China como superpotência emergente

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República Popular da China
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  República Popular da China

A República Popular da China (RPC) é geralmente considerada uma potência emergente devido à sua grande e estável população, (0,48% de crescimento1 e 1.3441 milhões de habitantes2 ) e está crescendo rapidamente seus gastos e capacidades nos setores econômicos e militares. Entretanto, tem diversos problemas econômicos, políticos, e demográficos que necessitam ser superados para ser considerada uma superpotência. Também não tem influência mundial quando comparada aos Estados Unidos ou à antiga União Soviética.

Índice

Fatores a favor [editar]

Económicos [editar]

A China tem a 2° maior economia do mundo com 7,3185 biliões de dólares em 2011 (7,3185 trilhões de dólares em português brasileiro.3

A China tem crescido bastante desde 1979 (entre 1979 e 2002 o PIB cresceu em média 9,3 por cento). Quando foi o massacre da Praça Tienamen o crescimento do PIB foi de apenas 3,8 %, mas a partir daí o crescimento foi sempre de 7,6 % para cima (até 14,2). O crescimento aconteceu principalmente devido ao gigantesco aumento das exportações (de 8,8 em 1978 para 438 mil milhões de dólares em 2003).4 5

A presença de um dos subsolos mais ricos do mundo em matéria prima também tornaram o país independente de vários recursos minerais, apesar de isso estar prestes a desaparecer. Seu enorme mercado consumidor interno também favoreceu o crescimento dos investimentos externos. A riqueza pessoal cresceu imenso situando-se em 2005 em mais de 10 mil Yuans.6 Atualmente a riqueza pessoal em dólares PPP é de 8390$.7

Com tanto aumento da riqueza pessoal fez com que os chineses consumissem mais artigos de luxo, sendo alguns importados. Mais de 400 centros comerciais gigantescos abriram. Estas tendências fizeram que o Credit Suisse First Boston prevesse que em 2015 os consumidores chineses passassem a ser os motores primários do crescimento económico global.8

O turismo também está entre as atividades econômicas que mais cresceram e o país já tem 20 milhões de turistas todos os anos e pensa-se que em 2020 será o mais visitado de todos.6

Educativos [editar]

Em 2005 a China produziu 2 milhões de licenciados.8

Militares [editar]

O orçamento militar chinês cresceu 11% em 2011, para os 106 mil milhões de dólares, apesar de este ainda ser muito pouco em relação ao orçamento militar americano.9

Fatores contra [editar]

Económicos e sociais [editar]

Com o sistema de mercado livre a corrupção instalou-se, o fosso entre os ricos e os pobres aumentou.6

Em todo o país o desemprego subiu em flecha quando se quis acabar com os prejuízos das empresas estatais. No início do nosso século uma grande expansão do setor imobiliário levou a um rápido aumento dos preços.10

Apesar da grande população motivar o consumo, a renda interna ainda não é muito alta, mesmo abaixo da média mundial, a média mundial é 11 569$ e a chinesa é 8390 $.11

A China também tem uma taxa de crédito mal-parado (na estimativa mais moderada), de 25%, o que é elevado, inclusive podendo chegar a 40% do PIB de 2009, segundo as estimativas de George Friedman ( fundador da STRATFOR)12

Ambientais [editar]

Com o grande crescimento económico e das populações urbanas (Xangai nona maior cidade do mundo) surgiram graves problemas ambientais6 (5,77 toneladas per capita de CO2 enviados pela China em 2009, valor que mais que duplicou desde 2000).13

Políticos [editar]

A falta de liberdade política também é um fator em ter em conta.14

Militares [editar]

Faltam ainda duas décadas para a paridade militar entre os EUA e a China. Duma perspetiva americana, os gastos militares chineses são ainda muito poucos. Há uns tempos, a Economist alertava-nos para "os novos dentes do dragão", mas lembrando-nos que o gigante asiático gasta sete vezes menos do que os Estados Unidos no orçamento militar-industrial. Em percentagem do PIB, a relação é de um para quatro. A vantagem dos americanos é esmagadora: 450 mísseis intercontinentais contra 66, 14 submarinos nucleares com mísseis contra três, 6300 tanques contra 2800, 3000 aviões de última geração contra 750, 11 porta-aviões contra nenhum, 61 satélites militares contra 36. Os chineses apenas ganham no número de soldados, onde têm muito mais. Texto vagamente baseado numa parte da fonte.9

Ver também [editar]

Referências

  1. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=sp_pop_grow&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:IND:CHN&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_PT&dl=pt_PT&ind=false |dados do Banco Mundial publicados pela Google
  2. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&hl=pt&dl=pt_BR#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=sp_pop_totl&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:CHN:IND:USA:MEX:JPN&ifdim=country&hl=pt&dl=pt_BR&ind=false |dados do Banco Mundial publicados pela Google
  3. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gdp_mktp_cd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:IND:CHN:DEU:USA:JPN&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_PT&dl=pt_PT&ind=false |Dados do Banco Mundial publicados pela Google
  4. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gdp_mktp_kd_zg&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:CHN:USA&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_PT&dl=pt_PT&ind=false | dados do Banco Mundial publicados no Google
  5. Roberts, John A. G., History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), ISBN 978-989-8285-39-3, pág 315 e 326
  6. a b c d Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 473
  7. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gnp_pcap_pp_cd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:CHN:USA&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_PT&dl=pt_PT&ind=false | dados do Banco Mundial publicados na Google
  8. a b Roberts, John A. G., History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), ISBN 978-989-8285-39-3, pág 327
  9. a b http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2583288&seccao=Leon%EDdio%20Paulo%20Ferreira&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=2 Diário de Notícias, 4 de junho data de publicação
  10. Roberts, John A. G., History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), ISBN 978-989-8285-39-3, pág 326
  11. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&hl=pt&dl=pt_BR#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gnp_pcap_pp_cd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=region&idim=country:CHN:IND:USA:MEX:JPN:CAN&ifdim=region&tdim=true&hl=pt&dl=pt_BR&ind=false | dados do Banco Mundial publicados pela Google)
  12. Friedman, George, The Next 100 Years (título original), Dom Quixote (em Portugal), 2009, ISBN 978-972-20-3915-4, pág 45
  13. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=en_atm_co2e_pc&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:IND:CHN&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_PT&dl=pt_PT&ind=false Dados do Banco Mundial publicados pela Google
  14. Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 472-473

Ligações externas [editar]