Cneu Pompeu Estrabão

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Cneu Pompeu Estrabão (em latim Cnaeus Pompeius Sex. f. Cn. n. Strabo 1 ) (— 87 a.C.) foi o pai do famoso general e cônsul romano Cneu Pompeu Magno.2 Ele se destacou em várias campanhas durante a Guerra Social (91–88 a.C.) entre os romanos e o resto dos italianos. Muito conhecido e temido por sua arrogância e dureza no campo de batalha, ficou famoso pelo cerco à cidade italiana de Ásculo Picentino, onde após vencer a batalha, dizimou toda a população e destruiu a cidade inteira, não poupando nem mulheres e crianças. Estrabão, que recebeu esse nome exactamente por ser estrábico,[carece de fontes?] foi um homem duro e aguerrido, tendo sido também um bom general, embora não tivesse, no entanto, a reconhecida maestria do seu filho. Ele foi cônsul romano junto de Lúcio Pórcio Catão, que morreu no cargo,3 1 em 89 a.C.1

Ele era filho de Sexto Pompeu e neto de Cneu Pompeu.1 Ele tinha um irmão de nome Sexto Pompeu, que tinha grande conhecimento da lei romana, da geometria e da doutrina dos estóicos.4

No início da Guerra Social, os dois cônsules romanos, Sexto Júlio César e Publius Rutilius Lupus, marcharam juntos, e, quando a guerra se tornou complexa e em várias frentes, os melhores homens foram escolhidos para serem auxiliares dos cônsules: com Rutilius ficaram Pompeu, Quinto Cepião, Caio Perpena, Caio Mário e Valério Messala; com Sexto César ficaram Públio Lêntulo, irmão de César, Tito Dídio, Licínio Crasso, Cornélio Sula e Marcelo.5

Durante a campanha, perto do Monte Falerno, Gaius Vidacilius, Titus Lafrenius e P. Vettius derrotaram Pompeu, que se refugiou em Firmum, sendo sitiado por Lafrenius.6 Quando Pompeu soube que um exército se aproximava, enviou Sulpicius para atacar o exército de Lafrenius pela retaguarda, enquanto ele atacava pela frente.6 A vitória foi obtida quando Sulpicius pôs fogo no acampamento inimigo, os rebeldes se refugiram em Ásculo e Lafrenius foi morto na batalha.6

Pompeu citiou a cidade de Ásculo Picentino, cidade natal de Vidacilius.7 Vidacilius trouxe oito coortes, e queria que os habitantes da cidade atacassem as tropas sitiantes quando ele chegasse, mas, por medo, eles não atacaram, e Vidacilius forçou sua entrada na cidade.7 Lá, ele acusou os cidadãos de covardia, matou seus inimigos que haviam impedido a cidade de lutar, fez uma grande pira funeral no meio da cidade, celebrou com seus amigos, tomou veneno, jogou-se na pira e falou para colocarem fogo; ele fez isso, segundo Apiano, porque considerava glorioso morrer por seu país.7

Pompeu foi feito cônsul, e lutou contra os etruscos, matando 5.000 deles.3 Durante seu consulado, ele também submenteu os marsos, marrucinos e vestinos.8

Após a guerra pela qual passou com as suas tropas de veteranos picentinos, estabeleceu um acampamento junto de uma das reservas de água que abasteciam Roma e, devido aos detritos que os seus soldados deitavam para o rio, foi acusado por varios problemas de saúde da população, valendo-lhe isso a inimizade da população romana. Conta-se que após a sua morte, provavelmente por doença causada por alguma infecção, durante suas exéquias a população o arrastou nu pelas ruas de Roma atado a um burro.[carece de fontes?] Segundo Plutarco, ele foi morto por um raio, e a população de Roma arrancou seu corpo da pira crematória para insultá-lo.9

Após a morte de Estrabão, Pompeu foi julgado por roubo de propriedade pública, porém Pompeu conseguiu provar que a maioria dos roubos foram cometidos por Alexandre, um liberto de Estrabão.10

Referências

  1. a b c d Fasti Capitolini [em linha]
  2. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Pompeu, 1.1
  3. a b Apiano, As Guerras Civis, Livro I, 50
  4. Cícero, Bruto, a História dos Oradores Famosos, 174 [em linha]
  5. Apiano, As Guerras Civis, Livro I, 40
  6. a b c Apiano, As Guerras Civis, Livro I, 47
  7. a b c Apiano, As Guerras Civis, Livro I, 48
  8. Apiano, As Guerras Civis, Livro I, 52
  9. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Pompeu, 1.2
  10. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Pompeu, 4.1
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