Cneu Domício Enobarbo (cônsul em 32 a.C.)

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Cneu Domício Enobarbo, ou, de acordo com a convenção romana de nomes, Cneu Domício (? — 31 a.C.), filho de Lúcio, neto de Cneu, Enobarbo, em latim, CN. DOMITIUS L. F. CN. N. AHENOBARBUS,[1] foi, segundo Suetônio, o melhor de sua família, os Enobarbos.[2] [Nota 1]

Ele era filho de Lúcio Domício Enobarbo (cônsul em 54 a.C.),[3] e foi condenado, pela Lex Pedia, como um dos implicados na morte de César, mesmo sendo inocente.[2] Ele juntou-se a Bruto e Cássio, que eram seus parentes próximos, e, após a morte destes, manteve a frota que ele havia sido feito comandante, apenas se rendendo a Marco Antônio quando sua facção foi, finalmente, derrotada.[2]

Ele foi o único condenado por esta lei que retornou do exílio, e teve grandes honras, porém quando houve nova guerra civil, ele tomou o partido de Marco Antônio, mas não aceitou o comando supremo quando os inimigos de Cleópatra o ofereceram, preferindo desertar para Otaviano, morrendo logo depois.[4] Segundo Marco Antônio, Cneu Domício desertou por causa de uma mulher, Servília Nais.[4]

Ele foi o pai de Lúcio Domício Enobarbo (cônsul em 16 a.C.),[5] e, através deste filho, foi bisavô de Nero.[6]

Notas e referências

Notas

  1. Suetônio não dá os prenomes dos antepassados de Nero, mas diz que eles alternavam de geração em geração, chamando-se de Gneu e Lúcio.

Referências