Colomesus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaColomesus
Baiacu-amazônico (Colomesus asellus)

Baiacu-amazônico
(Colomesus asellus)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Vertebrata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Tetraodontiformes
Família: Tetraodontidae
Género: Colomesus
Gill, 1884
espécies
Colomesus asellus

Colomesus psittacus

Colomesus é um gênero de peixes da família Tetraodontidae que inclui duas espécies confinadas à América do Sul. Apesar das diferenças no tamanho, as duas espécies são superficialmente similares, verde na regiaõ dorsal, branco no ventre e com listras negras horizontais.

Distribuição[editar | editar código-fonte]

O gênero Colomesus está restrito a América do Sul. O Colomesus psittacus é encontrado na costa atlântica, do Golfo de Paria até a foz do rio Amazonas. O Colomesus asellus é confinado a bacia do rio Amazonas do Brasil até o Peru.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

  • Colomesus psittacus (baiacu-papagaio ou baiacu-listrado), é uma espécie eurialina que move-se livremente entre a água salgada e doce. É a maior das duas espécies, alcançando 30 centímetros de comprimento quando adultos.[2]
  • Colomesus asellus (baiacu-amazônico), é normalmente encontrado somente em águas doces embora tolere levemente águas salobras.[2] [3] Colomesus asellus é relativamente pequeno, medindo cerca de 8 centímetros quando adultos, embora espécimes de 15 cm sejam reportados.[1] Comparado com o Colomesus psittacus, as faixas negras no dorso são mais grossas, e ele também tem uma distinta faixa negra ao redor da nadadeira caudal.[1]

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Colomesus psittacus e Colomesus asellus alimentam-se principalmente de invertebrados, como moluscos e crustáceos. Eles tem um bico poderoso para abrir suas presas. Colomesus asellus também alimenta-se extensivamente de insetos, particularmente de mosquitos e larvas de Chironomidae.[1] Como outros membros da família, eles tem a capacidade de inflar-se quando ameaçados, fazendo com que seu tamanho aumente e assim afugentando predadores. Colomesus asellus possui hábito migratório[4] e não territoriais[1] , incomum entre os membros de água doce da família.

Eles se reproduzem durante a estação úmida, desovando nos rios, numerosos pequenos ovos que ficam aderidos ao substrato. A larva é levada pela correnteza.[4]

Toxicidade[editar | editar código-fonte]

Colomesus asellus é conhecido por possuir uma toxina, a saxitoxina. O Colomesus psittacus tem uma carne comestível, mas o fígado é tóxico, mas não se sabe se contenha saxitoxina ou tetrodotoxina (como no caso de muitos membros marinhos da família).[5]

Colomesus spp. em aquários[editar | editar código-fonte]

Colomesus asellus é comumente mantido como peixe de aquário.[1] Ele necessita de uma amplo espaço para nadar e água corrente. Comparado com outras espécie de baiacus, o Colomesus asellus é incomum, sendo tolerante à companhia, e tendendo a ficar inpaciente quando solitário.[6] Ele pode ser mantido em tanques comunitários, apesar de atacar e morder as barbatanas de outras espécies comumente mantidas junto, como Pterophyllum scalare, Poecilia reticulata, e Corydoras sp.

Por causa do tamanho avantajado e da necessidade de água salgada, o Colomesus psittacus é raramente mantido em aquários, mas possui necessidades similares a outra espécie.[7] Ele não é uma espécie disiplinada e pode ser agressivos com outros de sua própria espécie, sendo mantidos isolados.[8]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f Ebert, Klaus (2001): The Puffers of Fresh and Brackish Water, Aqualog, ISBN 393170260X
  2. a b Monks N. (editor): Brackish Water Fishes, TFH 2006, ISBN 0-7938-0564-3
  3. Ed. Froese, Rainer; Pauly, Daniel (October de 2007). "Colomesus asellus" (em inglês). www.fishbase.org. FishBase.
  4. a b Carlos Araujo-Lima, Daniela Savastano, & Luciana Cardeliquio Jordao (1994): Drift of Colomesus asellus (Teleostei: Tetraodontidae) larvae in the Amazon River. Revue d’Hydrobiologie Tropicale 27: 33-38. [1]
  5. J. C. Freitas (2006): Eating habits: are we safe to consume freshwater puffer fish from the Amazon region in Brazil? Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases 12: 153-155.[2]
  6. Colomesus asellus. Página visitada em 2007-02-16.
  7. Colomesus psittacus. Página visitada em 2007-02-16.
  8. Ed. Froese, Rainer; Pauly, Daniel (February de 2007). "Colomesus psittacus" (em inglês). www.fishbase.org. FishBase.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]