
Integrantes Vina Calmon
Ricardo Guerra
Danilo Farias
André Liberato
Junior Petecão
Serginho Trindade
Paulo Adachi
Daniel Bento
Valdir Martins
Karine Rossele
Cláudia Gladys
Ex-integrantes Márcia Freire (1985—1995; 2001—2003)
Carla Visi (1995—2000)Alinne Rosa (2003-2014)

Cheiro de Amor, comumente reduzida para Cheiro, é uma banda brasileira de axé, comandada por Vina Calmon, formada em 1985 em Salvador, Bahia. Ao longo desses anos o Cheiro de Amor passou por 4 formações vocais. Inicialmente composta por Márcia Freire de 1985 até o ano 1995, que saiu para seguir carreira solo. Com a cantora, a banda foi uma das primeiras à deixar o sucesso concentrado apenas na Bahia e nordeste, para atingir um grande público em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, espalhando-se para todo Brasil. A partir deste ano passou à ter como vocalista Carla Visi, ocupando o cargo até 2000, quando deixou-o também para seguir carreira solo, seguindo o exemplo de Netinho, Márcia Freire e Ivete Sangalo. Com isso, Márcia Freire retorna temporariamente à banda como vocalista entre 2001 e 2003. Em 2003 é realizado um concurso pela produtora Cheiro Produções, onde entre diversas participantes, foi escolhida como nova vocalista Alinne Rosa. A partir da Quarta-Feira de Cinzas, de 2014, a Banda Cheiro de Amor, passou a ser comandada por Vina Calmon, pois a cantora Alinne Rosa deixou a Banda Cheiro de Amor, a partir da Terça-Feira de Carnaval, de 2014, para seguir carreira solo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

1985—1995: Márcia Freire, Pimenta de Cheiro e sucesso[editar | editar código-fonte]

Em 1985 Márcia Freire e alguns instrumentistas formam uma banda, até então intitulada Pimenta de Cheiro e lançam seu primeiro álbum com a formação. O trabalho logo foi reconhecido em toda Bahia, porém o nome não agradou ao público, fato com que fez os integrantes mudarem-no para Cheiro de Amor em 1998. No mesmo ano lançam seu segundo disco, Salassiê, de onde retirou-se os sucessos "Salassiê", e, "Roda Baiana". Em 1989 foi a vez do disco Festa chegar às lojas, proliferando a banda por todo o Brasil e quebrando os paradigmas das bandas de axé music fazerem sucesso apenas na Bahia. As canções "Pra acabar com a solidão" e "Auê" ficaram conhecidas em todo território nacional, fazendo o disco vender em torno de 100 mil cópias.[1] A consolidação do Cheiro de Amor como uma das maiores bandas do axé music veio com os álbuns Suingue, em 1990, que colocou a canções "Cheiro de amor no ar", e, "Rebentão" no primeiro lugar absoluto nas rádios de todo país, e em 1991 com o disco É o Ouro, que trouxe dois dos maiores sucessos de sua carreira, a faixa "É o Ouro", e, "Canto ao Pescador.

Em 1992 a banda atinge as rádios com os sucessos de "Mente e Corpo", e, "Doce Obsessão", single retirado do disco Bahia, abrindo espaço indiretamente para outros artistas do gênero no sul e sudeste brasileiro. Em 1993 a banda lança o primeiro disco ao vivo, Cheiro de Amor - Ao Vivo, e atinge novamente o primeiro lugar nas rádios com a canção "Lero Lero". No mesmo ano, com a proliferação de outros artistas da axé music como Asa de Águia e Banda Eva, o grupo lança o disco Adrenalina, comparecendo à diversos programas de televisão e de rádio. O trabalho colocou as canções "Adrenalina" e "Pureza da Paixão" entre as dez mais tocadas do país. Em 1994, porém, o disco Fantasia é lançado em meio à alguns conflitos de opiniões dentro da banda e apenas as canções "Fantasia" e "Macarena" ganham destaque nacional. Em 1995 Márcia Freire anuncia que deixaria o grupo logo após o lançamento de Agitando Todas devido à algumas divergências e pela vontade de seguir carreira solo.

1995—2000: Carla Visi, álbuns ao vivo e ápice[editar | editar código-fonte]

No meio do ano de 1995 os produtores do Cheiro de Amor entram em contato com Carla Visi, até então vocalista da Companhia Clic onde entrou como substituta de Daniela Mercury, e à convidam para se tornar a nova vocalista do grupo. A orientação na época foi para que Carla não divulgasse seu nome em programas de televisão, apenas da banda como um todo. A proposta foi uma forma de evitar que seu nome se tornasse mais conhecido em alguma altura da carreira que do grupo, como acontecera com Márcia Freire, e que Carla também deixasse o grupo para ser solista.[2] Em 1996, apostando no sucesso das gravações com público presente, o grupo lança o décimo álbum de estúdio, É demais Meu Rei, primeiro em nova formação. Os primeiros singles dele retirados, "É demais meu rei", "Vai sacudir vai abalar", "Abre coração", se tornaram em pouco tempo as canções mais famosas do grupo em toda carreira e as faixas mais executadas em 1996 e 1997 no Brasil.

Em 1997, para ganhar tempo no período de transição para o primeiro trabalho inédito com Carla Visi, é lançado o disco Cheiro de Amor - Ao Vivo que bateram os sucessos "Olha eu aí", e "Quixabeira" em todo país. O disco vendeu 1,5 milhões de cópias[3] e deu ao grupo o primeiro disco de platina pela ABPD.[4] Em 1998 chega às lojas o nono álbum de estúdio da banda, Me Chama, que colocou a canção "A Dança da Sensual" em primeiro lugar nas rádios no verão de 1998. As faixas "A Dança da Sensual",e, "Aviãozinho" consolidaram-se como outros sucessos retirados do trabalho, que estabeleceu o segundo disco de platina da banda, com vendas em torno de 250 mil cópias[4] Em 1999 o terceiro álbum ao vivo de Carla Visi com a banda, Cheiro de Festa Ao Vivo. A canções "Simpatia", e, "Ficar com Você" alcançam a primeira colocação nas rádios, igualando os sucessos de "É demais meu rei", "Vai sacudir vai abalar", "Abre coração", "Olha eu aí", "Quixabeira", "A Dança da Sensual", e, "Aviãozinho" anos depois, tornando-se outras canções de maior sucesso do grupo. No final daquele ano, Carla Visi anuncia sua saída do grupo após receber a proposta do presidente da Universal Music para se lançar como artista solo. Carla assinou contrato com a gravadora, a mesma do Cheiro de Amor, e deixou a banda depois em Dezembro de 2000.[2] Algum tempo depois a cantora havia confessado se arrepender da decisão.

Cquote1.svg Foi um equívoco [sair do Cheiro de Amor] porque não consegui manter a mesma projeção midiática que possuía com a banda. E, de fato, não achei que seria fácil, pois não possuía aquela estrutura empresarial. Acreditei apenas no talento e aceitei a sugestão do presidente da gravadora Universal Music, Marcelo Castelo Branco, e de Mazzola da MZA. Porém foi uma decisão errada. Cquote2.svg
Carla Visi sobre sua saída do Cheiro de Amor[2]

2001—2003: Retorno de Márcia Freire e instabilidade[editar | editar código-fonte]

Em 2001 Márcia Freire é convidada à retornar para o Cheiro de Amor como vocalista com a saída de Carla Visi. Na ocasião Márcia aceitou o convite por sua carreira solo estar parada, sem uma gravadora.[5] No mesmo ano o grupo, com a primeira formação, lança o disco Tô Na Multidão, que se mostra um grande fracasso nas vendas. O disco não embalou nenhuma canção de sucesso nas rádios. Na ocasião Márcia Freire confessou que dispensou a faixa "Beleza Rara", que havia se tornado grande sucesso na voz de Ivete Sangalo com a Banda Eva.[5] Em 2002 a banda é demitida da Universal Music pelos baixos resultados obtidos e assina com a gravadora independente Indie Records. No mesmo ano é lançado o disco Ballet de Rua, que mistura elementos de música pop, MPB, samba-reggae e forró. O disco, porém, teve um desempenho inferior ao anterior.[6] Em setembro de 2003 Márcia deixa o grupo.[7] [8] A cantora declarou que a culpa da falta de sucesso da fase do grupo era dos empresários, que retiraram o repertório antigo do grupo e adicionaram canções de outros artistas.

Cquote1.svg A gente esqueceu do passado, deixou de incluir em nosso repertório os grandes sucessos do Cheiro. Na verdade eu não esqueci, mas Windson achava que o repertório da banda tinha que mudar, atualizar. Eu e ele cansamos de brigar feio por causa disso. O Chiclete faz sucesso até hoje porque sempre respeitou a sua trajetória musical. Cquote2.svg
Márcia Freire sobre a falta de sucesso de sua segunda passagem pelo Cheiro de Amor[5]

2003— 2014: Alinne Rosa e retomada do sucesso[editar | editar código-fonte]

Em 2003 a Cheiro Produções realiza uma série de seletivas para escolher uma nova cantora para o grupo. Depois de fazer diversos testes com garotas de toda Bahia, os empresários da banda conhecem Alinne Rosa, até então conhecida Alyne Rosa nos shows que realizava em Salvador. Apesar do cabelo rosa e dos piercings, a cantora chamou atenção dos empresários pela voz e foi convidada à realizar uma audição, que acabou tornando-a a nova vocalista da banda[9] Na ocasião Alinne fez diversas apresentações em cima do trio elétrico em Salvador comandando o Bloco Cheiro de Amor antes de ser anunciada como vocalista oficial, para ganhar a aceitação do público[9] Ainda em 2003 o grupo lança o primeiro disco no final do ano, Adrenalyne Pura - Ao Vivo, que marcou a retomada da parceria com a Universal Music. A canções "Amassadinho", "Atrás do Trio", e, "Caras e Bocas" atingiu o primeiro lugar nas rádios de todo país, marcando a retomada do grupo ao sucesso e fazendo com que o disco vendesse em torno de 120 mil cópias.[10] No Carnaval de 2004 Alinne Rosa conquista o Troféu Dodô e Osmar e o Troféu Band Folia como cantora revelação.[10] No começo do ano de 2005 é lançado o disco Tô de Bem com a Vida, que traz o single "O Seu Adeus" como grande sucessos do atingindo o primeiro lugar nas rádios. O álbum vendeu mais de 100 mil cópias.[4]

No final do mesmo ano o disco Cheiro de Amor - Ao Vivo marca os 25 anos de criação do Bloco Cheiro de Amor, de onde 20 anos são também de banda. O trabalho foi lançado em DVD, sendo o primeiro registro em vídeo do grupo em toda carreira, trazendo a participação das antigas vocalistas, Márcia Freire e Carla Visi. O álbum vendeu em torno de 250 mil cópias e trouxe o disco de ouro para o grupo.[4] Na época o disco recebeu boas críticas e foi considerado a grande retomada do Cheiro de Amor definitivamente ao sucesso, dando também o título de Furação Baiano à vocalista.[11] No verão de 2006 o disco Tudo Mudou de Cor marca o segundo álbum de estúdio com a nova formação, trazendo como singles as faixas "Tudo mudou de cor", e, "Tô sem palavras" que se torna grande sucesso radiofônico. O álbum trouxe boa recepção da crítica, que declarou que a nova fase do Cheiro "vem mostrando cada vez mais que “chegou pra ficar”. e que a aposta em Alinne deu bons resultados".[12] Em 2007 chega às lojas o disco Cheiro de Amor Acústico, que tras antigos sucessos e canções inéditas em versões acústicas, reavivando o repertório do grupo. Com o disco foi realizado também o segundo DVD, que ganharam juntos disco de ouro[10] . O disco vendeu em torno de 30 mil cópias, colocando as canções "Esperando na Janela", "Tudo a Ver", "Mais uma vez", e, "Pense em mim" em primeiro lugar nas rádios brasileiras[13] , fazendo também da faixa "Dias de Sol" um dos grandes sucessos do Carnaval de 2010. Na gravação o trabalho uma grande polêmica gerou-se quando Daniela Mercury, uma das convidadas, trocou um beijo com Alinne Rosa.[14]

No início de 2010 é lançado o disco Axé Mineirão, gravado no Estádio Governador Magalhães Pinto, conhecido como Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Entre os shows realizados em três dias no local, a gravação do DVD e álbum ao vivo contou com um público de 120 mil pessoas.[15] O álbum trouxe como maior sucesso as canções "Lua de São Jorge", "Dias de Sol", e, "Xequerê" um dos maiores sucessos no Carnaval de 2011. No início de 2012 a banda lança "Me Agarra", tema do verão e canção utilizada para divulgar o Carnaval de 2012, atingindo a posição de número nove nas rádios. Em julho de 2012 a banda lança as canções "Ê Naná", e, "Na Lata" durante o Reveillon fora de época de Salvador[16] Em setembro de 2013, é lançado o novo disco da banda, intitulado Flores.

Alinne Rosa saiu da banda para seguir careira solo no final do carnaval de 2014.

2014-presente: Vina Calmon[editar | editar código-fonte]

Na quarta-feira de cinzas, a cantora pernambucana Vina Calmon, advinda da banda Axerife, assume oficialmente os vocais da banda Cheiro de Amor. No dia 29 de março, durante as comemorações do aniversário de Salvador, a banda grava seu novo DVD em um palco flutuante montado no Dique do Tororó, contando com participações de Mariene de Castro, Tomate, Jammil e Banda Eva. Em maio, é lançada "Jasmim", primeira música de trabalho da nova formação do Cheiro.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Durante o Carnaval de 1996 o trio elétrico da banda veio à se encontrar com o da ex-vocalista Márcia Freire, que acabou ignorando a líder do Cheiro de Amor, Carla Visi, enquanto ela tentava cumprimentá-la. Na época Carla Visi declarou ter ficado extremamente chateada coma situação.[17] Já em 2005 em entrevista para o Carnasite, Márcia Freire fez declarações ácidas sobre Carla Visi e Alinne Rosa, dizendo que, enquanto vocalistas do Cheiro de Amor, Carla tinha uma boa voz, porém não tinha animação em cima do trio elétrico. Já Alinne, tinha a animação, porém ainda era inexperiente vocalmente.[18]

Cquote1.svg Eu sempre fui aquele furacão, que não deixava ninguém ficar parado, mesmo que ela [Carla Visi] não tivesse a minha energia. (...) Alinne é um pouco imatura, tem pouca experiência. Mas eu já percebi que ela sabe agitar bem a galera. Cquote2.svg

No entanto, ainda em 2005, a cantora aceitou o convite da banda para participar de seu primeiro DVD, Cheiro de Amor - Ao Vivo, deixado de lado os boatos de inimizades com a banda, especialmente com os empresários.[11] Em 2009 Márcia rebateu as críticas que teria qualquer diferença com as posteriores vocalistas do grupo, dizendo que era amiga de ambas. Na ocasião disse que Alinne Rosa tinha evoluído muito e fazia um excelente trabalho: "Adoro a Alinne, pois ela é linda e faz um trabalho belíssimo de palco. Ela amadureceu.". A cantora ainda explicou o fato ocorrido em 1996, dizendo que não havia falado com Carla Visi por estar brigada com os músicos do Cheiro de Amor na época.[17]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

  • Vina Calmon: voz
  • Junior Petecão: baixo
  • André Liberato: guitarra
  • Serginho Trindade: bateria
  • Paulo Adachi: teclados
  • Daniel Bento: saxofone
  • Valdir Martins: trompete
  • Cacau Alves: percussão
  • Danilo Farias: percussão
  • Cláudia Glades: vocais de apoio
  • Aline Barretto: vocais de apoio

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Cheiro de Amor - Book Google. Google Books. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  2. a b c Carla Visi como você nunca viu. Salvador Com H. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  3. Carla Visi retorna ao circuito musical com uma Axé Music genuína. Agencia Produtora. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  4. a b c d Cheiro - Certificação. ABPD. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  5. a b c Exclusivo: sem papas na língua, Márcia Freire revela porque sua segunda passagem pelo Cheiro de Amor não deu certo. Carnasite. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  6. A volta de Márcia Freire ao Cheiro de Amor ainda é um grande fiasco. Carnasite. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  7. Agora é oficial: Márcia Freire sai do Cheiro de Amor. Carnasite. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  8. Bomba: Márcia Freire deixa o Cheiro de Amor. Carnasite. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  9. a b Tragetória de Alinne Rosa no Cheiro de Amor. Carnaxé. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  10. a b c Carnaval 2009 consagra Alinne Rosa como nova musa do axé. Cheiro de Amor Minas Gerais. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  11. a b A coerência do Cheiro. Carnasite. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  12. A aposta em Alinne Rosa deu certo e começa a trazer bons resultados. Carnasite. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  13. ‘Pensa em Mim’ alça Alinne Rosa a furacão baiano (html) (em português). Terra (15 de Junho de 2010). Página visitada em 13 de Junho de 2011.
  14. Daniela Mercury beija Alinne Rosa em gravação de DVD. Terra. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  15. O Mineirão bombou. Contigo. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  16. Título não preenchido, favor adicionar. Carnasite. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  17. a b Márcia Freire comenta rivalidade com Carla Visi e Alinne Rosa. Bahia Noticias. Página visitada em 5 de maio de 2012.
  18. Sem papas na língua, Márcia Freire revela porque sua segunda passagem pelo Cheiro de Amor não deu certo. Carnasite. Página visitada em 5 de maio de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]