Comando de Caça aos Comunistas

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Comando de Caça aos Comunistas (CCC) foi uma organização paramilitar anticomunista brasileira, de extrema direita atuante sobretudo nos anos 1960 e composta por estudantes, policiais e intelectuais favoráveis ao regime militar então vigente.

Origem e atuação[editar | editar código-fonte]

O CCC surgiu em 1963, em plena Guerra Fria, quando era difundido na sociedade, sobretudo na classes média, o medo do comunismo e do avanço da esquerda no Brasil. Estima-se que, só no Estado de São Paulo, o Comando de Caça aos Comunistas contasse com mais de 5 mil integrantes,[1] . Entre eles, muitos eram estudantes universitários da Universidade Mackenzie, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Mas havia também policiais e membros de organizações da direita católica, como a Opus Dei e a Tradição Família e Propriedade (TFP). Muitos dos seus membros agiam como delatores. Recebiam treinamento militar e frequentemente andavam armados.

Segundo relatos, em 1964, logo após o golpe militar, os integrantes do CCC invadiram e destruíram a Rádio MEC, no Rio de Janeiro. Foi a primeira ação "oficial" do Comando, na defesa do novo regime. De acordo com a professora Maria Yedda Leite Linhares,[2] os invasores literalmente destruíram os estúdios da rádio. Além do CCC, havia pelo menos outros três grupos de extrema-direita reconhecidos publicamente: a Associação Anticomunista Brasileira (AAB), a Frente Anticomunista (FAC) e o Movimento Anticomunista (MAC). Todavia, o CCC liderava as manifestações anticomunistas no Brasil, fazendo denúncias e atacando diretamente pessoas e entidades da oposição ao governo militar.

Segundo o almanaque do jornal Folha de S. Paulo,[3] o CCC foi responsável pelos seguintes eventos:

Mas a maior ação com envolvimento do Comando de Caça aos Comunistas ocorreu na cidade de São Paulo e ficou conhecida como a "batalha da Maria Antônia" ou "guerra da Maria Antônia".[4] Violentos confrontos ocorreram entre 2 e 3 de outubro de 1968, quando alunos da Faculdade de Filosofia da USP (considerada como um reduto da esquerda política) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie (tida como reduto da direita) travaram uma verdadeira batalha campal na rua Maria Antônia, em São Paulo. No dia 3 de outubro, o prédio da Faculdade de Filosofia da USP foi incendiado, e um jovem secundarista, José Carlos Guimarães, de 20 anos, morreu, atingido por uma bala na cabeça. Três outros estudantes foram baleados e houve dezenas de feridos, alguns gravemente queimados com ácido sulfúrico.[5] À noite, o teto do prédio da Faculdade de Filosofia desabou. [6]

Segundo a extinta revista O Cruzeiro, estiveram presentes no conflito da rua Maria Antônia[7] , Francisco José Aguirre Menin (comandou o ataque), Boris Casoy (locutor da rádio Eldorado), João Marcos Monteiro Flaquer, José Roberto Batochio, João Parisi Filho[8] , Flávio Bernardo Caviglia, Lionel Zaclis, Souvenir Assumpção Sobrinho e Raul Nogueira de Lima, o "Raul Careca".

De acordo com a mesma reportagem de 9 de novembro de 1968, participaram do ataque ao elenco do Roda Viva, João Marcos Monteiro Flaquer (que comandou o ataque[9] ), Francisco José Aguirre Menin, Sílvio de Salvo Venosa, Cássio Scatena, Henri Penchas, Antônio Salvador Sucar, Flávio Bernardo Caviglia, Raul Careca, Souvenir Assumpção Sobrinho, Paulo Roberto Chaves de Lara, Newton Camargo Rosa e José Augusto Bauer.

Homicídios[editar | editar código-fonte]

No dia 11 de outubro de 1978[10] , o industrial Cássio Scatena, ex-CCC (Comando de Caça aos Comunistas), assassinou o operário Nélson de Jesus, na porta da Metalúrgica Alfa, São Paulo, por reclamar do salário. A fábrica faz greve em protesto. No dia 7 de novembro de 1986, Cássio Scatena foi a Júri. Scatena foi condenado a 13 anos de prisão. No dia 25 de novembro de 1987, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou o julgamento[11] .

Segundo o Grupo Tortura Nunca Mais[12] , o estudante do Colégio Marina Cintra, José Carlos Guimarães, morto durante a Batalha da Maria Antônia, em 1968, foi assassinado pelo policial Raul Careca, do Departamento de Ordem Política e Social.

Também de acordo com o Grupo Tortura Nunca Mais, o Padre Antônio Henrique Pereira Neto foi assassinado pelo CCC. O padre Henrique, da Arquidiocese de Olinda e Recife, desenvolvia atividades junto ao Arcebispo Dom Helder Câmara. Depois que celebrou uma missa em memória do estudante Edson Luiz de Lima Souto, morto pela polícia durante uma manifestação de rua no Rio de Janeiro, o Padre Antônio Henrique passou a receber constantes ameaças de morte por parte do CCC. No dia 26 de maio, o padre foi sequestrado. Seu corpo foi encontrado, no dia seguinte, em um matagal na Cidade Universitária de Recife, pendurado de cabeça para baixo, em uma árvore, com marcas evidentes de tortura: espancamento, queimaduras de cigarro, cortes profundos por todo o corpo, castração e dois ferimentos produzidos por arma de fogo. No inquérito aberto no Tribunal de Justiça de Pernambuco, foram acusados, pelo sequestro, tortura e morte do padre Henrique, Rogério Matos do Nascimento, delegado Bartolomeu Gibson, investigador de polícia Cícero Albuquerque, tenente José Ferreira dos Anjos, da Polícia Militar, Pedro Jorge Bezerra Leite, José Caldas Tavares e Michel Maurice Och. Testemunhas acusaram as mesmas pessoas, não só por este assassinato, mas também, pelo metralhamento que deixou paralítico, em 1969, o líder estudantil recifense, Cândido Pinto de Melo. Segundo o Desembargador Agamenon Duarte de Lima, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, "há provas da participação do CCC no assassinato do Padre Henrique." O inquérito foi arquivado.[13]

O conflito da rua Maria Antônia[editar | editar código-fonte]

O CCC esteve envolvido nos eventos que levaram ao conhecido "Batalha da Maria Antônia", em 1968, entre alguns estudantes da Universidade Mackenzie e os da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.[14] Houve a morte de um estudante secundarista, José Guimarães, vítima de uma bala perdida cujo som confundiu-se com o dos rojões disparados de parte a parte.

Segundo relatado pela Fundação Perseu Abramo[15] e publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em 28 de novembro de 1977, "(...) As sedes dos DA de Filosofia e Letras, DA Leão XIII, CA de Ciências Sociais e Serviço Social, CA 22 de agosto e do DCE -Diretório Central dos Estudantes- foram depredadas. Portas que estavam fechadas apenas com o trinco foram arrombadas a pontapés. As gavetas foram arrancadas fora das mesas e seu conteúdo jogado no chão. Em vários restos de portas ficaram bem nítidas as marcas dos pontapés. Em diversas salas foi pichada a sigla CCC (Comando de Caça aos Comunistas), organização que, como a AAB (Aliança Anticomunista Brasileira), se opusera à ideologia comunista. Uma lista enorme de bens das entidades foi levada pela polícia. A biblioteca também foi inteiramente invadida e seus ocupantes expulsos aos gritos e ameaças de cassetetes. Os policiais jogaram vários livros no chão. Entraram com violência e, usando palavras de baixo calão, nas salas de aula, prendendo todos os seus ocupantes, e muitas vezes espancando-os..."

Segundo reportagem da revista Veja, de 9 de outubro de 1968,[16] "(...) paus e pedras, bombas Molotov, rojões, vidros cheios de ácido sulfúrico que ao estourar queimavam a pele e a carne, tiros de revólver e muitos palavrões voaram durante quatro horas pelos poucos metros que separam as calçadas da Universidade Mackenzie e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Exatamente às 10 e meia da manhã do dia 2, quarta-feira, começou a briga entre as duas escolas. Porque alguns alunos do Mackenzie atiraram ovos em estudantes que cobravam pedágio na Rua Maria Antônia a fim de recolher dinheiro para o Congresso da UNE e outros movimentos antigovernistas da ação estudantil, a rua em que vivem as duas escolas rapidamente se esvaziou. Formaram-se grupos dos dois lados, dentro do Mackenzie, onde estudam alguns membros do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), Frente Anticomunista (FAC) e Movimento Anticomunista (MAC); dentro da Faculdade de Filosofia da USP, onde fica a sede da União Estadual dos Estudantes. As duas frentes agrediram-se entre discursos inflamados e pausas esparsas. Ao meio-dia a intensidade da batalha aumentou, porque chegaram os alunos dos cursos da tarde. O Mackenzie mantinha uma vantagem tática - os seus prédios ficam em terreno mais elevado e são cercados por um muro alto. A Faculdade da USP está junto à calçada, com sua entrada principal ladeada por colunas de estilo grego e duas portas laterais. A fachada não tem mais que 20 metros. Seu único trunfo: uma saída na Rua Dr. Vila Nova, perpendicular à Maria Antônia, bem defronte à Faculdade de Economia, também da USP. Nessa quarta-feira, uma enfermaria improvisada no banheiro da USP atendeu a seis feridos. Dois alunos do Mackenzie também se machucaram. Na rua, os estudantes da USP apupavam os do Mackenzie: "Nazistas, gorilas!" E os mackenzistas revidavam: "Guerrilheiros fajutos!" Às 2 da tarde a reitora do Mackenzie, Esther de Figueiredo Ferraz, pediu uma tropa de choque - 30 guardas-civis - para "proteger o patrimônio da escola". Quando a polícia chegou, os estudantes se dispersaram. Houve uma trégua..."

Pessoas supostamente ligadas ao CCC[editar | editar código-fonte]

Em 1968, uma reportagem de Pedro Medeiros (falecido em 1999), publicada na extinta revista O Cruzeiro incluiu, entre os membros do CCC, o jogador de basquete Antônio Salvador Sucar, o apresentador de TV Boris Casoy e o advogado José Roberto Batochio, presidente do Conselho Federal da OAB em 1994.[17] Porém, segundo matéria publicada no site Consultor Jurídico em 2010, o próprio autor da reportagem na revista O Cruzeiro, reconhecera que a lista de supostos integrantes do CCC teria sido resultado de mera ilação do autor, a partir dos nomes constantes da agenda de telefones de um suposto integrante do grupo.[18]


  • João Marcos Monteiro Flaquer - Morava na Rua Hadock Lobo, trabalhava na Senador Feijó. Era advogado. Esteve no ataque à Roda Viva. Lutava karatê. Pertencia ao grupo XI de Agosto, mas participou do ataque a USP. Personagem da História recente do Brasil, em 1964 ajudou a fundar o Comando de Caça aos Comunistas, o CCC, grupo que combatia violentamente o movimento de esquerda no país. Na época, Flaquer era estudante da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Em julho de 1968, acompanhado de militares de extrema direita, ele comandou a invasão do Teatro Ruth Escobar durante uma exibição da peça Roda Viva, escrita por Chico Buarque e dirigida por José Celso Martinez Corrêa. Os invasores destruíram o teatro e agrediram atores e espectadores. Entre 1969 e 1971, Flaquer foi oficial-de-gabinete do então ministro da Justiça, Alfredo Buzaid. Morreu no dia 24 de abril de 1999[19] em Monte Verde/MG.

  • Francisco José Aguirre Menin - Esteve no ataque à Roda Viva. Foi ele quem comandou o ataque à USP. Foi promotor de Justiça em Araras/SP entre 1978 e 1982[20] e atualmente é Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo[21] .


  • Souvenir Assumpção Sobrinho - Morava na rua Bela Cintra e esteve presente nos ataques à Roda Viva e à USP, no qual morreu baleado o ginasiano José Guimarães. Perigoso, andava sempre armado. Trabalhou na Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária[24] . É citado no livro O Sindicato do Crime: PCC e outros grupos.

  • Boris Casoy - Segundo a extinta revista O Cruzeiro, Casoy, à época locutor da rádio Eldorado, conclamou os alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie a tomar a Faculdade de Filosofia da USP, de cuja invasão teria também participado. Ainda conforme a matéria da revista, ele andava armado, mas segundo os colegas do CCC, era incapaz de atirar em alguém. "Achavam-no mole com os comunistas". Sua carreira televisiva teve início em 1961, quando atuou como repórter na TV Tupi. Em 1968, foi nomeado Secretário de Imprensa de Herbert Levy, Secretário de Agricultura do governo Abreu Sodré, em São Paulo, permanecendo no cargo em 1969, após a mudança do titular da pasta. Em 1970, Casoy foi assessor de imprensa de Luís Fernando Cirne Lima, Ministro de Agricultura do governo Médici. Em 1971 e 1972, foi secretário de imprensa do prefeito de São Paulo, José Carlos de Figueiredo Ferraz. Em 1974, ingressou na Folha de S. Paulo, seu primeiro trabalho em jornal, onde foi editor de política e, apenas três meses depois, chegou a editor-chefe. Permaneceu no jornal até junho de 1976, quando saiu para dirigir a Escola de Comunicação e o setor cultural da FAAP.
Em 2010 o jornalista Paulo Henrique Amorim reproduziu em seu blog, Conversa Afiada, a mesma matéria de O Cruzeiro. Casoy, que sempre negou ter sido membro do CCC, processou-o por calúnia. Afinal, a querela foi resolvida mediante acordo judicial (homologado pelo Juizado Especial Criminal de São Paulo).[25] Amorim foi obrigado a publicar uma retratação, comprometendo-se a não mais ligar o nome de Boris Casoy à organização. Segundo o acusado, o post apenas reproduzira a reportagem da revista O Cruzeiro, que citava Casoy como membro do CCC. "Eu ignorava que Sr. Casoy desde sempre tivesse desmentido essa filiação," declarou Paulo Henrique. [18]

  • José Roberto Batochio - segundo a matéria de O Cruzeiro, esteve presente nos ataques a USP. Atualmente, Batochio é membro honorário e vitalício da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, tendo sido presidente do Conselho Federal da entidade entre 1993 e 1995. Em 4 de julho de 1994 foi aprovado o Estatuto da Advocacia e da OAB[26] . Em 1998, elegeu-se deputado federal, pelo PDT. Porém, segundo matéria de Carlos Brickmann, publicada no Observatório da Imprensa, a foto que o relaciona com os ataques à Faculdade de Filosofia da USP seria de outra pessoa - Pedro Roberto Chaves de Lara. Batochio, à época, já não era estudante da Universidade Mackenzie.[27]

  • Cássio Scatena[28] - Formado em Direito em 1967, foi um dos quatro alunos da Faculdade do Largo São Francisco que tomaram parte no massacre aos artistas do Roda Viva. No dia 11 de outubro de 1978[29] , o advogado Cássio Scatena, ex-CCC, assassinou o operário Nélson Pereira de Jesus, na porta da Metalúrgica Alfa, em São Paulo, por reclamação salarial. A fábrica fez greve em protesto. No dia 7 de novembro de 1986, Cássio Scatena foi a júri, tendo sido condenado a 13 anos de prisão. Em 25 de novembro de 1987, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou o julgamento.[30] . Atualmente, Scatena trabalha como assessor jurídico no Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo[31] .

  • Pedro José Liberal - Dirigiu uma das alas do ataque à USP, de arma na mão. Não abandonava o revólver nem pra dormir. Formado em Direito em 1967 na Universidade Presbiteriana Mackenzie[32] , advogou nos anos de 1967 e 1968, quando prestou concurso para a carreira de Delegado de Polícia, tendo tomado posse em março de 1969.

  • João Parisi Filho - Agia com uma violência de espantar os colegas mais duros. Pintava os cabelos e por isso os colegas do CCC se referiam a ele desairosamente. Sua pistola 45, entretanto, evitava que isso lhe fosse dito na cara. Todos sabiam que ele tomava psicotrôpicos. Segundo relato do delegado do DOPS, Alcides Cintra Bueno Filho, em documento de 18 de agosto de 1970[33] , o estudante da Universidade Presbiteriana Mackenzie João Parisi Filho, descoberto enquanto se passava por militante do movimento estudantil, foi levado vendado ao Conjunto Residencial da USP, o Crusp, onde os apartamentos 109, 110 e 111 do bloco G eram utilizados como uma "delegacia informal" da turma de José Dirceu. Nesse conjunto residencial, Parisi foi submetido a interrogatório, sob ameaça de morte. Permaneceu preso durante dias, em condições desumanas e submetido a sevicias. Após ter passado por esses atos de atrocidade, o estudante Parisi foi conduzido de olhos vendados para a copa do quinto andar do pavilhão G, onde foi trancafiado por uma noite e dois dias, permanecendo nesse local todo esse tempo deitado, com as mãos algemadas e presas ao cano da pia daquela dependência. Nessa situação, foi encontrado por duas empregadas que faziam a limpeza. João Parisi Filho é advogado. Em 2005 publicou o livro "Um Cadáver Jovem Custa Muito Barato".

  • Percy Eduardo Nogueira Sternberg Heckmann - Morava na Rua Goitacás. Só andava armado, punha violência em tudo o que fazia. Os colegas do CCC o apelidaram de Nazistão. Quase tudo, eles tratavam no aumentativo: Nazistão, Amigão. Exceções: comunistinha, esquerdinha, vermelhinho. Atualmente é advogado e vice-presidente da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da USP[34] .

  • Dilermando Cigagna Júnior - Morava na Rua Manacá. Só batia pelas costas. Fugia do corpo-a-corpo e se atemorizava à menor reação da vítima. Considerado elemento improdutivo. Formou-se em Direito, na turma de 1969, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Famoso por ter conseguido para a ex-mulher do empresário Flávio Maluf a maior pensão já estipulada pela Justiça brasileira[35] , ficou conhecido como o "advogado das pensões milionárias".

  • Estevam Augusto dos Santos Pereira - Morava na Avenida Paulista. A violência era o traço principal do seu caráter. Esteve no ataque à Roda Viva. Formou em Direito em 1967. Foi para Brasília em 1970[36] . Trabalhou para o Ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, nos Ministérios dos Transportes e do Trabalho, na Portobras e no Tribunal Superior do Trabalho. Foi professor de Teoria Geral do Processo no CEUB. Morreu no dia 4 de março de 2013 em Marília/SP.

  • José Lamartine Satyro - Morava na Rua Francisco Mesquita. Salientava-se por suas ideias fascistas. Sua arma era uma pistola 45. Formou em 1971 na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Juiz de Direito de Mato Grosso do Sul[37] (desistente[38] ). Atualmente é Presidente da Comissão de Relações Externas e Imagem Pública do Rotary Club de Taubaté.


  • Paulo Roberto Chaves de Lara - Morava na Rua Peixoto Gomede, em um apartamento. Era violento, julgava-se com veia poética e gostava de aparecer como orador. Esteve presente no ataque à Roda Viva. Advogado. Formou em 1975 na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Morreu no dia 4 de julho de 2012[40] .


  • Cícero Alexandre Jorge Gubeissi - Morava na Joaquim Constant e só saia armado. Formou em 1967 na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Morreu no dia 20 de agosto de 1993 em São Paulo/SP[43] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Conversas com Mr. Dops. Por Marina Amaral. Pública, 9 de fevereiro de 2012.
  2. [1]
  3. [2]
  4. Comando de Caça aos Comunistas. Por Antonio Gasparetto Junior. Infoescola.
  5. O instinto da Loba e a batalha da Maria Antonia. Naquele episódio, minha amiga foi atingida por duas garrafas de ácido sulfúrico. Isso mesmo: ácido sulfúrico. A direita em fúria não brinca.] Por Emiliano José. Carta Capital, 12 de fevereiro de 2013.
  6. Guerra da Maria Antônia. Por Gilberto Amendola. Revista Leituras da História
  7. CCC ou O Comando do Terror O Cruzeiro. Visitado em 06/09/2013.
  8. Revista Veja, 9 de outubro de 1968. Visitado em 06/09/2013.
  9. Revista Veja, 5 de maio de 1999. Visitado em 06/09/2013.
  10. Jornal da República - 1979. Visitado em 06/09/2013.
  11. Quinzena - Dezembro de 1987. Visitado em 06/09/2013.
  12. Grupo Tortura Nunca Mais. Visitado em 08/09/2013.
  13. Antônio Henrique Pereira Neto (Padre)
  14. [3]
  15. [4]
  16. [5]
  17. [6]
  18. a b Retratação pública: Paulo Henrique Amorim se explica a Boris Casoy. Por Mariana Ghirello. Consultor Jurídico, 13 de dezembro de 2010.
  19. Revista Veja, 5 de maio de 1999. Visitado em 06/09/2013.
  20. Prefeitura de Araras. Visitado em 05/09/2013.
  21. Composição dos Magistrados da Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo por ordem de antiguidade. Visitado em 03/09/2013.
  22. Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo. Visitado em 06/09/2013.
  23. Grupo Tortura Nunca Mais. Visitado em 08/09/2013.
  24. O sindicato do crime: PCC e outros grupos. Visitado em 09/09/2013.
  25. Apresentadores Paulo Henrique Amorim e Boris Casoy entram em acordo na Justiça
  26. 4 de Julho de 1994: Sanção do Estatuto da Ordem. Visitado em 05/09/2013.
  27. Assassinato de reputação - Importante é a manada e a notícia que se dane. Por Carlos Brickmann. Observatório da Imprensa, ed nº 575, 2 de fevereiro de 2010.
  28. Conhecido como Blanco (na USP) e como Olossoin (no Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo).
  29. Jornal da República - 1979. Visitado em 06/09/2013.
  30. Quinzena - Dezembro de 1987. Visitado em 06/09/2013.
  31. Comissão Afro. Visitado em 06/09/2013.
  32. Decreto Legislativo de São Bernardo do Campo/SP, nº 602/1999 de 03/11/1999. Visitado em 06/09/2013.
  33. Revista Veja. Visitado em 05/09/2013.
  34. Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da USP, com mandato até 26 de Agosto de 2016. Visitado em 05/09/2013.
  35. Revista Veja. Visitado em 06/09/2013.
  36. Migalhas. Visitado em 06/09/2013.
  37. Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul. Visitado em 09/09/2013.
  38. Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul. Visitado em 09/09/2013.
  39. UOL. Visitado em 06/09/2013.
  40. Migalhas. Visitado em 08/09/2013.
  41. Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados. Visitado em 09/09/2013.
  42. Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras. Visitado em 08/09/2013.
  43. Árvore genealógica. Visitado em 08/09/2013.

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