Colômbia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
República de Colombia
República da Colômbia
Bandeira da Colômbia
Brasão de armas da Colômbia
Bandeira da Colômbia Brasão das Armas
Lema: Libertad y Orden
Hino nacional: Himno Nacional de la República de Colombia
Gentílico: colombiano(a)

Localização  Colômbia

Capital Bogotá
Cidade mais populosa Bogotá
Língua oficial Espanhol
Governo República presidencialista unitária
 - Presidente Juan Manuel Santos
 - Vice-presidente Germán Vargas Lleras
Independência da Espanha 
 - Declarada 20 de Julho de 1810 
 - Reconhecida 7 de Agosto de 1819 
Área  
 - Total 1 138 914 km² (25.º)
 - Água (%) 8,8
População  
 - Estimativa de 2013 47 387 109 hab. (28.º)
 - Densidade 41,5 hab./km² (37.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 601,997 bilhões*[1]  
 - Per capita US$ 12 775[1]  
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 378,415 bilhões*[1]  
 - Per capita US$ 8 030[1]  
IDH (2013) 0,711[2]  (98.º) – elevado
Gini (2011) 55,9[3]
Moeda Peso colombiano (COP)
Fuso horário (UTC−5)
Cód. Internet .co
Cód. telef. +57
Website governamental www.presidencia.gov.co

Mapa  Colômbia

Colômbia, oficialmente República da Colômbia (em espanhol: República de Colombia), é uma república constitucional do noroeste da América do Sul. A Colômbia faz fronteira a leste com a Venezuela[4] e Brasil;[5] ao sul com o Equador e Peru;[6] para o norte com o Mar do Caribe, ao noroeste com o Panamá; e a oeste com o Oceano Pacífico. A Colômbia também tem fronteiras marítimas com a Venezuela, Jamaica, Haiti, República Dominicana, Honduras, Nicarágua e Costa Rica.[7] [8] Com uma população de mais de 47 milhões de pessoas, a Colômbia tem a 29ª maior população do mundo e a segunda maior da América do Sul, depois do Brasil. A Colômbia é o terceiro país mais populoso com a língua espanhola como idioma oficial (depois do México e Espanha), e tem a quarta maior comunidade de língua espanhola no mundo depois do México, Estados Unidos e Espanha.[9]

O território que é hoje a Colômbia foi originalmente habitado por nações indígenas, como os chibchas, quimbaya e tairona. Os espanhóis chegaram em 1499, iniciaram um período de conquista e colonização que resultou na morte ou na escravização de cerca de 90% da população nativa e, em seguida, criaram o Vice-Reino de Nova Granada (que compreendia os territórios atuais de Colômbia, Venezuela, Equador, Panamá e a região noroeste do Brasil), com sua capital em Bogotá.[10] A independência do domínio espanhol foi conquistada em 1819, mas por volta de 1830 a "Grã Colômbia" se fragmentou com a secessão da Venezuela e do Equador. Os atuais países Colômbia e Panamá emergiram então como a República de Nova Granada. A nova nação experimentou um sistema político federalista durante a Confederação Granadina (1858) e, em seguida, nos Estados Unidos da Colômbia (1863), antes da República da Colômbia ser finalmente declarada em 1886.[11] O Panamá se separou em 1903 sob pressão para cumprir as responsabilidades financeiras para com o governo dos Estados Unidos para a construção do Canal do Panamá.

A Colômbia tem uma longa tradição do governo constitucional. Os partidos Liberal e Conservador, fundados em 1848 e 1849, respectivamente, são dois dos mais antigos sobreviventes partidos políticos nas Américas. No entanto, as tensões entre os dois têm frequentemente acabado em violência, principalmente na Guerra dos Mil Dias (1899-1902) e durante La Violencia, começando em 1948. Desde 1960, as forças do governo, os rebeldes de esquerda e paramilitares de direita têm estado envolvidos nos conflitos armados mais duradouros do continente. Alimentado pelo tráfico de cocaína, o conflito cresceu dramaticamente nos anos 1980. No entanto, na década de 2000, a violência diminuiu significativamente. Muitos grupos paramilitares se desmobilizaram como parte de um controvertido processo de paz com o governo, e os guerrilheiros perderam o controle em muitas áreas onde outrora dominavam.[11] A Colômbia, durante muitos anos, teve uma das maiores taxas de homicídio do mundo, sendo reduzida quase pela metade de 2002 a 2006.[12] Assassinatos de sindicalistas também foram significativamente reduzidos desde a década de 1990, mas os sindicalistas continuam a ser ameaçados e assassinados, embora em um ritmo inferior ao da população geral.[13]

Atualmente, o país é uma média potência permanente[14] com a quarta maior economia da América Latina, embora a desigualdade de renda seja prevalente e a riqueza seja mal distribuída. Em 2009, a Colômbia chegou a um coeficiente de Gini de 0,587, o maior da América Latina.[15] De acordo com o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, "tem havido uma diminuição na taxa de pobreza nos últimos anos, mas cerca de metade da população continua a viver abaixo da linha de pobreza" (dados de 2008-2009).[16] Os números oficiais de 2009 indicam que cerca de 46% dos colombianos viviam abaixo da linha da pobreza e cerca de 17% em "extrema pobreza".[17] [18] Outros analistas citam estimativas mais elevadas.[19]

O país é etnicamente muito diverso e a interação entre os descendentes dos primeiros habitantes indígenas, colonos espanhóis, africanos trazidos como escravos e imigrantes do século XX vindos da Europa e do Oriente Médio produziu um rico patrimônio cultural. Isso também foi influenciado pela geografia bastante variada da Colômbia. A maioria dos centros urbanos estão localizados nos Andes, mas o território colombiano também abrange a floresta amazônica, pastagens tropicais e os litorais do Caribe e do Pacífico. Ecologicamente, a Colômbia é um dos 17 países megadiversos do mundo (os de maior biodiversidade por unidade de área).[20]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra Colômbia é derivada do antropônimo genealógico Colombo, como uma homenagem ao marinheiro genovês Cristóvão Colombo (1451-1506), significando a Terra de Colombo, e foi concebida por Francisco de Miranda para se referir a todo o Novo Mundo, especialmente aos territórios sob domínio espanhol e português.[21]

Em 17 de dezembro de 1819, passaram a pertencer à Grã-Colômbia (isso para evitar confusões com o nome atual do país sul-americano), cujo nome oficial era República da Colômbia, o Vice-Reino da Nova Granada, a Capitania-Geral da Venezuela e a Real Audiência de Quito. Em 1824, a Grã Colômbia faz a reunião da Colômbia (Distrito del Centro), propriamente dita, da Venezuela (Distrito del Norte) e do Equador (Distrito del Sur). A partir daí, a Colômbia teve vários nomes ao longo de sua história: de 1830 até 1858, recebeu o nome de República de Nova Granada, de 1858 até 1863 passou a se chamar de Confederação Granadina, de 1863 até 1886 foi denominada Estados Unidos da Colômbia, e desde 1886, seu atual nome oficial é República da Colômbia.[21]

Os habitantes naturais da Colômbia são denominados colombianos(as),[22] [23] em inglês Colombians[24] , em espanhol e italiano colombiano,[25] [26] em francês colombien[27] e em alemão kolumbianisch.[28]

História[editar | editar código-fonte]

Períodos pré-colonial e colonial[editar | editar código-fonte]

De acordo com pesquisas e estudos arqueológicos, o povoamento da atual Colômbia existe há pelo menos vinte mil anos. Essas civilizações provinham de diferentes locais, e levaram para a região diferentes idiomas e culturas. Os primeiros vestígios arqueológicos datam de cerca de 20.000 a.C., no sítio de Pubenza. Em Puerto Hormiga encontram-se formações e vestígios do período arcaico, incluindo a cerâmica mais antiga encontrada na América. Por essa época inicia-se o cultivo de milho em algumas regiões do atual país. Esse viria a crescer tanto que o vegetal ia se tornar parte constante na alimentação dos habitantes do local. As pesquisas mostram que por volta de 1.120 a.C., havia próximo ao Rio Magdalena uma ou mais comunidades sedentárias, mais desenvolvidas.[29]

As primeiras explorações na região por parte dos espanhóis aconteceram em 1499, com Alonso de Ojeda, não tendo muito êxito. Em 1525, ocorreu a conquista de Santa Marta, e em 1533, a de Cartagena das Índias. Iniciou-se então a conquista do interior, com a fundação das cidades de Popayán, em 1536, e Santa Fé, atual Bogotá, em 1538. Bogotá torna-se a capital do Vice-Reino de Nova Granada em 1718, este que na época ainda abrangia os países que atualmente são Venezuela, Equador e Panamá.[29]

Independência e republicanismo[editar | editar código-fonte]

A Batalha de Boyacá foi decisiva no processo de independência do Vice-Reino de Nova Granada.

Com as crises institucionais na Espanha, por volta de 1808, começaram movimentos pela libertação das colônias espanholas nas Américas. Em 20 de julho de 1810, acontece a primeira tentativa de proclamação da independência. Uma longa guerra pela independência liderada principalmente por Simón Bolívar e Francisco de Paula Santander, terminou em 7 de agosto de 1819, após a Batalha de Boyaca. Neste ano, o Congresso de Angostura fundou a República da Grã-Colômbia.[29]

O país era formado no momento por Nova Granada e Venezuela, tendo o Equador sido incorporado posteriormente. Pouco depois, houve falta de consenso entre federalistas e unionistas. Após vitórias dos primeiros, Venezuela e Equador se separam do país e constituem duas repúblicas separadas.[29]

Mapa da antiga Grã-Colômbia.

As divisões internas, políticas e territoriais levaram à secessão da Venezuela e de Quito (atual Equador) em 1830. O chamado "Departamento de Cundinamarca" adotou o nome "Nueva Granada",[29] que se manteve até 1856 quando se tornou a "Confederación Granadina" (Confederação Granadina). Depois de uma guerra civil de dois anos, em 1863, os "Estados Unidos da Colômbia" foram criados e duraram até 1886, quando o país finalmente se tornou conhecido como a República da Colômbia. As divisões internas permaneceram entre as forças dos dois partidos políticos, às vezes resultando em guerras civis muito sangrentas, sendo a mais significativa a Guerra dos Mil Dias (1899-1902).[29]

Isto, juntamente com as intenções dos Estados Unidos em influenciar a área (especialmente na construção e no controle do Canal do Panamá), levou à separação do Departamento do Panamá em 1903 e o seu estabelecimento como uma nação. Os Estados Unidos pagaram 25 milhões de dólares para a Colômbia em 1921, sete anos após a conclusão do canal, para reparar o papel do presidente Theodore Roosevelt na criação do Panamá, e a Colômbia reconheceu o Panamá nos termos do Tratado Thomson-Urrutia. A Colômbia foi tragada numa guerra de um ano de duração com o Peru por uma disputa territorial envolvendo o Departamento de Amazonas e sua capital Leticia.[29]

La Violencia e Frente Nacional[editar | editar código-fonte]

O Bogotazo de 1948.

Logo depois, a Colômbia alcançou um relativo grau de estabilidade política, que foi interrompida por um conflito sangrento que ocorreu entre os anos 1940 e início dos anos 1950, um período conhecido como La Violencia ("A Violência"). Sua causa foram tensões, principalmente entre os dois principais partidos políticos, que se desencadearam após o assassinato do candidato liberal à presidência Jorge Eliécer Gaitán em 9 de abril de 1948. Este assassinato causou distúrbios em Bogotá e se tornou conhecido como Bogotazo. A violência desses protestos espalhou-se por todo o país e causou a morte de pelo menos 180 mil colombianos.[29]

Em meio a uma verdadeira guerra civil, o candidato conservador Laureano Gómez ganhou as eleições e tomou posse em 1950. Em 1953, o Partido Conservador propôs uma nova Constituição que previa a imposição de um regime totalitário ao estilo do espanhol Francisco Franco. Os liberais e os conservadores moderados se opuseram a esse projeto, e uma junta militar derrubou o governo. Nomeou-se o general Gustavo Rojas Pinilla como presidente provisório; em 1954, a Convenção Constitucional o elegeu para mais um período de quatro anos e ele governou por meio de decretos. Embora louvado como paladino da justiça, Rojas Pinilla foi ainda mais arbitrário que seu antecessor. Numa tentativa de restauração do poder civil, liberais e conservadores constituíram uma Frente Nacional, alternando-se no poder, enquanto se expandia uma guerrilha de inspiração marxista.[29]

Conflitos armados e narcotráfico[editar | editar código-fonte]

Área de atuação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no território colombiano.

Um novo golpe de Estado derrotou Rojas Pinilla em 1957 e um plebiscito incorporou os acordos da Frente Nacional à Constituição, para repartir os cargos de governo e alternar os dois partidos hegemônicos na presidência. Nos anos seguintes, a impossibilidade de romper esse esquema levou muitas lideranças da oposição a aderir aos grupos guerrilheiros, que operavam no país desde La Violencia (1948-1958) e adquiriram definição ideológica de esquerda nos anos 1960, sob a influência da Revolução Cubana.[29]

Apesar da coligação liberal-conservadora, o governo caía em períodos de semiparalisia. No ano de 1958, o presidente Alberto Lleras Camargo instituiu a reforma agrária. Em 1960, a Colômbia passou a fazer parte da ALALC (Associação Latino-Americana de Livre Comércio). Em 1962 assumiu a presidência Guillermo León Valencia. O general Rojas Pinilla foi preso em 1963 sob a acusação de conspirar contra o regime. A crise econômica levou o Congresso a conceder poderes extraordinários a Valencia. A situação continuou a agravar-se no plano político, culminando com a reimplantação do estado de sítio em 1965, após distúrbios estudantis.[29]

Em 1966 começou a gestão de Carlos Lleras Restrepo, talvez a mais bem-sucedida da história colombiana. A economia recuperou-se com base num planejamento correto e em reformas políticas essenciais. Ao final de seu governo, a economia apresentava um crescimento anual de 6,9%. Na eleição de 1970, Misael Pastrana Borrero sagrou-se vencedor, derrotando o ex-ditador Rojas Pinilla. Na eleição de 1974, a presidência passou para Alfonso López Michelsen, também liberal, cujo governo enfrentou problemas econômicos. Ainda assim, em 1978 foi eleito outro liberal, Julio Turbay Ayala, contra quem se aliaram manifestações de descontentamento popular e a violência dos movimentos guerrilheiros de esquerda. O agravamento da situação provocou a adoção do estado de emergência.[29]

Em 1982, o candidato conservador Belisario Betancur Cuartas ganhou as eleições presidenciais. Neste mesmo ano, foram anistiados os presos políticos da guerrilha de esquerda. A campanha de pacificação nacional do presidente Belisário Betancur foi obstada pelo poder dos traficantes de tóxicos, o chamado cartel de Medellín, que em 1970 se implantara no país como poder paralelo. O ministro da justiça da Colômbia foi assassinado em 1984 por ter dado início à campanha antidroga. Mesmo assim, o presidente em exercício deu um grande impulso a esta campanha que levou ao desaparecimento do seu ministro; entretanto, durante o ano de 1985, as guerrilhas recuperaram a força e a luta contra o narcotráfico foi perdendo o ímpeto. Em 1985, o país foi abalado por duas tragédias: a invasão do Palácio da Justiça por sediciosos, com a morte de mais de 90 pessoas entre sequestradores e sequestrados, e a erupção do Nevado del Ruiz, que levou à morte cerca de 25.000 pessoas.[29]

Em 1986 foi o fim da Frente Nacional. O Partido Liberal venceu as eleições e o presidente Virgilio Barco Vargas declarou uma gigantesca ofensiva contra os traficantes de cocaína do cartel de Medellín, após os assassinatos de um ministro do Supremo Tribunal e do principal candidato à eleição de 1990, Luis Carlos Galán Sarmiento.[29]

Pacificação e era contemporânea[editar | editar código-fonte]

Depois de uma campanha em que foram assassinados os três candidatos presidenciais, César Gaviria Trujillo, do Partido Liberal, foi eleito presidente em 1990. Gaviria apoiou a Assembleia Constitucional, que elaborou uma nova Carta, a qual entrou em vigor em 1991. Seguiu-se um acordo com alguns grupos guerrilheiros (principalmente o conhecido M-19) para desmobilização, a fim de fazerem parte do processo político. Em julho de 1991, foi descoberto um grande campo petrolífero.[29]

Juan Manuel Santos recebendo a presidência do ex-presidente Álvaro Uribe.

Uma campanha bombista foi levada a cabo pelos barões da droga em retaliação pelo confisco de propriedades e extradição para os Estados Unidos de membros dos cartéis. O presidente norte-americano George Bush foi um dos aliados antidroga na Colômbia, em 1990. Vários cabecilhas ligados ao tráfico de estupefacientes renderam-se às autoridades e foram presos. Esta onda de prisões incluiu o líder da cocaína de Medellín, Pablo Escobar, que conseguiu evadir-se da prisão, em julho de 1992, mas foi morto em um tiroteio quando era caçado por soldados e policiais em 1993. O estado de emergência foi declarado em 1994 com o intuito de controlar a situação.[29]

Em junho de 1998, foi eleito presidente o conservador Andrés Pastrana, que fez sua campanha prometendo uma profunda reforma das instituições do Estado. Assim que foi empossado, Pastrana conseguiu que os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) aceitassem sentar à mesa de negociações para discutir a pacificação do país. Para isso, foi necessário aceitar algumas condições, como reconhecer o controle das FARC sobre vários municípios, o que provocou resistências e protestos no seio das forças armadas regulares. Assim mesmo, Pastrana foi adiante e se deixou fotografar no meio da floresta com o veterano líder das FARC, Manuel Marulanda Vélez, conhecido como "Tirofijo" por sua lendária pontaria.[29]

Em 2002, assumiu a presidência Álvaro Uribe. Depois da reforma constitucional, que permite a reeleição presidencial consecutiva, Uribe apresentou sua candidatura para um segundo mandato.[30] Em dezembro de 2003 o governo endureceu sua posição diante da guerrilha (Estatuto Antiterrorista) e para isso obteve apoio dos demais governos latino-americanos.[31] Em 2004 houve a prisão de um membro do estado-maior das FARC, iniciando-se um processo de paz com os paramilitares.[32] Em 2005 instaurou-se uma crise política com a Venezuela.[33]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa topográfico do território colombiano.

A Colômbia faz fronteira a leste com a Venezuela e Brasil; ao sul com o Equador e Peru, ao norte com Panamá e Mar do Caribe e a oeste com Equador e Oceano Pacífico.

Parte do Círculo de fogo do Pacífico, uma região do mundo sujeita a terremotos e erupções vulcânicas, a Colômbia é dominada pelas montanhas dos Andes. Além do Maciço Colombiano (nos departamentos do sudoeste de Cauca e Nariño), estas são divididas em três ramos conhecidos como cordilheiras: a Cordillera Occidental, junto à costa do Pacífico, incluindo a cidade de Cali, a Cordillera Central, entre os vales dos rios Cauca e Magdalena (a oeste e a leste, respectivamente) e incluindo as cidades de Medellín, Manizales, Pereira, Armênia e Quindío, e a Cordillera Oriental, que se estende de nordeste da Península de La Guajira e inclui Bogotá, Bucaramanga e Cúcuta. Os picos na Cordillera Occidental excedem 3.962 metros, enquanto a Cordillera Central e a Cordillera Oriental atingem 5.486 metros.[34] Com 2.591 metros de altitude, Bogotá é a cidade mais alta de seu tamanho no mundo.

A leste dos Andes está a savana do Llanos, parte da bacia do rio Orinoco, e, no extremo leste do sul, a selva da floresta amazônica. Juntas, essas planícies constituem mais de metade do território da Colômbia, mas elas contêm menos de 3% da população do país. O norte da costa do Caribe, que abriga 20% da população e onde se localizam as importantes cidades portuárias de Barranquilha e Cartagena, geralmente consiste de baixas planícies, mas também contém a Sierra Nevada de Santa Marta, que inclui os picos mais altos do país (Pico Cristóbal Colón e o Pico Simón Bolívar), e o deserto de Guajira. Em contrapartida, as estreitas e descontínuas planícies costeiras do Pacífico, apoiadas pelas montanhas da Serranía de Baudó, estão cobertas de uma densa vegetação e são pouco povoadas. O principal porto do Pacífico é o de Buenaventura. O território colombiano também inclui uma série de ilhas do Caribe e do Pacífico.

Vista panorâmica do Cerro Pintado, na Sierra de Perijá, parte da Cordilheira Oriental.

Biodiversidade[editar | editar código-fonte]

Phyllobates terribilis,[35] uma das espécies endêmicas da Colômbia.

A Colômbia é considerado um dos países megadiversos do mundo,[36] classificado em terceiro lugar em número de espécies vivas e em primeiro em número de espécies de aves.[37] [38] O país tem entre 40 mil e 45 mil espécies de plantas diferentes, o equivalente a 10 ou 20% de todas as espécies do mundo, o que é ainda mais notável dado que a Colômbia é considerada um país de tamanho intermediário, com cerca de 1/9 do tamanho do território dos Estados Unidos, por exemplo. A Colômbia é o segundo país mais biodiverso do mundo, atrás somente do Brasil, que é aproximadamente 10 vezes maior.[39]

A Colômbia é o país do planeta mais caracterizado por seu grau elevado de biodiversidade, com a maior taxa de espécies por unidade de área em todo o mundo e com o maior número de espécies endêmicas (espécies que não são encontradas naturalmente em outro lugar) de qualquer país. Cerca de 10% das espécies da Terra vivem no território colombiano, incluindo mais de 1 800 espécies de aves, mais do que a Europa e a América do Norte combinadas. O país é o lar de 10% das espécies de mamíferos, 14% das espécies de anfíbios e 18% da espécies de aves do mundo.[40]

O país tem cerca de duas mil espécies de peixes marinhos e 1 450 espécies de peixes de água doce, além de ter o maior número de espécies endêmicas de borboletas, de orquídeas e mais de 250 mil variedades de besouros. A Colômbia é o primeiro em número de espécies de anfíbios, além de concentrar mais de 30% das espécies de tartarugas marinhas e 25% das espécies de crocodilos do planeta. Existem 34 espécies de primatas, 270 espécies de cobras e, de acordo com estimativas, 300 mil espécies de invertebrados no país, que ainda possui 32 biomas terrestres e 314 tipos de ecossistemas diferentes.[41] [42]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Mapa da densidade populacional da Colômbia.

Com uma estimativa de 47,3 milhões de habitantes em 2014, a Colômbia é o terceiro país mais populoso da América Latina, depois do Brasil e do México. A Colômbia tem a quarta maior população de língua espanhola no mundo depois do México, Estados Unidos e Espanha.[9] A população aumentou a uma taxa de 1,9% ao ano entre 1975 e 2005, com previsão de 1,2% ao ano na próxima década. Estima-se que a Colômbia terá uma população de 50,7 milhões em 2015. Estas tendências são refletidas no perfil de idade do país. Em 2005, mais de 30% da população tinha menos de 15 anos, em comparação com apenas 5,1% com 65 anos ou mais.

A população está concentrada nas montanhas dos Andes e na costa do Caribe. Os nove departamentos da planície oriental, que compreendem cerca de 54% da área da Colômbia, têm menos de 3% da população e uma densidade populacional inferior a uma pessoa por quilômetro quadrado. O movimento rural para as áreas urbanas foi muito intenso em meados do século XX, e a Colômbia é hoje um dos países mais urbanizados da América Latina. A população urbana aumentou de 31% do total em 1938 para 60% em 1975, e em 2005 esse número foi para 72,7%.[43] [44] A população de Bogotá aumentou de pouco mais de 300 mil habitantes em 1938 para cerca de 7 milhões atualmente. No total, atualmente trinta cidades do país têm uma população superior a 100.000 pessoas. A Colômbia tem uma das maiores taxas de deslocados internos do mundo, estimada em cerca de 4,3 milhões de pessoas.[45]

O idioma oficial da Colômbia é o castelhano, mas existem no país cerca de 500.000 falantes de idiomas indígenas.[46] Há 101 idiomas listados no país, sendo oitenta deles vivos e 21 extintos. O catalão (ou valenciano) é falado por imigrantes espanhóis. Há também uma língua crioula, o palenquero, falado em Mahates por cerca de 2500 pessoas.

De acordo com um estudo genético de DNA autossômico, realizado em 2008, pela Universidade de Brasília (UnB) a composição da população da Colômbia é a seguinte: 33,80% de contribuição indígena, 45,90% de contribuição europeia e 20,30% de contribuição africana.[47]

Religião[editar | editar código-fonte]

O Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE) não recolhe estatísticas religiosas, e relatórios precisos são difíceis de obter. No entanto, com base em vários estudos, mais de 95% da população do país adere ao cristianismo, a grande maioria dos quais (entre 81% e 90%) é de católicos romanos. Cerca de 1% dos colombianos participa de religiões indígenas e menos de 1% segue o judaísmo, islamismo, hinduísmo e budismo. No entanto, apesar do alto número de adeptos, cerca de 60% dos entrevistados de uma pesquisa feita pelo El Tiempo informaram que não são praticantes ativos de sua .[49]

Como o resto da América Latina, a Colômbia está passando por um aumento contínuo de adeptos do protestantismo, sendo a maioria deles convertidos do catolicismo. Atualmente os protestantes constituem entre 10 a 13% da população colombiana.[50] Embora a Colômbia continue sendo um país de maioria católica, a Constituição colombiana 1991 garante a liberdade e a igualdade de religião.[51]

Os grupos religiosos do país facilmente obtém reconhecimento como associações organizadas, apesar de alguns pequenos terem enfrentado dificuldade em obter o reconhecimento adicional necessário para oferecer serviços de capelania em estabelecimentos públicos e para realizar casamentos legalmente reconhecidos.[49] Antes de a Constituição garantir a liberdade de religião, o catolicismo era a religião oficial do Estado. Após a promulgação da Constituição de 1991, houve uma separação entre a Igreja e o Estado, embora a Igreja Católica ainda detenha uma posição privilegiada dentro do país.

Atualmente na Colômbia há alguma perseguição religiosa contra os líderes protestantes evangélicos vindos de organizações de guerrilha esquerdistas, principalmente das FARC. Eles perseguem os líderes protestantes especialmente em áreas rurais impedindo o ensino bíblico.[50]

Política[editar | editar código-fonte]

Congresso Nacional da Colômbia, em Bogotá.

A Colômbia é uma república presidencial democrática representativa, tal como estabelecido na Constituição de 1991. Em conformidade com o princípio da separação dos poderes, o governo é dividido em três poderes: o executivo, o legislativo e o judiciário.

O chefe do poder executivo é o Presidente da Colômbia, que serve tanto como chefe de Estado quanto como chefe de governo, seguido pelo vice-presidente e pelo Conselho de Ministros. O presidente é eleito por voto popular para mandatos de quatro anos e está atualmente limitado a um máximo de dois mandatos. Ao nível provincial o poder executivo é exercido pelos governadores de departamentos, prefeitos municipais e os administradores locais para pequenas subdivisões administrativas, tais como corregedores para corregimientos.

O ramo legislativo do governo é composto pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. Os 102 assentos do Senado são nacionais e os representantes são eleitos por cada região e grupos minoritários.[52] Os membros de ambas as câmaras são eleitos dois meses antes do presidente, também por votação popular e para mandatos de quatro anos. Ao nível provincial o Poder Legislativo é representado por conjuntos de departamento e conselhos municipais. Todas as eleições regionais são realizadas um ano e cinco meses depois da eleição presidencial.

O poder judiciário é liderado pelo Supremo Tribunal, composto de 23 juízes divididos em três câmaras (Penal, Civil e Agrário e do Trabalho). O poder judiciário também inclui o Conselho de Estado, que tem a responsabilidade especial de direito administrativo e também presta assessoria jurídica ao executivo, o Tribunal Constitucional, responsável por garantir a integridade da Constituição colombiana, e o Conselho Superior da Magistratura, responsável pela auditoria do Poder Judiciário. A Colômbia opera em um sistema de direito civil, que desde 2005 tem sido aplicado através de um sistema acusatório.

Apesar de uma série de controvérsias, principalmente em relação a escândalos políticos, as melhorias na segurança pública e continuidade do forte desempenho econômico do país garantiram que o ex-presidente Uribe se mantivesse popular entre os colombianos, com seu índice de aprovação chegando a 85%, de acordo com uma sondagem em julho de 2008.[53] No entanto, depois de dois mandatos, ele foi constitucionalmente impedido de tentar outra reeleição em 2010. Nas eleições de 30 de maio de 2010, o ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, recebeu 46% dos votos.[54] Um segundo turno foi necessário uma vez que nenhum candidato recebeu o mínimo de 50% dos votos. No dia 20 de junho de 2010, Santos venceu o segundo candidato mais popular, Antanas Mockus, que marcou 21% dos votos.[54]

Relações exteriores[editar | editar código-fonte]

As relações exteriores da Colômbia são dirigidas pelo presidente, como chefe de Estado, e gerido pelo Ministro das Relações Exteriores. O país tem missões diplomáticas em todos os continentes.

A Colômbia foi um dos 12 membros fundadores da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), que tem como objetivo seguir o modelo da União Europeia e desenvolver acordos de livre comércio, livre circulação de pessoas, uma moeda comum e também um passaporte comum entre os países membros. Além da UNASUL, a Colômbia também é membro da Comunidade Andina de Nações, da Aliança do Pacífico, da Organização dos Estados Americanos (OEA), entre outras organizações internacionais.

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

Fragata ARC Caldas, da Marinha da Colômbia, durante um treinamento.

O ramo executivo do governo é responsável pela gestão da defesa do território colombiano, sendo o presidente do país o comandante-em-chefe das forças armadas. O Ministério da Defesa exerce controle do dia-a-dia das forças armadas e da Polícia Nacional da Colômbia. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, a Colômbia tem 209 mil militares[55] e, em 2005, investiu 3,7% do seu PIB em despesas militares, o que em ambos os casos coloca o país no 21º lugar no mundo. Dentro da América Latina, as forças armadas da Colômbia são a terceira maior, atrás das forças do Brasil e do México, e recebem a segunda maior proporção do PIB, depois do Chile.[56]

As forças armadas estão divididas em três ramos: o Exército Nacional da Colômbia, a Força Aérea Colombiana e a Marinha da Colômbia. A Polícia Nacional atua como polícia e opera de forma independente do serviço militar como uma agência de aplicação da lei em todo o território nacional. Cada uma delas opera com o seu próprio aparato de inteligência separada da agência nacional de inteligência, o Departamento Administrativo de Segurança.

O Exército Nacional é formado por divisões, regimentos e unidades especiais, a Armada Nacional pela Infantaria Naval colombiano , a Força Naval do Caribe, a Força Naval do Pacífico, a Força Naval do Sul, Guarda Costeira da Colômbia, Aviação Naval, o comando específico de San Andrés y Providencia e a Força Aérea por 13 unidades de ar. A Polícia Nacional tem presença em todos os municípios.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Colômbia é dividida em 32 departamentos e um distrito capital, que é tratado como um departamento (Bogotá também serve como a capital do departamento de Cundinamarca). Os departamentos são divididos em municípios, por sua vez subdivididos em corregimientos. Cada departamento tem um governo local com governador e assembleia eleitos por sufrágio universal para um mandato de quatro anos. Cada município é dirigido por um prefeito e um conselho e cada corregimiento por um corregedor eleito ou líder local.

Além da capital, nove outras cidades foram designadas distritos (municípios com efeito especial), com base em características distintivas especiais. Trata-se de Barranquilha, Cartagena, Santa Marta, Cúcuta, Popayán, Bucaramanga, Tunja, Turbo, Buenaventura e Tumaco. Alguns departamentos têm subdivisões administrativas locais, onde as cidades têm uma grande concentração de população e municípios estão próximos uns dos outros (por exemplo, em Antioquia e Cundinamarca).

 Departamento Capital
1 Flag of the Department of Amazonas Amazonas Leticia
2 Flag of the Department of Antioquia Antioquia Medellín
3 Flag of the Department of Arauca Arauca Arauca
4 Flag of the Department of Atlántico Atlántico Barranquilha
5 Flag of the Department of Bolívar Bolívar Cartagena
6 Flag of the Department of Boyacá Boyacá Tunja
7 Flag of the Department of Caldas Caldas Manizales
8 Flag of the Department of Caquetá Caquetá Florencia
9 Flag of the Department of Casanare Casanare   Yopal
10 Flag of the Department of Cauca Cauca Popayán
11 Flag of the Department of Cesar Cesar Valledupar      
12 Flag of the Department of Chocó Chocó Quibdó
13 Flag of the Department of Córdoba Córdoba Montería
14 Flag of the Department of Cundinamarca Cundinamarca Bogotá
15 Flag of the Department of Guainía Guainía Puerto Inírida
16 Flag of the Department of Guaviare Guaviare San José del Guaviare
17 Flag of the Department of Huila Huila Neiva
 Departamento Capital
18 Flag of Nueva Esparta La Guajira   Riohacha
19 Flag of the Department of Magdalena Magdalena Santa Marta
20 Flag of the Department of Meta Meta Villavicencio
21 Flag of the Department of Nariño Nariño Pasto
22 Flag of the Department of Norte de Santander Norte de Santander Cúcuta
23 Flag of the Department of Putumayo Putumayo Mocoa
24 Flag of the Department of Quindío Quindío Armenia
25 Flag of the Department of Risaralda Risaralda Pereira
26 Flag of the Department of San Andres, Providencia and Santa Catalina San Andrés, Providencia
e Santa Catalina
San Andrés
27 Flag of the Department of Santander Santander Bucaramanga
28 Flag of the Department of Sucre Sucre Sincelejo
29 Flag of the Department of Tolima Tolima Ibagué
30 Flag of the Department of Valle del Cauca Valle del Cauca Cali
31 Flag of the Department of Vichada Vaupés Mitú
32 Flag of the Department of Vichada Vichada Puerto Carreño
33 Flag of Bogotá Distrito Capital Bogotá

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia colombiana cresceu de forma constante na última parte do século XX, com o produto interno bruto (PIB) crescendo a uma taxa média de mais de 4% ao ano entre 1970 e 1998. O país sofreu uma recessão em 1999 (primeiro ano de crescimento negativo desde a Grande Depressão), e a recuperação foi longa e dolorosa. No entanto, o crescimento nos últimos anos tem sido impressionante, atingindo 8,2% em 2007, uma das maiores taxas de crescimento na América Latina. Enquanto isso, a Bolsa de Valores da Colômbia subiu de 1.000 pontos desde sua criação em julho de 2001 para mais de 7.300 pontos em novembro de 2008.[57]

De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2007 o PIB nominal da Colômbia foi de 202,6 bilhões de dólares (37º maior do mundo e o quarto maior da América do Sul). Ajustado pela paridade do poder de compra (PPC), o PIB per capita está em US$ 7.968 dólares, colocando a Colômbia na 82ª posição no mundo. Entretanto, na prática, essa riqueza é desigualmente distribuída entre a população do país, o que é muito comum na América Latina, tendo a Colômbia uma alta pontuação no coeficiente de Gini, com números da ONU colocando o país na 119ª posição entre 126 países. Em 2003, os 20% mais ricos da população tinham uma quota de 62,7% do rendimento/consumo e os 20% mais pobres apenas 2,5%, sendo que 17,8% dos colombianos viviam com menos de 2 dólares por dia.[43]

Os gastos do governo respondem por 37,9% do PIB.[11] Quase um quarto desse montante vai para a relativamente elevada dívida governamental do país, estimada em 52,8% do PIB em 2007.[11] [43] Outros problemas enfrentados pela economia incluem a fraca demanda interna e externa, o financiamento do sistema de pensões do país e a taxa de desemprego (10,8% em novembro de 2008).[57] A inflação permaneceu relativamente baixa nos últimos anos, situando-se em 5,5% em 2007.[11]

Sede do Bancolombia na cidade de Medellín.

Historicamente uma economia agrária, a Colômbia se urbanizou rapidamente no século XX. Ao final do século, apenas 22,7% dos trabalhadores eram empregados na agricultura, gerando apenas 11,5% do PIB da nação. 18,7% dos trabalhadores estão empregados na indústria, e 58,5% nos serviços, sendo responsáveis por 36% e 52,5% do PIB, respectivamente.[11] A Colômbia é rica em recursos naturais, e suas principais exportações incluem petróleo, carvão, café e outros produtos agrícolas e ouro.[58] A Colômbia também é conhecida como a principal fonte mundial de esmeraldas,[59] enquanto mais de 70% das flores importadas pelos Estados Unidos são colombianas.[60] Os principais parceiros comerciais do país são os Estados Unidos (o controverso acordo de livre comércio com os Estados Unidos está atualmente aguardando aprovação pelo Congresso dos Estados Unidos), Venezuela e China.[11] Todas as importações, exportações e o saldo total de comércio estão em níveis recordes, e a entrada de dólares de exportação resultou em uma substancial revalorização do peso colombiano.

El Cerrejón é a maior mina de carvão em operação na América Latina.[61]

O desempenho econômico foi impulsionado por reformas liberais introduzidas nos anos 1990 e continuou durante a presidência de Álvaro Uribe, cujas políticas incluem medidas destinadas a reduzir o déficit público abaixo de 2,5% do PIB. Em 2008, a Heritage Foundation avaliou a economia colombiana como 61,9% livre, um aumento de 2,3% desde 2007, colocando-a na 67ª posição do mundo e na 15ª entre os 29 países das Américas Central e do Sul.[62]

As melhorias na segurança durante a controversa estratégia chamada "segurança democrática" do governo do presidente Uribe têm gerado uma maior sensação de confiança na economia. Em 28 de maio de 2007, a revista americana BusinessWeek publicou um artigo em que classificou a Colômbia como "o mais extremo mercado emergente na Terra".[63] A economia da Colômbia melhorou nos últimos anos, o investimento aumentou, passando de 15% do PIB em 2002 para 26% em 2008, e empresas privadas foram reequipadas. Entretanto, o desemprego em 12% e a taxa de pobreza em 46% em 2009 estão acima da média regional.[64]

De acordo com um relatório recente do Banco Mundial, fazer negócios é mais fácil em Manizales, Ibagué e Pereira, e mais difícil em Cali e Cartagena. Reformas na administração têm contribuído para reduzir a quantidade de tempo que leva para preparar a documentação em mais de 60% para as exportações e em 40% para as importações em relação ao relatório anterior.

A economia da Colômbia destacam se: Na pecuária a criação de Caprinos, Eqüinos, Bovinos, Suínos, e aves. Também entre eles a indústria de alimentos, roupas, bebidas, máquinas e transportes.[65]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Praia na ilha de Santo André, parte do arquipélago colombiano de Santo André, Providência e Santa Catarina, no Caribe.

Durante muitos anos, graves conflitos internos armados dissuadiram os turistas de visitarem a Colômbia, com alertas oficiais de governos contra viagens ao país. No entanto, nos últimos anos, o número de turistas tem aumentado acentuadamente, graças às melhorias na segurança resultantes da estratégia "segurança democrática" do presidente Uribe, que incluiu aumentos significativos na força militar e na presença da polícia em todo o país e empurrou os grupos rebeldes para longe das grandes cidades, estradas e locais turísticos capazes de atrair visitantes internacionais. Estima-se que as visitas de turistas estrangeiros aumentaram de 0,5 milhão em 2003 para 1,3 milhão em 2007,[66] enquanto a Lonely Planet escolheu a Colômbia como um dos seus dez principais destinos mundiais de 2006.[67]

O Ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo da Colômbia, Luis Guillermo Plata, disse que seu país recebeu 2.348.948 visitantes em 2008. Ele estava esperando 2.650.000 turistas para 2009.[68] [69]

As atrações turísticas mais populares incluem o distrito histórico de Candelaria no centro de Bogotá, a cidade murada e as praias de Cartagena, as cidades coloniais de Santa Fe de Antioquia, Popayán, Villa de Leyva e Santa Cruz de Mompox, o Santuário de Las Lajas Sé e Catedral de Sal de Zipaquirá. Os turistas também são atraídos por inúmeros festivais na Colômbia, como o Festival de Flores de Medellín, o Carnaval de Barranquilla, o Carnaval de Negros e Brancos em Pasto e o Festival de Teatro Ibero-Americano em Bogotá. Também por causa do melhor estado da segurança no país, os navios de cruzeiro do Caribe, agora param em Cartagena e Santa Marta.

A grande variedade de geografia, flora e fauna em toda a Colômbia também resultou no desenvolvimento de uma indústria de ecoturismo, concentrados em parques nacionais do país. Os destinos ecoturísticos mais populares incluem: o litoral do Caribe, o Parque Nacional Natural Tayrona na Sierra Nevada de Santa Marta e na Serra do Cabo de la Vela na ponta da Península de La Guajira, o vulcão Nevado del Ruiz, vale Cocora e o deserto Tatacoa na região central andina; o Parque Nacional de Amacayacu na bacia do rio Amazonas, e as ilhas do Pacífico Malpelo e Gorgona. A Colômbia é o lar de sete Patrimônios Mundiais da UNESCO.

Cartagena das Índias, um dos principais polos turísticos do país.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Faculdade de Minas da Universidade Nacional da Colômbia em Medellin.

O Ministério da Educação da Colômbia é o órgão responsável pela coordenação do sistema nacional de educação e as secretarias de educação das regiões são responsáveis pela administração do serviço e supervisão.[70] [71] A educação formal é composta por níveis de educação pré-escolar (três graus), básicos (nove graus), o ensino médio (duas séries) e ensino superior, que é assumido em parte pelo Estado, através de várias organizações, como a chamada "Cidades Universitárias" localizadas nas grandes cidades, embora cerca de 70% das instituições de ensino superior existentes na Colômbia sejam privadas.[72] O sistema incorpora também as escolas militares, onde os homens e as mulheres podem obter um diploma do ensino médio, dando-lhes formação militar de reservistas, comandados por oficiais em formação e/ou oficiais não comissionados das Forças Armadas nos últimos três anos do ensino médio.

A ciência e a tecnologia são desenvolvidas principalmente por universidades públicas na Colômbia e ao nível do Estado, sob os auspícios do governo colombiano por meio do Departamento de Administração de Ciência e Tecnologia, o Colciencias.[73] A Colômbia não investe o suficiente em ciência e tecnologia para fazer uma impacto significativo sobre a economia,[74] no entanto, há o interesse em desenvolver este setor a nível local através da criação de parques tecnológicos em áreas como energia, saúde, software, agronegócio (em Portugal, agroindústria) e biotecnologia.[75]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A Colômbia tem uma rede de estradas nacionais mantida pelo Instituto Nacional de Vias (INVIAS), órgão do governo no âmbito do Ministério dos Transportes. A Rodovia Pan-americana percorre a Colômbia, ligando o país com a Venezuela a leste e com o Equador ao sul .

O principal aeroporto da Colômbia é o Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá. É o aeroporto mais movimentado da América Latina em número de voos e em peso das mercadorias transportadas.[76] Várias companhias aéreas nacionais (Avianca, AeroRepública, AIRES, Satena e EasyFly), e as companhias aéreas internacionais (como a Iberia, American Airlines, Varig, Copa Airlines, Continental Airlines, Delta Airlines, Air Canada, Air France, Aerolíneas Argentinas, Aerogal, TAME, TACA) operam a partir de El Dorado. Devido à sua localização central na Colômbia e na América, é preferido pelos prestadores Nacional de Transportes Terrestres, bem como fornecedores nacionais de transporte aéreo internacional.

Saúde[editar | editar código-fonte]

A expectativa de vida ao nascer em 2005 foi de 72,3 anos; 2,1% da população não atinge a idade de 5 anos e 9,2% não chega aos 40 anos de idade.[43] As condições de saúde na Colômbia têm melhorado muito desde a década de 1980. A reforma de 1993 transformou a estrutura do financiamento da saúde pública, a inversão do ónus da subvenção dos fornecedores para os usuários. Como resultado, os empregados têm sido obrigados a pagar planos de saúde em que os empregadores também contribuem. Embora este novo sistema tenha ampliado a cobertura da população pelo sistema de segurança social e de saúde de 21% (pré-1993) para 56% em 2004 e 66% em 2005, persistem disparidades de saúde, com os pobres continuando a sofrer as taxas de mortalidade relativamente elevadas. Em 2002, a Colômbia tinha 58.761 médicos, 23.950 enfermeiros e 33.951 dentistas; estes números equivalem a 1,35 médicos, 0,55 enfermeiros e 0,78 dentistas por 1.000 habitantes, respectivamente. Em 2005, a Colômbia tinha apenas 1,1 médicos por 1.000 habitantes, em comparação com a média latino-americana de 1,5. O setor da saúde teria se deteriorado pela corrupção, incluindo a má alocação de recursos e evasão de contribuições para o fundo de saúde.[77]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

Dança Típica de Cartagena.
Gabriel García Márquez, escritor colombiano ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.

A Colômbia é um país extremamente rico em diversidade musical. É berço de diversos gêneros musicais, tais como a Cúmbia, o Bambuco, e o Vallenato. Vários artistas de renome nasceram lá, como Shakira, Carlos Vives, Juanes, John Leguizamo (ator de Hollywood) e outros.

Literatura[editar | editar código-fonte]

A Colômbia é pátria de diversos escritores de renome internacional, destacando-se entre estes Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel da Literatura, autor de livros como Cem Anos de Solidão, Crônica de uma Morte Anunciada e O Amor nos Tempos do Cólera (filme). Também são importantes na literatura do país autores como Jorge Isaacs (autor de poemas, poesias e apenas um romance) e José María Vargas Vila. Jesus Martín-Barbero é escritor espanhol, mas vive no país desde 1963, aos 26 anos de idade.

Culinária[editar | editar código-fonte]

A culinária colombiana tem forte presença do milho além de outros tubérculos. Uma fruta comum nos pratos do país é o abacate. Os pratos típicos também levam maior quantidade de temperos, porém não tanto como nas culinárias indiana ou mexicana, por exemplo. A mandioca também está presente em diversos pratos. A bebida mais comum e a marca da culinária no país é o café.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Alguns dos esportes mais praticados na Colômbia são a patinação e o futebol, sendo este o desporto mais popular. A melhor participação do país em Olimpíadas, foi em 2000, quando María Isabel Urrutia ganhou o ouro no halterofilismo, na categoria 75 quilos. A Seleção de futebol representa o país nas competições da FIFA e da CONMEBOL. A Colômbia venceu a Copa América em 2001. Também nasceu na Colômbia o ex-piloto de Formula 1, Juan Pablo Montoya. No futebol colombiano, destacam-se muitos jogadores tais como Carlos Valderrama e René Higuita atualmente também a Falcão García que disputa prêmio de melhor do mundo de 2012 e James Rodriguez que é considerado um dos melhores jovens futebolistas, além do árbitro da FIFA Óscar Ruiz.

Feriados[editar | editar código-fonte]

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
1 de Janeiro Ano novo Año Nuevo Feriado internacional
1 de Maio Dia do trabalhador Día del Trabajo Feriado internacional
20 de Julho Independência Grito de Independencia
7 de Agosto Batalha de Boyacá Batalla de Boyacá
25 de Dezembro Natal Navidad Feriado internacional

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Fundo Monetário Internacional (FMI): World Economic Outlook Database (Outubro de 2014). Visitado em 29 de outubro de 2014.
  2. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 25 de julho de 2014.
  3. Gini Index World Bank. Visitado em 2 March 2011.
  4. Gerhar Sandner, Beate Ratter, Wolf Dietrich Sahr and Karsten Horsx (1993). Conflictos Territoriales en el Mar Caribe: El conflicto fronterizo en el Golfo de Venezuela (em spanish) Biblioteca Luis Angel Arango. Visitado em 2008-01-05.
  5. The Geographer Office of the Geographer Bureau of Intelligence and Research (1985-04-15). Brazil-Colombia boundary (PDF) International Boundary Study. Visitado em 2008-01-05.
  6. CIA (2007-12-13). Ecuador World Fact Book. Visitado em 2008-01-05.
  7. (espanhol) Tratados Internacionales limítrofes de Colombia
  8. (espanhol) Colombia – Limites territoriales
  9. a b http://www.elpais.com/articulo/cultura/speak/spanish/Espana/elpepucul/20081006elpepicul_1/Tes
  10. Nicolás del Castillo Mathieu (March 1992). La primera vision de las costas Colombianas, Repaso de Historia (em spanish) Revista Credencial. Visitado em 2008-02-29.
  11. a b c d e f g CIA world fact book (2009-05-14). Colombia CIA. Visitado em 2009-05-24.
  12. UNODC.org
  13. Union Killings Peril Trade Pact With Colombia The New York Times, April 2008
  14. David R. Davis, Brett Ashley Leeds and Will H. Moore (1998-11-21). Measuring Dissident and state behaviour: The Intranational Political Interactions (IPI) Project (PDF) Florida State University. Visitado em 2008-01-05.
  15. Rudolf Hommes. "La otra seguridad democrática", El Colombiano, 22 de novembro de 2009. (em Spanish)
  16. OHCHR in Colombia (2008-2009) Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Visitado em 25 de julho de 2010.
  17. Almost Half of 43.7 Million Colombians Live Below the Poverty Line MercoPress (4 de maio de 2010). Visitado em 25 de julho de 2010.
  18. ¿Por qué Colombia no sale del club de los pobres? Revista Semana (13 de março de 2010). Visitado em 25 de julho de 2010.
  19. Jan Kippers Black. Latin America, its problems and its promise: a multidisciplinary introduction. [S.l.]: Westview Press, 2005. 406 pp. ISBN 9780813341644.
  20. Grupo de Países Megadiversos Afines Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Visitado em 2012-05-06.
  21. a b Carlos Restrepo Piedrahita (February 1992). El nombre "Colombia", El único país que lleva el nombre del Descubrimiento (em spanish) Revista Credencial. Visitado em 2008-02-29.
  22. Dicionário de Gentílicos e Topónimos (em português) Portal da Língua Portuguesa Instituto de Linguística e Teórica Computacional. Visitado em 14 de junho de 2014.
  23. Verbete "colombiano" (em português) Dicionário Aulete da Língua Portuguesa. Visitado em 14 de junho de 2014.
  24. Verbete "Colombian" (em inglês) Merriam Webster Dictionary. Visitado em 14 de junho de 2014.
  25. Verbete "colombiano" (em espanhol) Diccionario de la lengua española (DRAE). Visitado em 14 de junho de 2014.
  26. Dizionario Italiano (em italiano) Grandi Dizionari Online. Visitado em 14 de junho de 2014.
  27. Verbete "colombien" (em francês) Dictionaire Larousse. Visitado em 14 de junho de 2014.
  28. Verbete "kolumbianisch" (em alemão) Duden.de. Visitado em 14 de junho de 2014.
  29. a b c d e f g h i j k l m n o p q Espitia, Pedro Alfonso. Historia de Colombia (em espanhol). Bogotá: Mundo Cultural, 2004. ISBN 958-8206-97-9.
  30. Nohlen, D (2005) Elections in the Americas: A data handbook, Volume II, p. 358 ISBN 978-0-19-928358-3
  31. Maisonnave, Fabiano. (21 de dezembro de 2003). "Violência na Colômbia cai no governo Uribe". Folha de São Paulo. Visitado em 14 de junho de 2014.
  32. Rodrigues, Pedro Caldeira. (06 de maio de 2004). "Líder rebelde das FARC condenado a 35 anos de prisão na Colômbia". Visitado em 14 de junho de 2014.
  33. "Venezuela ‘congeló’ todo tipo de relaciones con Colombia" — El Pais, January 15, 2005.
  34. Tallest mountains by continent Mountainpeaks.net. Visitado em 31 de outubro de 2013.
  35. Phyllobates terribilis amphibiaweb.org. Visitado em 9 de outubro de 2013.
  36. Delegatarios de países megadiversos. Declaración de Cancún de países megadiversos afínes (em espanhol) Países megadiversos. Visitado em 16 de maio de 2008.
  37. Colombia is the country with more species of birds (em espanhol) elespectador.com. Visitado em 29 de março de 2013.
  38. Isaías Tobasura Acuña. Una visión integral de la Biodiversidad en Colombia (em espanhol) Revista Luna Azul. Universidad de Caldas. Visitado em 10 de maio de 2008.
  39. United Nations Office on Drugs and Crime. Canciller entrega reconocimiento a diplomáticos como embajadores del Medio Ambiente (em espanhol). Visitado em 18 de maio de 2008.
  40. Colombia accounts for around 10% of the flora and fauna of the world. humboldt.org.co. Visitado em 21 de julho de 2013.
  41. System of information about biodiversity of Colombia (em espanhol) Sistema de Información sobre Biodiversidad de Colombia. Visitado em 5 de abril de 2013.
  42. species of primates in Colombia (em espanhol) colombiacuriosa. Visitado em 5 de abril de 2013.
  43. a b c d Human Development Report for Colombia, 2007/2008 Hdrstats.undp.org. Visitado em 2010-05-16.
  44. Colombia: A Country Study Countrystudies.us. Visitado em 2010-05-16.
  45. Number of internally displaced people remains stable at 26 million. Source: United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR). 4 de maio 2009.
  46. Ethnologue.com
  47. http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=3873
  48. 2011 Departamento Administrativo Nacional de Estadística (estimate) Departamento Administrativo Nacional de Estadística (31 de dezembro de 2011). Visitado em 4 de setembro de 2011.
  49. a b International Religious Freedom Report 2005, by the Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor, U.S. Department of State, November 8, 2005.
  50. a b Colombia. State.gov. Acessado em 14 de maio de 2012.
  51. Constitution of Colombia, 1991 (Article 19)
  52. Colombian Constitution. 1991
  53. Hugh Bronstein. "Reuters, Popularity of Colombia's Uribe soars after rescue", 6 de julho de 2008. Página visitada em 16 de maio de 2010.
  54. a b Registraduria, Registraduria Nacional del Estado Civil Registraduria.gov.co. Visitado em 1 de junho de 2010. Cópia arquivada em 23 de maio de 2011.
  55. Human Development Report: Military Personnel, 2007/2008. Hdrstats.undp.org (4 de novembro de 2010). Acessado em 8 de outubro de 2012.
  56. Human Development Report: Military Expenditure, 2007/2008. Hdrstats.undp.org (4 de novembro de 2010). Acessado em 8 de outubro de 2012.
  57. a b Banco de la República, Economic and Financial Data for Colombia Banrep.gov.co. Visitado em 2010-05-16.
  58. International Trade Centre: Colombia Exports[ligação inativa]
  59. International Colored Gemstone Association: Emerald Gemstone.org (2001-09-28). Visitado em 16 de maio de 2010.
  60. America’s Flower Basket: Colombian Flowers and the American Marketplace[ligação inativa]
  61. El Cerrejón (em espanhol) barrancas-laguajira.gov.co. Visitado em 9 de março de 2014.
  62. Heritage Foundation, Index of Economic Freedom Heritage.org. Visitado em 2010-05-16.
  63. BusinessWeek, Colombia, The Most Extreme Emerging Market on Earth May 28, 2007
  64. The Economist, Colombia's resilient economy, October 17, 2009
  65. Dados da Colômbia entre eles Economia
  66. By Marián Hens (2007-12-07). BBC News, A new hot-spot for the tourism industry BBC News. Visitado em 2010-05-16.
  67. "Hot Destination: Colombia", Christian Science Monitor, 9 de maio de 2006.
  68. Colombia expects to receive 2 650 000 tourists in 2009 Colombiareports.com. Visitado em 2010-05-16.
  69. 16,2% aumentó llegada de turistas extranjeros a Colombia en 2008 Businesscol.com (2009-02-20). Visitado em 2010-05-16.
  70. Educación en Colombia (em español) Ministerio de Educación Nacional. Visitado em 25-07-2008.
  71. Ley 115 de Febrero 8 de 1994 (em español) Consejo Nacional de Acreditación. Visitado em 25-07-2008.
  72. Universidad colombiana (em español) Le Monde diplomatique (2008). Visitado em 03/12/2008.
  73. Acerca de la entidad (em español) COLCIENCIAS. Visitado em 16 de junho de 2008.
  74. Desalentador futuro para Colombia (em español) Universidad del Valle. Visitado em 16-06-2008.
  75. Sobre Parques Tecnologicos (em español) Parque Tecnológico de Antioquia. Visitado em 29-06-2008.
  76. Infraero.gov.br
  77. Colombia country profile. Library of Congress Federal Research Division (February 2007). This article incorporates text from this source, which is in the public domain.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Colômbia
Órgãos

Páginas relacionadas a órgãos ligados à Colômbia dentro e fora do país:

Outros
Bandeira da Colômbia Colômbia
Bandeira • Brasão • Hino • Cinema • Culinária • Cultura • Demografia • Economia • Forças Armadas • Geografia • História • Portal • Política • Subdivisões • Imagens