Circuito Cultural Praça da Liberdade

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O Circuito Cultural Praça da Liberdade em Belo Horizonte, Minas Gerais, é um conjunto integrado de espaços culturais em formação e estabelecidos a partir de parcerias público-privadas[1] .

Até março de 2010, dois espaços foram inaugurados, o Museu das Minas e do Metal e o Espaço do Conhecimento UFMG, que se juntaram a outros equipamentos tradicionais, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Palácio da Liberdade, o Museu Mineiro e o Arquivo Público Mineiro[2] . Em novembro do mesmo ano, ocorreu a inauguração do Memorial Minas Gerais, e, em março de 2012, um quarto novo equipamento passou a fazer parte do Circuito, o Centro de Arte Popular.

A proposta do circuito é reunir na Praça da Liberdade, um dos símbolos da capital mineira, arte, ciência, cultura popular, museus, centros de memória, salas de exposição e espetáculos, espaços para oficinas e cursos[3] .

Ao término, o Circuito Cultural Praça da Liberdade deverá chegar a R$ 100 milhões de investimentos da iniciativa privada e R$ 20 milhões do governo estadual[4] e abrangerá o quadrilátero definido pelas ruas Tomé de Souza, Guajajaras, Bahia e Sergipe, incluindo todo o conjunto arquitetônico da Praça e vários prédios públicos na avenida João Pinheiro.

Formação[editar | editar código-fonte]

Alguns dos novos espaços, que serão inaugurados nos próximos anos, substituirão repartições públicas que foram transferidas para a Cidade Administrativa[2] :

  • Centro Cultural Banco do Brasil, na antiga Secretaria de Defesa Social;
  • Centro de Ensaios Abertos (CENA);
  • Museu do Automóvel, nas garagens do Palácio da Liberdade;
  • Inhotim Escola;
  • Museu do Clube da Esquina;
  • e o Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves.

Espaços culturais[editar | editar código-fonte]

Espaço do Conhecimento UFMG[editar | editar código-fonte]

Erguido no antigo prédio da reitoria da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), o Espaço do Conhecimento UFMG, patrocínio TIM UFMG mostra a criação do Universo, a vida na Terra e o meio ambiente em cenários interativos. Entre as atrações desse espaço estão o planetário e o observatório astronômico. Dentro do prédio de cinco andares, várias exposições reúnem passado, presente e futuro, contando a origem da vida e do homem e as consequências do relacionamento humano para o planeta. Patrocinado pela TIM e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o museu tem projeto arquitetônico de Jô Vasconcelos e projeto museográfico do artista plástico Paulo Schmidt. Segundo anunciado, a iniciativa recebeu da TIM investimento de R$ 13 milhões. Para a exposição inaugural, a UFMG mobilizou uma equipe composta por 41 professores e técnicos.

Foi inaugurado em 21 de março de 2010 e aberto ao público dois dias depois[5] [2] .

Museu das Minas e do Metal[editar | editar código-fonte]

Implantado no prédio da antiga Secretaria de Educação, o museu abriga acervo sobre mineração e metalurgia, documentando duas das principais atividades econômicas de Minas. O museu utiliza a tecnologia para mostrar o universo das rochas, os processos de transformação dos minérios e a importância deles para a vida humana e o desenvolvimento social, econômico e cultural. Em ambientes virtuais, os visitantes podem interagir com os espaços criados. O edifício foi restaurado e adequado com projeto arquitetônico de Paulo Mendes da Rocha e projeto museográfico de Marcelo Dantas. O museu teve patrocínio do Grupo EBX, que, segundo anunciado, investiu R$ 23 milhões.

Foi inaugurado em 22 de março de 2010[5] .

Memorial de Minas Gerais Vale[editar | editar código-fonte]

O antigo prédio da Secretaria da Fazenda foi restaurado e adaptado para mostrar ao público a história de Minas Gerais. Com projeto arquitetônico dos arquitetos Carlos Maia, Débora Mendes, Eduardo França, Humberto Hermeto e Igor Macedo, e projeto museográfico do designer Gringo Cardia, o memorial utiliza recursos virtuais para reunir, em um mesmo espaço, parte da riqueza cultural do Estado, desde o século XVIII até o cenário contemporâneo, incluindo uma perspectiva futurista. Ambientes que misturam o real e o virtual reconstroem o universo de escritores mineiros, o mundo das fazendas, das tribos indígenas e quilombos, do barroco, das festas populares, do artesanato, da política, e da arqueologia do solo mineiro. Com patrocínio da Vale, que investiu R$ 27 milhões, o memorial tem projeto de restauração de Flávio Grillo.

Foi inaugurado em 10 de novembro de 2012.

Centro de Arte Popular[editar | editar código-fonte]

O antigo Hospital São Tarcísio, localizado na Rua Gonçalves Dias, a poucos metros da Praça da Liberdade, foi transformado em um Centro de Arte Popular. O espaço privilegia a riqueza e a diversidade das manifestações culturais populares, valorizando o trabalho do artista que traduz no barro, na madeira e em outros materiais, o universo em que vivem. No Centro de Arte Popular, o público pode conhecer obras de artista de várias regiões do Estado, como o Vale do Jequitinhonha. Com uso de recursos interativos e audiovisuais, o museu dá ao visitante uma dimensão mais ampla da cultura mineira. O Centro de Arte Popular tem também salas de exposição temporária para mostrar obras de artistas não só de Minas, mas de todo o país. Com projeto da arquiteta pernambucana Janete Costa, este novo espaço é patrocinado pela Cemig. O imóvel foi cedido pelo Ipsemg por meio de convênio. O investimento é de R$ 6 milhões.

Foi inaugurado em 19 de março de 2012.

Centro Cultural Banco do Brasil[editar | editar código-fonte]

O prédio da antiga Secretaria de Estado de Defesa Social em breve vai abrigar Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Assim como os demais Centros Culturais Banco do Brasil, o CCBB Belo Horizonte promoverá atividades nas áreas de artes plásticas, artes cênicas, música, ideias e programa educativo. A intenção é oferecer programação regular e diversificada, com exposições temporárias; teatro com capacidade para 300 lugares; espaços para atividade audiovisual, música, dança, teatro e espaços multiuso para debates, conferências, oficinas, palestras e atividades interativas e educacionais; espaços de convivência, lazer e alimentação, além de loja para comercialização de produtos culturais. O investimento, segundo material de divulgação, é de R$ 21 milhões.

Palácio da Liberdade[editar | editar código-fonte]

A atual sede do Governo do Estado, um dos principais cartões postais de Belo Horizonte, é um dos espaços do Circuito Cultural que já pode ser visitado. Sempre no último domingo de cada mês, o público pode conhecer a história de Minas contada a partir da sua vida política. Prédio central do conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade, o Palácio foi construído em estilo eclético com influência neoclássica. Inaugurado em 1897, o edifício serviu de moradia a vários governadores. O Palácio passou pelo maior processo de restauração desde sua inauguração, com apoio do Instituto Oi Futuro, revelando verdadeiras obras de arte escondidas pelo tempo como pinturas em paredes e forro, além de um belo pátio interno. Após a transferência do Governo do Estado para a Cidade Administrativa, em construção na Região Norte da cidade, o Palácio da Liberdade será aberto à visitação pública permanente.

Museu Mineiro[editar | editar código-fonte]

Instalado numa antiga e luxuosa residência do século XIX, na Avenida João Pinheiro, é outro importante espaço integrante do Circuito Cultural Praça da Liberdade. O Museu Mineiro abriga acervo de arte sacra mineira que documenta, de forma material e simbólica, momentos distintos da formação da cultura mineira. Atualmente, reúne 36 coleções vindas de diversas instituições e de particulares com quadros e esculturas, peças de arte sacra e de mobiliário, utensílios domésticos e objetos de uso pessoal, instrumentos de trabalho e de castigo, insígnias e armarias, entre outros.

Arquivo Público Mineiro[editar | editar código-fonte]

Ao lado do Museu Mineiro está o Arquivo Público Mineiro, instituição cultural mais antiga de Minas. Criado em Ouro Preto, em 1895, está instalado também em antiga residência da época da construção de Belo Horizonte. Abriga milhares de documentos de origem pública e privada, do século XVIII ao século XX, abrangendo os períodos colonial, imperial e parte do republicano. Inclui ainda manuscritos e impressos, mapas, plantas, fotografias, gravuras, filmes, livros, folhetos e periódicos, todo este acervo disponível para consulta pública. Entre o Museu Mineiro e o Arquivo Público está sendo construída uma cafeteria, mais um espaço de convivência para o visitante do Circuito Cultural.

Biblioteca Pública Luiz de Bessa[editar | editar código-fonte]

Projetada por Oscar Niemeyer em 1954, a Biblioteca Pública Estadual, também integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade. Com cerca de 200 mil títulos disponíveis, entre livros, jornais correntes e históricos, revistas correntes e históricas para consulta, recebe diariamente 1.500 pessoas. Seu acervo reúne obras representativas da produção intelectual de escritores brasileiros, além de coleção de autores mineiros de todas as épocas, bem como obras raras de reconhecida importância. Conta com amplo acervo digitalizado, salas de estudo e de pesquisa via internet, além de teatro e galeria de arte.

Referências

  1. Apresentação - Circuito Cultural Praça da Liberdade, (visitado em 22-3-2010)
  2. a b c LOBATO, Paulo Henrique (22 de março de 2010). A praça do povo e da cultura. Caderno Gerais. Jornal Estado de Minas
  3. Exposição retrata novo complexo cultural da capital - Agência Minas, 31 de julho de 2009 (visitado em 22-3-2010)
  4. KATTAH, Eduardo. (22 de março de 2010). Praça de BH vira espaço cultural. Caderno Metrópole. Jornal O Estado de S.Paulo
  5. a b Praça da Liberdade respira cultura - O Tempo, 22 de março de 2010 (visitado em 22-3-2010)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]