Ciclone tropical do Atlântico Sul

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Um ciclone tropical do Atlântico sul é um ciclone tropical que se formou no Oceano Atlântico sul. Este fenômeno é extremamente raro, pois no Atlântico sul, fortes ventos de cisalhamento (que impedem a formação de um ciclone tropical) e pela ausência de perturbações tropicais ou de uma zona de convergência intertropical ao sul da linha do Equador. Na era dos satélites geoestacionários, foram registrados apenas quatro ciclones tropicais que tiveram força equivalente a uma depressão tropical ou mais, embora haja controvérsias, principalmente por partes dos meteorologistas brasileiros, quanto as suas naturezas tropicais. Como em outras partes do hemisfério sul, se um ciclone tropical formar no Atlântico sul, provavelmente será entre Dezembro e Maio, período quando às águas do Oceano Atlântico ficam quentes.

Abaixo há uma lista de ciclones tropicais que se formaram no Atlântico sul:

Furacão (Ciclone) Catarina[editar | editar código-fonte]

O furacão Catarina fotografado da Estação Espacial Internacional.

Em Março de 2004, um ciclone tropical extraordinariamente raro formou-se próximo à costa de Santa Catarina, Brasil. Este ciclone tropical atingiu a costa de Santa Catarina em 28 de Março com força equivalente a um furacão de categoria 2 na Escala de furacões de Saffir-Simpson.

Ciclone tropical de Angola em 1991[editar | editar código-fonte]

Um ciclone tropical perto de Angola, em 12 de Abril de 1991.

Em 10 de Abril de 1991, uma forte depressão tropical ou uma fraca tempestade tropical formou-se próximo a costa de Angola. O sistema alcançou seu pico de intensidade em 13 de Abril e logo depois se enfraqueceu e se dissipou. Este evento marcou a primeira observação de um ciclone tropical no Oceano Atlântico sul.

Ciclone tropical de Janeiro de 2004[editar | editar código-fonte]

Um possível ciclone tropical próximo à costa da Bahia, Brasil em Janeiro de 2004.

Uma pequena área de convecção formou-se em Janeiro de 2004, próximo à costa da Bahia, Brasil. Este sistema se organizou e tornou-se uma depressão tropical em 18 de Janeiro, A depressão moveu-se para oeste atingindo a costa da Bahia, perto de Salvador, ainda bem organizado em 20 de Janeiro e dissipou-se logo em seguida. Esta foi a primeira vez que dois ciclones tropicais no Atlântico sul formaram-se no mesmo ano, fazendo um princípio da temporada de furacões no Atlântico sul de 2003-04. Os meteorologistas brasileiros consideraram o sistema apenas como um vórtice de baixos níveis, sem características tropicais, embora visivelmente, por meio de imagens de satélite, que as áreas de convecção preenchiam todo o centro da tempestade. O sistema causou chuvas intensas, que causaram inundações e deslizamentos de terra, além de ventos constantes de 55 km/h em Salvador.

Tempestade tropical Anita[editar | editar código-fonte]

Anita
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} South Atlantic Tropical Storm March 2010 track.png
Duração 8 de Março de 2010—12 de Março de 2010
Intensidade 45 nós (83 km/h, 52 mph) 1 min, 995 hPa (mbar)

O sistema internacional de monitoramento de ciclones tropicais da Marinha dos Estados Unidos classificou, o ciclone na costa catarinense e gaúcha. A tempestade no mar respondeu pelo código Invest90Q pela Marinha america e Invest90L pelo NOAA. Há quatro anos, nenhum ciclone recebia classificação Invest na costa do Sul do Brasil. Do ponto de vista científico e de previsão, a grande notícia é que com a classificação, os olhos do mundo se voltam para este sistema na nossa costa e passa a surgir uma enormidade de dados indisponíveis antes e em tempo real. O ciclone enquadra-se como tropical ou que seria melhor, no nosso entendimento, como uma Tempestade tropical (ciclone tropical) e que chegou a formar um olho nas imagens de satélite, o que é absolutamente incomum nos ciclones que atuam em nosso litoral.

De acordo com o Serviço Norte Americano de monitoramento de furacões com a velocidade que o ciclone atingiu durante a madrugada ele pode ser classificado como Tempestade Tropical. De acordo com o Instituto quando a força dos ventos atinge velocidade entre 34 e 63 nós o fenômeno passa a receber essa classificação. E de acordo com o monitoramento da NOAA o fenômeno tem força de 50 nós, ou seja, 85 km/h.

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