Clara Camarão
Clara Camarão (batizada como Clara Filipa Camarão)[1] foi uma indígena brasileira provavelmente da tribo potiguar no bairro de Igapó na cidade do Natal, então Capitania do Rio Grande (hoje o estado do Rio Grande do Norte), nascida na metade do século XVII que foi catequizada por padres jesuítas juntamente com seu marido Filipe Camarão adotando o mesmo sobrenome que ele.[2] É considerada uma das precusoras do feminismo no Brasil[3] já que ela rompeu barreiras acabando com a divisão de trabalho da tribo ao se afastar dos afazeres domésticos, para participar de batalhas junto ao seu marido durante as invasões holandesas em Olinda e no Recife. Clara também liderou um grupo de guerreiras nativas na luta contra os holandeses durante a colonização na cidade Porto Calvo no estado de Alagoas em 1637. Não há registro do local e data de sua morte.[4]
A Refinaria Potiguar Clara Camarão homenageia o seu nome. É a primeira refinaria do Brasil a ser batizada com um nome de uma mulher.[5]
Referências
- ↑ Clara Felipa Camarão (séc. XVII) (em português). Mulher 500 (4-9-2011).
- ↑ Clara Camarão e as índias Isabel (em português). Bolsa de Mulher (10-4-2001).
- ↑ Camarão, Clara (em português). Marxists. Página visitada em 4-9-2011.
- ↑ Clara Camarão, Índia Guerreira (em português). Senador Garibaldi Alves Filho, Senado. Página visitada em 4-9-2011.
- ↑ Refinaria do RN se chamará Clara Camarão (em português). No Minuto (10-9-2008).