Cláusula de Horn
Em lógica, uma cláusula de Horn é uma cláusula (disjunção de literais) com no máximo um literal positivo. Uma cláusula de Horn com exatamente um literal positivo é dita uma cláusula definida (ou regra); uma cláusula de Horn sem literais positivos é às vezes dita cláusula objetivo (ou fato), especialmente no contexto da programação lógica. Uma fórmula de Horn é uma fórmula na forma normal conjuntiva cujas cláusulas são todas de Horn; em outras palavras, é uma conjunção de cláusulas de Horn. Uma cláusula de Horn dual é uma cláusula com no máximo um literal negativo. As cláusulas de Horn têm um papel essencial na programação lógica e são importantes na lógica construtiva.
A seguinte fórmula é um exemplo de cláusula de Horn (definida):
Em Prolog isto se escreve como:
u :- p, q, … , t
Usando a lógica clássica proposicional, tal fórmula pode ser reescrita ainda, de forma equivalente, da seguinte forma:
A relevância das cláusulas de Horn para demonstrações de teoremas através do princípio da resolução reside no fato de que a resolução de duas cláusulas de Horn é uma cláusula de Horn. Além disso, a resolução de uma cláusula objetivo e uma cláusula definida dá origem a uma nova cláusula objetivo, e resoluções deste gênero dão base à programação lógica e à linguagem de programação Prolog. No contexto da demonstração automática de teoremas, resoluções envolvendo cláusulas de Horn podem ser usadas para a definição de algoritmos eficientes para a verificação de teoremas (representados como uma cláusulas objetivos).
As cláusulas de Horn são também de interesse no estudo da complexidade computacional, onde o problema de encontrar um conjunto de valorações para as variáveis de modo a satisfazer uma conjunção de cláusulas de Horn é um problema P-completo, às vezes chamado HORNSAT. Este problema é a versão P do problema de satisfatibilidade booleana, um problema NP-completo fundamental.
Vale a pena mencionar ainda que um estudo recente ("An evaluation of the effect of the brain-oriented organized knowledge map (Bookmap) for improving school results", Twan Brouwers & Hans Morélis, 2003) mostrou que diagramas baseados em cláusulas de Horn podem ter um efeito positivo na compreensão do conhecimento científico complexo por parte de estudantes de nível secundário.
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O nome "Cláusula de Horn" é uma homenagem ao lógico Alfred Horn, que foi quem primeiro chamou a atenção para o valor destas cláusulas, em 1951, no artigo "On sentences which are true of direct unions of algebras", Journal of Symbolic Logic, 16, 14-21.

