Ciméria (poema)

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Ciméria é um poema de autoria de Robert E. Howard sobre o país fictício chamado Ciméria, criado pelo autor como parte de seu mundo hiboriano (outra criação sua), onde vive uma de suas personagens mais famosas, Conan o Bárbaro.

No poema, a Ciméria é descrita como "terra de trevas e de noites profundas", um local melancólico com florestas negras, silêncio sombrio e um céu turvo e de aspecto plúmbeo.

De acordo com Howard, o poema foi "escrito em Mission, no Texas, em fevereiro de 1932; sugerido por memórias da região montanhosa acima de Fredricksburg, vista em meio às brumas das chuvas de inverno". O poema foi publicado em The Coming of Conan the Cimmerian, em 2003.

Ciméria[editar | editar código-fonte]

"Eu me lembro.
Das florestas escuras, mascarando encostas de colinas sombrias;
Da perpétua abóbada plúmbea em pesadas nuvens;
Das correntes crepusculares que fluíam em silêncio,
E dos ventos solitários, sussurros no desfiladeiro.
Paisagens se sobrepondo, colinas sobre colinas,
Encosta por encosta, cada uma povoada de árvores tristes,
Nossa terra descarnada jazia. E quando um homem subia
Um pico áspero e contemplava, olhos protegidos,
Via nada além da paisagem infinita - colina sobre colina,
Encosta por encosta, cobertas como suas irmãs.
Era terra de melancolia que parecia abrigar
Todos os ventos e nuvens e sonhos afugentados do sol,
Os galhos despidos agitavam-se por ventos solitários,
E florestas recolhidas, de todo meditativas,
Nem mesmo iluminadas pelo sol raro e esmaecido,
Que tornava homens, sombras encolhidas; eles a chamavam de
Ciméria, terra da Noite e das Trevas.
Foi há tanto tempo, tão longe daqui
Que esqueci até mesmo o nome pelo qual os homens me chamavam.
O machado e a lança de ponta em sílex são como um sonho,
E caçadas e guerras, sombras. Lembro-me
Apenas da quietude daquela terra severa,
Das nuvens empilhadas sobre as colinas,
Do esmaecer das florestas eternas.
Ciméria, terra da Noite e das Trevas.
Oh, alma minha, nascida nas colinas encobertas,
De nuvens e ventos e fantasmas afugentados do sol,
Quantas mortes servirão para romper, afinal,
A herança que me envolve em tristes
Vestes de fantasmas? Busco meu coração e encontro
Ciméria, terra da Noite e das Trevas."