Clube da Esquina

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O Clube da Esquina foi um movimento musical brasileiro surgido no início da década de 1960 em Belo Horizonte - Minas Gerais[1] , onde jovens músicos começaram a se reunir na capital mineira, seu som se fundia com as inovações trazidas pela Bossa Nova a elementos do jazz, do rock – principalmente The Beatles –, música folclórica dos negros mineiros com alguns recursos de música erudita e música hispânica. Nos anos 70, esses artistas tornaram-se referência de qualidade na MPB pelo alto nível de performance e disseminaram suas inovações e influência a diversos cantos do país e do mundo.[2] .

História[editar | editar código-fonte]

Clube da Esquina surgiu da grande amizade entre Milton Nascimento, e os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô), no bairro de Santa Tereza, Belo Horizonte, em 1963, depois que Milton chegou à capital para estudar e trabalhar. Milton acabara de chegar de Três Pontas, cidade onde morava a família e onde tocava na banda W's Boys com o pianista Wagner Tiso; com Marilton foi tocar na noite, no grupo Evolusamba. Compondo e tocando com os amigos, despontava o talento, pondo o pé na estrada e na fama ao vencer o Festival de Música Popular Brasileira e ao ter uma de suas composições, "Canção do sal", gravada pela então novata Elis Regina[3] .

Influências[editar | editar código-fonte]

Fãs dos Beatles e The Platters novos integrantes vieram juntar-se: Flávio Venturini, Vermelho, Tavinho Moura, Toninho Horta, Beto Guedes e o letrista Fernando Brant. O nome do grupo foi idéia de Márcio que ao ouvir a mãe perguntar dos filhos, ouvia a mesma resposta: "Estão lá na esquina, cantando e tocando violão." De acordo com Lô Borges nos "bastidores" do seu DVD "INTIMIDADE" de 2008, o nome "Clube da Esquina" se deu por acaso, quando um amigo abonado, passando de carro pela esquina onde ele e os amigos se reuniam, resolveu convidá-los para seguir com ele para um clube onde a rapaziada mais abastada costumava se divertir. Como a condição econômica deles não permitia frequentar clubes, um deles respondeu: "Nosso clube é aqui,na esquina!". Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, Clube da Esquina, apresentando um grupo de jovens que chamou a atenção pelas composições engajadas, a miscelânea de sons que vão da Bossa Nova ao Rock Psicodélico, passando pelo Jazz, ritmos do interior de Minas, folk rock, da música erudita-popular de Villa-Lobos, e o nascente Rock Progressivo; e nas letras, riqueza poética. Por serem os primeiros na moderna MPB a promoverem a integração musical do Brasil com o restante da América Latina, lançaram as bases da chamada World Music; pela busca de ambientações sonoras, também são considerados os precursores da música New age no Brasil. Embora menos citado e/ou divulgado pela mídia mainstream que o Tropicalismo, para certos críticos mais sofisticados, sobretudo os ligados ao jazz, o Clube da Esquina chega a superar o movimento baiano-paulista, em sua contribuição para a renovação da sonoridade e qualidade na música popular brasileira e internacional, embora contemporâneos. O cantor e compositor Tavito faz referência às saudades do Clube da Esquina na música Rua Ramalhete.

Todos os seus integrantes engajaram numa carreira solo de sucesso, além da formação do grupo 14 Bis, que também fez muito sucesso desde a criação de O Terço.

Primeiro LP do Clube da Esquina de 1972

Disco Clube da Esquina - 1972[editar | editar código-fonte]

Com influência sonoras das odisséias dos mineiros o disco “Clube da Esquina“ de 1972, queria mudar o mundo. Inseminado por jovens que cresceram em uma Minas Gerais com explosão de inventividade musical.[4]

Disco Clube da Esquina 2 - 1978[editar | editar código-fonte]

Este disco do ano de 1978 Milton Nascimento e amigos organizam um disco para o lado mais musical, com produção de Ronaldo Bastos.[5]

Principais Participantes[editar | editar código-fonte]

Considera-se que seus principais participantes tenham sido Tavinho Moura, Wagner Tiso, Tadeu Franco,Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Toninho Horta, Flávio Venturini, e os integrantes do 14 Bis, entre outros.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Vilela, Ivan. (set./nov. 2010). "Nada ficou como antes". Revista USP (87): 14-27.
  2. Museu Clube da Esquina. Museu Clube da Esquina. Visitado em 23/01/2015.
  3. Silvio Essinger. Clube da Esquina CliqueMusic.
  4. Clube da Esquina. Visitado em 23/1/15.
  5. Disco Clube da Esquina II. Visitado em 23/01/2015.
  • BORGES, Márcio, Os sonhos não envelhecem: histórias do Clube da Esquina, Geração Editorial .

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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