Cneu Domício Enobarbo (cônsul 32 a.C.)

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Cneu Domício Enobarbo, ou, de acordo com a convenção romana de nomes, Cneu Domício (? — 31 a.C.), filho de Lúcio, neto de Cneu, Enobarbo, em latim, CN. DOMITIUS L. F. CN. N. AHENOBARBUS,1 foi, segundo Suetônio, o melhor de sua família, os Enobarbos.2 Nota 1

Ele era filho de Lúcio Domício Enobarbo (cônsul de 54 a.C.),3 e foi condenado, pela Lex Pedia, como um dos implicados na morte de César, mesmo sendo inocente.2 Ele juntou-se a Bruto e Cássio, que eram seus parentes próximos, e, após a morte destes, manteve a frota que ele havia sido feito comandante, apenas se rendendo a Marco Antônio quando sua facção foi, finalmente, derrotada.2

Ele foi o único condenado por esta lei que retornou do exílio, e teve grandes honras, porém quando houve nova guerra civil, ele tomou o partido de Marco Antônio, mas não aceitou o comando supremo quando os inimigos de Cleópatra o ofereceram, preferindo desertar para Otaviano, morrendo logo depois.4 Segundo Marco Antônio, Cneu Domício desertou por causa de uma mulher, Servília Nais.4

Ele foi o pai de Lúcio Domício Enobarbo (cônsul de 16 a.C.),5 e, através deste filho, foi bisavô de Nero.6

Notas e referências

Notas

  1. Suetônio não dá os prenomes dos antepassados de Nero, mas diz que eles alternavam de geração em geração, chamando-se de Gneu e Lúcio.

Referências