Cneu Calpúrnio Pisão (cônsul de 7 a.C.)
Cneu Calpúrnio Pisão (*44 a.C. — 20 d.C.) foi um político do Império Romano.
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Ancestrais[editar]
Cneu provinha da família plebeia Piso, pertencente à gens Calpurnia, que proporcionou muitos magistrados durante a história da República (por exemplo Caio Calpúrnio Pisão (cônsul 67 a.C.), Marco Pápio (ou Púpio) Pisão ou Lúcio Calpúrnio Pisão, tribuno que impulsionou a Lei denominada De Repetundis).
Cneu Calpúrnio Pisão,1 seu pai, havia se aliado ao partido republicano, contra César, durante a rebelião na África, depois seguiu Brutus e Cássio, e, quando seu exílio foi anulado, se recusou a pedir um cargo oficial, até que Augusto o nomeou cônsul.2 Ele se tornou cônsul em 23 a.C., após o cônsul do ano, A. Terentius A.f. Varro Murena, ter sido condenado enquanto ocupava o cargo.1
Casamento e filho[editar]
Cneu Calpúrnio foi casado com Plancina, uma mulher rica e de família nobre; por este motivo ele via Tibério e seus filhos como pessoas abaixo dele.2 Lúcio Calpúrnio Pisão, que deveria ter se tornado governador da África, era filho de Cneu e Plancina.3 4 Nota 1
Carreira[editar]
Cneu Calpúrnio foi cônsul junto a Tibério em 7 a.C. 5 e posteriormente Augusto enviou-o para a Hispânia como Legado, onde se caracterizou pela sua crueldade e avarícia. Também exerceu como procônsul em África.
Morte de Germânico[editar]
Na época de Tibério, Cneu Calpúrnio desempenhou o cargo de governador da província romana de Síria, onde apoiaria o imperador na sua pugna com Júlio César Germânico. Tibério ordenou-lhe vigiar Germânico, o que enfrentou a ambos. Após a morte deste por envenenamento em 19 d.C., converteu-se, junto à sua esposa Plancina (exonerada dos cargos graças à influência de Lívia Drusilla), no principal suspeitoso. Tibério abandonou-o à sua sorte, sendo acusado de conspiração e pressionado ao suicídio (o dia da resolução senatorial foi encontrado com a garganta cortada e uma espada jogada no chão6 ).
O caso fora levado frente do Senado Romano, que decretou um senadoconsulto, em 22, contendo uma “damnatio memoriae”.Nota 2
No decreto senatorial proibia-se expressamente o luto por Cneu Calpúrnio, bem como que a sua imagem (imago) ou retrato enquadrado fosse incorporada às do restante da gens Calpurnia, com o fim de ser exibida em futuros funerais. Com estas medidas tratava-se de procurar uma morte definitiva, sem direito a ser recordado.
No Cine[editar]
Na série televisiva da BBC “Eu, Cláudio”, o ator Stratford Johns interpreta o papel de Cneu Calpúrnio.
Ligações externas[editar]
- SENATUS CONSULTUM DE CN.PISONE PATRE Senadoconsulto, texto de C. Calpúrnio.
Bibliografia[editar]
- Víctor Manuel Mínguez. Ceremoniales, ritos y representación del poder. ISBN84-8021-491-0
- A. Caballos, W. Eck, F. Fernández. El Senadoconsulto de Gneo Pisón Padre. Sevilha. 1996.
- J. Arce. Memoria de los antepasados. Puesta en escena y desarrollo del elogio fúnebre romano. Madrid. 2000.
Notas e referências
Notas
- ↑ Conforme o texto de Dião Cássio, Calígula dividiu o comando da província da África em dois, para evitar a concentração de poder nas suas mãos.
- ↑ Este tipo de decreto, que se tornou costume frequente à época imperial, era aplicado aos maus cidadãos, especialmente a imperadores que se enfrentaram ao próprio Senado, como Calígula, Nero ou Domiciano.
Referências
- ↑ a b Fasti Capitolini [em linha]
- ↑ a b Públio Cornélio Tácito, Anais, Livro II, 43
- ↑ Dião Cássio, História de Roma, Livro LIX, 20.7
- ↑ William Smith, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, L. Calpurnius Piso
- ↑ Dionísio de Halicarnasso, Antiguidades Romanas, Livro I, 3.4 [em linha]
- ↑ Públio Cornélio Tácito, Anais, Livro III, 15
- Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «Cneo Calpurnio Pisón (cónsul 7 a. C.)».
Ver também[editar]
| Precedido por: Caio Márcio Censorino e Caio Asínio Galo |
Cônsul do Império Romano com Tibério 7 a.C. |
Sucedido por: Décimo Lélio Balbo e Caio Antístio Veto |