Clube da Esquina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Clube da Esquina foi um movimento musical brasileiro surgido no início da década de 1960 em Belo Horizonte - Minas Gerais[1] , onde jovens músicos começaram a se reunir na capital mineira, seu som se fundia com as inovações trazidas pela Bossa Nova a elementos do jazz, do rock’n’roll – principalmente The Beatles –, música folclórica dos negros mineiros com alguns recursos de música erudita e música hispânica. Nos anos 70, esses artistas tornaram-se referência de qualidade na MPB pelo alto nível de performance e disseminaram suas inovações e influência a diversos cantos do país e do mundo.[2] .

História[editar | editar código-fonte]

Clube da Esquina surgiu da grande amizade entre Milton Nascimento, e os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô), no bairro de Santa Tereza, Belo Horizonte, em 1963, depois que Milton chegou à capital para estudar e trabalhar. Milton acabara de chegar de Três Pontas, cidade onde morava a família e onde tocava na banda W's Boys com o pianista Wagner Tiso; com Marilton foi tocar na noite, no grupo Evolusamba. Compondo e tocando com os amigos, despontava o talento, pondo o pé na estrada e na fama ao vencer o Festival de Música Popular Brasileira e ao ter uma de suas composições, "Canção do sal", gravada pela então novata Elis Regina[3] .

Influências[editar | editar código-fonte]

Fãs dos Beatles e The Platters novos integrantes vieram juntar-se: Flávio Venturini, Vermelho, Tavinho Moura, Toninho Horta, Beto Guedes e o letrista Fernando Brant. O nome do grupo foi idéia de Márcio que ao ouvir a mãe perguntar dos filhos, ouvia a mesma resposta: "Estão lá na esquina, cantando e tocando violão." De acordo com Lô Borges nos "bastidores" do seu DVD "INTIMIDADE" de 2008, o nome "Clube da Esquina" se deu por acaso, quando um amigo abonado, passando de carro pela esquina onde ele e os amigos se reuniam, resolveu convidá-los para seguir com ele para um clube onde a rapaziada mais abastada costumava se divertir. Como a condição econômica deles não permitia frequentar clubes, um deles respondeu: "Nosso clube é aqui,na esquina!". Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, Clube da Esquina, apresentando um grupo de jovens que chamou a atenção pelas composições engajadas, a miscelânea de sons que vão da Bossa Nova ao Rock Psicodélico, passando pelo Jazz, ritmos do interior de Minas, folk rock, da música erudita-popular de Villa-Lobos, e o nascente Rock Progressivo; e nas letras, riqueza poética. Por serem os primeiros na moderna MPB a promoverem a integração musical do Brasil com o restante da América Latina, lançaram as bases da chamada World Music; pela busca de ambientações sonoras, também são considerados os precursores da música New age no Brasil. Embora menos citado e/ou divulgado pela mídia mainstream que o Tropicalismo, para certos críticos mais sofisticados, sobretudo os ligados ao jazz, o Clube da Esquina chega a superar o movimento baiano-paulista, em sua contribuição para a renovação da sonoridade e qualidade na música popular brasileira e internacional, embora contemporâneos. O cantor e compositor Tavito faz referência às saudades do Clube da Esquina na música Rua Ramalhete. T

Todos os seus integrantes engajaram numa carreira solo de sucesso, além da formação do grupo 14 Bis, que também fez muito sucesso desde a criação de O Terço.

Primeiro LP do Clube da Esquina de 1972

Disco Clube da Esquina - 1972[editar | editar código-fonte]

Com influência sonoras das odisséias dos mineiros o disco “Clube da Esquina“ de 1972, queria mudar o mundo. Inseminado por jovens que cresceram em uma Minas Gerais com explosão de inventividade musical.[4]

Disco Clube da Esquina 2 - 1978[editar | editar código-fonte]

Este disco do ano de 1978 Milton Nascimento e amigos organizam um disco para o lado mais musical, com produção de Ronaldo Bastos.[5]

Principais Participantes[editar | editar código-fonte]

Considera-se que seus principais participantes tenham sido Tavinho Moura, Wagner Tiso, Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Toninho Horta, Flávio Venturini, e os integrantes do 14 Bis, entre outros.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Vilela, Ivan. (set./nov. 2010). "Nada ficou como antes". Revista USP (87): 14-27.
  2. Museu Clube da Esquina. Museu Clube da Esquina. Visitado em 23/01/2015.
  3. Silvio Essinger. Clube da Esquina CliqueMusic.
  4. Clube da Esquina. Visitado em 23/1/15.
  5. Disco Clube da Esquina II. Visitado em 23/01/2015.
  • BORGES, Márcio, Os sonhos não envelhecem: histórias do Clube da Esquina, Geração Editorial .

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre música é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.