Circo romano

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O circo romano era uma das instalações lúdicas mais importantes das cidades da Roma Antiga. Junto com o teatro e o anfiteatro forma a trilogia de instalações de cultura e divertimentos da época.

O circo romano é um recinto alargado, e a maior das instalações destinadas a divertir o povo, com remates circulares nos extremos. A arena, muito alongada, era dividida em dois pela spina formando duas ruas por onde corriam as quadrigas. Era destinada a corridas, espectáculos e representações que comemoravam os acontecimentos do Império. Nos circos faziam-se batalhas, corridas de cavalos e outras diversões. Nesta spina costumava haver colunas e estátuas bem como obeliscos comemorativos. Os contadores de voltas costumavam ser ovos de pedra o estatuetas de delfins.

O circo era inspirado nos hipódromos e estádios gregos mas tinha medidas muito maiores que estes.

Alguns circos romanos[editar | editar código-fonte]

O Circo Máximo (Roma)[editar | editar código-fonte]

O Circo Máximo de Roma foi construído no período imperial e foi remodelado por vários imperadores. Esteve em funcionamento até à tomada da cidade pelos bárbaros. Uma vez abandonado, passou a ser utilizado como pedreira (como sucedeu com muitas das edificações tanto em Roma como noutros lugares) mas pode-se apreciar a grandiosidade do edifício observando a monumentalidade das suas ruínas. Na spina tinha dois obeliscos, que hoje se encontram um na Piazza del Popolo e o outro em São João de Latrão.

Estádio de Domiciano[editar | editar código-fonte]

Também em Roma, mais que um circo era um estádio muito similar aos gregos. Hoje o monumento está no subsolo da actual Piazza Navona. Podem observar-se restos sob um dos edifícios da praça.

Circo romano de Mérida[editar | editar código-fonte]

Este circo romano tinha mais de 400 m de comprimento e 150 m de largura, era o maior dos edifícios dedicados a espectáculos da cidade e, junto com o anfiteatro, era o que gozava dos favores de um público mais dado a emociones lúdicas fortes que a cultas obras teatrais. Devido às suas grandes dimensões encontrava-se fora do recinto amuralhado, ao lado da calçada que unia Emerita a Corduba (Córdoba) e Tolletum (Toledo). Na actualidade existe um centro de interpretação junto ao monumento e este é totalmente visitável.

Teria lugar para 30 000 espectadores distribuídos pela já clássica divisão em quatro, marcada pelas diferentes procedências sociais dos seus ocupantes.

A data de construção é de princípios do século I d. C., possívelmente durante a época de Tibério.

O recinto tem uma arena central onde se efectuavam as competições. A meio desta, há uma vala central chamada spina de comprimento 223 m e largura de 8,5 m e decorada com monólitos e outros motivos.

Um dos espectáculos favoritos era as corridas de bigas (dois cavalos) e quadrigas (quatro cavalos). Os condutores dos carros chamados aurigas eram muito populares; alguns ficaram imortalizados em pinturas e mosaicos.

Circo romano de Tarraco (Tarragona)[editar | editar código-fonte]

Construído no fim do período do filipe século I, seguramente em tempos do imperador Domiciano, manteve-se activo até ao século V. O circo original teria aproximadamente 115 m de largura por 340 m de comprimento; a arena ou pista tinha 74 m de largura. Conservam-se restos dos assentos em duas escadas; está identificada também uma das butacas de pedra reservadas às autoridades da cidade e da província Tarraconense. Encontraram-se duas lousas sepulcrais de aurigas do circo, ambas escritas em verso. Hoje é parcialmente visitável já que a maior parte ficou inserida na estrutura urbana de Tarragona.

Circo romano de Calahorra[editar | editar código-fonte]

O circo romano de Calahorra está "fossilizado" no Paseo del Mercadal. No final do mesmo há alguns restos, poucos, do que foi o circo; um muro romano de e um canal para conduzir águas. Perto, nos jardins de Era Alta encontramos um resto de condução de água do circo.

Circo romano de Toledo[editar | editar código-fonte]

Construído no século I tinha capacidade para aproximadamente 13 000 espectadores. Deixou-se de utilizar quando se perdeu a cidade.

Durante a etapa de domínio islâmico e mudéjar utilizou-se como necrópole (entre os séculos IX e XV), e pese a que quase todos os túmulos fiquem no subsolo do parque arqueológico, há alguns visíveis no exterior.

Hoje o circo está parcialmente escavado, ficando o resto sob a superficie do parque onde se situa, a avenida de Carlos III e as ruas próximas, onde se podem observar alguns restos.

Circo romano de Segobriga[editar | editar código-fonte]

De características similares ao circo romano de Toledo, não se tem muita informação, pois actualmente está a ser escavado e inventariado.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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