Clarice Lispector

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Clarice Lispector
Clarice Lispector
Nacionalidade  brasileira
Data de nascimento 10 de dezembro de 1920
Local de nascimento Chechelnyk, Guberniya da Podólia
Ucrânia República Popular da Ucrânia
Data de falecimento 9 de dezembro de 1977 (56 anos)
Local de falecimento Rio de Janeiro, RJ
 Brasil
Pseudônimo(s) Helen Palmer
Ocupação Romancista, escritora, contista, colunista, cronista e jornalista
Religião Judaísmo
Magnum opus Laços de Família
A Hora da Estrela
A Paixão segundo G.H.
Cônjuge Maury Gurgel Valente (1943-1959)
Filhos 2
Influências Herman Hesse, Fiodor Dostoievski, Franz Kafka, Katherine Mansfield, James Joyce, Virginia Woolf

Nascida Haya Pinkhasovna Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977), Clarice Lispector foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. Quanto à sua brasilidade, Clarice declarava-se pernambucana.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida Haya Pinkhasovna Lispector (em russo: Хая Пинхасовна Лиспектор) numa família judaica, Clarice foi a terceira filha de Pinkhas Lispector e de Mania Krimgold Lispector. Nasceu na cidade de Chechelnyk enquanto seus pais percorriam várias aldeias da Ucrânia fugindo da perseguição aos judeus durante a Guerra Civil Russa de 1918-1920, chegando ao Brasil quando tinha um ano e dois meses de idade.[1] Sempre que questionada sobre sua nacionalidade, Clarice afirmava não ter nenhuma ligação com a Ucrânia: "Naquela terra eu literalmente nunca pisei: Fui carregada de colo" - e que sua verdadeira pátria era o Brasil.[2]

Estátua de Clarice Lispector em Recife, Pernambuco, Brasil.

A família chegou a Maceió em março de 1926, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e também primo, José Rabin. Por iniciativa do pai, todos mudaram de nome, apenas externamente, pois continuaram com seus nomes nos registros de nascimento. Tânia, sua irmã, continuou com seu nome tanto nos documentos quanto usando normalmente, pois seu nome era comum no Brasil. O pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia, sua irmã, Elisa; e Haya, por fim, Clarice. Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.[1] Com dificuldades de relacionamento com Rabin e sua família, Pedro decide mudar-se para o Recife, centro urbano mais importante da Região Nordeste.

Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade de Recife, onde sua família foi viver em 1930, onde passou parte da infância no bairro de Boa Vista. Estudou no Ginásio Pernambucano de 1932 a 1934. Falava vários idiomas: No Brasil, aprendeu a ler e escrever em português, francês e o inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche, primeiro idioma que começou a falar.

Sua mãe morreu em 21 de setembro de 1930, quando Clarice tinha apenas nove anos, após vários anos sofrendo com as consequências da Sífilis, contraída por conta de um estupro coletivo sofrido por ela durante a Guerra Civil Russa, enquanto a família ainda estava na Ucrânia, e guerrilheiros invadiram a residência da família, como faziam em todas as casas, roubando, batendo, estuprando e matando moradores. A doença da mãe só foi descoberta no Brasil, por que seu pai também foi infectado, pois mantinha relações com a esposa sem proteção, e por ser homem, a doença logo foi diagnosticada e curada. Como precaução, foram feitos exames na mãe de Clarice, e foi descoberto que ela também possuía essa doença sexual, mas nada pôde ser feito por sua mãe, pois a doença já estava em estágio avançado, justamente pela mulher ter maior dificuldade de um diagnóstico preciso. Clarice sofreu muito com a morte da mãe, vendo-a definhar de dor na cama, pouco a pouco, e muitos de seus textos refletem a culpa que a autora sentia em não poder fazer nada para ajudar a mãe. Ela também desenhava figuras de milagres que salvariam sua mãe da morte.[2]

No entanto, a tese de que a mãe teria sido vítima de estupro e, por consequência, teria contraído sífilis, é controversa, já que não há nenhum registro documental que ateste tais fatos. Aliás, quem conta essa história não é Clarice Lispector. Esta, em crônica, menciona apenas que a mãe tinha "uma doença", mas não especifica qual doença era. A partir dessa afirmação genérica, muitas hipóteses poderiam ser levantadas. Quem conta essa história é Elisa Lispector, em textos autobiográficos. Elisa Lispector afirma que durante um pogrom (ataque a populações judaicas) a mãe foi vítima de violência - (e eram vários os tipos de violência praticados contra os judeus) mas não menciona que houve estupro. E afirma que a mãe sofria de hemiplegia (paralisia da metade do corpo), em decorrência da violência de bolcheviques.[3] Um violento golpe traumático poderia ter causado lesão cardiovascular com alteração no cérebro, provocando hemiplegia. Elisa Lispector afirma também que a mãe sofria de mal de Parkinson, que lhe causava tremores pelo corpo.[4] Um terceiro registro sobre a doença da mãe é o do atestado de óbito, que menciona "congestão edematosa no curso de tuberculose". Portanto, qualquer afirmação referente à ocorrência de estupro e sífilis pode ser aceita apenas como hipótese, como tantas outras hipóteses que poderiam ser levantadas a partir da constatação da extrema violência por que passou a Ucrânia nesse período de perseguição aos judeus.

Quando tinha quinze anos, seu pai decidiu se mudar para a Cidade do Rio de Janeiro. Sua irmã Elisa conseguiu um emprego no ministério, por intervenção do então ministro Agamenon Magalhães, enquanto seu pai teve dificuldades em achar uma oportunidade na capital. Clarice estudou em uma escola primária na Tijuca até ir para o curso preparatório para a Faculdade de Direito. Foi aceita para a Escola de Direito na então Universidade do Brasil em 1939, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Se viu frustrada com muitas das teorias ensinadas no curso, percebendo não ser aquela profissão de advogada que queria para sua vida. Refletindo, descobriu um escape: A literatura. Sempre gostou de criar poemas e escreves histórias, e pensou em fazer disto uma profissão, matriculando-se em uma universidade particular de Literatura. Em 25 de maio de 1940, com apenas 19 anos, publicou seu primeiro conto, "Triunfo", na Revista Pan, de propriedade do editor José Scortecci.

Três anos depois, após ter passado mal, seu pai fora encaminhado para realizar uma cirurgia simples para a retirada de sua vesícula biliar, mas Pedro, seu pai, morre na cirurgia, devido a complicações do procedimento. As filhas ficam arrasadas com as circunstâncias da morte tão inesperada, e, como consequência, Clarice se afasta da religião judaica. No chama a atenção da crítica nacional com seu conto "Eu e Jimmy", escrito junto de Lourival Fontes, então chefe do Departamento de Imprensa e Propaganda (órgão responsável pela censura no Estado Novo de Getúlio Vargas), e é alocada para fazer um estágio e trabalhar na Agência Nacional, responsável por distribuir notícias aos jornais e emissoras de rádio da época. Lá conheceu o escritor Lúcio Cardoso, por quem se apaixonou, chegando a se declarara para ele, mas não foi correspondida, já que Lúcio era homossexual. Apesar disto, tornaram-se melhores amigos íntimos.[2] .

Em 1943, no mesmo ano de sua formatura em Literatura, foi viver junto com seu noivo, a quem conheceu na universidade, chamado Maury Gurgel Valente, futuro pai de seus dois filhos. Maury foi aprovado no concurso de admissão na carreira diplomática, e passou a fazer parte do quadro do Ministério das Relações Exteriores. Em sua primeira viagem como esposa de diplomata, Clarice morou na Itália onde serviu durante a Segunda Guerra Mundial como assistente voluntária junto ao corpo de enfermagem da Força Expedicionária Brasileira. Também morou em países como Inglaterra, Estados Unidos e Suíça, países para onde Maury foi escalado. Apesar disso, sempre falou em suas cartas a amigos e irmãs como sentia falta do Brasil.

Em 10 de agosto de 1948, nasce em Berna, Suíça, o seu primeiro filho, Pedro Lispector Valente.[5] . Em 10 de fevereiro de 1953, nasce Paulo Lispector Valente, o segundo filho de Clarice e Maury, em Washington, D.C., nos Estados Unidos.[5] .

Quando criança, seu filho mais velho, Pedro, se destacava por sua facilidade de aprendizado e bom comportamento, porém, na adolescência, sua falta de atenção nos estudos e extrema ansiedade acompanhada de agitação consigo mesmo e com a família, foram diagnosticadas como esquizofrenia. Clarice se sentia culpada, sem saber o porque, pela doença mental do filho, e teve dificuldades para lidar com a situação, recorrendo a psicólogos, psiquiatras e internações, pois o menino era muito agressivo.[2]

Em 1959 se separou do marido, devido ao fato dele estar sempre viajando a trabalho, exigindo que ela o acompanhasse todo o tempo. Não querendo abrir mão de sua carreira, querendo cuidar do filho esquizofrênico em um local fixo, sem viagens contantes, que deixavam o menino mais nervoso, preocupada com as constantes mudanças de escola do outro filho, que não estava fazendo amizades, e cansada das desconfianças e ciúmes do marido, deu um fim na relação. O ex-marido ficou na Europa, e Clarice voltou a viver permanentemente no Rio de Janeiro com seus filhos, indo morar com eles em um apartamento no Leme.[2] No mesmo ano assina a coluna "Correio feminino - Feira de Utilidades", no jornal carioca Correio da Manhã, sob o pseudônimo de Helen Palmer. No ano seguinte, assume a coluna "Só para mulheres", do Diário da Noite, como ghost-writer da atriz Ilka Soares.

Sem querer, provocou um incêndio ao dormir e esquecer seu cigarro acesso, em 14 de setembro de 1966, seu quarto fica destruído e a escritora é hospitalizada entre a vida e a morte por três dias. Sua mão direita é quase amputada devido aos ferimentos, e, depois de passado o risco de morte, ainda fica hospitalizada por dois meses. Clarice começou a fumar e beber ainda na adolescência, enquanto compunha seus poemas.[5]

Em 1975 foi convidada a participar do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria, em Cali na Colômbia. Fez uma pequena apresentação na conferência, e falou do seu conto "O ovo e a Galinha", que depois de traduzido para o espanhol fez sucesso entre os participantes. Ao voltar ao Brasil, a viagem de Clarice ganhou ares mitológicos, com jornalistas descrevendo (falsas) aparições da autora vestida de preto e coberta de amuletos. Porém, a imagem se formou, dando a Clarice o título de "a grande bruxa da literatura brasileira". Seu próprio amigo Otto Lara Resende disse sobre a obra de Lispector: "não se trata de literatura, mas de bruxaria."[2]

Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer no ovário, diagnóstico desconhecido por ela, já que mesmo fazendo exames anuais como toda mulher, este câncer fora detectado já avançado, mas mesmo que fosse descoberto no começo, não teria como salvá-la: Seu câncer era inoperável. A doença se espalhou por todo seu organismo, e internada, faleceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi enterrada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro. Até a manhã de seu falecimento, mesmo sob sedativos, Clarice ainda ditava frases para sua melhor amiga, Olga Borelli, que esteve sempre ao lado da amiga, desde a juventude.[2]

Durante toda a sua vida, Clarice teve diversos amigos de destaque como Fernando Sabino, Lúcio Cardoso, Rubem Braga, San Tiago Dantas e Samuel Wainer, entre diversos outros escritores e personalidades.

Obra[editar | editar código-fonte]

Capa da edição original de Paixão Segundo G.H.

Em dezembro de 1943, publicou seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem. Escrito quando tinha 19 anos, o livro apresenta Joana como protagonista, a qual narra sua história em dois planos: a infância e o início da vida adulta. A literatura brasileira era nesta altura dominada por uma tendência essencialmente regionalista, com personagens contando as dificuldades da realidade social do país na época. Clarice Lispector surpreendeu a crítica com seu romance, seja pela problemática de caráter existencial, completamente inovadora, seja pelo estilo solto, elíptico e fragmentário. Este estilo de escrita se tornou marca característica da autora, como pode ser observado em seus trabalhos subsequentes.

Na época da publicação, muitos associaram o seu estilo literário introspectivo a Virginia Woolf ou James Joyce, embora ela afirme não ter lido nenhum destes autores antes de ter escrito seu romance inaugural.[6] A epígrafe de Joyce e o título, inspirados em citação do livro de Joyce Retrato do Artista quando Jovem, foram sugeridos por Lúcio Cardoso após o livro ter sido escrito. Perto do coração selvagem ganhou o prêmio da Fundação Graça Aranha de melhor romance de estreia, em outubro de 1944.[5]

Em 1946, em uma viagem ao Rio de Janeiro, lança seu segundo livro O Lustre.

Em 1949, lança o livro "A Cidade Sitiada", o seu terceiro romance.

Em 1961, "A Maçã no Escuro".

Em 1964 Clarice lança dois livros: A Legião Estrangeira, uma coletânea de contos, e o romance A Paixão segundo G.H.. Ambos os livros foram publicados pela Editora do Autor, liderada pelos amigos Fernando Sabino e Rubem Braga.

Em 1969 "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres".

Em 1970, começa a escrever um novo livro com o título de Atrás do Pensamento: Monólogo com a Vida. Mais tarde é renomeado de Objeto Gritante. Finalmente é lançado em 1973 com o título definitivo de Água Viva. O livro foi sucesso de crítica e público, ao ponto de o cantor Cazuza o ter lido 111 vezes[2] [5] .

Durante a década de 1970, após ser demitida do Jornal do Brasil (todos os judeus que trabalhavam na publicação foram demitidos neste período), a autora começa a traduzir obras do francês e do inglês para a Editora Artenova. Entre as obras estão contos de Edgar Allan Poe, adaptação de O Retrato de Dorian Gray [7] de Oscar Wilde, dois romances de Agatha Christie e Entrevista com o Vampiro de Anne Rice.[2] http://www.releituras.com/clispector_bio.asp

Em 1974, publicou mais dois livros de contos, novamente pela Artenova: A Via Crucis do Corpo e Onde Estivestes de Noite. A primeira edição deste último foi retirada de circulação porque foi colocado um ponto de interrogação no título, erroneamente.[5]A Via Crucis levantou polêmica com seu alto caráter sexual, e por não ter sido considerado à altura dos outros trabalho de Clarice, a revista Veja e o Jornal do Brasil chegaram a chamar a obra de "lixo".[2] Porém, a própria autora não se importava com a crítica. De acordo com Clarice, o livro de contos nasceu a partir da encomenda de seu editor na Arte Nova (o poeta Álvaro Pacheco), que contou três histórias para ela, cujo assunto era "perigoso". Segundo a autora, "se há indecências nas histórias a culpa não é minha.”[8] Nos treze contos que compõem o livro, mais do que revelar os desejos inconfessáveis do corpo, insinuam-se os delírios da alma crivada pelas experiências da velhice, da morte, do desejo carnal e dos momentos de fracasso.

A obra de Clarice ultrapassa qualquer tentativa de classificação. A escritora e filósofa francesa Hélène Cixous vai ao ponto de dizer que há uma literatura brasileira A.C. (Antes da Clarice) e D.C. (Depois da Clarice). Para a pesquisadora Susana de Sá Klôh, a obra de Clarice é repleta de sugestões e a valorização do mundo interior dos personagens leva o leitor a uma empatia que pode alcançar o patamar da revelação. "É comum encontramos, quando se fala em Clarice Lispector, o termo epifania: seus textos frequentemente levam a uma revelação, a uma descoberta que só é feita através de uma entrega aos sentidos, nunca pela racionalização".[9]

Além de escritora, Clarice foi colunista do Jornal do Brasil, do Correio da Manhã e Diário da Noite. As colunas, que foram publicadas entre as décadas de 60 e 70, eram destinadas ao público feminino, e abordavam assuntos como dicas de beleza, moda e comportamento. Em meados de 1970, Lispector começou a trabalhar no livro Um sopro de vida: pulsações, publicado postumamente. Este livro consiste de uma série de diálogos entre o "autor" e sua criação, Angela Pralini, personagem cujo nome foi emprestado de outro personagem de um conto publicado em Onde estivestes de noite. Esta abordagem fragmentada foi novamente utilizada no seu penúltimo e, talvez, mais famoso romance, A Hora da Estrela. No romance, Clarice conta a história de Macabéa, uma datilógrafa criada no Estado de Alagoas que migra para o Rio de Janeiro e vai morar em uma pensão, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. O livro descreve a pobreza e a marginalização no Brasil a partir de um ângulo único que, fugindo dos clichês de um sofrimento simplesmente causado pela pobreza, e do estereótipo das questões existenciais como burguesas, encontra sua principal personagem no lugar exato e singular de sua (in)existência. A história de Macabéa foi publicada poucos meses antes da morte de Clarice.

Em artigo publicado no jornal The New York Times, no dia 11 de março de 2005, a escritora foi descrita como o equivalente de Kafka na literatura latino-americana. A afirmação foi feita por Gregory Rabassa, tradutor para o inglês de Jorge Amado, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e de Clarice.[10]

Referências

  1. a b Clarice Lispector – Biografia Releituras (7 de fevereiro de 2008).
  2. a b c d e f g h i j MOSER, Benjamin. Clarice, uma biografia. Editora Cosac Naify, 2009. Traduzido por José Geraldo Couto
  3. Lispector, Elisa. Retratos Antigos. Org. Nádia Battella Gotlib ed. Belo Horizonte: Editora UFMG,, 2011. p. 105; 111. ISBN 8570419384
  4. Lispector, Elisa. O tigre de bengala. Prefácio: Bella Jozef ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. p. 58.
  5. a b c d e f NOGUEIRA JR, Arnaldo, Projeto Releituras, disponível em: http://www.releituras.com/clispector_bio.asp
  6. Lispector, Clarice. "Correspondências - Clarice Lispector (organizado por Teresa de Monteiro)", Rio de Janeiro, Rocco, 2002. Baseado em cartas pessoais trocadas com Lúcio Cardoso e sua irmã Tania
  7. Resumo Biográfico Clarice.
  8. http://www.claricelispector.com.br/1974_Aviacrucisdocorpo.aspx. (11 de dezembro de 2013)
  9. "10 questões para entender Clarice Lispector" Educar para Crescer (7 de dezembro de 2011).
  10. Julie Salamon (11 de março de 2005). An Enigmatic Author Who Can Be Addictive (em inglês) The New York Times. Visitado em 12 de setembro de 2007.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FERREIRA, Teresa Cristina Montero. Eu sou uma pergunta: uma biografia de Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
  • GOTLIB, Nádia Battella. Clarice: uma vida que se conta. São Paulo: Editora Ática, 1995.
  • MOSER, Benjamin. "Clarice, uma biografia". São Paulo: Ed.Cosac Naify, 2009 ISBN 978-85-7503-844-4

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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