Clonazepam
| Clonazepam Alerta sobre risco à saúde |
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|---|---|
| Nome IUPAC | 5-(2-clorofenil)-1,3-diidro-7-nitro-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona. |
| Identificadores | |
| Número CAS | |
| PubChem | |
| DrugBank | APRD00054 |
| ChemSpider | |
| Código ATC | N03 |
| SMILES |
[O-][N+](=O)c3cc\1c(NC(=O)C/N=C/1c2ccccc2Cl)cc3
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| DCB n° | 02300 |
| Medicamento de referência | Rivotril (2,0 mg, 0,5 mg e 2,5 mg/mL) - ® do Brasil |
| Propriedades | |
| Fórmula química | C15H10ClN3O3 |
| Massa molar | 315.7 g mol-1 |
| Aparência | pó cristalino, ligeiramente amarelado.[1] |
| Ponto de fusão |
~239°C[1] |
| Solubilidade em água | praticamente insolúvel na água[1] |
| Solubilidade | pouco solúvel no álcool e no metanol.[1] |
| Farmacologia | |
| Biodisponibilidade | 90% |
| Via(s) de administração | oral, I.M., I.V, sublingual |
| Metabolismo | hepático |
| Meia-vida biológica | 18 a 50 h |
| Ligação plasmática | ~85% |
| Excreção | renal |
| Classificação legal |
B1 - Substância psicotrópica (Sujeita a Notificação de Receita B) (BR) |
| Excepto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições PTN Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. |
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O clonazepam, em latim: clonazepamum, (comercializado pelo laboratório Roche com o nome de Rivotril ou Navotrax na Europa, Ásia, América latina e Oceania e Klonopin nos Estados Unidos) pertence a uma classe farmacológica conhecida como benzodiazepinas, que possuem como principais propriedades inibição leve das funções do sistema nervoso central permitindo assim uma ação anticonvulsivante, alguma sedação, relaxamento muscular e efeito tranquilizante. Em estudos feitos em animais o medicamento inibiu crises convulsivas de diferentes tipos, devido a sua ação diretamente sobre o foco epiléptico e também por impedir que este interfira na função do restante do sistema nervoso.[2] Em maio de 2009, o clonazepam era o medicamento de tarja preta mais vendido do Brasil.[3]
Índice |
[editar] Farmacologia
O clonazepam é um benzodiazepínico derivado do nitrazepam,[4] pois através do processo de cloração (em química orgânica, chama-se halogenação) do nitrazepam, é possível obter-se além do próprio clonazepam, o flunitrazepam. O clonazepam é considerado um "benzodiazepínico clássico", pois além de ser um dos que possuem estrutura molecular mais simples, também foi um dos primeiros a ser sintetizados em laboratório, juntamente com o diazepam, lorazepam, oxazepam, nitrazepam, flurazepam, bromazepam e clorazepato.
2 mg de clonazepam são equivalente a aproximadamente 40 mg de diazepam.
O clonazepam é quase completamente absorvido após administração oral, sendo sua absorção mais lenta quando administrado I.M.. A biodisponibilidade absoluta do clonazepam é maior do que 90%. As concentrações plasmáticas máximas de clonazepam são alcançadas dentro de 2-3 horas após a administração oral. Quando administrado por via intra-venosa, seu efeito sedativo ocorre aproximadamente 5 minutos após a administração. O clonazepam é eliminado por biotransformação, com a eliminação subseqüente de metabólitos na urina e bile. Menos que 2% de clonazepam inalterado é excretado na urina. Em estudos feitos, a concentração do clonazepam nas fezes foi inferior a 0,5%.
A biotransformação ocorre principalmente pela redução do grupo 7-nitro para o derivado 4-amino. O produto pode ser acetilado para formar 7-acetamido-clonazepam ou glucuronizado. O 7-acetamido-clonazepam e o 7-aminoclonazepam podem ser adicionalmente oxidados e conjugados. Os citocromos P-450 da família 3A desempenham um importante papel no metabolismo de clonazepam. A meia-vida de eliminação de clonazepam é de 33 a 40 horas. O clonazepam está ligado em 82% a 88% às proteínas plasmáticas. Não existem evidências de que o clonazepam induz seu próprio metabolismo ou o metabolismo de outras drogas em humanos.
[editar] Indicações
O clonazepam é normalmente prescrito como ansiolítico geral[2] e também para:
- Síndrome do Pânico[2]
- Ansiedade[2]
- Distúrbio bipolar[2]
- Agorafobia[2]
- Depressão (como coadjuvante de antidepressivos, pois estes, geralmente causam insônia).[2]
- Tratamento de epilepsia (como coadjuvante, pois o clonazepam impede o surgimento da crise epiléptica, mas não é uma DAE - Droga Anti-Epiléptica').[2]
[editar] Riscos
Estudos associaram anomalias genéticas e deficiências congênitas em bebês de mulheres tratadas com clonazepam. Dentre as principais deficiências registradas estão: anomalias na formação dos lábios, orelhas e Insuficiência cardíaca. Mas tais estudos não são definitivos, conclusivos. Também foi observado que mulheres grávidas utilizando o clonazepam correm o risco de sofrer um aborto do feto. Por isso é recomendável que mulheres grávidas ou com pretensão de engravidar nos próximos meses visitem o médico para uma possível suspensão do tratamento ou para avaliar a relação risco/benefício no uso da medicação. A única afirmação conclusiva que pode ser feita a de que o clonazepam atravessa a placenta e é encontrado no liquido aminiótico e no leite materno.
[editar] Efeitos colaterais
Foram relatadas, entre outras, as seguintes reações adversas: sonolência, movimentos anormais dos olhos, perda da voz, movimentos involuntários dos braços e pernas, coma, visão dupla, dificuldade para falar, aparência de "olho-vítreo", dor de cabeça, fraqueza muscular, depressão respiratória, fala mal articulada, tremor, vertigem, perda de equilíbrio, coordenação anormal, sensação de "cabeça-leve", letargia, formigamento e alteração da sensibilidade das extremidades.
[editar] Interações medicamentosas
Pacientes em tratamento com clonazepam não devem em hipótese alguma consumir álcool uma vez que isto pode potencializar o efeito da droga ou produzir efeitos indesejáveis e imprevisíveis.[5] efeito inibidor do sistema nervoso central, como drogas antiepilépticas (hidantoínas, carbamazepina, etc.) os efeitos sedativos podem se tornar mais pronunciados.
[editar] Superdosagem
Os sintomas de superdosagem com clonazepam, similares àqueles causados por outros depressores do SNC, incluem sonolência, confusão, coma, reflexos diminuídos, parada respiratória e em casos extremos, morte.
[editar] Abuso e dependência
Os casos de dependência do clonazepam ocorrem principalmente em pacientes predispostos, com história de alcoolismo, abuso de drogas, forte personalidade, e quando se faz uso em doses altas e por períodos prolongados. (falta referência)
O clonazepan pode causar dependência física e psíquica. (falta referência)
Não há um prazo limite para começar a causar dependência. (falta referência)
Notas e referências
- ↑ a b c d Farmacopéia Portuguesa VII
- ↑ a b c d e f g h Roche. RIVOTRIL® (CLONAZEPAM). Acesso em 31 de maio de 2009
- ↑ Último Segundo. "Rivotril: a tarja preta mais vendida no País". . (página da notícia visitada em 31/05/2009)
- ↑ RESOR, Stanley R., et. al., Informa Healthcare, The Medical Treatment of Epilepsy, New York: 1992.
- ↑ P.R.Vade-mécum 2006/2007
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Rx-List - Clonazepam
- Poisons Information Monograph - Clonazepam
- FDA prescription insert
- Bula do Rivotril cadastrada na Anvisa