Cobra-real

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde dezembro de 2010). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Como ler uma caixa taxonómicaCobra-real ou Naja-Real
Cobra-real

Cobra-real
Estado de conservação
Vulnerável (Vu)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Elapidae
Género: Ophiophagus
Espécie: O. hannah
Nome binomial
Ophiophagus hannah
Cantor, 1836
Distribuição geográfica
Distribuição da cobra-real, a vermelho
Distribuição da cobra-real, a vermelho

A cobra-real (Ophiophagus hannah) é a maior cobra venenosa que existe, podendo ultrapassar os 6 metros de comprimento. É carnívora e a sua dieta consiste basicamente em outros ofídios, venenosos ou não, mas não despreza lagartos, ovos e pequenos mamíferos. O seu nome científico, "Ophiophagus" significa literalmente "comedora de serpentes". Desloca-se à vontade no solo, em cima das árvores e na água.

Outra das suas características é que se trata da única serpente que realiza a postura de ovos dentro de uma espécie de ninho, que a mãe elabora arrastando ervas e pequenos ramos com a sua cauda. Pouco antes da eclosão dos ovos, a mãe abandona a zona (que desde a altura da postura defendeu com uma enorme agressividade), supostamente para se subtrair à tentação de devorar as próprias crias.

Apesar de não ter um veneno excessivamente virulento (com uma toxicidade inferior à da maioria das suas "primas", as najas), possui a capacidade de inocular grandes quantidades por mordida, o que a torna uma das serpentes mais letais. Numa só mordida ela pode libertar até sete mililitros de neurotoxina, suficiente para matar um tigre ou até mesmo um elefante. Porém, tal como a maioria das cobras, é tímida e evita o contacto com o homem e só se for acossada se torna ferozmente agressiva.

Ao ser confrontada, é capaz de elevar um terço do seu corpo, ficando à altura de um humano adulto, e continuar a avançar para o ataque. Simultaneamente, abre as suas típicas abas, e emite um assustador sibilar, que soa como o rosnar de um cão.[1]

As cobras-reais vivem principalmente nas florestas tropicais e planícies da Índia, sul da China e sudoeste asiático. Trata-se de uma das espécies de serpente de que mais facilmente se diferenciam os sexos. A cor, inclusive, é um dos indicadores do acentuado dimorfismo sexual da espécie. O macho sempre tem cores mais claras, além de seu corpo geralmente ser mais longo e visivelmente mais largo que o da fêmea. A exceção é a cauda, que em geral é preta em ambos os sexos.

São mais conhecidas por serem a espécie preferida pelos encantadores de serpentes do sul da Ásia.

Referências