Coletivo de Arte-Educação para Solidariedade

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O CAES Brasil, Coletivo de Arte-Educação para a Solidariedade do Brasil surgiu em 2005 em Salvador, Bahia no seio da Universidade Federal da Bahia, com o intuito de viver a arte-educação voltada a expandir consciências, celebrar a vida e promover a amorosidade num ambiente de vibração, energia e transformação.

Tem como valores: Ação, Amorosidade, Consciência, Corporalidade, Criatividade, Saúde, Sensibilidade, Simplicidade, Solidariedade, Superação e Transdisciplinaridade.

Trabalha hoje principalmente com o teatro, não um teatro que se preste somente a formar atores, mas um teatro que propicie momentos de descoberta pessoal e uma "movimentação interior" a cada jogo, a cada dinâmica e exercício em grupo.

Com o decorrer e construção do trabalho coletivo, o aluno do CAES Brasil vai criando, aos poucos, um novo olhar, uma nova forma de ver e sentir a vida: mais desperto, mas consciente de seu corpo e de seu espírito e mais repleto de amor.

O início[editar | editar código-fonte]

A sua primeira atividade foi uma Oficina de Teatro de quatro meses iniciada em julho de 2005, a qual suas aulas foram realizadas na Escola de Administração da UFBA. Tal iniciativa teve início com o arte-educador Fabiano Timm, vindo do Rio Grande do Sul e depois a ele juntou-se Muriel Scmyzak, vindo de Santa Catarina e a baiana Mônica Calil. Com os dois `sulistas´ como focalizadores e a baiana como secretária, a oficina contou com mais de 60 envolvidos.

A partir dessa oficina, alguns dos participantes mais identificados com a filosofia do coletivo, passaram a compartilhar momentos extra-oficina como viagens, passeios e acampamentos. Tais momentos foram essenciais para a união do pequeno grupo de pessoas que estava se formando.

Um pequeno espetáculo foi idealizado por Muriel Scmyzak e posteriormente aprimorado pelos demais integrantes. O nome da peça era ´Saber de Cór´ e passava uma mensagem marcante de desmecanização do ser humano e retorno à natureza.

Com 3 atores (Muriel, Mônica e Fabiano) começaram os ensaios no apartamento de Mônica uma semana antes do dia da apresentação que ocorreu no município de Santa Bárbara, BA, no dia 07 de Agosto de 2005, e a pedido do público a peça foi apresentada novamente no dia seguinte.

Por motivos de força maior, Muriel teve que retornar para o Sul alguns dias depois, sendo substituído por Franco Barbosa, aluno da primeira oficina e estudante de Biologia da UFBA. Com essa nova formação houve uma apresentação inesquecível em Água Fria, BA no dia 11 de Setembro de 2005, ficando o ator estreante, Franco, conhecido em toda a cidade, pelos movimentos que seu personagem, "Jaquendiríacos" realizava.

Depois disso houve apresentações de Sabér de Cór em salas de aula na UFBA, como na disciplina de Psicologia das Relações Humanas e uma apresentação na II Semana Acadêmica da FSBA (Faculdade Social da Bahia) no dia 27 de Outubro de 2005.

Através do Talher Bahia (Programa Fome Zero), Fabiano Timm coordenou uma oficina de Teatro do Oprimido no município de Itaberaba, BA dentro do II Fórum de Estudos Teatrais.

A viagem a Venezuela[editar | editar código-fonte]

Após o término da primeira oficina, o CAES se preparava para o que seria um de seus maiores vôos: dois membros, Mônica e Fabiano, sonhearam em ir de Salvador até Caracas na Venezuela realizar uma atividade dentro da programação do VI Fórum Social Mundial, evento gigantesco que integra todos movimentos sociais do planeta.

Sem patrocínio e nem muitas verbas, os dois partiram por terra, pegando inclusive caronas com caminhoneiros até Belém do Pará. De lá foram de avião até Manaus, onde ficaram hospedados na Casa do Estudante da UFAM. Como iriam ficar 18 dias em Manaus resolveram realizar um ciclo de três oficinas no próprio auditório da Casa do Estudante.

Começaram os preparativos de divulgação das atividades, que se realizariam no dia 14, 17 e 18 de Janeiro de 2006. Resultado: mais de 80 participantes, reportagens nos jornais locais (A Crítica e Diário do Amazonas) e matéria para a Rede de TV Amazônica.

Após Manaus, os dois seguiram até Caracas com uma delegação da Universidade Federal do Amazonas para mais de 40 horas de viagem.

Chegando na capital venezuelana, eles concretizavam o sonho com a Oficina realizada na Universidade Bolivariana da Venezuela no dia 27 de Janeiro de 2006 com alunos de diversos países como Dinamarca, Colômbia, República Dominicana, Brasil e, claro, Venezuela.

No retorno a Manaus houve ainda duas oficinas na comunidade do Compensa, uma para crianças e outra para adolescentes.

2006: Novo ciclo de atividades em Salvador[editar | editar código-fonte]

Em 2006, retomando suas atividades em Salvador, passou a integrar o CAES Brasil, o argentino Carlos Alberto Záttara, o Tato, com mais de 30 anos de experiência com direção, docência e atuação teatral no seu país de origem. Tato veio morar no Brasil com sua família este ano, e para ele se mudar para o Brasil é a realização de um antigo sonho seu.

Com o seu trabalho junto à universidade, o CAES Brasil está oferecendo mais um trabalho, fruto de sua pesquisa, a "Oficina Criativa de Teatro", que com suas três turmas (Quartas, Sextas e Sábados), e já conta com a participação de mais de 60 pessoas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]