Companhia Municipal de Transportes Coletivos

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Logos da CMTC ao longo do tempo. (Museu do Transporte Público Gaetano Ferolla)

CMTC é a sigla para Companhia Municipal de Transportes Coletivos, empresa que foi responsável pela operação e fiscalização do transporte feito por ônibus na cidade de São Paulo até o ano de 1995, quando foi extinta na gestão Paulo Maluf (1993 a 1997).

História[editar | editar código-fonte]

1946-1968[editar | editar código-fonte]

A Companhia Municipal de Transportes Coletivos foi criada em 1946 sob o Decreto-Lei Municipal número 365 de 10 de outubro, que constituia a uma empresa de prestação de serviços de transporte público na cidade de São Paulo no prazo de 30 anos[1] . No ano seguinte, em 12 de março, a prefeitura transfere o patrimônio da São Paulo Tramway Light and Power Company Limited (então responsável pelo transportes coletivos na cidade) para a companhia. A Transferência do patrimônio só se oficializou em 1 de julho inciando as operações da CMTC.

Trólebus da CMTC, que pertencia à GSA (Garagem Santo Amaro)

Durante esse período, a CMTC implanta um sistema de trólebus importados dos Estados Unidos da América e Inglaterra colocando em funcionamento a linha São Bento-Aclimação. Também são importados uma frota de 200 ônibus Twin Coach e um sistema de linhas de bondes setoriais começa a ser implantado com itinerários que não circulam pelo centro da cidade. A empresa tem 90% de sua frota operada em São Paulo.

A CMTC também é a responsável pela fabricação do primeiro trólebus brasileiro. Em 1968, o sistema de bondes em São Paulo é desativado depois de 96 anos de funcionamento.

1975-1994[editar | editar código-fonte]

O Metrô começa a ser operado na cidade em 1975, e a CMTC detém apenas 14% da frota. Em 1977, um decreto municipal divide a cidade por 23 áreas de operação na qual empresas particulares contratados pela companhia ficariam encarregadas pelo transporte coletivo enquanto as linhas circulares e diametrais passam a ser exclusividade da CMTC.

Nos anos 80, a CMTC implanta o sistema de tranferência ônibus-trólebus construíndo o terminal da Penha e Vila Prudente. A empresa também implanta o integração ônibus-ferrovia, entre a linha Pinheiros-Largo São Francisco, da CMTC, e os trens metropolitanos da Fepasa. mais a CMTC rodando pela Cidade Tiradentes na zona leste está andando pelo caminho para o Guaianazes, Terminal São Mateus, Praça Princesa Isabel e o Parque Dom Pedro II e também o Metrô de São Paulo com Itaquera, Guilhermina-Esperança, Penha, Tatuapé e Paraíso.

Em 1 de janeiro de 1991, é assinada a Lei Municipal 10.950, que determina a substituição da frota de ônibus a diesel por ônibus movidos a gás natural no prazo de 10 anos. Em junho do mesmo ano entra em operação a primeira linha com entrada pela porta dianteira: 805A-Circular Avenidas. Em 25 de Julho do mesmo ano, é oficializada a municipalização dos transportes coletivos de acordo com a lei número 11.037 aprovada pela Câmara Municipal[1] .

Em 1993, a CMTC ganha nova administração, porém suas condições junto com o sistema municipalizado se encontravam precárias. O número de passageiros transportados volta a ter um peso significativo na remuneração das empresas contratadas e a primeira fase de privatização das áreas de operação e manutenção da CMTC é iniciada. Através de três processos de licitação são transferidas a operação de garagens e frota pública[1] .

No ano seguinte, o transporte coletivo de São Paulo passa a ser operado por 47 empresas privadas. A CMTC é desativada em 8 de março de 1995, sendo substituída pela SPTrans na gestão do transporte coletivo da cidade[1] .

Frotas Antigos de Veiculos da CMTC[editar | editar código-fonte]

  • Trolebus Pullman Westinghouse (1947)
  • Trólebus BUT (1947)
  • Trólebus Westram Ward LaFrance Siemens (1952)
  • Trólebus ACF Brill G.E. (1947 - 1948)
  • Trólebus Metropolitana Westram Siemens/Villares, Fabricado pela própria CMTC (1961 - 1969)
  • Trólebus Metropolitana GMC-ODC Siemens/Villares Fabricado pela própria CMTC (1961 - 1969)
  • Trólebus Magirus-Deutz Striulli, Veículo a diesel convertido em trólebus pela própria CMTC (1969)
  • Trólebus Caio Amélia Articulado Volvo B58 Vilares (1986)
  • Ciferal Alvorada Volvo B58 (1981)
  • Trólebus Ciferal Amazonas Scania Powertronics BR 116 (1979 - 1982)
  • Mafersa Monobloco (1985)
  • Mafersa Trolebus Monobloco Vilares (1985)
  • Marcopolo San Remo Scania BR-116 Trolebus Powertronics BR-116 (1982- 1983)
  • Marcopolo Torino San Remo Scania Powertronics Trolebus Articualdo BR 116-113 8001 (1985)
  • Marcopolo Torino Scania 113 (1983)
  • Marcopolo Torino Scania LN 113 (1988)
  • Caio Bela Vista Volvo B58 Articulado (1981)
  • Caio Gabriela Scania 113 Articulado (1979)
  • Caio Amélia Mercedes-Benz Monobloco OF-1113 (1983)
  • Caio Amélia Mercedes-Benz OF-1318 (1983)
  • Caio Amélia Volvo B58 (1983)
  • Caio Amélia Volvo B58 (1983)
  • Caio Amélia Volvo B58 Articulado (1984)
  • Caio Amélia Volvo Vilares Trolebus Articulado 8000 (1984)
  • Caio Vitoria Volvo B58 Articulado (1990)
  • Caio Vitoria Volvo B58 Articulado (1991)
  • Caio Vitoria Scania LN 113 (1988)
  • Caio Vitoria Mercedes-Benz OF-1318 (1990)
  • Thamco Aguia Mercedes-Benz Monobloco 0364 (1985)
  • Thamco Aguia Mercedes-Benz Monobloco Executivo (1987)
  • Thamco Oda Scania Double-Decker Fofão (1985)
  • Condor Mercedes-Bens OF-1318 (1984)
  • Mercedes-Benz Monobloco 0364 (1974)
  • Mercedes-Benz Monobloco 0364 (1975)
  • Mercedes-Benz Monobloco 0365 (1981)
  • Mercedes-Benz Monobloco 0365 (1982)
  • Mercedes-Bens Monobloco 0365 (1987)
  • Mercedes-Benz Monobloco 0365 (1988)
  • Mercedes-Benz Monobloco 0365 (1989)


Garagem Sigla Lote
Aclimação GAC 50
Araguaia (Pari) GAR 51
Barra Funda GBF 52
Brás GBR 53
Catumbi GCA 54
Jabaquara GJA 55
Leopoldina GLE 56
Santo Amaro GSA 57
São Miguel GSM 58
Santa Rita (Pari) GSR 59
Tatuapé GTA 60

Referências

  1. a b c d CRONOLOGIA DO TRANSPORTE COLETIVO EM SÃO PAULO SPTrans. Página visitada em 2013-07-06.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]