Circinus

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Compasso

Circinus constellation map.png
Nome latino
Genitivo

Circinus
Circini

Abreviatura Cir
 • Coordenadas
Ascensão reta
Declinação
15 h
-60°
Área total 93° quadrados
 • Dados observacionais
Visibilidade
- Latitude mínima
- Latitude máxima
- Meridiano
 
-90°
+19°
Junho
Estrela principal
- Magn. apar.
Predefinição:STL
3,2
Outras estrelas
- Magn. apar. < 3
- Magn. apar. < 6
 
0
-
 • Chuva de meteoros

Não possui

 • Constelações limítrofes
Em sentido horário:

Circinus (Cir), o Compasso, é uma constelação do hemisfério celestial sul. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Circini. É uma das 14 constelações criadas pelo astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille no século XVIII.

As constelações vizinhas são Norma, Lupus, Centaurus, Musca, Apus e Triangulum Australe.

Céu profundo[editar | editar código-fonte]

Uma astrofotografia de NGC 5823

Há três aglomerados abertos e uma nebulosa planetária em Circinus, todos visíveis através de telescópios amadores e diferentes tamanhos. NGC 5823, também chamado de Caldwell 88[1] é um aglomerado localizado a 3500 anos-luz da terra espalhado por uma região de 12 anos-luz na fronteira norte da constelação[2] [3] . Apesar de ter uma magnitude integral de 7,9 o aglomerado pode ser encontrado com a técnica star hopping de Beta Circini ou de Alfa Centauri[4] . Contém entre 80 a 100 estrelas de magnitude 10 e mais escuras, que se espalham numa região com 10 arcosegundos de diâmetro[5] . Entretanto as estrelas mais brilhantes não são membros verdadeiros do aglomerado pois estão mais próximas da Terra do que as mais escuras[6] .

Circinus também contém a galáxia ESO 77-G13 também chamada de galáxia de Circinus. Descoberta em 1977[5] , é uma galáxia relativamente não obscurecida, o que não é usual para galáxias localizadas em constelações próximas da Via Láctea uma vez que suas fracas luminosidades costumam ser bloqueadas pelo gás e pela poeira. Esta galáxia espiral ocupa uma área de 6,9 por 3,0 arcominutos, com 26.000 anos-luz de diâmetro, localizada a 13 milhões de anos luz da Terra, apenas a 4 graus do plano galáctico[7] .

Referências

  1. Moore, Patrick. Patrick Moore's Data Book of Astronomy. [S.l.]: Cambridge University Press, 2011. p. 410. ISBN 0-521-89935-4
  2. Mobberley, Martin. The Caldwell Objects And How to Observe Them. [S.l.]: Springer, 1999. p. 184. ISBN 978-1-4419-0326-6
  3. Bakich, Michael E.. 1001 Celestial Wonders to See Before You Die: The Best Sky Objects for Star Gazers. [S.l.]: Springer, 2010. p. 174. ISBN 978-1-4419-1777-5
  4. Arnold, H.J.P.; Doherty, P.D.; Moore, Patrick. In: H.J.P.. The Photographic Atlas of the Stars. [S.l.]: CRC Press, 1997. p. 176. ISBN 978-0-7503-0654-6
  5. a b Inglis, Mike. Astronomy of the Milky Way: Observer's Guide to the Southern Sky. New York, New York: Springer, 2004. p. 31. ISBN 1-85233-742-7
  6. O'Meara, Stephen James. The Caldwell Objects. [S.l.]: Cambridge University Press, 2002. 349–50 pp. ISBN 978-0-521-82796-6
  7. Simpson, Phil. Guidebook to the Constellations : Telescopic Sights, Tales, and Myths. [S.l.]: Springer New York, 2012. 743–47 pp. ISBN 978-1-4419-6941-5
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