Chipre
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| Κυπριακή Δημοκρατία (Kypriakī́ Dīmokratía) Kıbrıs Cumhuriyeti República do Chipre |
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| Hino nacional: Ὕμνος εἰς τὴν Ἐλευθερίαν Ymnos is tin Eleftherian Hino à Liberdade |
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| Gentílico: Cipriota | |
Localização do Chipre (em vermelho) No continente europeu (em castanho claro e branco) Na União Européia (em castanho claro) |
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| Capital | Nicósia 35°08'N 33°28' |
| Cidade mais populosa | Nicósia |
| Língua oficial | Grego, Turco |
| Governo | República presidencialista |
| - Presidente | Dimitris Christofias |
| Independência | do Reino Unido |
| Entrada na UE | 1 de Janeiro de 2004 |
| Área | |
| - Total | 9 251 km² (167º) |
| - Água (%) | desprezível |
| População | |
| - Estimativa de 2007 | 788 457 hab. (156º) |
| - Densidade | 85 hab./km² (85º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2007 |
| - Total | $US 24 497 bilhões (110º) |
| - Per capita | $US 31 522 (26º) |
| IDH (2007) | |
| Moeda | Euro (€) (EUR) |
| Fuso horário | (UTC+2) |
| - Verão (DST) | (UTC+3) |
| Cód. ISO | CY |
| Cód. Internet | .cy |
| Cód. telef. | +357 |
Chipre (em grego, Κύπρος — Kýpros — e em turco, Kıbrıs) é uma ilha situada no mar Egeu oriental ao sul da Turquia, cujo território é o mais próximo, seguindo-se a Síria e o Líbano, a leste. Segundo a lei internacional, a ilha, no seu todo, é um país independente, mas de facto encontra-se dividida entre os dois terços a sul, Chipre-Grego , e a República Turca de Chipre do Norte, ocupando o terço norte da ilha, reconhecida apenas pela Turquia. Ambos os estados têm capital em Nicósia, situada entre a Ásia e a Europa, é uma nação transcontinental.
O nome da ilha e do país deriva da palavra grega para cobre, kýpros. Por isso, em português, deveria dizer-se mais correctamente Cipro, em vez do galicismo Chipre.
Índice |
[editar] História
Depois de sucessivamente ocupado por egípcios, assírios, persas e gregos durante a antiguidade, Chipre foi dominado pela República de Veneza desde 1489 até à invasão dos turcos otomanos em 1570. Pelo Congresso de Berlim, a ilha passou à administração britânica a 12 de julho de 1878, sendo convertida oficialmente em colónia em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial.
Em 1930 começam as primeiras revoltas a favor da enosis (união de Chipre com a Grécia) e, nos finais da Segunda Guerra Mundial, os greco-cipriotas aumentam a pressão para o fim do domínio britânico. O arcebispo Makarios lidera a campanha pela enosis e é deportado para as Seychelles em 1956 depois duma série de atentados na ilha.
Em 1960, Chipre, Grécia e o Reino Unido assinam um tratado que declara a independência da ilha, ficando os britânicos com a soberania das bases de Akrotiri e Dhekelia. Makarios assume a presidência, mas a constituição indicava que os turco-cipriotas ficariam com a vice-presidência, com poder de veto, o que dificultou o funcionamiento do estado e as relações entre greco-cipriotas e turco-cipriotas, desembocando em explosões de violência intercomunitária em 1963 e 1967.
A 15 de julho de 1974 um golpe pró-helênico depôs o governo legítimo, o que provocou a reacção de Turquia, que invadiu e ocupou militarmente a parte norte da ilha. Esta foi a origem da República Turca de Chipre do Norte, um estado de facto que só é reconhecido pela Turquia e pela Organização da Conferência Islâmica.
A República de Chipre é aceita como membro da União Europeia em 2004, ao mesmo tempo que se aplica um plano para a reunificação apoiado pelas Nações Unidas, apesar de um referendo em que 76% dos greco-cipriotas terem votado contra.
[editar] Política
Chipre é uma República, com um sistema presidencialista de governo. O Presidente é o Chefe de Estado e de Governo, nomeando e liderando o Conselho de Ministros, que exerce o poder executivo. O Presidente é eleito por 5 anos, por sufrágio directo e universal. O poder legislativo é exercido pela Câmara dos Representantes. Os deputados são eleitos democraticamente por um sistema uninominal, de 5 em 5 anos. Os deputados são só cipriotas gregos. Os representantes da denominada “República Turca do Norte de Chipre” não são reconhecidos internacionalmente.
[editar] Subdivisões
O Chipre encontra-se dividida em 6 distritos (em grego, επαρχίες — eparchies). As capitais possuem os mesmos nomes. Os distritos são:
| Grego | Turco | |
|---|---|---|
| Famagusta | Αμμόχωστος (Ammochostos) | Gazimağusa |
| Kyrenia | Κερύvεια (Keryneia) | Girne |
| Larnaca | Λάρνακα (Larnaka) | Larnaka |
| Limassol | Λεμεσός (Lemesos) | Limasol/Leymosun |
| Nicósia | Λευκωσία (Lefkosia) | Lefkoşa |
| Pafos | Πάφος (Pafos) | Baf |
[editar] Geografia
Chipre é uma das grandes ilhas do Mediterrâneo (juntamente com a Sicília, Sardenha, Córsega e Creta), a mais oriental de todas, localizada entre a costa sul da Anatólia e a costa mediterrânica do Médio Oriente. Geograficamente, pertence à Ásia, embora culturalmente e historicamente seja um misto de elementos europeus e asiáticos, com os europeus a predominar, dado o seu passado grego e os dois terços actuais de população de origem grega.
A ilha é montanhosa, com duas zonas acidentadas separadas por um vale amplo (a Mesaoria), onde se ergue a capital, Nicósia. A sudoeste erguem-se os montes Troodos, que albergam o ponto mais elevado da ilha, o monte Olimpo, com 1 953 m de altitude. A norte erguem-se os montes Kyrenia, uma cordilheira bastante estreita que começa na costa norte e que se prolonga para leste na longa península que confere à ilha a sua forma característica. Há também pequenas planícies costeiras no sul.
Nicósia é a maior cidade e a capital quer do estado reconhecido internacionalmente, quer da República Turca de Chipre do Norte. Outras cidades importantes são Limassol na parte grega e Famagusta na parte turca.
O clima é mediterrânico.
[editar] Economia
A economia de Chipre está claramente afetada pela divisão da ilha em dois territórios. Tem uma economia altamente vulnerável, mais estabilizada depois da entrada na União Européia, com uma forte dependência do setor serviços e problemas de isolamento com respeito ao resto da Europa.
Nos últimos vinte e cinco anos, Chipre passou a depender da agricultura (onde só a produção de cítricos tem relativa importância comercial), a ter uma estrutura mais conforme com o contexto europeu, com uma presença importante do setor industrial que sustenta a maior parte das exportações e emprega ao 25% da população. Cerca de 70% depende do setor serviços, e em concreto do turismo. A localização geográfica próxima ao Oriente Médio provoca grandes oscilações de ano em ano ao tempo de converter-se em destino turístico. A frota de navios com matrícula chipriota é a quarta mais importante do mundo e reporta volumosos rendimentos.
Em 1 de janeiro de 2008 a República do Chipre adotou também o Euro como moeda local, menos de quatro anos após entrar para a União Européia.
[editar] Demografia
Os cipriotas gregos e turcos compartilham muitos costumes, mas a sua vez mantêm sua etnicidade baseada na religião, idioma e outros fortes laços com suas respectivas terras maternas.O grego é falado predominantemente no sul, enquanto o turco predomina no norte. Esta delimitação das linguagens só corresponde ao período presente, devido à divisão da ilha depois de 1974, a qual implicou uma expulsão dos cipriotas gregos do norte e um movimento análogo dos chipriotas turcos desde o sul. No entanto, historicamente, o grego (em seu dialeto chipriota) era falado por um 82% da população aproximadamente, a qual estava regularmente distribuída ao longo de toda o área de Chipre, tanto no norte como no sul. De maneira similar, os falantes turcos estavam distribuídos também de maneira regular. O inglês é pouco falado na ilha, pois os falantes de língua grega e turca dominaram-na.
[editar] Cultura
A respeito de Chipre ser um país que sofreu grandes influências gregas e de outras civilizações antigas, a vida cultural de Chipre atualmente demonstra claramente a sua colonização britânica.
Na verdade Chipre possui uma grande movimentação de turistas durante o período de verão, onde o calor e sol são fortíssimos. A noite também é bastante agitada com vários bares, com ares típicos de "pubs".
Suas praias são lindíssimas, como é comum às ilhas gregas. Existem muitos passeios de barcos pelo Mediterrâneo. Aliás, como país mediterrâneo que é, não poderia deixar de ter um bom vinho, sem esquecer dos maravilhosos azeites.
A culinária é bastante saudável, pois costuma-se comer bastante salada, acompanhada de grelhados variados de frango, carneiro e porco, todos temperados com diferentes, e exóticas ervas.
Pode-se passear pelos antigos vilarejos encrustados no centro da Ilha e que parecem parados no tempo, onde é comum encontrar rodas de homens (nunca mulheres) em "botecos", engatando conversas ao velho estilo grego de ser. Sem esquecer das igrejinhas brancas, de origem ortodoxas, encrustradas nas pedras, à margem do Mediterrâneo.
| Data | Nome em português | Nome local | Observações |
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[editar] Ver também
[editar] Ligações externas

