Cluster industrial

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Um cluster, no mundo da indústria, é uma concentração de empresas que se comunicam por possuírem características semelhantes e coabitarem no mesmo local. Elas colaboram entre si e, assim, se tornam mais eficientes.

Este conceito foi popularizado pelo economista Michel E. Porter no ano 1990, no seu livro Competitive Advantages of Nations ("As vantagens competitivas das nações").

No mundo existem diversos clusters industriais ligados a sectores como o automóvel as tecnologias da informação, turismo, industria audiovisual, transporte, logística, agricultura ou pesca entre outros.

Exemplos de clusters são Silicon Valley, na área da Califórnia (Estados Unidos) onde se concentram um grande número de empresas de tecnologia (microelectrónica, tecnologias da informação e biotecnologia) ou o Kista na Suécia.

A cooperação entre empresas tem, no ultimo ano, proliferado por variadas áreas de negocio. De forma resumida podemos agrupar as razões e motivações principais em dois grandes grupos:a necessidade de conseguir maior flexibilidade e por outro lado a procura de maior eficiência na satisfação de uma oportunidade temporária.

Este fenómeno tem tido uma maior evolução nas pequenas e medias empresas com limitada disponibilidade de recursos (financeiros, tecnológicos, produtivos, humanos) e com actividades complementares.

Em geral a cooperação entre empresas pode ser de dois tipos: - Cooperação Horizontal: Envolve geralmente acordos de longo prazo entre empresas do mesmo sector que originam as denominadas “alianças estratégicas”; - Cooperação vertical: Envolve diferentes entidades da cadeia de fornecimento, nomeadamente, fornecedores, fabricantes, distribuidores e clientes.

Objectivos[editar | editar código-fonte]

Michael Porter indica que os clusters têm o potencial de melhorar a competitividade industrial de três formas diferentes:

  • Incrementando a produtividade das empresas ligadas ao cluster,
  • Aportando inovação,
  • Estimulando a criação de novas empresas

Motivações[editar | editar código-fonte]

  • Necessidade de entrada em novos mercados
  • Acesso a canais de distribuição estabelecidos
  • Difusão e transferência de tecnologia
  • Complementaridade tecnológica
  • Partilha de riscos
  • Redução de custos de produção e desenvolvimento
  • Aceleração de introdução de novos produtos
  • Ultrapassagem de barreiras legais
  • Envolvimento de diferentes experiências e estilos
  • Desenvolvimento econômico e social da região

Condicionamentos[editar | editar código-fonte]

Diversos factores podem contribuir para dificultar o sucesso de cooperações entre empresas, nomeadamente: - A dificuldade na garantia de um clima de confiança; - Necessidade de infra-estruturas que assegurem uma aprendizagem comum e partilha de informação e conhecimento, - Necessidade de infra-estruturas legais que compreendam os direitos de propriedade intelectual ou direito a dividendos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Porter, Michael E. (1990): The Competitive Advantage of Nations. The Free Press, New York
  • Porter, Michael E. (2000): Locations, Clusters and Company Strategy. In: Clark, G.L.; Feldman, M.P. und Gertler
  • Azevedo Americo A. (2000): "Novos Modelos de Negócios" Sociedade Portuguesa da Inovação

Ligações externas[editar | editar código-fonte]