Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia

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Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia
COELBA
Governador Jaques Wagner na comemoração de 50 anos da COELBA, em 16 de abril de 2010.
Slogan Acima de tudo, a vida.
Tipo Empresa de capital aberto
Indústria Energia elétrica
Fundação 17 de dezembro de 1965 (49 anos)
Sede Avenida Edgard Santos, Narandiba, Salvador (BA),  Brasil
Pessoas-chave Moisés Afonso Sales Filho
(Diretor Presidente)[1]
Empregados 12.712 (2013)[2]
Produtos distribuição, geração, comercialização e projetos de energia
Parentesco Neoenergia
Significado
da sigla
Companhia de
Eletricidade do Estado da
Bahia
Página oficial www.coelba.com.br

A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA) (BM&FBOVESPA: CEEB3; CEEB5; CEEB6) é a companhia de energia do estado brasileiro da Bahia constituída em 28 de março de 1960[3] para alavancar o crescimento econômico da Bahia[3] . No início era uma empresa estatal depois passou a ser privada de capital externo e interno em 31 de julho de 1997.[3] Primeiramente, era integrante do Grupo Guaraniana, que depois passou a se chamar Grupo Neoenergia. Este é o acionaista majoritário, com participação de 87,8%, enquanto o grupo Iberdrola da Espanha possui 8,5%, a Previ, 2,3% e sobram 1,4% para outros acionistas.[4]

Atualmente ela atende a uma população de mais de 14 milhões de pessoas nos 415 dos 417 municípios da Bahia abrangendo 563 mil km² de área de concessão, ou seja 99,5%. A maioria dos clientes são de residências.[5]

História[editar | editar código-fonte]

É com a lei Nº. 1.196 de 16 de outubro de 1959, que o então governador Juracy Magalhães autoriza a criação da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia, a COELBA, que acabou agregando a CEEB (Companhia de Energia Elétrica da Bahia), antiga concessionária de energia no estado. [6] [7]

Após a criação da empresa, acontece sucessivos processos de maior distribuição de energia elétrica para diversas áreas do estado, possibilitando a criação de parques industriais, o que de fato viria acontecer mais tarde com a criação do Pólo Petroquímico (COPEC) em Camaçari, em 1978, e do Centro Industrial de Aratu (CIA) na Região Metropolitana de Salvador.[6]

Ao longo de sua trajetória, a empresa foi incorporando os serviços prestados pelas prefeituras e as demais concessionárias existentes, a exemplo da Companhia Elétrica Rio de Contas – CERC, evidenciando a proposta de quebra de reduto senhorial, como proposta de governo central.[6]

Em 1973, a Companhia de Energia Elétrica da Bahia, empresa atuante no estado desde 1929, foi integrada à distribuidora. No dia 31 de julho de 1997, a Coelba foi privatizada através de leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, arrematada por R$ 1,73 bilhão pelo consórcio formado pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), o Banco do Brasil Investimentos e a Iberdrola (Grupo Neoenergia).[6] [8]

Resultados financeiros[editar | editar código-fonte]

A COELBA obteve um lucro líquido de R$ 596,3 milhões até setembro de 2008, o que significa um aumento de um pouco mais de 25% em relação aos R$ 474,5 milhões do mesmo período do ano anterior, e o lucro bruto totalizou quase R$ 3,5 bilhões.[9]

A empresa encerrou o ano de 2013 atingindo lucro líquido de R$ 495,1 milhões, apresentando decrescimento em relação aos anos anteriores. Já com relação a investimentos, atingiu R$ 1 bilhão para ampliar e qualificar as operações em todas as regiões do estado, grande parte em razão do programa Luz para Todos.[2]

Reajustes tarifários[editar | editar código-fonte]

A ANEEL define os reajustes tarifários para todas as distribuidoras de energia elétrica no Brasil.

A partir de Reajuste tarifário
Baixa tensão
B1
Baixa tensão
cativos
Alta tensão
cativos
22 de abril de 2014[10]
+14,82%
+15,00%
+16,04%

Referências

  1. Diretoria Executiva, COELBA.
  2. a b Relatório de Sustentabilidade - 2013, COELBA.
  3. a b c A História (em português). Visitado em 6 de janeiro de 2009.
  4. Composição Acionária (em português). Visitado em 6 de janeiro de 2009.
  5. Quem Somos (em português). Visitado em 5 de agosto de 2014.
  6. a b c d BONFIM, Mario Jorge Carneiro Duarte. Privatização da Coelba.
  7. Lei nº 1.196 de 16 de outubro de 1959, Governo do Estado da Bahia, JusBrasil.
  8. ALMEIDA, Raquel. Preço recorde, recuperado em 5 de agosto de 2014.
  9. Coelba acumula até setembro de 2008 um lucro de R$ 596,3 milhões (em português). Visitado em 6 de janeiro de 2009.
  10. Consumidores da Coelba terão novas tarifas a partir de 22/04 (em português) ANEEL (15 de abril de 2014). Visitado em 16 de abril de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]