Cneu Calpúrnio Pisão (cônsul em 7 a.C.)

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Cneu Calpúrnio Pisão (*44 a.C.20 d.C.) foi um político do Império Romano.

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Cneu provinha da família plebeia Piso, pertencente à gens Calpúrnia, que proporcionou muitos magistrados durante a história da República (por exemplo Caio Calpúrnio Pisão (cônsul 67 a.C.), Marco Pápio (ou Púpio) Pisão ou Lúcio Calpúrnio Pisão, tribuno que impulsionou a Lei denominada De Repetundis).

Cneu Calpúrnio Pisão,[1] seu pai, havia se aliado ao partido republicano, contra César, durante a rebelião na África, depois seguiu Brutus e Cássio, e, quando seu exílio foi anulado, se recusou a pedir um cargo oficial, até que Augusto o nomeou cônsul.[2] Ele se tornou cônsul em 23 a.C., após o cônsul do ano, Aulo Terêncio Varrão Murena, ter sido condenado enquanto ocupava o cargo.[1]

Casamento e filho[editar | editar código-fonte]

Cneu Calpúrnio foi casado com Plancina, uma mulher rica e de família nobre; por este motivo ele via Tibério e seus filhos como pessoas abaixo dele.[2] Lúcio Calpúrnio Pisão, que deveria ter se tornado governador da África, era filho de Cneu e Plancina.[3] [4] [Nota 1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Cneu Calpúrnio foi cônsul junto a Tibério em 7 a.C. [5] e posteriormente Augusto enviou-o para a Hispânia como Legado, onde se caracterizou pela sua crueldade e avarícia. Também exerceu como procônsul em África.

Morte de Germânico[editar | editar código-fonte]

Na época de Tibério, Cneu Calpúrnio desempenhou o cargo de governador da província romana de Síria, onde apoiaria o imperador na sua pugna com Júlio César Germânico. Tibério ordenou-lhe vigiar Germânico, o que enfrentou a ambos. Após a morte deste por envenenamento em 19 d.C., converteu-se, junto à sua esposa Plancina (exonerada dos cargos graças à influência de Lívia Drusila), no principal suspeitoso. Tibério abandonou-o à sua sorte, sendo acusado de conspiração e pressionado ao suicídio (o dia da resolução senatorial foi encontrado com a garganta cortada e uma espada jogada no chão[6] ).

O caso fora levado frente do Senado Romano, que decretou um senadoconsulto, em 22, contendo uma “damnatio memoriae”.[Nota 2]

No decreto senatorial proibia-se expressamente o luto por Cneu Calpúrnio, bem como que a sua imagem (imago) ou retrato enquadrado fosse incorporada às do restante da gens Calpurnia, com o fim de ser exibida em futuros funerais. Com estas medidas tratava-se de procurar uma morte definitiva, sem direito a ser recordado.

No Cine[editar | editar código-fonte]

Na série televisiva da BBCEu, Cláudio”, o ator Stratford Johns interpreta o papel de Cneu Calpúrnio.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Víctor Manuel Mínguez. Ceremoniales, ritos y representación del poder. ISBN84-8021-491-0
  • A. Caballos, W. Eck, F. Fernández. El Senadoconsulto de Gneo Pisón Padre. Sevilha. 1996.
  • J. Arce. Memoria de los antepasados. Puesta en escena y desarrollo del elogio fúnebre romano. Madrid. 2000.

Notas e referências

Notas

  1. Conforme o texto de Dião Cássio, Calígula dividiu o comando da província da África em dois, para evitar a concentração de poder nas suas mãos.
  2. Este tipo de decreto, que se tornou costume frequente à época imperial, era aplicado aos maus cidadãos, especialmente a imperadores que se enfrentaram ao próprio Senado, como Calígula, Nero ou Domiciano.

Referências

  1. a b Fasti Capitolini [em linha]
  2. a b Públio Cornélio Tácito, Anais, Livro II, 43
  3. Dião Cássio, História de Roma, Livro LIX, 20.7
  4. William Smith, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, L. Calpurnius Piso
  5. Dionísio de Halicarnasso, Antiguidades Romanas, Livro I, 3.4 [em linha]
  6. Públio Cornélio Tácito, Anais, Livro III, 15

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por:
Caio Márcio Censorino e Caio Asínio Galo
Cônsul do Império Romano com Tibério
7 a.C.
Sucedido por:
Décimo Lélio Balbo e Caio Antístio Veto
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