Cirurgia plástica

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A cirurgia plástica tem por objetivo a reconstituição de uma parte do corpo humano por razões médicas ou estéticas.

A cirurgia plástica se desenvolve sob duas facetas: a cirurgia plástica reparadora e a cirurgia plástica estética.

A cirurgia plástica reparadora tem como objetivo corrigir lesões deformantes, defeitos congênitos ou adquiridos. É considerada tão necessária quanto qualquer outra intervenção cirúrgica.

A cirurgia plástica estética é aquela realizada pelo paciente com o objetivo de realizar melhoras à sua aparência. A pessoa quando se submete a tal intervenção cirúrgica não a faz com intenção ou propósito de obter alguma melhora em seu estado de saúde, mas sim para melhorar algum aspecto físico que não lhe agrada, ou seja, corrigir uma deformidade que ela adquiriu ao nascimento por exemplo, como uma orelha proeminente ou em abano, outro caso como uma mama flácida que pode lhe dificultar um relacionamento afetivo. Situações que não lhe causam prejuízo da ordem funcional, mas sim de ordem psicológica. Atualmente, as duas cirurgias plasticas esteticas mais realizadas no Brasil são a lipoaspiração e o implante de protese de silicone nos seios.

Em qualquer cirurgia plástica, pretende-se que a zona afetada mantenha o seu funcionamento e, na medida do possível, um aspecto natural; há também cirurgias em que o objetivo é não a aparência natural, mas de formas temáticas, como os famosos casos da Valeria Lukyanova,[1] Anastasiya Shpagina[2] e Tina Leopard.[3] [4] [5]

Formação e reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Esta especialidade é certificada ao médico que realiza um período de formação tutelada, variante segundo os países. No Brasil, a residência em Cirurgia Plástica compreende 2 anos de Cirurgia Geral, seguidos de 3 anos de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética num programa de 60 horas semanais. Em Portugal, o internato consiste em 72 meses (num programa de 40 horas semanais) distribuídos do seguinte modo: 12 de Cirurgia Geral, 48 de Cirurgia Plástica Reconstrutiva (iniciação técnica, incluindo microcirúrgica - 1M; lesões cutâneas e queimaduras - 5M; reconstrução traumatológica - 6M; deformidades congénitas e oncológicas - 9M; cirurgia plástica da mama e da obesidade - 6M; cirurgia da mão e plexo braquial - 4M; cirurgia plástica de tórax e abdômen - 2M; cirurgia de rejuvenescimento facial - 6M; cirurgia plástica de órgãos sexuais externos - 3M; cirurgia craniofacial - 6M), 6 de cirurgia estética, 6 de estágios opcionais fora do serviço de formação (o que pode incluir clínica estrangeira protocolada). A avaliação (teórica, prática e curricular) é feita no final de cada ano e do internato. Finalizado este período de formação, o médico adquire o grau de especialista.

Em ambos os casos, a carga horária poderá ser acrescida de mais clínica emergencial (sobretudo no caso brasileiro) ou electiva privada (sobretudo no caso português), o que torna a formação humanamente muito absorvente e desgastante.

Entretanto no Brasil não é obrigatória a participação na sociedade médica específica, nem mesmo ter o titulo de especialista para exercer a atividade. Vários cirurgiões que executam atos plásticos, não fazem nem farão parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica pois esta só permite a admissão após 3 anos de residência ou especialização médica comprovada por entidade reconhecida como idónea. Em Portugal alguns médicos não reconhecidos como especialistas também produzem atos de cirurgia plástica (sobretudo estética). Aliás, qualquer inscrito na Ordem dos Médicos portuguesa está autorizado a executar qualquer ato médico, não devendo porém ultrapassar os seus limites e competências. Portanto, se tais médicos não reconhecidos como especialistas forem alvejados por processos judiciais da parte de pacientes (por ventura insatisfeitos), mesmo sem qualquer erro, negligência ou insucesso comprovados, não serão defendidos e sim disciplinarmente processados também pela Ordem dos Médicos.

Cirurgia plástica em ex-obesos[editar | editar código-fonte]

Com o crescente número de pacientes que se submetem a gastroplastia redutora, consequentemente cresce o número de cirurgias plásticas em ex-obesos. Após doze meses da cirurgia, o paciente apresenta considerável excesso de pele, devido à redução de peso. As cirurgias plásticas são necessárias para a remoção desse excesso de pele — que, em alguns casos, são consideradas como cirurgias higiênicas. A mais comum das cirurgias plásticas em ex-obesos é a abdominoplastia, seguida da mastopexia (com ou sem implante de silicone) e dos liftings crural, toracobraquial e cervicofacial. O objetivo maior dessas cirurgias é a remoção dos últimos vestígios da obesidade, para proporcionar ao paciente melhora de sua autoestima e, consequentemente, de sua qualidade de vida.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Será que Valeria Lukyanova a Barbie Humana existe de verdade?
  2. Conheça Anastasiya Shpagina: a barbie-mangá!
  3. Tina Leopard: a blogueira chinesa que modificou o rosto para parecer personagem de anime
  4. Anime-Faced Chinese Model Will Freak You Out
  5. Tina Leopard
  6. FURTADO, Isaac Rocha, et al. "Cirurgia plástica após gastroplastia redutora: planejamento das cirurgias e técnicas". In: Revista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. v.19, n.2, p.29-40. (2004)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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