Ciberativismo

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Ciberativismo, ou cyberativismo, é uma forma de ativismo realizado através de meios eletrônicos, como a informática e a internet. Na visão dos que o praticam, o ciberativismo é uma alternativa aos meios de comunicação de massa tradicionais, permitindo-lhes "driblar" o monopólio da opinião pública por estes meios, ter mais liberdade e causar mais impacto, ou é apenas uma forma de expressar suas opiniões.

Ciberativismo[editar | editar código-fonte]

Na década de 90, a internet chegou mostrando a facilidade de conectar pessoas diferentes em diversas partes do mundo e logo se tornou popular. A velocidade que as informações levam para ir de um extremo ao outro chamou atenção e despertou o interesse, incluindo a de ativistas que divulgavam suas ideias através de outros meios de comunicação. Foi então que surgiram os primeiros vestígios do Ciberativismo. Em 1995-1998, a revista estadounidense Z magazine ofereceu cursos online através da Left Online University, aceitando inscrições no curso de "Utilizar a internet e sistemas eletrônicos para o ciberativismo."[1]

O Ciberativismo geralmente busca apoio para suas causas (que costumam ser de cunho ambiental, político ou social) através da Internet e de outros meios mediáticos; divulgam e abrem espaço para discussões, procurando algumas vezes estabelecer uma rede de solidariedade. A utilização das informações na Internet passou a ter maior visibilidade até mesmo pelo baixo custo e eficácia na resposta a curto, médio e longo prazo pela comunidade virtual.

Apesar de estar basicamente tudo à distância de um clique, não quer dizer que o Ciberativismo se restrinja apenas a isso. Além do virtual, ainda é necessária a existência do ativismo real, por um ainda ser muito dependente do outro e ambos fazerem parte de um processo que se completa. É preciso também, o comprometimento e conhecimento do/a ativista pela causa que se está lutando e não apenas um clique a mais ou a menos.

O que acontece no nosso mundo real, muitas vezes pode ser reproduzido virtualmente de formas semelhantes, como, por exemplo, a existência de passeatas, abaixo assinados, petições e atos de vandalismo na web. Alguns sites foram invadidos e pichados, levando a marca do/a invasor/a ou tendo seu conteúdo modificado. Já as passeatas virtuais são feitas na intenção de boicotar um site impedindo que outras pessoas possam acessar, através de acordos de data e horário para entrar em determinado site. Para se tornar mais eficiente o ativismo necessita buscar meios mais eficientes de interação e o Ciberativismo tem esta preocupação e busca esta ação inovadora.

Atitudes semelhantes se aproximam das ações da Mídia Tática ou “faça você sua própria mídia”, mais ou menos como o principio do punk, incentivando cada pessoa ou cada grupo que deseja tomar uma atitude, ou divulgar suas ideias, a fazerem por eles próprios de novas formas ou utilizando os mesmos meios de forma criativa, sem esperar que outros tomem uma atitude. A desmistificação da mídia e a quebra dos padrões de informações que se restringem a certos grupos sociais ou intelectualizados.

Existem alguns grupos aqui no Brasil, e um dos destaques é o Centro de Mídia Independente. Site de publicação aberta(sem moderação prévia) que divulga notícias, textos, fotos, vídeos e denúncias a toda hora enviados por voluntários/as, que, segundo eles, devem oferecer “notícia alternativa e crítica de qualidade que contribua para a construção de uma sociedade livre, igualitária e que respeite o meio ambiente.” O site é uma versão brasileira do Indymedia, apresentado em vários idiomas, incluindo o português.

Alguns grupos se encaixam no que se pode chamar de “guerrilha midiática” a fim de desmascarar a mídia, mostrando o quanto ela não é confiável, a fragilidade da verdade oficial nas notícias transmitidas. Luther Blissett é um exemplo de um pseudônimo usado por muitos ativistas na realização de denuncias nesta guerrilha. Este nome vem sendo utilizado desde 1994 na Itália e se alastrou pelo mundo. Tornou-se famoso, um herói popular devido as suas ações como intervenções, cartas, falsas noticias, livros; tudo assinado por L.B.

As noticias da primeira aparição ativista social que se tem noticia, são do Exército Zapatista de Libertação Nacional, 1994, em listas de discussão, e-mails e site FTP (Protocolo de Transferência de Arquivos), mas só em 1996 criaram sua própria homepage onde podiam reivindicar os direitos indígenas ao mesmo tempo em que aproximavam seu discurso ao de novos movimentos sociais esquerdistas e ampliavam o seu campo de batalha.

O Greepeace tem seu site e pratica o Ciberativismo desde 1998, sendo que mais da metade dos seus atuais colaboradores podem ajudar e participar através da Internet. Uma das causas defendidas por ele é moratória da soja, que impede a comercialização da soja cultivada em áreas de desflorestamento da Amazônia. Causas como a proteção do oceano, diminuição da poluição, energias renováveis, animais em extinção, entre outras, também são defendidas.

Hoje em dia os sites ciberativistas são muitos e estão espalhados pelo mundo inteiro. O do MST (Movimento sem terra) hoje é um site de grande alcance, com tradução para outros idiomas, espalha seus ideais dentro e fora do Brasil, sempre evitando usar estrangeirismos.

Outros projetos podem ser acessados em sites como Anistia internacional, que mantém uma campanha contra a violência que atinge as mulheres no Iraque, onde pode-se enviar uma carta ao primeiro-ministro iraquiano Nuri Kamil ou o SOS Mata Atlântica em que plantar uma árvore esta a distância de um clique no mouse.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Os críticos argumentam que esse tipo de ativismo bate de frente com alguns problemas. O principal deles é a exclusão digital. Argumenta-se que isso cria uma representação desproporcional em relação àqueles que não tem acesso à Internet ou não têm habilidade com as tecnologias de Internet[2] [3] .

Os críticos também argumentam que o ciberativismo pode promover (principalmente em discussões políticas) o fenômeno da cyberbalcanização, que é quando há a fragmentação e polarização de um determinado assunto ao invés de um consenso.[4]

Uma outra crítica feita contra o ciberativismo é em relação à atividade dos ativistas além da Internet. Como disse certa vez o ativista americano Ralph Nader, "a Internet não realiza um bom trabalho na hora de motivar as pessoas", citando o fato do congresso dos EUA, o Pentágono e corporações "não temerem o uso cívico da Internet"[5] . Os ativistas "curtem" uma página do Facebook, repassam mensagens no Twitter, participam de comunidades do Orkut, comentam em blog, assinam abaixo-assinados e realizam outras atividades na Internet, porém o engajamento dos ciberativistas "fora da internet" (como, por exemplo, ações de caridade, trabalho voluntário, passeatas, protestos e engajamento político) fica bem abaixo do engajamento na Internet. Há um termo que explica esse fenômeno: Slacktivism, que é a união das palavras inglesas slack e activism (algo como "ativismo preguiçoso" ou "ativismo de preguiçosos"). Trata-se de um termo pejorativo usado para aquelas situações em que as pessoas participam de causas da Internet com pouco, ou nenhum resultado prático efetivo, apenas para aliviar consciência.[6] [7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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