Coheed and Cambria

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Coheed and Cambria
A banda em concerto, 2005
Informação geral
Origem Nyack, Nova Iorque
País  Estados Unidos
Gênero(s) Heavy metal[1] , metal progressivo[1] , punk metal[1] , new prog[2]
Período em atividade 1995 - presente
Página oficial www.CoheedandCambria.com
Integrantes Claudio Sanchez
Travis Stever
Josh Eppard
Zach Cooper
Ex-integrantes Jon Carleo
Chris Pennie
Nate Kelley
Mike Todd

Coheed and Cambria é uma banda norte-americana de rock alternativo com influências de estilos como hardcore, heavy metal e rock progressivo . A banda tem seis álbuns de estúdio e três DVDs ao vivo. Os álbuns deles são conceptuais e revelam uma história de ficção científica, a qual se chama The Amory Wars.[3]
Coheed and Cambria tocou no Rock in Rio 2011.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Shabűtie (1995-2001)[editar | editar código-fonte]

Em março de 1995, em Toxic Parents, o grupo dos guitarristas Claudio Sanchez e Travis Stever, acabou e eles recrutaram o Nate Kelley, do grupo Moe and the Boogie Cats, para tocar bateria em uma nova banda chamada Beautiful Loser com Jon Carleo no contra baixo. Depois de uma briga sobre dinheiro por gasolina, Stever saiu da banda, e Kelley foi chutado fora, mas logo voltou a pedido de Sanchez. Sem Stever a banda se tornou um trio, com Sanchez na guitarra e nos vocais, rebatizando-se para Shabűtie, um nome retirado de uma tribo africana do filme The Naked Prey.

Nesta época, a banda passou por diferentes estilos musicais: punk rock, rock indie, rock acústico, funk e heavy metal, e escreveram mais de 100 músicas. Quando Carleo deixou a banda em agosto de 1996, Kelley recrutou seu amigo Michael Todd, que na verdade era um guitarrista, mas para o Shabűtie tocava contra baixo. Com esta formação da banda, a banda lançou seu primeiro disco chamado "Penelope EP" e Stever voltou a banda para tocar guitarra de novo.

Kelley deixou a banda em 1999 depois de um show onde Sanchez bebeu demais, e a banda lançou o último disco como Shabűtie, o "Delirium Trigger", que teve algumas músicas que apareceram no primeiro disco de Coheed and Cambria (The Second Stage Turbine Blade). Eles escolheram Josh Eppard para tocar bateria em vez de Kelley e a história de Shabűtie acabou.

Coheed and Cambria (2001-2006)[editar | editar código-fonte]

Algumas músicas que constaram em "Delirium Trigger" faziam parte da história de ficção científica escrita por Sanchez, chamada "The.Bag.On.line.Adventures", mais tarde rebatizada para "The Amory Wars". O grupo adotou os conceitos da história como um tema que unificaria os álbuns da banda. Assim, o nome deles mudou para Coheed and Cambria - os nomes dos protagonistas da história de Sanchez.

Em fevereiro de 2002, lançaram seu primeiro álbum de estúdio "The Second Stage Turbine Blade" pela gravadora independente Equal Vision Records . O álbum teve a influência do grupo de pós-hardcore "At the Drive-In" e também do guitarrista do influente grupo de punk hardcorenk "Bad Brains". Além disso, "The Second Stage Turbine Blade" teve o primeiro single e videoclipe deles, "Devil in Jersey City" e trouxe comparações com a banda canadense de rock progressivo "Rush" por causa da voz distinta do Sanchez, das letras de ficção científica, e da música mais complexa que as outras bandas da cena pós-hardcore.

Em seguida, após tocarem em shows com as bandas "Breaking Pangea" e "The Used", lançaram, em outubro de 2003, o álbum de estúdio "In Keeping Secrets of Silent Earth: 3" , novamente pela gravadora Equal Vision Records. Com os singles "A Favor House Atlantic" e "Blood Red Summer" e vídeos na MTV, a banda tocou com os grupos "Thursday", "Thrice", e "AFI". Tocaram, também, na "Warped Tour" e em vários shows na Europa. O álbum alcançou sucesso comercial, ganhando a certificação "Gold" (ouro) pelo RIAA. A banda aproveitou-se desse êxito para lançar seu primeiro DVD ao vivo "Live At The Starland Ballroom".

Coheed and Cambria assinou um contrato para o lançamento de seu terceiro álbum, desta vez, com a gravadora Columbia Records, filial da Sony/BMG e uma das quatro maiores gravadoras da indústria fonográfica. "Good Apollo I'm Burning Star IV Volume One: From Fear Through the Eyes of Madness", foi então lançado, em setembro do 2005. Este disco é o seu álbum mais bem sucedido até o presente, vendendo quase 1 milhão de unidades, atingindo o número 7 no Billboard 200. Este terceiro disco teve 3 singles com vídeos, "Welcome Home", "The Suffering" e "Ten Speed of God's Blood and Burial" e foi uma partida do gênero pós-hardcore, mas com a influência de rock progressivo. Excursionaram pelos EUA e pela Europa com muitas bandas, incluindo "Circa Survive", "Dredg", "Head Automatica" e "Avenged Sevenfold".

Depois disso, lançaram seu segundo DVD ao vivo "Live At The Hammerstein Ballroom".

"No World for Tommorrow" (2006-2010)[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2006, Michael Todd e Josh Eppard deixaram a banda para razões pessoais, e o amigo do grupo Matt Williams, juntamente com o roadie da banda Matt Petrak, tocaram em alguns shows.Porém, durante a primavera de Todd voltou à banda para gravar o próximo álbum deles, e em junho do mesmo ano eles escolheram Chris Pennie do "Dillinger Escape Plan" para tocar bateria.

Mas Pennie não podia tocar no álbum por causa de um contrato que ele assinou quando esteve tocando bateria pelo "Dillinger Escape Plan", então Taylor Hawkins da banda "Foo Fighters" gravou como baterista neste álbum.

Em outubro de 2007, Coheed and Cambria lançou seu último álbum até à data "Good Apollo I'm Buring Star IV Volume Two: No World For Tomorrow", o segundo disco deles pela gravadora Columbia Records. O disco teve os singles "The Running Free" e "Feathers" e era número 6 na Billboard 200.

Recrutaram dois vocalistas e um tecladista para tocar com eles ao vivo e tocaram com bandas de rock alternativo e heavy metal como Linkin Park e Slipknot. Em outubro de 2008, eles tocaram todos dos seus álbum, do início ao fim, durante 4 shows (por cada cidade, um show para cada disco) em Nova York, Chicago, Los Angeles e Londres, em um evento chamado "Neverender".

A banda gravou o "Neverender" em Nova York e usaram as filmagens para seu terceiro DVD ao vivo, que foi lançado em março de 2009.

Influências[editar | editar código-fonte]

Sanchez disse muitas vezes que ele é invejoso da música mais antiga da época do seu pai, e a banda tem a influência das bandas daquela época, como "Led Zeppelin", "Pink Floyd", "The Police", "Queen" e "Thin Lizzy". Além disso, ele afirmou outras influências ecléticas, incluindo o grupo de pós-hardcore "At the Drive-In" e pioneiros do heavy metal como "Iron Maiden". Muitas pessoas os compararam ao grupo "Rush" quando eles lançaram "The Second Stage Turbine Blade", mas, de acordo com o Josh Eppard, eles não deram ouvidos as comparações.

Além da música deles, Sanchez disse que "The Amory Wars", a história de ficção científica que é o tema das letras de Coheed and Cambria, é semelhante a outra ficção científica, especialmente a trilogia dos filmes Star Wars.

Gênero[editar | editar código-fonte]

O estilo da banda é descrito como rock progressivo pelo Equal Vison Records[4] e a revista Spin,[5] mas alguns descrevem a banda como pós-hardcore.[6] [7] [8] Na verdade, eles tem elementos dos dois tipos de música.,[9] enquanto outras como "In Keeping Secrets of Silent Earth: 3", "Cuts Marked in the March of Men" e "21:13", músicas muito longas e mais complexas, tem a influência de rock progressivo.[10] [11] Alguns descrevem a banda como "New prog" (prog novo)[12] um estilo que mistura elementos do tradição pós-hardcore e tradição de rock progressivo para criar um estilo novo.[13]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Integrantes atuais

  • Claudio Sanchez - Vocal, Guitarrista (1995-ao presente)
  • Travis Stever - Guitarra (1995, 1996-ao presente)
  • Josh Eppard - Bateria (2000-2006, 2012 - ao presente)
  • Zach Cooper - Baixo (2012 - ao presente)

Integrantes ao vivo

  • Wes Styles - Tecladista (2006-ao presente)
  • Kelly Fauth - Vocalista (2007-ao presente)
  • Halina Larsson - Vocalista (2007-ao presente)
  • Danny Sadownick - Percussão (2009, aparece no DVD Neverender)
  • Matt Petrak - Bateria (2006-2007)
  • Matt Williams - Baixista (2006-2007)
  • Dave Parker - Tecladista, Guitarrista (2005-2006)

Integrantes antigos

  • Jon Carleo - Baixista (1995-1996)
  • Nate Kelley - Bateria (1995-2000)
  • Mike Todd - Baixista (1996-2006, 2007-2011 )
  • Chris Pennie - Bateria (2007-2012)

Integrantes do estúdio

  • Taylor Hawkins - Bateria, Good Apollo I'm Buring Star IV Volume Two: No World For Tomorrow (2007)
  • Rami Jaffe - Tecladista, Good Apollo I'm Burning Star IV Volume Two: No World For Tomorrow (2007)
  • Danny Louis - Tecladista, Good Apollo I'm Buring Star IV Volume One: From Fear Through the Eyes of Madness, In Keeping Secrets of Silent Earth: 3 (2003, 2005)
  • Uncle Birmy's Dirty Foot Choir com Avalon Peacock, Rachel Havens e Julia Nichols - Vocalistas, In Keeping Secrets of Silent Earth: 3 (2003)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Data Título
5 de fevereiro de 2002 The Second Stage Turbine Blade
7 de outubro de 2003 In Keeping Secrets of Silent Earth: 3
20 de setembro de 2005 Good Apollo, I'm Burning Star IV, Volume One: From Fear Through the Eyes of Madness
20 de outubro de 2007 Good Apollo, I'm Burning Star IV, Volume Two: No World for Tomorrow
13 de abril de 2010 Year of the Black Rainbow
09 de outubro de 2012 The Afterman: Ascension
05 de fevereiro de 2013 The Afterman: Descension

Videografia[editar | editar código-fonte]

Data Título
22 de março de 2005 Live at the Starland Ballroom
31 de outubro de 2006 The Last Supper: Live at Hammerstein Ballroom
24 de março de 2009 Neverender

Referências

  1. a b c d http://www.rockinrio.com.br/motorhead-e-coheed-and-cambria
  2. New prog: renovação ou equívoco? Whiplash (17 de dezembro de 2007). Visitado em 31 de outubro de 2010.
  3. he Amory Wars Website((em inglês))[1]
  4. Website do graavdora Equal Vision Records.
  5. O website da revista Spin[2]
  6. O perfil deles pelp MTV bio
  7. Uma resenha do No World for Tomorrow pela revista Village Voice.
  8. Uma resehna do No World For Tomorrow pela revista Rolling Stone[3]
  9. Uma resehna do In Keeping Secrets of Silent Earth: 3 pelo website XFM[4]
  10. Resenha de In Keeping Secrets of Silent Earth: 3 pelo website Geekburger[5]
  11. Resehnha de In Keeping Secrets of Silent Earth: 3 pelo website Out of Kilter[6]
  12. Resehna do "Good Apollo Volume One" pelo crítico David Brown de Entertainment Weekly [7]
  13. Uma biografia da banda pelo historiador da musica Piero Scaruffi[8]