Comando Vermelho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Comando Vermelho
Fundação 1979
Local da fundação Prisão Cândido Mendes, Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brasil.
Anos ativo 1979-presente
Território(s) Principalmente Rio de Janeiro
Atividades Assassinatos, tráfico de drogas, Assaltos, rebeliões e atividades terroristas.
Rivais Terceiro Comando

Comando Vermelho Rogério Lemgruber, mais conhecido como Comando Vermelho, ou pelas siglas CV e CVRL, é uma das maiores organizações criminosas do Brasil. Foi criada em 1979 na prisão Cândido Mendes, na Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, como um conjunto de presos comuns e presos políticos, os presos comuns eram membros da conhecida Falange Vermelha, que assaltava a população do Rio de Janeiro, praticava todo o tipo de crime, desde tráfico de drogas até cassinos de jogos de azar, prostituição e escravidão de estrangeiros, como também tráfico de órgãos humanos. Durante toda a década de 1990, o Comando Vermelho foi uma das organizações criminosas mais poderosas do Brasil, onde se incrementou o que se desenvolvia nas Falanges, que não eram organizadas, era o que a Polícia chamava de "Crime Desorganizado".

O Comando Vermelho ainda controla partes da cidade e ainda é comum encontrar ruas pichadas com as letras "CV" em muitas favelas do Rio de Janeiro. Os principais grupos rivais do Comando Vermelho são o Terceiro Comando Puro (TCP) e (ADA) Amigos dos Amigos, além das milícias.

Entre os integrantes da facção que se tornaram notórios depois de suas prisões, estão o líder da facção Fernandinho Beira-Mar, Marcinho VP, Mineiro da Cidade Alta, Elias Maluco e Fabiano Atanazio mais conhecido como "FB".

História[editar | editar código-fonte]

A facção descende da Falange Vermelha, criada por Rogério Lemgruber ainda na década de 1970[1]

Uma das primeiras medidas do Comando Vermelho ou CVRL foi a instituição do "caixa comum" da organização criminosa, alimentado pelos proventos arrecadados pelas atividades criminosas isoladas, daqueles que estavam em liberdade, o dízimo.[carece de fontes?] O dinheiro assim arrecadado serviria não só para financiar novas tentativas de fuga, mas igualmente para amenizar as duras condições de vida dos presos, reforçando a autoridade e respeito do Comando Vermelho no seio da massa carcerária.

No início dos anos 1980, os primeiros presos foragidos da Ilha Grande começaram a pôr em prática todos os ensinamentos que haviam adquirido ao longo dos anos de convivência com os presos políticos,[2] organizando e praticando numerosos assaltos a instituições bancárias, algumas empresas e joalherias.

Ainda no início da década de 1990, a facção influenciaria a criação do Primeiro Comando da Capital em São Paulo.[3] Dela surge ainda uma espécie de dissidência, posteriormente reincorporada, o Comando Vermelho Jovem.[4]

Na década de 2000 diversas favelas controladas pela facção passaram a ser ocupadas por milícias e por Unidades de Polícia Pacificadora.

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

A organização foi retratada em 400 contra 1 - A história do Comando Vermelho, filme dirigido por Caco Souza e estrelado por Daniel de Oliveira, Daniela Escobar e participação especial de Negra Li.

Referências

  1. Extra (10 de maio de 2009). Rogério Lengruber e a Falange Vermelha. Extra.globo.com. Página visitada em 14 de dezembro de 2011.
  2. Amorim, Carlos, Comando Vermelho: a história secreta do crime organizado. Editora Record, 1993. ISBN 9788501041159 Página visitada em 3 de junho de 2014.
  3. Folha de São Paulo (21 de fevereiro de 2001). Comando Vermelho deu origem à organização paulista. Folha.com. Página visitada em 14 de dezembro de 2011.
  4. Pedro Dantas, Folha de São Paulo (26 de janeiro de 2001). Comando Vermelho Jovem pode ter financiado túnel em Bangu 3. Folha.com. Página visitada em 14 de dezembro de 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]