Club de Regatas Vasco da Gama

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Vasco da Gama
Club de Regatas Vasco da Gama.png
Nome Club de Regatas Vasco da Gama
Alcunhas Vascão
Expresso da Vitória
Gigante da Colina
Trem Bala da Colina
Camisas Negras
O Time da Virada
Campeão de Terra e Mar
Torcedor/Adepto Vascaíno
Cruzmaltino
Mascote Almirante
Comerciante Português
Fundação 21 de agosto de 1898 (115 anos)
Estádio São Januário
Capacidade 24.584 pessoas[1]
Localização Brasão da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro,  Brasil
Presidente Brasil Roberto Dinamite
Treinador Brasil Adilson Batista
Patrocinador Brasil Brahma
Brasil Caixa
Brasil Guaracamp
Itália TIM
Material esportivo Inglaterra Umbro
Competição Rio de Janeiro Campeonato Carioca
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro - Série B
Rio de Janeiro CC 2014
Brasil CB 2014
Brasil B 2014
Vice-campeão
Em disputa
Em disputa
Rio de Janeiro CC 2013
Brasil CB 2013
Brasil A 2013
4º colocado
5º colocado
18º colocado
Rio de Janeiro CC 2012
Flag of UNASUR.svg CL 2012
Brasil A 2012
4º colocado
8º colocado
5º colocado
Ranking nacional 4º colocado 14.426 pontos[2]
Website Vasco.com.br
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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Uniforme
alternativo
Temporada atual
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Club de Regatas Vasco da Gama ComCMHM[3] é uma agremiação sociopoliesportiva brasileira com sede na cidade do Rio de Janeiro. Foi fundada em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores que, inspirados nas celebrações do quarto centenário da descoberta do caminho marítimo para as Índias, ocorrida em 1498, batizaram a nova agremiação com o nome do heroico português que alcançara tal feito, o navegador Vasco da Gama.

O Vasco teve a ideia de adotar o preto e o branco por quê são cores que se encaixam na ideia de uma comunhão de etnias (já que foi o primeiro clube do Brasil a lutar contra preconceitos raciais e sociais). É muito forte o aspecto religioso da cruz, porque a Ordem Militar de Cristo era ao mesmo tempo religiosa e guerreira."[4]

Apesar de ter sido fundado como um "Clube de Regatas", consagrando-se no Remo um dos maiores campeões do país, o Vasco da Gama ainda abrange outros esportes nas modalidades feminina como atletismo, vôlei de praia, basquete, futebol de areia, dentre outros, tendo como esporte mais tradicional atualmente, o futebol.

É o único clube carioca bicampeão intercontinental (1953 e 1957)[5] [6] sendo neste ultimo, o primeiro e único clube não-europeu a derrotar um campeão da Copa dos Campeões da UEFA[7] desde o 1º título (Real Madrid, 13/06/1956) até a criação da Copa Intercontinental, em 1960,[8] o que ocorreu na final do Torneio Internacional de Paris de 1957[9] [10] [11] (final entre o campeão europeu e a equipe considerada a melhor da América do Sul),[12] [13] [14] [15] em uma apresentação que encantou o público e a imprensa francesa,[16] [17] prestigiando o Vasco e o futebol brasileiro frente ao público europeu[18] [19] e mundial.

É também o único clube do Rio de Janeiro bicampeão da Copa Libertadores da América, em 1948 (neste caso, reconhecido pela CONMEBOL como o primeiro clube campeão sul-americano[20] , em status equivalente ao da Copa Libertadores da América, tendo o Vasco participado da Supercopa dos Campeões da Libertadores em função do seu título de 1948[21] [22] [23] ) e em 1998 (Copa Libertadores da América, conquistada no ano do centenário). Conquistou ainda quatro Campeonatos Brasileiros em 1974, 1989, 1997 e 2000, uma Copa do Brasil em 2011 vinte e dois Campeonatos Estaduais e diversos torneios nacionais e internacionais.

Foi o primeiro na história dos clubes esportivos do Brasil a ter elegido um presidente "não-branco" (em 1904, numa época em que o racismo era prática comum no esporte, os vascaínos tiveram a honra de conduzir o mulato Cândido José de Araújo ao degrau mais alto do clube[24] ).

O Vasco da Gama ainda detém dentre o seu plantel de ídolos, os maiores artilheiros do Campeonato Brasileiro de futebol de todos os tempos, tendo como Roberto Dinamite (atual presidente do Vasco) o maior, com a marca de 190 gols, seguidos de Romário e Edmundo, com 154 e 153 gols respectivamente[25] .

Em 2 de Julho de 2007, o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, sancionou o projeto de lei nº 5.052, que criou o Dia do Vasco, data comemorativa que homenageia a fundação do clube.

Segundo estudo feito pela Pluri Stochos Pesquisas e Licenciamento Esportivo em 2013, o Vasco possui a quarta maior torcida do Brasil, com 5% dos entrevistados. A vantagem do Vasco, de 0,1 ponto percentual, é apenas numérica; como está dentro da margem de erro de 0,68 p.p., Vasco e Palmeiras estão, na verdade, empatados tecnicamente em 4º lugar entre as torcidas.[26]

Índice

História[editar | editar código-fonte]

Fundação e primeiros anos[editar | editar código-fonte]

A 21 de agosto de 1898, um grupo de 63 rapazes, imigrantes portugueses e luso-descendentes, reuniu-se numa sala da Sociedade Dramática Filhos de Talma, localizado no bairro da Saúde, e fundou um clube de remo.[27] [28] O nome escolhido foi Club de Regatas Vasco da Gama, pois justo naquele ano eram comemorados os 400 anos da viagem do célebre almirante à Índia.[28] [27] [29]

Com dois meses de existência o clube já contava com trezentos sócios, o suficiente para solicitar para disputa dos campeonatos de remo. Assim, no dia 7 de novembro, o Vasco solicitava a sua inscrição oficial na União de Regatas Fluminense e, ao mesmo tempo, apresentava as cores do seu uniforme: camisa preta cruzada por uma faixa branca e a Cruz de Cristo sobre o coração.[30] A Cruz, a mesma que levou a bênção cristã aos povos da Índia, a faixa branca simbolizando o estandarte que Vasco da Gama recebeu de D. Manuel, o Venturoso, e a camisa negra representando os mares obscuros navegados pelas caravelas do navegador.

Já filiado à União de Regatas, a estreia do Vasco em competições oficiais ocorreu a 4 de junho de 1899, na enseada de Botafogo. Ali, a baleeira "Volúvel", de seis remos, venceu o 1º páreo na categoria júnior, a primeira vitória do Vasco no remo.[27] Em 24 de novembro de 1905, o clube conquistou o primeiro Campeonato Carioca de Remo, numa competição que contou com o presidente Rodrigues Alves entre os assistentes. Já no ano seguinte o Vasco sagrou-se bicampeão.[27] Até 2012, o clube venceu o campeonato de remo um total de 46 vezes.[31]

A estrutura dos clubes desportivos brasileiros da época se caracteriza pelo elitismo, uma vez que seus sócios eram geralmente oriundos da elite da zona sul carioca. O Vasco da Gama diferenciava-se destes clubes porque sua base era em grande parte formada por comerciantes e assalariados portugueses.[28] Nesse contexto, é também destacável que em 1904 os sócios do Vasco, numa atitude inédita até então, elegeram um mulato para a presidência, Cândido José de Araújo, que foi reeleito para o cargo em 1905.[27] [28] Foi durante a presidência de Araújo que o clube conquistou seu primeiro campeonato de remo.[27]

Inícios no futebol[editar | editar código-fonte]

A decisão de incorporar o futebol como esporte do clube esteve relacionada à chegada ao Rio, em 1913, de uma seleção de jogadores de times de Lisboa. Essa equipe enfrentou o Botafogo Football Club, num partido que os visitantes ganharam por 1 a 0.[29] [27] [28] A vitória impulsou a colônia lusitana da cidade a fundar clubes dedicados ao futebol, como o Centro Esportivo Português, o Lusitano e o Lusitânia Futebol Clube.[28]

Um dos primeiros times de futebol do CRVG. "Os Camisas Negras"
Itália e Fausto, destaques em São Januário.

O Lusitânia era um clube restritivo, que só aceitava portugueses como sócios, o que o impedia de ser incorporado à Liga Metropolitana de Sports Athléticos.[28] O Vasco, por outro lado, aceitava tanto portugueses como brasileiros como sócios. Um acordo entre os clubes celebrado a 26 de novembro de 1915 levou à fusão dos dois, dando origem ao departamento de futebol do Vasco da Gama, apesar da oposição dos remadores vascaínos.[28] [27] O Vasco estreiou a 3 de maio de 1916, na terceira divisão, perdendo por 10 a 1 contra o Paladino Foot-Ball Club.[28] [27]

O clube incorporava aos seus quadros jogadores de qualquer origem étnica, com a condição que soubessem jogar futebol.[28] [29] Em 1922, o Vasco conseguiu o primeiro título ao ganhar a série B da Primeira Divisão, o que lhe abriu a possibilidade de jogar na Primeira Divisão da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).[27] A campanha do clube foi excelente, com onze vitórias, dois empates e uma derrota, sagrando-se assim campeão do Campeonato Carioca de Futebol de 1923 no seu ano de estreia.[27] O time vascaíno era composto por jogadores de várias origens, como negros, mulatos, portugueses e brancos pobres da classe operária.[27] [28] Apesar de que havia times com jogadores destas características (por exemplo o Bangu), essa era a primeira vez que os times mais elitistas da cidade eram incomodados por um time da periferia.[28] De fato, a equipe campeã de 1923 era integrada por vários jogadores negros, como o chofer de táxi Nelson da Conceição, o estivador Nicolino, o pintor de parede Ceci e o motorista de caminhão Bolão, além de quatro brancos analfabetos.[32]

Os clubes da "elite" não suportaram ver seus times sendo derrotados por um time formado por negros e pobres, e que nem estádio possuía. Vieram as acusações de falta de profissionalismo e a alegação de que analfabetos não poderiam atuar. Assim, o Vasco pagava a professores para ensinar seus jogadores a assinar a súmula das partidas.

Mesmo lutando contra os clubes unidos contra ele, o Vasco venceu o América e o Fluminense, conquistando o campeonato, em seu ano de estreia na primeira divisão, no dia 12 de agosto de 1923, deixando o Clube de Regatas Flamengo, na vice colocação, o que acabou marcando significativamente a história do clube, do Rio de Janeiro e do Brasil, por ser o primeiro do Clube em uma campanha com integrantes afro-descendentes, pobres e operários a ser campeão. De acordo Rui Proença, português de nascimento e radicado no Rio, identifica o fato como uma verdadeira revolução, enfatizando os preconceitos e dificuldades inicialmente encontrados pelo Vasco, associando-se ao fato de o Flamengo, o Fluminense e o Botafogo não permitirem a entrada de negros em seus clubes. O autor conclui que o clube representaria o congraçamento entre negros e portugueses, grupos discriminados que, unidos, fizeram o Vasco[33] .

As derrotas sofridas para o Vasco ao longo da competição eram inadmissíveis para os adversários, que logo começaram a alegar que o quadro de atletas cruzmaltinos era formado por pessoas de "profissão duvidosa" e que o clube não possuía um estádio a fim de excluí-lo do campeonato. Na época o campinho do Vasco, localizado à rua Moraes e Silva, 261, na Tijuca, só servia para treinos.

Os camisas pretas - apelidado dado aos jogadores vascaínos por causa do seu uniforme, foram ganhando partida por partida, sempre virando o placar no segundo tempo, devido ao ótimo preparo físico dos jogadores, até ganhar o campeonato.

Após a tentativa fracassada de ver o Vasco da Gama fora da competição em 1923, os clubes da zona sul (área de elite da cidade do Rio de Janeiro), Botafogo, Flamengo, Fluminense e alguns outros clubes encontraram a solução para se verem livres dos vascaínos no ano seguinte. Assim, se uniram, abandonaram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), deixando de fora o Vasco, que só poderia se filiar à nova entidade caso dispensasse doze de seus atletas (todos negros) sob a acusação de que teriam "profissão duvidosa". Diante da situação imposta, em 1924, o presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, José Augusto Prestes, enviou uma carta à AMEA, que veio a ser conhecida como a "resposta histórica", recusando a se submeter à condição imposta e desistindo de filiar-se à AMEA. A carta entrou para a história como marco da luta contra o racismo no futebol.

Cquote1.svg Rio de Janeiro, 7 de Abril de 1924.


Ofício nr. 261

Exmo. Sr. Dr. Arnaldo Guinle


M.D. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos


As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V.Exa tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama numa tal situação de inferioridade, que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.

Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma por que será exercido o direito de discussão e voto, e feitas as futuras classificações, obrigam-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.

Quanto à condição de eliminarmos doze (12) dos nossos jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.

Estamos certos que V.Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se à AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro de 1923.

São esses doze jogadores jovens, quase todos brasileiros, no começo de sua carreira e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias.

Nestes termos, sentimos ter que comunicar a V.Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.

Queira V.Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever, de V.Exa. At. Vnr. Obrigado.


(a) Dr. José Augusto Prestes.

Presidente.[34]

Cquote2.svg
1929: Tinoco, Brilhante, Itália, Jaguaré, Fausto e Mola; Paschoal, Oitenta-e-Quatro, Russinho, Mário Mattos e Santana
Paschoal, atacante do Vasco entre 1922 e 1932.

Desta forma em 1924 foram disputados dois campeonatos em paralelo sendo o da LMDT vencido de forma invicta pelo Vasco, conquistando assim o bicampeonato estadual.

No ano seguinte, o clube venceu as resistências da AMEA, conseguiu integrar-se à entidade e voltou a disputar o campeonato contra os grandes times sob a condição de disputar seus jogos no campo do Andarahy. Apesar disso, o Vasco decidiu construir o seu próprio estádio, para acabar com qualquer exigência. O local escolhido para a construção foi a chácara de São Januário, que fora um presente de Dom Pedro I à Marquesa de Santos.

Em 1926 o Clube conquista seu primeiro Torneios Início do Rio de Janeiro e repetindo o feito em 1929.

Em 21 de abril de 1927, o Vasco da Gama inaugurava o então maior estádio do Brasil, o Estádio de São Januário, construído em dez meses e com dinheiro arrecadado por uma campanha de recolhimento de donativos de torcedores de toda a cidade. Dois anos depois seria inaugurada a sua iluminação, passando a ser o único clube do país com um estádio em condições de sediar jogos noturnos.

Em 1929 além do Torneio Início, o Vasco ganha seu terceiro Campeonato Carioca de Futebol em 7 anos de elite.

Década de 30[editar | editar código-fonte]

1938: Poroto, Rei, Zé Luiz, Calocero, Rapha e Zarzur; Lindo, Alfredo I, Niginho, Feitiço e Luna.

Em 1930 o Vasco conquista novamente o Torneio Início do Rio de Janeiro vencido no ano anterior.

Em 1931, o Vasco se tornou o segundo clube brasileiro a ser convidado para uma excursão internacional depois do Paulistano e conquista pela terceira vez o Torneio Início. Neste mesmo ano, o Vasco aplicou uma goleada histórica de 7 a 0 no seu arquirrival Flamengo, sendo esta, a maior goleada entre as duas equipes em todos os tempos.

Em 1933 se torna o único clube a conquistar 4 anos seguidos o Torneio Início.

Em 1934, contando com craques como Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Russinho, Fausto e outros, o Gigante da Colina conquistou o Campeonato Carioca, sendo que naquele ano o campeonato foi disputado em duas ligas. O Vasco, assim, ganhou o direito de disputar a Taça dos Campeões Estaduais que era interestadual evolvendo os campeões do Rio de Janeiro e São Paulo, empatando na final com o Palestra Itália. Ainda neste ano, o Vasco ingressa na Confederação Brasileira de Desportos após esta aceitar o regime profissional e ainda em 1934 o Vasco da Gama seria campeão estadual de remo, tendo adquirido o título de Campeão de Terra e Mar de 1934.[35]

Em 1936 o Campeonato Carioca também foi disputado em duas ligas. O organizado pela Federação Metropolitana de Desportos (FMD) foi vencido pelo Vasco da Gama e novamente ganhando o direito de disputar a Taça dos Campeões Estaduais que só aconteceu em 1937 e nesta oportunidade vencendo, o até então, Palestra Itália e se consagrando campeão.

Em 1938, viria a ser convidado pelo Flamengo para participar do jogo inaugural do novo estádio daquele clube carioca em um amistoso, na Gávea. Surpreendentemente, o time Cruz-Maltino não jogou leve e venceu os donos da casa por 2x0, no dia 4 de setembro do mesmo ano.

Década de 40[editar | editar código-fonte]

O Expresso da Vitória[editar | editar código-fonte]

Expresso da Vitória campeão invicto sobre o River Plate, tornando-se o primeiro campeão da América do Sul.
Troféu do Campeonato Sul-Americano de Campeões (no centro) conquistado em 1948.

Após a conquista do Torneio Luís Aranha, em 1940, e novamente de um Torneio Início, em 1942, veio a formação de um grande e temido time: O "Expresso da Vitória". Uma equipe quase imbatível na época. O Expresso começou a se formar quando a diretoria contratou o técnico uruguaio Ondino Vieira para acabar com o jejum de títulos. Vieira chamou para o elenco vascaíno jovens e desconhecidos jogadores, como Augusto, Eli do Amparo, Danilo Alvim (o "Príncipe"), Ademir Menezes, Lelé, Isaías e Jair Rosa Pinto. Com esses, foi formada a base do Expresso. Torneio Relâmpago de 1946 e o Torneio Início de 1948.

O Vasco então voltou a conseguir resultados expressivos. Em 1944 venceu o Torneio Relâmpago, superando os outros quatro grandes da época (Flamengo, Fluminense, Botafogo e América) e aplicando uma goleada de 5 a 2 na última rodada sobre seu futuro rival, o Flamengo. Em seguida, ganhou o Torneio Municipal, contra os mesmo clubes e outros do Rio de Janeiro, empatando com o Flamengo na última rodada e se sagrando campeão. Voltando a vencer este mesmo Torneio nos três anos seguintes, se tornando o único tetracampeão da competição carioca. Vencendo ainda, também, o Foram dois títulos cariocas invictos, em 1945 e 1947. Este último rendeu ao clube o convite para disputar o Campeonato Sul-Americano de Campeões, competição precursora da Copa Libertadores da América e reconhecida pela CONMEBOL[36] como de igual valor em 1996/1997[37] [38] [39] [40] [41] [42] e 2013.[43]

Além do Vasco, estavam lá grandes potências da época, como o temido River Plate de Di Stéfano, apelidado na Argentina de La Maquina (A Máquina) e favorito ao título, além de Nacional de Montevidéu do Uruguai e Colo-Colo do Chile. Após quatro vitórias e um empate, o Vasco jogava contra o River Plate pelo empate. Em partida nervosa, com direito a um gol legítimo do Vasco anulado no primeiro tempo e pênalti defendido por Barbosa no final do jogo, o 0 a 0 foi o suficiente para dar ao Vasco o seu primeiro título no futebol continental e fazer história no Brasil como o primeiro Campeão da América do Sul.

Em 1949, o clube cruzmaltino ainda conquistaria mais um título carioca invicto, com uma goleada sobre o rival Flamengo em plena Gávea por 5 a 2, após estar perdendo por 2 a 0. Neste título o Vasco contava com a estrela de Heleno de Freitas.

Década de 50[editar | editar código-fonte]

A base convocada para representar o Brasil na Copa do Mundo de 1950 era do poderoso "Expresso da Vitória". O goleiro Barbosa, o polivalente Alfredo II, o zagueiro Augusto, os médios Eli do Amparo e Danilo Alvim, além dos eficientes atacantes, Maneca, Ademir Menezes e Chico, formavam a base do grupo dirigido por Flávio Costa, também técnico do Vasco. Para afirmar ainda mais a marca do Gigante da Colina na Seleção Brasileira, até o massagista Mário Américo pertencia ao clube. Ao final do torneio, em que o Brasil conquistou a segunda posição, o cruzmaltino Ademir Menezes sagrou-se artilheiro da Copa, com nove gols.

Nessa mesma época, logo após o encerramento da Copa do Mundo, o Campeonato Carioca, se iniciou. O Vasco ganhou a competição, sagrando-se, assim, bicampeão carioca. E mais uma vez fez História, ao ser o primeiro campeão carioca da Era Maracanã, maior estádio do mundo à época.

Em 1952 o Vasco voltou a ganhar o Campeonato Carioca, deixando o arqui-rival Flamengo na vice colocação, encerrando aquela que foi uma das fases mais vitoriosas do clube. Terminava assim o Expresso da Vitória.

Mais conquistas pós-Expresso da Vitória[editar | editar código-fonte]

Soccer.Field Transparant.png

Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Livinho
Laerte
Ortunho
Dario
Viana
Carlos Alberto
Torneio de Paris de Futebol.png
Equipe vascaína que derrotou o Real Madrid na Final do Torneio Internacional de Paris em 1957.

Em 1953, era hora de renovação, e craques como Vavá (desde 1952), Bellini, Sabará e Pinga foram incorporados ao elenco vencedor. O ano não poderia começar melhor, com a conquista invicta do Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro, onde no último jogo golearam pelo placar de 5 a 2 o grande rival Flamengo dando ao Vasco mais um título Sul-Americano. Em abril, o Gigante da Colina conquista seu terceiro torneio internacional invicto, o Torneio Internacional de Santiago, vencendo o time colombiano Milionários por 2 a 1 e o chileno Colo-Colo por 2 a 0. E em julho veio mais um título internacional invicto, a Copa Internacional Rivadávia, que foi disputada entre 7 de junho e 4 de julho em São Paulo e no Rio de Janeiro, competição que sucedeu a Copa Rio Internacional de Clubes de 1952 que ganhou novo nome (Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer), em homenagem ao presidente da Confederação Brasileira de Desportos e que teve o Gigante da Colina novamente campeão internacional. Tal era a importância da competição, que ela foi organizada em caráter oficial pela CBD, tendo uma Comissão Técnica, os árbitros eram todos do quadro da FIFA, e os 4 grandes clubes cariocas tentaram participar da mesma: Vasco e Botafogo se classificaram à competição através de suas posições no Torneio Rio-São Paulo de 1953,e quando o Nacional de Montevidéu (Uruguai) anunciou que não viria mais participar (em virtude de uma proibição da Associação Uruguaia de Futebol), Flamengo e Fluminense solicitaram a vaga à CBD, que em reunião, decidiu dar vaga ao Fluminense. Assim, em 1953, o Vasco da Gama já havia conquistado dois títulos Sul-Americanos e um Mundial em 1953.

Em 1956, veio então o Campeonato Carioca, e o time vascaíno vinha motivado a não dar o prazer ao grande rival Flamengo de conseguir o inédito tetra. Na penúltima rodada, um jogo crucial contra o Bangu, que contava com Zizinho entre suas estrelas. O jogador, porém, foi expulso por ofensas ao juiz, e o Vasco ganhou o jogo por 2 a 1. Na última rodada bastou um empate com o Olaria para garantir o título.

Em 14 de junho de 1957, o Vasco da Gama escreveu uma página inesquecível em sua história: a equipe de São Januário voltou a abrir novos caminhos ao derrotar o Real Madrid, por 4 a 3 na final e levantou a taça da primeira edição do Torneio Internacional de Paris (França), com uma apresentação perante o Real Madrid com a qual o Vasco encantou o público e imprensa franceses[44] [45] e prestigiou a si e ao futebol brasileiro perante o público europeu.[46] Os gols foram marcados por Válter, Vavá, Livinho e Sabará. Di Stefano, Mateos e Kopa fizeram para o Real. O Real Madrid era considerado simplesmente o melhor time do mundo por ter vencido as duas edições da Liga dos Campeões da UEFA que já haviam ocorrido (1955/1956 e 1956/1957). Uma máquina, que tinha o "péssimo" hábito de golear seus adversários. Se a defesa era uma muralha, o ataque era avassalador, com destaque para o francês Raymond Kopa, o espanhol Paco Gento e sobretudo para o hispano-argentino Alfredo Di Stéfano. Não era à toa que o Real, bicampeão europeu àquela altura, seguiria vencendo a Copa dos Campeões europeus seguidamente até 1960. Vale a pena reler o que escreveu no dia seguinte Jacques Ferran no jornal L'Équipe:

Orlando Peçanha (no centro), zagueiro vascaíno, atuando pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo em 1958.
"E então, bruscamente o Real desapareceu literalmente. Seriam as camisas de um vermelho pálido ou os calções de um azul triste que enfraqueciam a soberba equipe espanhola? Não; é que, antes, apareceram subitamente do outro lado os corpos maravilhosos, apertados nas camisas brancas com a faixa preta, de onze atletas de futebol, de onze diabos negros que tomaram conta da bola e não a largaram mais.
Durante a meia hora seguinte a impressão incrível, prodigiosa, que se teve é que o grande Real Madrid campeão da Europa, o intocável Real vencedor de todas as constelações europeias estava aprendendo a jogar futebol".

Com a vitória sobre o Real Madrid no Torneio de Paris de 1957, o Vasco voltava novamente a demonstrar seu pioneirismo, que já havia demonstrado ao se tornar o primeiro campeão sul-americano em 1948: na final do Torneio de Paris em 1957, o Vasco se tornou o primeiro clube não-europeu a derrotar um campeão continental europeu (campeão da Copa dos Campeões da Europa), e único não-europeu a ter alcançado tal feito antes da realização da edição inaugural da Copa Intercontinental (1960), competição cuja criação foi anunciada em 08 de outubro de 1958 e que a partir de 1960 seria realizada como o título intercontinental europeu-sul-americano de clubes.[47] [48] [49] Além disso, a vitória do Vasco no Torneio de Paris de 1957 representou o primeiro título do futebol brasileiro (incluindo clubes e Seleção) em solo europeu.[50] Tal era a importância do Torneio de Paris à época, que foi o único torneio intercontinental (com clubes de mais de um continentes) ao qual o Real Madrid disse sim desde que se tornou campeão europeu (13/06/1956) até a criação da Copa Intercontinental (1960),[51] [52] e o Real só não disputou a edição de 1958 do Torneio (21-23/05/1958) para poder se preparar para final da Copa dos Campeões da Europa daquele ano (28/05/1958).[53] [54]

Algumas fontes sustentam que Vasco da Gama e Flamengo participaram do Torneio de Paris de 1957 e 1958 como representantes do futebol sul-americano[55] [56] [57] , fato que, aliado à participação do Real Madrid (campeão europeu de 1955/1956 quando foi convidado ao torneio e que seria bicampeão 1955/56-1956/57 dez dias depois de ser convidado ao Torneio de Paris)[58] [59] , teria feito do Torneio de Paris de 1957 a primeira competição em que clubes teriam atuado como representantes de seus continentes, não de seus países, antes mesmo da criação da Copa Intercontinental.

Ademais, a imprensa européia registrou que a derrota do Real Madrid para o Vasco elevava o nome do futebol brasileiro na Europa[60] , mostrava que "o Real Madrid não era invencível",[61] e que o Vasco, "que representava o futebol sul-americano"[62] naquele torneio, era uma prova de que o futuro do futebol não era a Europa mas sim a América do Sul.[63] As palavras da imprensa européia sobre aquela partida entre Vasco e Real Madrid foram proféticas: 8 meses depois, em 15 de fevereiro de 1958, a imprensa espanhola já dava como certa a criação de um torneio sul-americano de clubes, semelhante ao existente na Europa,[64] em 08 de outubro de 1958, foi anunciada a criação da Copa Libertadores e da Copa Intercontinental.[65]

Em 1961, o torneio foi considerado pela imprensa francesa como um autêntico título intercontinental extra-oficial, em um ano em que a final do torneio teve similaridade à final vencida pelo Vasco em 1957 (em ambos os anos, foi uma final entre o campeão europeu e a equipe considerada a melhor da América do Sul).[66] [67]

Ainda em 1957, o Vasco ganharia do FC Barcelona com uma goleada de 7 a 2 em pleno Camp Nou (sendo esta, a maior goleada sofrida pelo FC Barcelona no Camp Nou)[68] , o Torneio Triangular Internacional do Chile (Chile), o Torneio de Lima (Peru) e o Torneio Internacional Teresa Herrera (Espanha), invicto.

Em 1958 o Vasco tornava a vencer o Campeonato Carioca (especial naquele ano) tendo novamente o Flamengo como vice, e o Torneio Rio-São Paulo na última rodada, tendo como 2º colocado novamente o grande rival Flamengo.

Década de 60 e a profunda crise[editar | editar código-fonte]

Em 1966 o Torneio Rio-São Paulo, terminou empatado entre Vasco, Botafogo, Santos e Corinthians e o título foi dividido entre os quatro.

Os anos 1960 marcaram uma profunda crise política no clube, que culminou em 1969, com a cassação do então presidente do Vasco.

Sem os craques do Expresso da Vitória, os grandes destaques da década foram os atacantes Célio e Saulzinho, o zagueiro Brito e o volante Alcir Portela.

Década de 70 e o 1º Brasileirão[editar | editar código-fonte]

A década foi marcada pelo surgimento do grande ídolo Roberto Dinamite e pelo goleiro argentino Andrada.

Nos anos 1970 o Vasco começou a se recuperar, ainda que de forma tímida, conquistando o Campeonato Carioca.

A maior conquista da década foi o Brasileiro de 1974, com Roberto Dinamite sagrando-se artilheiro e o Vasco da Gama sendo o primeiro time do Rio de Janeiro a conquistar tal competição. Na final, enfrentariam o Cruzeiro e venceriam pelo placar de 2 a 1 em pleno Maracanã, com um público de mais de 115 mil torcedores.

Conquistou ainda o Campeonato Carioca de 1977, com destaque para o meia Dirceu, numa campanha memorável onde se sagraria campeão sobre seu maior rival, o Flamengo.

No entanto, perdeu as finais do estadual em 1978 e 1979 para seu rival, assim como o Campeonato Brasileiro de 79 para o Internacional de Porto Alegre. Ainda em 1979 o Vasco recebeu uma triste notícia: Roberto Dinamite estava sendo transferido para o FC Barcelona (Espanha).


A política do clube tornou-se movimentada. Com o desgaste natural pelos vários anos de mandato e pelas perdas consecutivas em finais importantes, o presidente Agathyrno Silva Gomes foi derrotado pela chapa de Alberto Pires Ribeiro, que contava com uma união de grandes nomes do Vasco, nas eleições de 1979.

Década de 80[editar | editar código-fonte]

Na década surgiram alguns ídolos vascaínos como Acácio, Mazinho, Geovani (o Pequeno Príncipe), Bismarck e Romário.

Durante a década de 1980 o Vasco conquistou 13 torneios Nacionais e Internacionais (dentre eles, o Troféu Colombino de Huelva na Espanha em 1980, o Torneio João Havelange em 1981, a Copa Ouro nos Estados Unidos em 1987 e o Tricampeonato do Troféu Ramón de Carranza em 1987, 1988 e 1989, nestes últimos em cima do Atlético Madrid, Cádiz da Espanha e Nacional do Uruguai), três títulos estaduais (1982, 1987 e 1988) e o bicampeonato Brasileiro em 1989, após montar um time que ficou conhecido como SeleVasco, com destaque para o atacante Bebeto, contratado do arquirrival Flamengo.

O Vasco foi campeão derrotando o São Paulo em pleno Morumbi, por 1 a 0, gol de Sorato de cabeça, diante de um número impressionante de 25 mil torcedores vascaínos no estádio adversário.

Década de 90, centenário e Libertadores[editar | editar código-fonte]

Edmundo, denominado pela torcida vascaína como o "Animal". O atacante é um dos maiores ídolos da história do Vasco.

A década de 1990 no Vasco ficou marcada pela despedida dos campos do ídolo Roberto Dinamite em 1993, e a ascensão de novos ídolos como Edmundo (o Animal), Felipe, Pedrinho, Carlos Germano, Pimentel, Valdir Bigode e Juninho Pernambucano. Em 1992, o clube ganhava seu primeiro título que marcaria o início da conquista dos cariocas de 1992, 1993 e 1994 ganhando o seu primeiro tricampeonato Estadual, para depois conquistar o Campeonato Estadual em 1998. Ainda em 1997 que foi um ano brilhante de Edmundo, o Vasco conquistou o tricampeonato Brasileiro.

O clube completava, em 1998, 100 anos. O Centenário do clube foi o tema do carnaval da Unidos da Tijuca, que compôs um samba-enredo, imortalizado pelos torcedores vascaínos antes mesmo do desfile daquele ano e que, até os dias atuais, é entoado pela torcida vascaína. Mas essa era a primeira das muitas comemorações que viriam naquele ano. O clube ainda se tornaria o campeão do Campeonato Carioca e da Copa Libertadores da América, sendo esta última conquistada no dia 26 de agosto, apenas cinco dias após o aniversário do Clube.

Ao vencer a Copa Libertadores da América de 1998, o Vasco se tornou o primeiro, e até agora o único, clube carioca bicampeão sul-americano; o próprio Vasco venceria a Copa Mercosul em 2000, e outros clubes cariocas ganhariam outros títulos sul-americanos como a Copa Conmebol e a Copa Ouro Sul-Americana, porém o Vasco é até hoje o único clube carioca a ter vencido duas edições de competições sul-americanas principais (ou seja, competições disputadas com o objetivo de indicar o campeão da América do Sul): Campeonato Sul-Americano de Campeões de 1948 e Copa Libertadores de 1998.

A alegria do centenário só não foi completa por causa das perdas da Copa Intercontinental para o Real Madrid e da Copa Interamericana para o DC United.

No ano seguinte ao centenário, o Vasco conquistaria o tricampeonato do Torneio Rio-São Paulo, e chegava ao fim os anos 1990 repleto de glórias.

Na década, o Vasco contava com grandes craques. Além dos ídolos Carlos Germano, Mauro Galvão, Juninho Pernambucano, Felipe, Pedrinho, Edmundo e Romário, outras grandes contratações foram realizadas, como o lateral Jorginho, o zagueiro Júnior Baiano, os meias Ramon Menezes, Vágner e Juninho Paulista, e os atacantes Evair, Donizete, Luizão, Euller, Viola e Guilherme. Uma verdadeira Seleção.

Década de 2000 e o milésimo gol de Romário[editar | editar código-fonte]

Taça da Copa Mercosul conquistada em 2000 e ao lado a Taça da Copa Libertadores da América conquistada no ano do centenário (1998).

As conquistas não paravam e naquele início de década, no ano de 2000, apesar de ficar com o vice-campeonato do 1º Mundial de Clubes da FIFA, o Vasco conquistou o tetracampeonato brasileiro e a Copa Mercosul após a histórica partida contra o Palmeiras, na qual, em pleno estádio adversário, a time chegaria a vitória por 4 a 3 após terminar o primeiro tempo sendo derrotado por 3 a 0 e com um jogador a menos expulso aos 32 minutos do 2º tempo.

Durante os anos seguintes a 2000 o Vasco conquistou a Taça Guanabara e o Carioca de 2003. Oficialmente, o milésimo gol da carreira de Romário aconteceu no dia 20 de maio de 2007, aos 02 minutos do segundo tempo em um jogo do Vasco, sob comando do técnico Celso Roth, contra o Sport, no estádio de São Januário. O jogo foi válido pela 2a rodada do Campeonato Brasileiro de 2007. O gol foi de pênalti: após o cruzamento de Thiago Maciel, o zagueiro Durval cortou a bola com a mão e o árbitro Giuliano Bozzano assinalou a penalidade máxima. Magrão sofreu o gol. Romário foi homenageado pelo Vasco após o milésimo com a inauguração de sua estátua em São Januário atrás das balizas onde o milésimo foi marcado, além da imortalização de sua camisa 11 no clube. No ano seguinte ainda sofreu o golpe mais duro de sua história com o rebaixamento, pela primeira vez em sua história para a Segunda Divisão, após terminar o Campeonato Brasileiro de 2008 em 18º lugar.

O purgatório durou exatos 11 meses. Após a vitória por 2 a 1 sobre Juventude diante de 81.904 pessoas no Maracanã, o acesso do clube para a elite do futebol estava garantido com quatro rodadas de antecedência. O clube ainda conquistaria o título em 13 de novembro, com três rodadas de antecipação, após vencer de virada o América por 2 a 1 também no Maracanã

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Ricardo Gomes, treinador que tirou o Vasco da fila após ganhar a Copa do Brasil em 2011.

O começo da temporada foi marcado por uma boa campanha na Taça Guanabara, durante a qual obteve resultados expressivos como uma goleada histórica sobre o rival Botafogo por 6 a 0. O time alcançaria a final do turno de maneira invicta, anotando 19 gols em 8 jogos e sofrendo apenas 3. Porém, na decisão do turno contra o mesmo Botafogo a quem goleara algumas semanas antes, o Vasco jogou de forma apática e perdeu por 2x0.

Marcado pela perda traumática no primeiro turno da competição, o Vasco começou de forma irregular a Taça Rio e chegou a perder três partidas consecutivas (para o arquirrival Flamengo e os fracos Olaria e Americano), porém, alcançou sua classificação para as semi-finais, e foi eliminado após nova derrota por 2x1 para o Flamengo.

Na Copa do Brasil, o time novamente teve atuações fracas mas acabou alcançando as quartas-de-final, quando enfrentou o Vitória. Após uma derrota por 2 a 0 no Barradão e uma vitória por 3 a 1 em São Januário, o time foi eliminado da competição pelo critério de gols marcados fora de casa. Em 2010, foi ainda campeão de um torneio amistoso, a Copa da Hora disputado também por Avaí , Coritiba e Grêmio.

Dedé, zagueiro do Vasco, chamado pela torcida de "O Mito".

No ano de 2011, o Vasco começou o ano tendo pior inicio de temporada de sua história mesmo com Felipe e Carlos Alberto, que estavam jogando muito mal. O time de São Januário perdeu para Resende, Nova Iguaçu e Boa Vista. Ao fim do jogo contra o Boa Vista, o presidente Roberto Dinamite foi ao vestiário cobrar mais empenho da equipe. Ainda no vestiário, os líderes do grupo Felipe e Carlos Alberto não gostaram e responderam as críticas do presidente, e acabaram sendo afastados do clube. Carlos Alberto acabou sendo emprestado ao Grêmio. Já Felipe, foi reintegrado, já que PC foi demitido após a derrota para o Boa Vista e Ricardo Gomes, técnico contratado para o lugar de PC, decidiu reintegrar o craque. Com a chegada do novo treinador, Felipe voltou a jogar bem, e as chegadas de Diego Souza, Alecsandro, Bernardo e a volta de Elton; o time começou a apresentar um ótimo futebol.

Surgia o Trem Bala da Colina. O time, após excelente campanha, chega a final do 2º turno do Carioca, contra seu maior rival, Flamengo. Após empate em 0x0 nos 90 minutos, o time desperdiça 3 pênaltis e vê o título ir para o arquirrival.

Após isso, o time concentra suas forças na Copa do Brasil. Jogando bem, o time chega a final contra o Coritiba. No primeiro jogo, em São Januário, o Vasco vence por 1x0, gol de Alecsandro, e poderia até empatar no 2º jogo, em Curitiba, que sairia campeão. No dia 8 de junho de 2011, mesmo perdendo pelo placar de 3x2, com gols de Alecsandro e Éder Luís a seu favor, o Vasco sagra-se campeão da Copa do Brasil, pelo critério de gols fora, e garante vaga na Copa Libertadores da América de 2012. Mesmo após ter garantido vaga na Copa Libertadores da América de 2012 o time não se contentou e continuou lutando até a última rodada pelo título de Campeão Brasileiro de 2011 e chegando até as semi-finais da Copa Sul-Americana. Apesar de não ter conquistado os títulos, a torcida vascaína fica muito orgulhosa da temporada que fez o time, voltando à elite do futebol brasileiro e disputando as principais competições. Após a conquista inédita da Copa do Brasil o clube licencia a publicação do Livro Paixão da Gama - A Maravilhosa História do Vasco, de autoria do torcedor potiguar Jorge Luiz Alves Bezerra, pela editora da Fundação Vingt-Un Rosado, através da Coleção Mossoroense, que conta em detalhes toda a história centenária do Gigante da Colina até aquela conquista, tornando-se na obra mais completa do clube desde sua fundação em 1898. Assim, o ano de 2011 fica marcado como "o ano da redenção vascaína".

Em 2012 o Vasco chegou as duas finais do turno do Campeonato Carioca, após vencer por duas vezes o arquirrival Flamengo nas semi finais.[69] Mas o time não conseguiu ser campeão em nenhum dos turnos. A principal competição do Vasco no ano era a Copa Libertadores da América de 2012. O time teve boa campanha mas foi eliminado nas quartas-de-final pelo Corinthians com um gol sofrido aos 43 minutos do 2º tempo. [70] No Campeonato Brasileiro o time estabeleceu um novo recorde: 54 rodadas seguidas no G4 (contando Brasileirão de 2011 e 2012) mas no fim da competição teve uma queda de rendimento e não conseguiu se classificar para a Copa Libertadores da América de 2013.[71]

Já no ano de 2013, a torcida vascaína andava preocupada, o motivo: a saída de grandes jogadores e ídolos da equipe no final da temporada passada. Um dos jogadores mais queridos pela torcida e pelo clube ficou, o zagueiro Dedé. E o início da temporada parecia promissor, pois o Vasco chegou a final do 1º turno do estadual precisando apenas de um empate para se sagrar campeão, mas isso não aconteceu e o time foi mais uma vez vice. Com a crise financeira o Vasco vendeu seu capitão Dedé e a crise só aumentava. Nem com a chegada de Paulo Autuori, Juninho Pernambucano, Fagner, Pablo Guiñazú e depois Dorival Júnior conseguiram evitar o que todos temiam. Adilson Batista chegou dando um ânimo à equipe no fim do campeonato, mas não foi o suficiente e o clube que completou 115 anos de história foi novamente rebaixado à segunda divisão do Campeonato Brasileiro, num jogo que ficou marcado negativamente por uma briga generalizada entre as torcidas do Vasco e Atlético Paranaense.[72]

Títulos no futebol[editar | editar código-fonte]

Masculino[editar | editar código-fonte]

Taça conquistada ao vencer o Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer em 1953.
Troféu do primeiro Campeonato Sul-Americano de Campeões em 1948.
Troféu Colombino de Huelva conquistado em 1980.

Cscr-featured.png Campeão Invicto

INTERCONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
Copa Rivadavia Taça.png Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer 1 1953 Cscr-featured.png

Organizada em caráter oficial pela CBD, autorizada pela FIFA[73] , sucessora da intercontinental[74] Copa Rio.[75] [76] [77] [78] [79] [80]

Torneio de Paris de Futebol.png Torneio Internacional de Paris (extra-oficial)[81] [82] 1 1957 Cscr-featured.png

Considerado na França título intercontinental extra-oficial pela final ter sido o jogo "campeão europeu X melhor equipe da América do Sul".[83] [84] [85] [86]

CONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
Troféu Sul Americano de Campeões Libertadores 1948.png Campeonato Sul-Americano de Campeões[87] 1 1948 Cscr-featured.png
CLA.png Copa Libertadores da América 1 1998
CONMEBOL - Mercosur Cup.svg Copa Mercosul 1 2000
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro - Série A 4 1974, 1989, 1997 e 2000
CBF Brazilian Cup.png Copa do Brasil 1 2011
B Series Brazilian Championship Trophy.png Campeonato Brasileiro - Série B 1 2009
INTERESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Rio-SãoPaulo.png Torneio Rio-São Paulo 3 1958, 1966¹ e 1999
(1) - Dividido com Botafogo, Corinthians e Santos.
Trophy(transp).png Copa dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo 1 1937 Cscr-featured.png
Trophy(transp).png Torneio João Havelange[88] [89] [90] 1 1993
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 22 1923, 1924 Cscr-featured.png, 1929, 1934, 1936, 1945 Cscr-featured.png, 1947 Cscr-featured.png, 1949 Cscr-featured.png, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992 Cscr-featured.png, 1993, 1994, 1998 e 2003
Rio de Janeiro Taça Guanabara (edições disputadas como torneio independente do Campeonato Estadual) 1 1965
Rio de Janeiro Copa Rio 2 1992 Cscr-featured.png e 1993
Rio de Janeiro Torneio Início 10 1926, 1929, 1930, 1931, 1932, 1942, 1944, 1945, 1948 e 1958
Rio de Janeiro Taça Guanabara (edições disputadas como turnos do Campeonato Estadual) 10 1976, 1977, 1986, 1987, 1990 Cscr-featured.png, 1992 Cscr-featured.png, 1994 Cscr-featured.png, 1998, 2000 Cscr-featured.png e 2003
Rio de Janeiro Taça Rio (segundo turno do Campeonato Estadual) 9 1984, 1988, 1992 Cscr-featured.png, 1993, 1998, 1999 Cscr-featured.png, 2001 Cscr-featured.png, 2003 Cscr-featured.png e 2004
Rio de Janeiro Turnos do Campeonato Estadual disputados com outros nomes 9 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1980, 1981, 1988 e 1997
Rio de Janeiro Campeonatos Cariocas de Aspirantes/Reservas ou Amadores[91] [92] 15 1924, 1928, 1937, 1941, 1942, 1943, 1946, 1947, 1948, 1949, 1960, 1961, 1964, 1966 e 1967
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
Município do Rio de Janeiro Torneio Municipal do Rio de Janeiro 4 1944, 1945 Cscr-featured.png, 1946 e 1947
Município do Rio de Janeiro Torneio Relâmpago do Rio de Janeiro 2 1944 Cscr-featured.png e 1946
Município do Rio de Janeiro Torneio Extra[93] 2 1973 Cscr-featured.png e 1990 Cscr-featured.png
ALGUNS DOS TORNEIOS INTERNACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Brasil Torneio Luís Aranha 1 1940 Cscr-featured.png
Brasil Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro 1 1953 Cscr-featured.png
Brasil Troféu IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro 1 1965 Cscr-featured.png
Chile Torneio Triangular Internacional do Chile 1 1957 Cscr-featured.png
Chile Torneio Internacional de Santiago 1 1953 Cscr-featured.png
Espanha Troféu Teresa Herrera 1 1957 Cscr-featured.png
Espanha Troféu Festa de Elche 1 1979 Cscr-featured.png
Espanha Troféu Colombino 1 1980 Cscr-featured.png
Espanha Troféu Ramón de Carranza 3 1987 Cscr-featured.png, 1988 Cscr-featured.png e 1989 Cscr-featured.png
Espanha Troféu Cidade de Barcelona 1 1993 Cscr-featured.png
Espanha Troféu Cidade de Palma de Mallorca 1 1995 Cscr-featured.png
Estados Unidos Los Angeles Golden Cup 1 1987 Cscr-featured.png
Estados Unidos Copa TAP 1 1987 Cscr-featured.png
Itália Troféu Bortolotti 1 1997 Cscr-featured.png

Sedes e estrutura[editar | editar código-fonte]

Estádio São Januário[editar | editar código-fonte]

São Januário é como é conhecido o estádio do Club de Regatas Vasco da Gama, inaugurado em 21 de Abril de 1927. Seu nome oficial é Estádio Vasco da Gama. Ficou conhecido como São Januário por ter parte dele na rua São Januário. É o maior estádio privado do Rio de Janeiro.

Sociais de São Januário.
São Januário em dia de jogo.
Distribuição dos lugares do Estádio de São Januário.
Parque Aquático.

Sede Náutica da Lagoa[editar | editar código-fonte]

Situado às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, o prédio foi inaugurado em 18 de agosto de 1950.[94] Foi construído devido à necessidade do clube de ter uma sede para abrigar os esportes náuticos quando as regatas passaram da Baía de Guanabara para a Lagoa Rodrigo de Freitas. O local conta com 2.700m² de área construída, com três pavimentos, um subsolo e um terraço. Além do salão de festas, a sede é também garagem dos barcos usados nos treinos e competições de remo. Em suas paredes externas, há uma composição de azulejos de Burle Marx.[95]

A Sede Náutica é tombada desde 2002, por decreto do governo do então prefeito César Maia, assinado no dia 19 de abril.[96]

Calabouço[editar | editar código-fonte]

Antiga sede náutica do clube, quando as regatas eram disputadas na Baía de Guanabara, hoje é destinada ao lazer dos associados, contando com piscina, duas saunas, quadras esportivas, área de recreação infantil, salão de festas, departamento médico, administração de esportes marinhos e olímpicos e um restaurante.[97] Situa-se às margens da Baía da Guanabara na ponta do Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, próximo ao Aeroporto Santos Dumont e ao Museu de Arte Moderna.

Centro de Formação de Atletas[editar | editar código-fonte]

O Centro de Formação de Atletas Jovens Gigantes da Colina, também conhecido como CFA ou JGC, oferece infraestrutura para a formação das categorias de base do clube que incluem o juvenil e júnior (sub-17 e sub-20). Para isso conta com uma área total de 220 mil metros quadrados e é rodeado de sítios e chácaras para manter a tranquilidade e a concentração dos jovens que lá estão.

Para suprir a necessidade de quase cem atletas, o CFA conta com cinco campos — um deles com grama sintética, outro de de areia e outro de showbol — com drenagem e irrigação computadorizadas; quatro alojamentos para até 95 jovens; refeitório com cozinha industrial; sede administrativa da base; sala de monitoramento; piscina; oficina de manutenção; quiosques; quatro vestiários; consultório médico; odontológico; podologia; estacionamento; ginásio coberto; quadras poliesportivas e um hotel para jogadores vindos do exterior.

Centro de Treinamento Almirante Heleno de Barros Nunes[editar | editar código-fonte]

O nome do centro foi uma homenagem ao Almirante Heleno Nunes, torcedor do clube e ex-presidente da antiga CBD, que foi uma pessoa importante no projeto do terreno.

O terreno de cerca de 130.000 m² foi concedido ao clube pelo presidente da república Ernesto Geisel em 1974, mas durante trinta anos existiu uma briga judicial com a União que entendia que poderia fazer melhor uso dele. Em 1995 o clube perdeu sua concessão, voltando mais tarde a ter o direito de uso por meio de decreto assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, depois de uma decisão da Justiça.

Terreno situado às margens da Rodovia Washington Luís, onde o clube projeta e inicia a construção de seu centro de treinamento, que terá diversos campos de futebol, 2 ginásios e um hotel-concentração. O centro de treinamento, ainda em desenvolvimento, conta com a ajuda da prefeitura de Duque de Caxias. Parte do terreno é área de preservação ambiental, devido às suas características naturais. Será destinado ao time principal.

CT de Itaguaí[editar | editar código-fonte]

Localizado em ItaguaíRio de Janeiro, o Centro de Treinamento irá abrigar todas as divisões de base do Vasco. O CT possui um terreno de área total igual a 146.000,00 m²; que compreende em 6 campos de futebol com medidas oficiais, sendo 4 deles dentro das exigências da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FFERJ) para disputas de campeonatos oficiais.

O CT ainda conta com vestiários, cozinha industrial, auditório, piscina, quadra de vôlei de praia – areia, 2 quadras de tênis, secretaria, lavanderia, salas de reunião, fisioterapia e musculação.

Memorial do Vasco[editar | editar código-fonte]

O memorial do Vasco está sendo construído no objetivo de traçar em imagens toda a história do clube. Vai contar com vários fatos e curiosidades do clube, como todas as taças e lembranças das conquistas, telões que passam os jogos mais importantes e momentos marcantes da história do clube, filmes com os gols e as narrações das conquistas de todos os títulos fotos de equipes vascaínas, desde sua fundação em 1898, ano a ano, até os dias atuais, uma réplica de vestiário antigo com objetos reais, como chuteiras, camisetas, etc.

Também vai possuir 42 painéis individuais, em tamanhos naturais, com fotos de jogadores históricos como Roberto Dinamite, Edmundo, Romário, Geovani, Juninho Pernambucano, Zanata, Barbosa, Bellini, Carlos Germano, Brito, Vavá, Pedrinho, Felipe,Mauro Galvão, Leônidas da Silva, entre outros, além de caricaturas autografadas e um painel com informações sobre os mesmos.

Ao final, uma sala de cinema, com um vídeo destacando os melhores momentos de mais 100 anos de história do clube.

Uniforme[editar | editar código-fonte]

Uniformes 2013[editar | editar código-fonte]

Uniformes dos jogadores[editar | editar código-fonte]

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Primeiro
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Cores do Time
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Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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Terceiro (Raíz)

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

  • Camisa verde com faixa transversal verde, calção e meias verdes;
  • Camisa cinza claro com faixa transversal cinza, calção cinza e meias cinzas;
  • Camisa laranja com faixa transversal cinza, calção e meias laranjas.
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Uniformes de treino[editar | editar código-fonte]

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O Vasco da Gama, que apesar de mestiço era chamado de time dos portugueses, entrava em campo usando uma camisa preta com a Cruz de Cristo em vermelho no peito, por proposta de um dos fundadores, José Lopes de Freitas, o clube jamais mudaria as suas cores - preto, branco e vermelho -, presentes na cruz das embarcações portuguesas. O preto e o branco representariam a ideia de que podiam competir pelo clube pessoas de todas as raças e origens sociais, portugueses e brasileiros, em igualdade e sem discriminação.

A primeira camisa, criada no ano de fundação, foi usada inicialmente pelo departamento de remo do clube. O modelo era uma camisa preta com uma faixa branca na diagonal partindo do ombro direito (o inverso do modelo atual) e a Cruz de Cristo em vermelho no centro da camisa.

Por influência do Lusitânia Futebol Clube, clube que se fundiu com o Vasco em 1915, a primeira camisa do futebol era toda negra, com gola e punhos brancos, sem a faixa diagonal e a Cruz de Cristo em vermelho havia sido deslocada para o lado esquerdo do peito, junto ao coração, que por sua vez era inspirado no uniforme do combinado português que jogou uma série de amistosos no Brasil em 1913.

A partir dos anos 1930, foi adotado o novo desenho com a volta da faixa diagonal, porém agora esta partia do ombro esquerdo, sendo ainda utilizada a Cruz de Cristo vermelha posicionada sobre a faixa na altura do coração.

No dia 16 de janeiro de 1938 o Vasco adotou o padrão de uniforme que viria a usar até hoje, com a camisa branca passando a ser a principal e a preta a secundária. A estreia ocorreu contra o Bonsucesso, pelo segundo turno do Campeonato Carioca de 1937.[98] Tal data derruba a versão tradicional de que esse uniforme teria sido adotado por sugestão do então treinador de futebol, o uruguaio Ondino Vieira.

Nos anos 1970, a Cruz de Cristo foi substituída pela Cruz Pátea, que permanece até hoje.

Ao longo dos anos, até 1988 não houve mudanças significativas no uniforme. Algumas vezes eram modificados os tipos de gola, a faixa diagonal era alargada ou diminuída, e os números eram colocados de forma diferente.

Em 1988 foi adotada uma mudança no uniforme do clube, sendo retirada a faixa diagonal nas costas da camisa, ficando esse lado apenas com o número e a marca do patrocinador.

Em 1991 foi feita uma nova mudança: a faixa diagonal foi um pouco alargada, sobre a Cruz Pátea foram colocadas as três estrelas presentes tradicionalmente na bandeira do clube, e foi colocada uma faixa em cada manga (retiradas depois, em 1993). Os números também passaram a ser pintados em preto e branco, ao invés do vermelho que era usado até então. Em 1994 o escudo do clube passou a ser colocado também nas mangas.

Já em 1996 o uniforme sofreu uma grande reformulação, com a volta da faixa nas costas, a inclusão dos números em destaque em um círculo, que também servia para dar destaque ao nome da empresa que patrocinava o clube, e as mangas com destaque para o fornecedor de material do clube.

Em 1998 a camisa foi novamente modificada, sendo então feita com gola olímpica com botão, furinhos nas laterais e o escudos nas mangas: de um lado o de campeão brasileiro, e do outro o do centenário do clube. Mais uma vez a faixa nas costas foi retirada, permanecendo apenas o número, mas sem o círculo em torno dele.

Em 2002, a camisa toda preta com a Cruz Pátea sobre o coração foi retomada e passou a ser considerada o terceiro uniforme oficial do clube. A partir de 2003 a faixa diagonal nas costas passou a ser utilizada novamente, assim como os números em vermelho.

A atual fornecedora do material esportivo do Vasco é a empresa inglesa Umbro.

Material esportivo e patrocinadores[editar | editar código-fonte]

O material esportivo do Vasco já foi fornecido por diversas empresas. Abaixo encontra-se a lista com todas elas. Nos anos de 2001 e 2002, o Vasco não contava com uma empresa fornecedora e produzia seus próprios uniformes através da VG Licenciamento.

Período Material Esportivo Patrocinador Master
19801983 Alemanha
Adidas
nenhum
1984 Brasil
Banco Nacional
19851987 Brasil
3B.Rio
1988 Estados Unidos
Coca-Cola
19881994 Brasil
Finta
1995 Brasil
Penalty
Brasil
Lousano
19951996 Itália
Kappa
1996 Brasil
Data Control
19971999 nenhum
19992000 Estados Unidos
Procter & Gamble (1)
20012002 nenhum nenhum
20022006 Inglaterra
Umbro
20062007 Inglaterra
Reebok
2008 Brasil
MRV Engenharia
2009 Brasil
Champs
Brasil
Eletrobras
20092013 Brasil
Penalty
20132014 Brasil
Caixa
2014- Inglaterra
Umbro

(1) No período de 3 anos de patrocínio, a Procter & Gamble estampou apenas uma marca na camisa do Vasco. O sabão em pó Ace na temporada 2000.

Elenco Atual[editar | editar código-fonte]

Última atualização: 24 de julho de 2014

Legenda:

  • Capitão - Capitão
  • Jogador Lesionado - Jogador lesionado
  • Seleção Argentina - Seleção Argentina
  • Seleção Brasileira - Seleção Brasileira
  • Seleção Colombiana - Seleção Colombiana
  • Seleção Paraguaia - Seleção Paraguaia
  • Seleção Uruguaia - Seleção Uruguaia


Goleiros
Jogador
1 Uruguai Martín Silva
12 Brasil Diogo Silva
31 Brasil Rafael Copetti
40 Brasil Jordi
Defensores
Jogador Pos.
3 Brasil Rodrigo Capitão² Jogador Lesionado Z
4 Brasil Rafael Vaz Z
21 Brasil Luan Z
28 Brasil Jomar Z
34 Brasil Anderson Salles Z
35 Brasil Douglas Silva Z
2 Brasil André Rocha LD
42 Brasil Carlos César LD
16 Brasil Marlon LE
26 Brasil Diego Renan LE
37 Brasil Henrique LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Argentina Guiñazú Capitão V
8 Brasil Pedro Ken Jogador Lesionado V
14 Paraguai Aranda V
25 Brasil Fabrício V
10 Brasil Douglas Capitão³ M
11 Colômbia Montoya M
20 Brasil Dakson M
29 Brasil Jhon Cley M
38 Brasil Guilherme Biteco Jogador Lesionado M
49 Brasil Lucas Crispim M
Atacantes
Jogador
7 Brasil Edmilson
17 Brasil Everton Costa Jogador Lesionado
19 Brasil Marquinhos
22 Brasil Rafael Silva
27 Brasil Yago
30 Brasil Kléber
39 Brasil Thalles

Outros jogadores[editar | editar código-fonte]

Jogadores não aproveitados, mas com contratos ainda em vigência

Jogadores
Pos. Nome
Brasil G Michel Alves
Brasil LD Nei
Brasil V Pereira
Brasil V Sandro Silva

Diretoria e comissão técnica[editar | editar código-fonte]

Comissão técnica
Nome Função
Brasil Adilson Batista Técnico
Brasil Fábio Moreston Auxiliar técnico
Brasil Jorge Luiz Auxiliar técnico
Brasil Gustavo Nicoline Analista de desempenho
Brasil Rodrigo Caetano Diretor executivo
Brasil Bruno Coev Supervisor
Brasil Fabio Fernandes Coordenador
Brasil Daniel Gonçalves Chefe da preparação física
Brasil Romildo Preparador físico
Brasil Armando Preparador físico
Brasil Rodney Martins Fisiologista
Brasil Paulo Figueiredo Fisiologista
Brasil Carlos Germano Preparador de goleiros
Brasil Márcio Cazorla Preparador de goleiros
Brasil Dr. Fernando Mattar Médico
Brasil Dr. Clóvis Munhoz Médico
Brasil Dr. Albino Pinto Médico
Comissão técnica
Nome Função
Brasil Dr. Claudio de Luca Médico
Brasil Fernando Campbell Fisioterapeuta
Brasil Raphael Milagres Fisioterapeuta
Brasil Frederico Meirelles Fisioterapeuta
Brasil Marquinhos Fisioterapeuta
Brasil PC Massagista
Brasil Marcio Jacó Massagista
Brasil Curumim Massagista
Brasil Adão Roupeiro
Brasil Niltinho Roupeiro
Brasil Maria Helena Psicóloga
Brasil Mildre Souza Nutricionista
Brasil Patrícia Gregório Assessoria de imprensa
Brasil Vinicius Gonçalves Assessoria de imprensa
Brasil Victor Ferreira VP de marketing
Brasil Ercolino de Luca VP de Futebol
Brasil Cristiano Koehler Diretor geral


Emprestados[editar | editar código-fonte]

Jogadores emprestados
Pos. Jogador Clube de destino e período Ref.
G Brasil Alessandro Brasil Náutico, até 31/12/2014 [99]
LD Brasil Max Brasil Caxias, até 31/12/2014 [100]
Z Brasil Eduardo Favero Brasil Betim, até 31/12/2014 [101]
V Brasil Fellipe Bastos Brasil Grêmio, até 31/12/2014 [102]
V Brasil Malco Brasil Macaé, até 31/12/2014 [103]
M Brasil Bernardo Brasil Palmeiras, até 31/12/2014 [104]
A Brasil Éder Luís =Emirados Árabes Unidos Al-Nasr, até 25/08/2015 [105]
A Brasil Rodrigo Dinamite Brasil Duque de Caxias, até 31/12/2014
A Brasil Romário Brasil Macaé, até 31/12/2014 [106]
A Brasil William Barbio Brasil Bahia, até 31/12/2014 [107]

Empréstimos[editar | editar código-fonte]

Jogadores de empréstimos
Pos. Jogador Clube de origem e período Ref.
LD Brasil Carlos César Brasil Atlético Mineiro, até 31/12/2014 [108]
LE Brasil Diego Renan Brasil Cruzeiro, até 31/12/2014 [109]
Z Brasil Douglas Silva Áustria Red Bull Salzburg, até 31/12/2014 [110]
V Brasil Fabrício Brasil São Paulo, até 31/12/2014 [111]
V Brasil Pedro Ken Brasil Cruzeiro, até 31/12/2014 [112]
M Brasil Douglas Brasil Corinthians, até 31/12/2014 [113]
M Brasil Guilherme Biteco Brasil Grêmio, até 31/12/2014 [111]
M Brasil Lucas Crispim Brasil Santos, até 31/12/2014 [114]
A Brasil Everton Costa Brasil Coritiba, até 31/12/2014 [115]
A Brasil Kléber Brasil Grêmio, até 31/12/2014 [116]

Transferências em 2014[editar | editar código-fonte]

Volta de Empréstimo: Jogadores que voltam de empréstimo

Emprestado: Jogadores emprestados


Categorias de base[editar | editar código-fonte]

Juniores[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 11 de Julho de 2014.

Legenda


Goleiros
Jogador
Brasil Gabriel Felix Capitão²
Brasil Charles
Brasil Juninho
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Kadu Z
Brasil Alisson Z
Brasil Venício Z
Brasil Sinval Z
Brasil Ítalo Z
Brasil Fábio Z
Brasil Calebe Z
Brasil Eron LD
Brasil Richard LD
Brasil Itália Éverton França LD
Brasil Lorran LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Matheus Batista Capitão V
Brasil Márcio V
Brasil Jonatas Paulista V
Brasil Lucas Barboza V
Brasil Waldir V
Itália Brasil Giorgio V
Brasil Jhon Cley M
Brasil Guilherme Costa M
Brasil Luan Rocha M
Brasil Douglas M
Brasil Bruno Cosendey M
Atacantes
Jogador
Brasil Yago
Brasil Marquinhos
Brasil Daniel Pessoa
Brasil Wendell
Brasil Itália Muriel Dorigatti
Brasil Renato Kayser
Brasil Mateus Santana
Brasil Iago
Brasil Caio Monteiro
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Sorato T
Brasil André Portella PF
Brasil Marcelo Pires TG

Outros jogadores[editar | editar código-fonte]

Transferências 2014[editar | editar código-fonte]

Legenda

Juvenil[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 12 de Junho de 2014.

Legenda


Goleiros
Jogador
Brasil Yuri
Brasil Vinicius Dias
Brasil João Paulo
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Matheus Barbosa Z
Brasil Ricardo Graça Z
Brasil Rodrigo Fernandes Z
Brasil Felipe Amaral Z
Brasil Douglas Cipriano Z
Brasil Cássio LD
Brasil Gabriel Buriche LD
Brasil Allan Cardoso LE
Brasil Matheus Souza LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Gabriel Tiné V
Brasil Rafael Martins V
Brasil Matheus Ribeiro V
Brasil Bruno Cosendey M
Brasil Marquinhos M
Brasil Andrey M
Brasil Evander Seleção Brasileira M
Brasil Douglas Índio M
Brasil Mateus Pet M
Brasil João Victor M
Brasil Elói M
Atacantes
Jogador
Brasil Caio Monteiro Capitão
Brasil Hugo Borges
Brasil Carlos
Brasil Zé Mateus
Brasil Erinaldo Júnior
Brasil Leandro Muriqui
Brasil Matheus
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Cássio T
Brasil Guto PF
Brasil Paulo Vinicius TG

Outros jogadores[editar | editar código-fonte]

Transferências 2014[editar | editar código-fonte]

Legenda

Infantil[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 5 de Julho de 2014.

Legenda


Goleiros
Jogador
Brasil Alexander Lucena
Brasil Lucas Passos
Brasil Lucas Alexandre
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Ruan Nascimento Z
Brasil Ricardo Z
Brasil Gabriel Norões Z
Brasil Luiz Felipe Z
Brasil Eduardo Felipe Z
Brasil Cayo Tenório LD
Brasil Arthur Patrício LD
Brasil Rhomulo Lucio LE
Brasil Rodrigo Coutinho LE
Brasil João Pedro LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil João Bernardo V
Brasil Lucas Bessa V
Brasil Linnick M
Atacantes
Jogador
Brasil Robinho
Brasil Jackson Gabriel
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Fernando China T
Brasil Brandi Regato PF
Brasil Rodrigo Pinheiro TG

Outros jogadores[editar | editar código-fonte]

Jogadores não aproveitados, mas com contratos ainda em vigência.

Transferências 2014[editar | editar código-fonte]

Legenda

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Cronologia do Club de Regatas Vasco da Gama

Temporadas[editar | editar código-fonte]

Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]

Últimas dez temporadas
Brasil Nacionais Flags of South American Conmebol Members.gif Continentais Rio de Janeiro Estaduais
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Copa Libertadores Copa Sul-Americana Campeonato Carioca
Div. Pos. J V E D GP GC Fase Máxima Fase Máxima Fase Máxima Taça GB Taça Rio Pos.
2005 A 12º 42 15 11 16 74 84 Oitavas-de-final 1ª Fase Semifinal
2006 A 38 15 14 9 57 50 Final Fase Nacional 1ª Fase 1ª Fase
2007 A 10º 38 15 9 4 58 47 2ª Fase Quartas-de-final Semifinal Semifinal
2008 A 18º 38 11 7 20 56 72 Semifinal Fase Nacional Semifinal Semifinal
2009 B 38 22 10 6 58 29 Semifinal 1ª Fase Semifinal
2010 A 11º 38 11 16 11 43 45 Quartas-de-final Final Semifinal
2011 A 38 19 12 7 57 40 Final Semifinal 1ª Fase Final
2012 A 38 16 10 12 45 44 Quartas-de-final Final Final
2013 A 18º 38 11 11 16 50 61 Quartas-de-final Final 1ª Fase
2014 B A disputar Final


Legenda:
     Campeão
     Vice-campeão
     Classificado à Copa Libertadores da América
     Classificado à Copa Sul-Americana
     Rebaixado à Série B
     Acesso à Série A

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Cruz de Malta[editar | editar código-fonte]

Cruz de Cristo.
Cruz Pátea em sua configuração mais conhecida

Desde a fundação do clube, houve sempre a intenção de prestar homenagem ao navegador Vasco da Gama e às grandes navegações portuguesas. Assim, o clube teve sempre em sua história o símbolo de uma caravela, representando as naus portuguesas.

"A cruz de malta é o meu pendão … ", diz o hino popular do clube. No entanto, não há nenhuma relação do Vasco com a Cruz de Malta e nem da cruz estampada no símbolo do clube com a usada nas caravelas portuguesas das grandes navegações.

A cruz usada pelos navegadores, inclusive Vasco da Gama, é a Cruz de Cristo, instituída pelo Rei D. Dinis no século XIV, foi o símbolo que representava o Cristianismo levado pelos navegadores para os povos pagãos. Esta Cruz, símbolo da histórica Ordem de Cristo (também chamada Ordem dos Cavaleiros de Cristo) de Portugal, desde então tornou-se um símbolo intrínseco a Portugal. Além de ser estampada nas velas das naus do tempo dos Descobrimentos, ainda é usada pela Força Aérea Portuguesa, na bandeira da Região Autónoma da Madeira e no brasão de Tomar juntamente com a Cruz Templária. Já no século XIX, passou a representar a Ordem Militar de Cristo em Portugal. No Brasil, foi estampada na Bandeira Imperial e usada pela Imperial Ordem de Cristo do Brasil. Esta Cruz Templária da Ordem de Cristo ainda figura em Brasões e Bandeiras de Cidades e Municípios do Brasil.

A cruz estampada na camisa e no escudo do Vasco se chama Cruz Pátea, que é diferente da cruz de malta, que na verdade possui outro formato, no qual cada um dos braços é bifurcado.

No entanto, como se pode verificar em muitos símbolos expostos no clube (ao contrário do que se vê na camisa atual), inclusive nas arquibancadas do estádio São Januário, não é utilizada a cruz Pátea e sim uma cruz com o desenho muito semelhante ao da Cruz de Cristo.

Embora atualmente a cruz desenhada na camisa do clube seja a Cruz Pátea (sem as retas intermediárias das pontas ao centro), durante muitos anos foi usada a Cruz de Cristo, ou muito semelhante, como podemos ver em fotos antigas, especialmente dos times dos anos de 1923, 1948 e 1956.

Seja como for, a torcida vascaína consagrou o símbolo do clube ao longo do tempo, e, erroneamente ou não, adotou o nome "cruz de malta" para designá-la.

Escudo[editar | editar código-fonte]

Cruz pátea, conforme no uniforme do clube.

O primeiro escudo do Vasco foi criado na administração do presidente Alberto Carvalho, em 1903. Era redondo, fundo negro com a caravela ao centro. Em volta do fundo negro, um círculo com as iniciais C.R. e Vasco Da Gama, separados por seis cruzes de Cristo em vermelho.

Nas velas da embarcação está estampada uma cruz, símbolo que era realmente usado nas navegações portuguesas. O escudo do clube foi modificado ao longo do tempo, permanecendo a caravela com a cruz, até surgir a forma definitiva, com o fundo preto representando os mares desconhecidos do Oriente, a faixa branca representando a rota descoberta por Vasco da Gama, e a caravela com a cruz de malta (cruz pátea).

Foi a partir da década de 1920 que o clube adotou o escudo que mantém até hoje, de fundo negro, com a caravela ao centro e a faixa diagonal branca (só introduzida em 1945, por sugestão do técnico uruguaio Ondino Vieira), tendo o nome do clube representado pelas iniciais CR e VG entrelaçadas ao lado e abaixo da caravela.

Mascote[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 40, o mascote do Vasco era o Almirante, em homenagem ao navegador português Vasco da Gama. Essa foi uma criação do cartunista uruguaio Lorenzo Molas. Nos anos 1950 foi criada a figura bem-humorada de um comerciante português barrigudo e bigodudo e de tamancos com a camisa do clube, representando os comerciantes portugueses. Nos anos 1960, o cartunista Henfil, no Jornal dos Sports, criou o apelido Bacalhau, que também teve aceitação entre os torcedores.

Maiores artilheiros[editar | editar código-fonte]

Dados de Gustavo Cortes, Gerone e Museu do Vasco.

Nota:

São contados todos os gols marcados em partidas profissionais, oficiais ou não, que contenham súmula.

Jogadores com mais presença[editar | editar código-fonte]

Mais Jogaram
Po. País Jogador Jogos
Brasil Roberto Dinamite 1110
Brasil Carlos Germano 632
Brasil Sabará 576
Brasil Alcir Portela 511
Brasil Barbosa 485
Brasil Mazarópi 477
Brasil Pinga 466
Brasil Coronel 449
Brasil Paulinho de Almeida 436
10º Brasil Bellini 430


Treinadores com mais títulos[editar | editar código-fonte]

Mais Vitoriosos
Po. País Treinador Período Títulos
Brasil Antônio Lopes 1981-1983, 1985-1986, 1991, 1996-2000, 2002-2003 e 2008 16
Brasil Joel Santana 1986-1987, 1992-1993, 2000-2001 e 2004-2005 16
Brasil Flávio Costa 1947-1950 e 1953-1956 8
Inglaterra "Harry" Welfare 1927-1937 e 1940 6
Brasil Sebastião Lazaroni 1987-1988 e 1994 5
Brasil Martim Francisco 1956-1957 e 1960-1961 4
Brasil Otto Glória 1951, 1963, 1979 e 1983 4
Brasil Zezé Moreira 1965-1966 4


Partidas históricas[editar | editar código-fonte]

A seguir algumas das partidas mais importantes da história do futebol do Vasco da Gama.

Vasco 4 x 2 Helênico (março de 1921)

Primeiro título oficial no futebol, no Campeonato Carioca dos segundos times da Segunda Divisão.

VASCO: Miguel Cavalier; Ernani Van Erven e Carlos Pinto da Silva; Antonio Borges, Eudino Wubert e Djalma Alves de Sousa; Aquiles Pederneiras, Torterolli, Carlos Gomes Faria, Adão Antônio e Alfredo Godoy. Técnico: ?

Vasco 7 x 0 Flamengo (26 de abril de 1931)

Com quatro gols e uma atuação espetacular de Russinho, o Vasco aplicou a maior goleada da história do Clássico dos Milhões.

VASCO: Jaguaré; Brilhante e Itália; Tinoco, Mola, Fausto (Nesi); Baiano, Oitenta-e-Quatro, Russinho, Mário Mattos e Sant´Anna. Técnico: "Harry" Welfare.

Vasco 0 x 0 River Plate (14 de março de 1948)

O empate sem gols com a equipe argentina sagrou o Vasco o primeiro clube campeão Sul-Americano.

VASCO: Barbosa; Augusto e Wilson (Rafagnelli); Eli do Amparo, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Lelé), Friaça (Dimas), Ismael e Chico. Técnico: Flávio Costa.

Vasco 1 x 0 Arsenal-ING (25 de maio de 1949)

O Vasco derrotou a poderosa equipe londrina em um São Januário lotado com mais de 60 mil pagantes.

VASCO: Barbosa; Augusto e Sampaio; Eli do Amparo, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Ademir Menezes, Ipojucan (Heleno de Freitas) e Tuta (Mário). Técnico: Flávio Costa.

Vasco 5 x 2 Flamengo (21 de agosto de 1949)

Após começar perdendo por 2 a 0, a equipe vascaína virou para 5 a 2 e manteve a escrita de não perder para o rival. O Vasco contou com uma ótima atuação de Maneca.

VASCO: Barbosa; Augusto e Sampaio; Eli do Amparo, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Ademir Menezes, Ipojucan e Mário. Técnico: Flávio Costa.

Vasco 2 x 1 América-RJ (28 de janeiro de 1951)

Ao derrotar o América com dois gols de Ademir Menezes, o Vasco se sagrou campeão do primeiro Campeonato Carioca realizado no Maracanã.

VASCO: Barbosa; Augusto e Laerte; Eli do Amparo, Danilo e Jorge; Alfredo II, Ademir Menezes, Ipojucan, Maneca e Dejair. Técnico: Flávio Costa.

Vasco 2 x 0 São Paulo (4 de julho de 1953)

Após de derrotar o São Paulo no primeiro jogo, o Vasco volta a vencer no jogo de volta, no Maracanã, e sagra-se campeão da Copa Rivadávia, o Mundial de Clubes organizado pela CBD na década de 50.

VASCO: Ernâni; Augusto e Haroldo; Eli do Amparo, Danilo e Jorge; Sabará, Maneca, Ipojucan, Pinga e Dejair. Treinador: Flávio Costa.

Real Madrid 3 x 4 Vasco (14 de junho de 1957)

No encontro entre o campeão sul-americano e o bicampeão europeu, o Vasco venceu no Estádio Parc des Princes. Na época a competição tinha dimensões de um Mundial de clubes.

VASCO: Carlos Alberto; Dario, Viana, Orlando Peçanha e Ortunho; Laerte e Válter Marciano; Sabará, Livinho, Pinga e Vavá. Técnico: Martim Francisco.

Barcelona 2 x 7 Vasco (23 de Junho de 1957)

A equipe vascaína massacrou o Barcelona em pleno Camp Nou.

VASCO: Carlos Alberto; Dario, Viana, Orlando Peçanha e Ortunho; Laerte e Válter Marciano; Sabará, Livinho, Pinga e Vavá (Wilson Moreira). Técnico: Martim Francisco.

Vasco 2 x 1 Cruzeiro (1º de Agosto de 1974)

Ao vencer a favorita equipe mineira, o Gigante da Colina chegou ao inédito Campeonato Nacional.

VASCO: Andrada; Fidélis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir Portela, Zanata e Ademir; Jorginho Carvoeiro, Roberto Dinamite e Luis Carlos. Técnico: Mário Travaglini.

Vasco 0 x 0 Flamengo ( VAS 5 x 4 FLA - nos pênaltis) (28 de Setembro de 1977)

Após um jogo truncado e cheio de faltas, o placar não saiu do 0 x 0. Nos pênaltis, Mazarópi defendeu a cobrança de Tita e Dinamite converteu a penalidade que valeu o título Estadual.

VASCO: Mazarópi; Orlando Lelé, Abel Braga, Geraldo e Marco Antônio; Zé Mário, Zanata (Helinho) e Dirceu; Wilsinho (Zandonaide), Roberto Dinamite e Paulinho. Técnico: Orlando Fantoni.

Vasco 5 x 2 Corinthians (4 de maio de 1980)

Após uma passagem apagada pelo Barcelona, o ídolo Roberto Dinamite retornou ao Vasco e marcou os 5 gols da goleada.

VASCO: Mazarópi; Paulinho Pereira, Juan (Ivan), Léo e Paulo César; Carlos Alberto Pintinho, Guina e Dudu; Wilsinho (João Luís), Roberto Dinamite e Catinha. Técnico: Orlando Fantoni

Vasco 1 x 0 Flamengo (5 de dezembro de 1982)

Após barrar mais da metade dos titulares e encarar os astros do Flamengo, Marquinho, um baixinho de 1,60 m marcou o gol do título do Campeonato Carioca.

VASCO: Acácio; Galvão, Celso, Ivã e Pedrinho Vincençote; Serginho, Ernâni e Dudu (Marquinho); Pedrinho Gaúcho (Rosemiro), Roberto Dinamite e Jérson. Técnico: Antônio Lopes.

Vasco 1 x 0 Flamengo (22 de junho de 1988)

Vasco conquista o título estadual com gol histórico de Cocada. O lateral entrou aos 41 minutos do segundo tempo, marcou o gol aos 44 e foi expulso aos 45.

VASCO: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo, Geovani e Henrique; Vivinho (Cocada), Bismark e Romário. Técnico: Sebastião Lazaroni.

São Paulo 0 x 1 Vasco (16 de dezembro de 1989)

O Vasco optou por jogar no Morumbi e venceu a equipe paulista com gol de Sorato, conquistando o bicampeonato brasileiro.

VASCO: Acácio; Luís Carlos Winck, Quiñónez, Marco Aurélio e Mazinho; Zé do Carmo, Marco Antônio Boiadeiro e William; Bismarck, Bebeto e Sorato. Técnico: Nelsinho Rosa.

Vasco 0 x 2 Deportivo La Coruña (24 de março de 1993)

O maior ídolo da história do Vasco se despedia dos gramados em amistoso disputado no Maracanã contra a equipe espanhola. A despedida de Roberto Dinamite contou com a presença de Zico.

VASCO: Carlos Germano; Pimentel, Jorge Luís, Tinho e Cássio; Luisinho, Leandro Ávila, Zico (Geovani) e Roberto Dinamite (Valdir); Bismarck e William. Técnico: Joel Santana.

Vasco 0 x 0 Palmeiras (21 de dezembro de 1997)

Após empatar o primeiro jogo em São Paulo, o Vasco conseguiu manter o empate no placar e conquistar o tricampeonato brasileiro em um Maracanã com quase 90 mil presentes.

VASCO: Carlos Germano; Válber, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho, Nasa, Juninho Pernambucano (Pedrinho) e Ramon; Edmundo e Evair (Nélson). Técnico: Antônio Lopes.

River Plate 1 x 1 Vasco (22 de Julho de 1998)

Depois de vencer o primeiro jogo em São Januário, o Vasco foi ao Estádio Monumental de Núñez e com um gol de Juninho, em cobrança de falta, garantiu a classificação para a final da Libertadores. Fato curioso é que o gol do Reizinho é cantando até hoje pela torcida vascaína na música "Vasco Monumental".

VASCO: Carlos Germano; Válber, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho, Nasa, Ramon (Alex Pinho) e Pedrinho (Vágner); Donizete e Luizão (Juninho Pernambucano). Técnico: Antônio Lopes.

Barcelona-EQU 1 x 2 Vasco (26 de agosto de 1998)

A vitória sobre a equipe equatoriano selou o título da Libertadores no ano do centenário do clube.

VASCO: Carlos Germano; Vágner, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho (Vítor), Nasa, Juninho Pernambucano e Pedrinho (Ramon); Donizete e Luizão (Alex Pinho). Técnico: Antonio Lopes.

Vasco 3 x 1 Manchester United (8 de janeiro de 2000)

A fácil vitória sobre o atual campeão da Liga dos Campeões da UEFA, marcou uma das melhores atuações da dupla Edmundo e Romário com a camisa vascaína.

VASCO: Hélton; Jorginho (Paulo Miranda), Júnior Baiano, Mauro Galvão e Gilberto; Amaral, Juninho Pernambucano (Alex Oliveira), Felipe e Ramon (Nasa); Edmundo e Romário. Técnico: Antônio Lopes.

Palmeiras 3 x 4 Vasco (20 de dezembro de 2000)

A equipe palmeirense venceu a primeira etapa por 3 x 0. Com um jogador a menos, o Vasco da Gama virou para 4 x 3, em pleno Parque Antártica, e conquistou a Copa Mercosul.

VASCO: Helton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Jorginho (Paulo Miranda), Nasa (Viola), Juninho Pernambucano e Juninho Paulista; Euller (Mauro Galvão) e Romário. Técnico: Joel Santana.

Vasco 3 x 1 São Caetano (18 de janeiro de 2001)

O Vasco venceu a equipe do ABC paulista e conquistou seu 4º Campeonato Brasileiro.

VASCO: Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Jorginho (Henrique), Nasa, Juninho Pernambucano (Paulo Miranda) e Juninho Paulista (Pedrinho); Euller e Romário. Técnico: Joel Santana.

Vasco 2 x 1 Juventude (7 de novembro de 2009)

Após vencer a equipe gaúcha, o Vasco retornou à elite do futebol nacional.

VASCO: Fernando Prass; Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Ramon; Nilton, Souza (Alex Teixeira), Allan e Carlos Alberto (Magno); Adriano e Élton (Aloísio Chulapa). Técnico: Dorival Júnior

Coritiba 3 x 2 Vasco (8 de junho de 2011)

Mesmo com a derrota, a equipe cruz-maltina se sagrou campeã da Copa do Brasil, saindo de um jejum de 8 anos sem títulos. Os gols vascaínos foram marcados por Alecsandro e Éder Luís.

VASCO: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Eduardo Costa, Felipe (Jumar) e Diego Souza (Bernardo); Éder Luis e Alecsandro. Técnico: Ricardo Gomes.

Vasco 2 x 1 Fluminense (27 de novembro de 2011)

Com um gol de Bernardo aos 45 minutos do segundo tempo, Vasco venceu o Flu por 2 a 1 no Engenhão e se manteve pelo título brasileiro daquele ano.

Vasco: Fernando Prass; Dedé, Renato Silva, Fagner, Jumar, Diego Souza, Rômulo, Juninho Pernambucano (Fellipe Bastos), Felipe (Alecsandro), Allan, Elton (Bernardo). Técnico: Cristóvão Borges.

Vasco 9 x 1 Barcelona-EQU (28 de março de 2012)

O amistoso marcou a despedida de Edmundo com a camisa vascaína. Um dos maiores ídolos da história do clube, teve em seu último jogo, São Januário lotado (21.247 torcedores presentes) e uma atuação de gala, tendo marcado 2 gols.

VASCO: Fernando Prass (Alessandro); Fagner (Allan), Dedé (Fabrício), Renato Silva e Thiago Feltri (Dieyson); Rômulo (Nilton), Felipe, Juninho Pernambucano (Abelairas) e Edmundo (William Barbio); Éder Luis (Fellipe Bastos) e Alecsandro (Diego Souza). Técnico: Cristóvão Borges.

Vasco 1 x 0 Ajax (13 de janeiro de 2013)

O confronto contra a equipe holandesa, marcou a despedida de um dos grandes ídolos da história do Vasco: Pedrinho.

VASCO: Alessandro (Michel Alves); Elsinho, Dedé (André Ribeiro), Douglas e Wendel (Dieyson); Abuda (Pedrinho), Jhon Cley (Guilherme Costa), Pedrinho (Fillipe Soutto), Bernardo (Romário) e Carlos Alberto (Dakson); Thiaguinho (Marlone). Técnico: Gaúcho.

Confrontos clássicos[editar | editar código-fonte]

Última atualização: 14 de Abril de 2014

Confrontos nacionais[editar | editar código-fonte]

Confrontos clássicos
Confronto Jogos Vitórias do Vasco Empates Vitórias rivais Último confronto Ano Competição
Brasil Vasco da Gama X Brasil Botafogo 322 138 96 88 VAS 1-0 BOT 2014 Campeonato Carioca
Brasil Vasco da Gama X Brasil Flamengo 383 129 111 143 FLA 1-1 VAs 2014 Campeonato Carioca
Brasil Vasco da Gama X Brasil Fluminense 351 137 101 113 FLU 0-1 VAS 2014 Campeonato Carioca
Brasil Vasco da Gama X Brasil Corinthians 112 35 33 44 COR 0-0 VAS 2013 Campeonato Brasileiro
Brasil Vasco da Gama X Brasil Palmeiras 122 30 38 54 VAS 3-1 PAL 2012 Campeonato Brasileiro
Brasil Vasco da Gama X Brasil Santos 113 41 34 38 VAS 2-2 SAN 2013 Campeonato Brasileiro
Brasil Vasco da Gama X Brasil São Paulo 109 40 32 37 VAS 0-2 SPO 2013 Campeonato Brasileiro
Brasil Vasco da Gama X Brasil Atlético-MG 86 37 22 27 CAM 2-1 VAS 2013 Campeonato Brasileiro
Brasil Vasco da Gama X Brasil Cruzeiro 88 28 28 32 VAS 2-1 CRU 2013 Campeonato Brasileiro
Brasil Vasco da Gama X Brasil Grêmio 76 25 18 33 GRE 1-0 VAS 2013 Campeonato Brasileiro
Brasil Vasco da Gama X Brasil Internacional 64 24 14 26 VAS 3-1 INT 2013 Campeonato Brasileiro
Brasil Vasco da Gama X Brasil Coritiba 49 25 10 14 VAS 2-1 CTB 2013 Campeonato Brasileiro


Confrontos internacionais[editar | editar código-fonte]

Confrontos clássicos
Confronto Jogos Vitórias do Vasco Empates Vitórias rivais Último confronto Data Competição
Brasil Vasco da Gama X Argentina Boca Juniors 14 1 7 6 BOC 2-2 VAS 2001 Copa Mercosul
Brasil Vasco da Gama X Argentina River Plate 13 5 5 3 VAS 1-0 RIV 2000 Copa Mercosul
Brasil Vasco da Gama X Espanha Barcelona 11 3 4 4 BAR 0-0 VAS 1995 Torneio Cidade de Palma
Brasil Vasco da Gama X Espanha Real Madrid 9 2 2 5 RMA 2-1 VAS 1998 Copa Intercontinental
Brasil Vasco da Gama X França PSG 4 0 2 2 PSG 4-0 VAS 1989 Torneio de Paris
Brasil Vasco da Gama X Países Baixos Ajax 1 1 0 0 VAS 1-0 AJAX 2013 Amistoso Internacional
Brasil Vasco da Gama X Inglaterra Arsenal 3 3 0 0 ARS 1-2 VAS 1980 Torneio de Belgrado
Brasil Vasco da Gama X Inglaterra Manchester United 1 1 0 0 VAS 3-1 MAN 2000 Mundial de Clubes
Brasil Vasco da Gama X Itália Juventus 1 1 0 0 VAS 1-0 JUV 1975 Amistoso Internacional
Brasil Vasco da Gama X Itália Milan 2 1 0 1 MIL 3-2 VAS 1994 Amistoso Internacional
Brasil Vasco da Gama X Itália Roma 4 2 2 0 VAS 0-0 ROM 1987 Copa Ouro
Brasil Vasco da Gama X Portugal Benfica 7 3 3 1 VAS 3-0 BEN 1987 Copa TAP
Brasil Vasco da Gama X Portugal Porto 20 8 3 9 POR 5-1 VAS 1992 Torneio Cidade do Porto
Brasil Vasco da Gama X Uruguai Nacional 19 11 2 6 NAC 0-1 VAS 2012 Copa Libertadores
Brasil Vasco da Gama X Uruguai Peñarol 17 9 4 4 PEN 1-3 VAS 2001 Copa Libertadores


Contabilizando confrontos em competições oficiais e não-oficiais.

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Lista com os presidentes do Vasco da Gama em toda a sua história.

(1) Renunciou o cargo em 29 de setembro de 1915.

(2) Francisco Marques da Silva foi eleito em 11 de dezembro de 1919, mas a Assembléia tinha menos sócios do que o estatuto obrigava. Foi então realizada um nova votação em 2 de fevereiro de 1920, onde foi eleito Marcílio Telles.

(3) Reunciou no mês de março para regressar a Portugal.

(4) Raul da Silva Campos foi eleito em 11 de dezembro de 1922, mas não aceitou o cargo. Em 17 de janeiro de 1923 foi indicado pelo Conselho, Antonio da Silva Campos.

(5) Entre 2007 e 2008 seu mandato encontrava-se sob-judice na justiça.[147]

Treinadores de futebol[editar | editar código-fonte]

Esta é a lista dos treinadores do Vasco da Gama desde 1922, excluindo os interinos.

Jogadores/treinadores notáveis e ídolos[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Legenda:

Farm-Fresh award star gold 2.png Jogadores/Treinadores que só jogaram/treinaram pelo Vasco da Gama

Farm-Fresh award star silver 2.png Jogadores/Treinadores que, no Brasil, só jogaram/treinaram pelo Vasco da Gama

Farm-Fresh award star bronze 2.png Jogadores/Treinadores que, no Rio de Janeiro, só jogaram/treinaram pelo Vasco da Gama

EstrelaÍdolo.png Grande Ídolo

Goleiros
Brasil Acácio EstrelaÍdolo.png
Argentina Andrada EstrelaÍdolo.png Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Barbosa EstrelaÍdolo.png
Brasil Carlos Germano EstrelaÍdolo.png
Brasil Emerson Leão Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Fernando Prass Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Hélton Farm-Fresh award star silver 2.png
Brasil Jaguaré EstrelaÍdolo.png
Brasil Mazarópi Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Rei Farm-Fresh award star bronze 2.png
Defensores
Brasil Abel Braga
Brasil Alfredo II EstrelaÍdolo.png
Brasil Augusto EstrelaÍdolo.png
Brasil Bellini EstrelaÍdolo.png
Uruguai Berascochéa
Brasil Brilhante EstrelaÍdolo.png
Brasil Brito
Brasil Cássio
Brasil Cocada
Brasil Coronel EstrelaÍdolo.png Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Dedé
Brasil Domingos da Guia EstrelaÍdolo.png
Brasil Espanha Donato Farm-Fresh award star silver 2.png
Brasil Fagner Farm-Fresh award star bronze 2.png
Brasil Fidélis
Brasil Fontana EstrelaÍdolo.png