Comemoração de gol

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Um jogador comemora seu gol sem outros ao seu lado.
Um exemplo de comemoração de gol em grupo foi entre PSG e Saint-Étienne, no Campeonato Francês de futebol feminino em 2012.

No futebol, é bastante comum o autor de um gol comemore o feito, variando o estilo (sozinho ou com os demais jogadores de seu time). O técnico do time, integrantes da comissão técnica e a torcida também podem festejar a marcação do tento.

Exemplos de comemorações de gols[editar | editar código-fonte]

  • Um jogador, após marcar seu gol, chama os companheiros de equipe para o abraçarem;
  • O jogador batendo no peito após marcar o gol;
  • Abrindo a boca o máximo possível, como se estivesse em uma cadeira de dentista. Este tipo de comemoração foi usada diversas vezes pelo atacante italiano Filippo Inzaghi durante sua carreira;
  • O autor do gol beijando o escudo do time ou da seleção, demostrando amor por um ou por ambos;
  • Mergulhando no gramado com os braços e pernas abertos. Isto foi feito pela primeira vez pelo alemão Jürgen Klinsmann, que na época fora contratado pelo Tottenham. Segundo ele, era para satirizar sua fama de cavador de faltas e pênaltis;
  • Colocando o dedo indicador na boca, pedindo para que a torcida rival se cale. Tal celebração foi usada constantemente por Andrey Arshavin, durante sua primeira passagem pelo Zenit;
  • O jogador correr ou andar com estilo despreocupado ou com um sorriso "arrogante", como se dissesse que "era o melhor" ou que o gol "era fácil". Este tipo de celebração ficou imortalizada com o francês Éric Cantona e, recentemente, com o sueco Zlatan Ibrahimović;
  • O autor do gol correr pelo gramado e deslizar sobre o mesmo ajoelhado;
  • O jogador estender os braços e simular um avião;
  • O marcador beijar o dedo anelar após fazer o gol, homenageando a esposa;
  • O jogador balança os braços de um lado para o outro, como se estivesse balançando um bebê. Essa comemoração ficou marcada na Copa de 1994, quando Bebeto, no jogo entre Brasil e Holanda, fez o segundo gol brasileiro e chamou Romário e Mazinho para festejarem o gol desta forma, para lembrar o nascimento de Mattheus, filho do atacante. Bebeto já havia feito isto no jogo contra Camarões, para comemorar o nascimento do filho do lateral Leonardo. No entanto, Bebeto não inventou o gesto - Paulo Nunes, então em início de carreira no Flamengo, o fez pela primeira vez no jogo contra o São Cristóvão, em 1991, quando descobriu que sua esposa estava grávida;
  • O jogador chupando o dedo, como forma de homenagear seu filho (ou filha);
  • O jogador apontando o dedo indicador para o céu, agradecendo a Deus ou para homenagear alguém que morreu;
  • Colocando as mãos atrás das orelhas, para ouvir a reação da torcida. Isto é geralmente usado para provocar a torcida do clube rival ou do antigo time do jogador, quando este é vaiado constantemente;
  • O jogador correr para a bandeirinha de escanteio e dançar em frente à mesma. O gesto foi imortalizado por Roger Milla, que comemorou seus quatro gols na Copa de 1990 deste jeito. Ao marcar contra a Rússia, na Copa de 1994, Milla repetiu a comemoração;
  • Dando acrobacias no ar após marcar o gol. Jogadores africanos, principalmente da Nigéria, são os principais expoentes deste tipo de comemoração de gols. A mais famosa foi na Copa de 2002, quando Julius Aghahowa fez o primeiro (e único gol) da Nigéria no torneio, contra a Suécia;
  • Fingindo disparar com uma arma de fogo imaginária, apontando-a para o céu ou para algum alvo virtual;
  • Os companheiros de time do jogador ficam ao redor dele e um finge estar engraxando a chuteira do marcador;
  • Ajoelhando-se no gramado para agradecer a Deus - no caso de jogadores muçulmanos, agradecendo a Alá (deus do Islã) pelo gol marcado.

Comemorações marcantes[editar | editar código-fonte]

  • No jogo entre Manchester City e Fulham, em 2006, o italiano Bernardo Corradi corre em direção à bandeira de escanteio, seguido por seu companheiro no City, Joey Barton. Corradi retira a bandeira e a aponta para Barton.
  • Outro italiano, Marco Tardelli, festejou seu gol contra a Alemanha Ocidental na final da Copa de 1982, mexendo os punhos contra seu peito e com o rosto envolvido pelas lágrimas, gritaa "gol".
  • Também em 1982, o brasileiro Paulo Roberto Falcão marcou o gol de empate do Brasil contra a Itália e comemorou correndo até o meio de campo, com as mãos levantadas.
  • Na Copa de 1994, Diego Maradona marcou seu último gol pela Argentina contra a Grécia, e na comemoração, correu em direção a uma câmera e com os olhos arregalados e gritando efusivamente, seguido por seus companheiros de equipe.
  • Ainda em 1994, o nigeriano Finidi George festejou seu gol contra a Grécia imitando um cachorro, caminhando de quatro em direção à bandeirinha de escanteio.
  • O inglês Paul Gascoigne, após marcar um belo gol contra a Escócia, pela Eurocopa de 1996, simulou estar em uma cadeira de dentista ao se atirar no gramado e ficando com os braços abertos. Seus companheiros pegaram algumas garrafas de água e mandavam jatos na boca do jogador.
  • Ao marcar seu gol contra o Sunderland, Éric Cantona ficou no mesmo lugar onde havia marcado o tento, levantando os braços para o alto, segurando o peito para fora e ficando com uma expressão fechada.
  • Também em 1996, Stuart Pearce comemorou seu gol na decisão por pênaltis entre Inglaterra e Alemanha, na semifinal da Eurocopa de 1996 - na comemoração, a expressão do lateral com os olhos arregalados, as veias latejando e o punho cerrado fizeram por valer o apelido do jogador ("Psycho"), que havia apagado o "fantasma" do pênalti perdido na semifinal da Copa de 1990, contra a mesma Alemanha (então Ocidental)
  • Temuri Ketsbaia, jogador do Newcastle United, chutou várias placas de publicidade ao redor do campo, chegando inclusive a empurrar alguns companheiros de time na partida contra o Bolton.
  • Na Copa de 1998, o dinamarquês Brian Laudrup marcou o gol de empate de seu país contra o Brasil, e na comemoração deitou-se no gramado e pôs a mão esquerda na cabeça, como se estivesse deitado em uma praia.
  • Quatro anos depois, em 2002, o sul-coreano Ahn Jung-Hwan imitou um patinador no gelo após marcar seu gol contra os EUA. Foi uma referência à polêmica desclassificação de Kim Dong-Sung nos Jogos Olímpicos de Inverno em Salt Lake City, permitindo que Apolo Ohno ganhasse a medalha de ouro.
  • Em setembro de 2009, o togolês Emmanuel Adebayor, recém-contratado pelo Manchester City, marcou o mais polêmico gol de sua carreira contra seu ex-time, o Arsenal. Torcedores dos Gunners vaiavam Adebayor toda vez que ele pegava a bola, e para provocá-los, correu em direção a eles após fazer o gol e parou ajoelhado, sob provocações. A atitude teve consequências para o atacante: ele acabou sendo punido com cartão amarelo.

Punições por celebração excessiva[editar | editar código-fonte]

  • Robbie Fowler, após marcar gol no clássico entre Liverpool e Everton, cheirou a linha de fundo. A torcida do Everton pensou que ele simulava cheirar cocaína (uma provável resposta de Fowler às acusações de que ele usava drogas), mas o então treinador dos Reds, Gérard Houllier, disse que o atacante estava "comendo grama".
  • Carlos Tévez, então no Boca Juniors, foi expulso após marcar gol contra o River Plate na Copa Libertadores de 2004, imitando uma galinha. Na Argentina, a torcida do River Plate é chamada pelos torcedores do Boca de "galinhas", em tom pejorativo.
  • Paolo Di Canio causou polêmica em 2006 ao fazer o gesto fascista (com o braço estendido) no clássico entre Lazio e Roma. Este gesto custou caro a Di Canio: ele acabou sendo suspendo e multado.
  • Em dezembro de 2004, o suíço de origem portuguesa Paulo Diogo, do Servette, prendeu seu dedo no alambrado depois de fazer seu gol contra o FC Schaffhausen, chegando inclusive a perder parte do dedo. Por causa do excesso na comemoração, o árbitro Florian Etter puniu Paulo Diogo com cartão amarelo.

Falhas na comemoração[editar | editar código-fonte]

Alguns jogadores se deram mal ao comemorarem seus gols. Um dos exemplos mais famosos é o de André Catimba, que para festejar seu gol na decisão do Campeonato Gaúcho de Futebol de 1977 entre Grêmio e Internacional, tentou dar um salto mortal, que no entanto, não foi bem sucedido. André havia calculado erradamente o salto e caiu no gramado com relativa força, por pouco não se lesionando com gravidade. Thierry Henry, Ibrahimović e Fabián Espíndola são outros jogadores que se lesionaram enquanto comemoravam seus gols.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]