Cidade com domo

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Uma cidade com domo é um tipo de estrutura fictícia que cobre uma grande área urbana sob uma única estrutura. Na maioria das descrições, o domo possui ar comprimido e é pressurizado, criando um habitat que pode ser controlado para regular a qualidade e temperatura do ar. As cidades com domo têm sido um cenário recorrente nas obras de ficção científica e na futurologia desde o início do século XX, seja na Terra, na Lua, ou em outro planeta.

Origem[editar | editar código-fonte]

Ainda não está claro a época em que a cidade com domo foi concebida pela primeira vez. A frase "cidade com domo" começou a ser utilizada no século XIX com um sentido bem diferente, denotando uma skyline repleta de edifícios cobertos por domos. Um catálogo de trabalhos de ficção científica pioneiros menciona a supremacia branca Three Hundred Years Hence do autor britânico William Delisle Hay. O livro de Hay descreve uma civilização futura em que a maioria dos humanos vive em domos de vidro sob o mar, permitindo que a superfície seja usada primariamente para a agricultura. Vários outros exemplos do início do século são listados.[1]

Temas[editar | editar código-fonte]

Varios autores utilizaram as cidades com domo para representar soluções a diversos problemas, às vezes para beneficiar as pessoas vivendo em seu interior, às vezes não. A poluição do ar e outros problemas ambientais são um motivo comum, particularmente em estórias da segunda metade até o final do século XX. Em outras obras, a cidade com domo representa o último refúgio da humanidade, que está morrendo ou já fora extinta.[2] O filme de 1976 Logan's Run mostra ambos os cenários. Os personagens levam uma vida bastante confortável dentro da cidade com domo, mas o domo também serve para controlar seus habitantes e garantir que a humanidade não cresça novamente além de seus limites.[3]

A cidade com domo tem sido interpretada na ficção científica como um útero simbólico que nutre e protege a humanidade. Enquanto outras estórias de ficção científica enfatizam a vastidão do universo, a cidade com domo impõe limites a seus habitantes, com o pretexto de que o caos ocorrerá se eles interagirem com o mundo exterior.[4]

Propostas de engenharia[editar | editar código-fonte]

Durante os anos 60 e 70, o conceito de cidade com domo foi amplamente discutido fora do domínio da ficção científica. Em 1960, o engenheiro visionário Buckminster Fuller descreveu um domo geodésico de 3 km sobre Midtown Manhattan que serviria para regular o tempo e reduzir a poluição atmosférica.[5]

Uma cidade com domo foi proposta em 1979 para Winooski, Vermont[6] e em 2010 para Houston[7]

Referências

  1. Bleiler, Everett F.. Science Fiction: The Early Years. [S.l.: s.n.], 1990.
  2. Yanarella, Ernest J.. The Cross, the Plow and the Skyline. [S.l.: s.n.], 2001.
  3. Díaz-Diocaretz, Myriam. The Matrix in Theory and Practice. [S.l.: s.n.], 2006.
  4. Kreuziger, Frederick A.. The Religion of Science Fiction. [S.l.: s.n.], 1986.
  5. Weird Science The New Yorker on Fuller dome over Manhattan
  6. Time: Environment: A Dome for Winooski? (Dez 1979)
  7. Discovery Channel: A Dome over Houston