Christine

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Christine
Christine
Autor (es) Stephen King
Idioma inglês
Género horror
Editora Viking Press
Lançamento 1983
Páginas 503
Cronologia
Último
Último
Cujo
Pet Sematary
Próximo
Próximo

Christine é um romance estadunidense com toques de suspense, escrito por Stephen King e publicado em 1983. Conta a história de um carro - um Plymouth Fury 1958 chamado Christine - que, aparentemente, possui vida própria.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

A história gira em torno do adolescente nerd Arnold "Arnie" Cunningham e seu Plymouth Fury 1958 vermelho e branco. A história se passa em Libertyville (supostamente um subúrbio de Pittsburgh), Pennsylvania, entre o verão de 1978 e a primavera de 1979. A história é dividida em três partes: a primeira e a terceira são escritas em primeira pessoa, do ponto de vista de Dennis Guilder, o melhor (e único) amigo de Arnie. A segunda parte do livro é escrita na onisciente terceira pessoa (enquanto Dennis está no hospital devido a um grave acidente sofrido num jogo de futebol americano, e portanto fora de ação).

Enquanto está dirigindo de volta para casa em uma simples tarde, Dennis Guilder e Arnie Cunningham passam por Christine, um velho e enferrujado automóvel estacionado no gramado mal-cuidado de uma pequena casa em uma das ruas do subúrbio. Arnie faz Dennis parar o carro, pulando para fora dele e indo rapidamente ao encontro de Christine, examinando-a minuciosamente. Dennis inicialmente acha que Arnie está brincando com ele, mas logo percebe que ele está realmente sério e que aquilo não é brincadeira nenhuma. O dono do carro, Roland D. LeBay, um velho homem usando um colete ortopédico para as costas, vai de encontro aos dois, oferecendo o carro a Arnie por apenas US$ 250 dólares, mediante um sinal prévio de 10%. Incapaz de pagar imediatamente a quantia pedida por LeBay, Arnie pede 9 dólares de empréstimo a Dennis (somando aos 16 que já tinha) para dar a LeBay o sinal prévio de 10% (25 dólares) e decide voltar no dia seguinte para acertar o resto do dinheiro.

Arnie e Dennis retornam no dia seguinte, e LeBay convida Arnie para entrar em sua casa para que ele possa assinar a transferência do carro. Enquanto os dois fazem isso, Dennis decide entrar em Christine, agora estacionada na garagem de LeBay, e, naquele exato momento, ele tem uma visão do carro e das cercanias do ano de 1957, quando o carro era ainda novo em folha. Assustado com a terrível experiência, Dennis pula para fora de Christine e fica completamente convencido de que não gosta do novo carro de Arnie.

Após a família de Arnie (principalmente sua mãe, a autoritária Regina Cunningham) impedí-lo de estacionar o carro na garagem da casa da família, Arnie leva o carro para uma garagem local em estilo faça-você-mesmo pertencente ao rabugento e detestável Will Darnell, onde todos podem estacionar e consertar seus veículos mediante uma taxa mensal. Ao restaurar o automóvel, ele se torna mais confiante e seguro de si mesmo. Ele se torna engraçado e cínico, além de certa forma arrogante. Dennis fica apavorado com essas mudanças e também as mudanças em Christine. O carro é consertado acidentalmente (uma observação do filme, dita por Darnell: "Olhe como ele trabalha duro! Ele tem... limpadores novos de pára-brisas para um pára-brisa detonado."), e nenhum daqueles reparos - ao menos, a esmagadora maioria deles - parece ter sido feito por Arnie. Quando Roland D. LeBay morre, poucas semanas depois da venda de Christine, Dennis conhece o irmão mais novo deste, George LeBay, que conta a ele que o passado de Roland sempre foi marcado por comportamentos destrutivos e violentos. Ele diz também que a pequena Rita LeBay, filha única de Roland, morreu engasgada com um pedaço de carne de um hamburger alojado na garganta, que eles compraram na beira da estrada enquanto passeavam em Christine, e que a esposa de Roland, Veronica LeBay, traumatizada pela morte da filha, aparentemente cometeu suicídio dentro do carro com envenenamento por monóxido de carbono. As posteriores investigações de Dennis com outras pessoas ao redor da cidade que também conheceram Roland LeBay confirmam que a nova personalidade de Arnie está bastante similar não somente para com Christine, mas também para com o próprio Roland LeBay.

Quando Arnie está quase terminando de restaurar Christine, Leigh Cabot é transferida para a sua escola. Leigh é instantaneamente a garota mais popular e desejada da escola. É no entanto, uma surpresa para todos quando ela decide sair com Arnie, já que, até então, ele fora tratado como um perdedor por parte de seus colegas, além de ser sempre desprezado e humilhado. No entanto, já no encontro com Arnie, Leigh quase chega a ser morta (por asfixia com um pedaço de hamburger alojado em sua garganta, de maneira terrivelmente similar a Rita LeBay). Leigh tem certeza absoluta de que Christine está por trás disso após as portas do carro se trancarem impedindo Arnie de salvá-la. Leigh é salva da morte por um caroneiro que Arnie encontrou, que puxa-a para fora do carro e aplica-lhe a Manobra de Heimlich, salvando-a da morte certa. Apesar dos protestos de Arnie, Leigh continua sentindo que está competindo com Christine pela afeição de Arnie. "Carros são garotas", segundo ela.

Arnie consegue finalmente licenciar a documentação de Christine para tirá-la da Garagem de Will Darnell e levá-la para sua casa, mas seus pais (muito particularmente Regina), que por sinal odeiam o carro desde o primeiro momento em que o viram, forçam-no a estacionar o carro no aeroporto local. Pouco após isso acontecer, Buddy Repperton, um típico valentão de colégio a quem Arnie e Dennis expulsaram do colégio anteriormente na história (pelo fato deste ter ameaçado os dois amigos com um canivete de bolso), faz uma visita à Christine com a sua gangue de facínoras, vandalizando-a. Ver Christine completamente destruída enfurece Arnie, resultando no rompimento de sua relação com Leigh: Arnie dedica todo o seu tempo livre a consertar o carro, enquanto Leigh se aproxima de Dennis.

Assassinatos misteriosos ocorrem em Libertyville. Um por um, os membros da turma de Buddy Repperton são mortos por Christine. Outras pessoas que também hostilizaram Arnie e Christine aparecem mortos. A polícia investiga os crimes e começam a suspeitar de Arnie. No entanto, Arnie tem sempre um álibi para cada um dos assassinatos.

Dennis e Leigh, no entanto, suspeitam não de Arnie, mas de Christine. Eles tentam descobrir o máximo que conseguem de coisas sobre o carro e seu dono anterior. Enquanto a suspeita cresce, eles tentam destruir as forças sobrenaturais que parecem estar no controle de Christine e de Arnie.

Nunca fica totalmente claro o quão ruim Christine é ou se é o espírito de Roland LeBay possuindo o carro. Em primeira mão, é claro que o fantasma de Roland está dirigindo o carro durante a sua climática batalha com Dennis e Leigh, e também durante o climático acontecimento envolvendo Buddy Repperton. Mas durante as conversas entre Dennis e George LeBay, há dicas de como o passado de Christine indicou ser: Veronica e Rita LeBay morreram, convenientemente, dentro do carro, o que faz Dennis imaginar que estas mortes podem ter sido como um tipo de sacrifício para conceder imortalidade para Roland LeBay e a própria Christine. George LeBay também deixa claro que Roland já possuía instintos de destruição e violência desde sua tenra infância.

A história termina com uma nota ambígua. Durante a batalha final de Dennis e Leigh contra Christine, Michael, pai de Arnie, é encontrado morto dentro do veículo maligno, aparentemente envenenado pelo gás tóxico do escapamento; Arnie e sua mãe morreram dois dias depois em um acidente de carro: testemunhas do acidente disseram ter visto três pessoas dentro do carro antes da colisão, mas apenas dois corpos foram encontrados. No entanto, Dennis e Leigh destróem Christine na Garagem de Darnell usando um enorme caminhão-tanque chamado Petunia, e Dennis é informado pelo detetive Richard Mercer que os restos de sucata de Christine foram jogados dentro de um compactador no fundo da garagem por dois policiais, acrescentando que um deles sofreu um profundo corte na mão e precisou levar muitos pontos ("Ele disse que aquilo o mordeu", segundo o próprio Richard Mercer para Dennis). A história termina com uma homenagem respeitosa de Dennis para Arnie:

"Descanse em paz, Arnie.
Eu te amo, cara.
"

No epílogo, é narrado o que houve com os personagens, quatro anos após a destruição de Christine: Dennis é um professor de História em Nova Jérsei e Leigh é uma dona de casa no Novo México. As páginas finais contam que, em Los Angeles, um certo Sandy Galton (nome de um dos membros da gangue de Buddy Repperton, que os deixou entrar na garagem do aeroporto para destruir Christine) tem uma morte misteriosa quando um carro desconhecido o esmaga contra o muro de um cinema onde ele estava trabalhando, matando-o instantaneamente. Entretanto, o livro deixa no ar a dúvida sobre se esse Sandy Galton é o mesmo da gangue de Repperton ou alguém com o mesmo nome - muito embora o livro relate que Galton mudou-se às pressas de Libertyville para Los Angeles após as mortes de Repperton e seus amigos. As últimas palavras do livro expressam o medo de Dennis enquanto ele contempla a horrível possibilidade de Christine ter finalmente se reconstruído por completo e recomeçado sua campanha de vingança:

"Claro que é impossível mas, de início, tudo era impossível.
Fico pensando em George LeBay, no Ohio.
Na irmã dele, no Colorado.
Em Leigh, no Novo México.
E se a coisa começar outra vez?
E se a coisa estiver vindo para leste, terminar o serviço?
Deixando-me para o fim?
Seu egoístico objetivo.
Sua fúria interminável.
"

O filme[editar | editar código-fonte]

Christine teve uma adaptação para o Cinema no filme Christine (1983), a qual foi dirigido por John Carpenter, estrelando Keith Gordon, John Stockwell, Alexandra Paul e Robert Prosky. Porém, na opinião da esmagadora maioria dos fãs que conhecem a história do livro, o filme não tem nem de longe a mesma qualidade da história escrita de Stephen King - julgando principalmente pela gritante quantidade de diferenças entre as versões do livro e do filme.

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