Chevron

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Chevron Corp.
Chevron logotipo.png
Tipo Empresa privada, Sociedade Anônima
Cotação NYSECVX
Indústria Petroquímica
Fundação 1879, no Texas
Sede San Ramon, Califórnia
Pessoas-chave John Watson, CEO e Presidente
Empregados 61.533
Valor
de mercado
Aumento US$ 227,2 bilhões (2014)[1]
Faturamento Aumento 174,10 bilhões (2005)
Página oficial www.chevron.com

A Chevron, com sede nos Estados Unidos, é uma das grandes empresas mundiais do ramo energético, especialmente petrolífero. É uma Supermajor, ou seja, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, integrando o chamado Big Oil - o lobby da energia -, que desfruta de grande poder econômico e influência política, particularmente nos Estados Unidos.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Posto Texaco

A Chevron foi uma das empresas resultantes da divisão da Standard Oil Company. Era inicialmente conhecida como Standard Oil California, ou Socal. Fez parte do grupo conhecido como sete irmãs - as sete maiores empresas petrolíferas do início do século XX.

Em 1933, a Socal conseguiu a concessão do governo da Arábia Saudita para prospecção de petróleo no país. Em 1938, a empresa encontrou o que viria a ser a maior reserva de petróleo do mundo.[3] Sua subsidiária, California-Arabian Standard Oil Company, viria a evoluir para a empresa Arabian American Oil Company ou Aramco (atualmente, Saudi Aramco).

Em 2001, fundiu-se com a Texaco, mudando seu nome para ChevronTexaco. Em maio de 2005, a empresa anunciou que retornaria a se chamar apenas Chevron.

Atividades[editar | editar código-fonte]

As atividades da Chevron incluem extração e transporte de petróleo e gás natural; refinação de petróleo; produção e venda de produtos químicos e geração de energia. A Chevron afirma que, após a fusão com a Unocal Corporation, tornou-se a maior produtora de energia geotérmica do mundo[4] .

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A sede brasileira da empresa está localizada no Rio de Janeiro. Em 2009 a Chevron vendeu para o Grupo Ultra os seus ativos fixos (postos de combustíveis). A partir de 2012, todos os postos de combustíveis da Texaco deixaram de existir no Brasil, tornando-se postos Ipiranga.

Desastres ambientais[editar | editar código-fonte]

Os efeitos locais das atividades da Chevron-Texaco nos últimos 30 anos têm sido desastrosos. A exploração petroleira no norte da Amazônia equatoriana é responsável pelo desmatamento de dois milhôes de hectares. Mais de 650.000 barris de resíduos tóxicos foram derramados nas matas e rios. Metais pesados provenientes da exploração do petróleo contaminaram as fontes de água da região. Várias etnias indígenas, como os Cofanes, Sionas e Secoyas foram afetados até converterem-se em minorias em perigo de extermínio.[5]

De 1964 a 1990, a Texaco, pertencente à Chevron, despejou bilhões de galões de lixo tóxico na Amazônia equatoriana e depois foi embora. Apesar de condenada pela justiça do Equador, a Chevron tem feito uso de seu poderoso lobby e do seu departamento de relações públicas para intimidar seus críticos e se esquivar da responsabilidade pelo enorme desastre ambiental e humano que causou.

A Chevron disse várias vezes que se recusa a pagar pela limpeza da região, apesar da decisão judicial, dizendo que lutará até o fim.[6] [7] [8]

Em novembro de 2011, a Chevron foi responsável pelo vazamento de óleo na Bacia de Campos, estado do Rio de Janeiro, em razão da abertura de fissuras durante atividades de perfuração. Estima-se que a mancha de óleo tenha alcançado 18 km de extensão, cobrindo uma área de 11,8 km². [9]

Referências

  1. Exame.com: As maiores empresas do mundo em valor de mercado (8 de maio de 2014). Visitado em 6 de novembro de 2014.
  2. Inside the Big Oil Game. Time, 7 de maio de 1979.
  3. The King of Giant Fields. Visitado em 5 de junho de 2013.
  4. Chevron claims energy debate. BBC News. 19 de fevereiro de 2006. Acessado dia 22 de novembro de 2007.
  5. Beristain, Carlos Martín; Rovira, Darío Páez; Fernández, Itziar. Las palabras de la selva - Estudio psicosocial del impacto de las explotaciones petroleras de Texaco en las comunidades amazónicas de Ecuador. Instituto Hegoa. Bilbao: Zubiria Etxea. UPV/EHU. (em espanhol)
  6. Ecuador Amazon oil: Legal battle far from over. Por Irene Caselli. BBC, 1° de março de 2011.
  7. Vídeo: Servio Curipoma arrives in New York to tell his story (em espanhol, com legendas em inglês). Por Mitch Anderson. Amazon Watch, 18 de maio de 2011.
  8. Accompanying Servio to Chevron's "Alternate Reality" (em inglês). Por Alex Goff. Amazon Watch, 3 de junho de 2013.
  9. Chevron está 'envergonhada' por vazamento, diz superintendente. G1, 30 de novembro de 2011.
Ícone de esboço Este artigo sobre uma empresa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.