Companhia Paulista de Trens Metropolitanos

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Trens Metropolitanos de São Paulo
CPTM logo.png
CPTM 2071 VOL.jpg
Informação
Local Região Metropolitana de São Paulo
Tipo de transporte Trem
Número de linhas 6
Tráfego 586.260.489
Website www.cptm.sp.gov.br
Extensão do sistema 260,8 km
Bitola 1,60 m
Mapa da rede

CPTM.png

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) é uma sociedade de economia mista vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo. Criada pela lei nº 7.861[1] de 28 de maio de 1992, a partir de ferrovias já existentes na Região Metropolitana de São Paulo.

A CPTM possui atualmente 89 estações em seis linhas, que totalizam 260,8 km na sua malha ferroviária. Este sistema faz parte da Rede Metropolitana de São Paulo.

Índice

[editar] História

[editar] O início

A história da ferrovia no estado de São Paulo remonta ao ano de 1867 com a construção da primeira ligação entre as cidades de Santos, São Paulo e Jundiaí pela São Paulo Railway, inaugurada em 16 de fevereiro de 1867, que atravessava o planalto paulista descendo a serra do mar.

Em 1946 a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), controlada pelo governo federal, assumiu a operação da estrada de ferro que hoje forma as linhas 7 - Rubi e 10 - Turquesa. Em 1957 as ferrovias federais são unificadas numa única empresa estatal, a Rede Ferroviária Federal (RFFSA).

A Estrada de Ferro do Norte construiu, na década de 1870, uma linha férrea que conectava São Paulo às cidades do Vale do Paraíba que atualmente constitui em parte a atual linha 11 - Coral.

Em 1890 esta ferrovia foi incorporada pela Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB). No ano de 1926 foi construída por essa mesma empresa uma variante a este tronco principal chamado de variante Poá, que forma hoje em sua totalidade a linha 12 - Safira da CPTM. A EFCB é extinta em 1957, com a criação da RFFSA.

Por outro lado, a Estrada de Ferro Sorocabana construiu, em 1875, uma ligação entre as cidades de São Paulo e Sorocaba, que corresponde parcialmente à atual linha 8 - Diamante.

Em meados de 1937 a Estrada de Ferro Sorocabana construiu um ramal ligando as cidades de Mairinque a de Santos com o objetivo de derrubar o monopólio que a SPR possuía na ligação entre o planalto paulista e o litoral. Mais tarde com o objetivo de encurtar a distancia entre a capital paulista e a cidade de Santos foi construindo, em 1957, o ramal Jurubatuba que partia da estação Imperatriz Leopoldina e ia até a estação Evangelista de Souza já no ramal Mairinque-Santos formando hoje, em parte, a Linha 9 - Esmeralda da CPTM.

[editar] A FEPASA

TUE da CPTM que entrou em operação em 2008, 9 anos após a última aquisição, na foto com a antiga comunicação visual

Todas as ferrovias controladas pelo governo estadual foram unificadas em 1971, para formar a Ferrovia Paulista SA (FEPASA). A FEPASA criou a FEPASA DRM, que era uma divisão que só administrava o transporte de passageiros dentro das regiões metropolitanas do estado. Essa foi incorporada à CPTM em 1996 para que se iniciasse a privatização da malha da FEPASA e permanecesse os serviços de transporte metropolitano de passageiros sob controle do estado.

[editar] Privatização da RFFSA

Em 1998 a FEPASA foi absorvida pela Rede Ferroviária Federal (RFFSA), para que esta fosse também leiloada junto com toda a malha ferroviária pertencente a RFFSA, sendo assim denominada Malha Paulista da RFFSA.

As seções urbanas da RFFSA de todo o pais originaram, nos anos 1970, a Empresa Brasileira de Transporte Urbano (EBTU) sendo substituída, em 1984, pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

Em 1992 a seção paulistana da CBTU foi transferida para o controle da CPTM, criada no dia 28 de maio do mesmo ano . E o efetivo controle do sistema ocorreu no ano de 1994.

[editar] Hoje

Atualmente são transportados pelas suas linhas, que cortam 22 municípios, cerca de 2,6 milhão de usuários por dia. Por ter uma malha ferroviária tão extensa e degradada, o Governo do Estado de São Paulo começou a modernizar a CPTM investindo 1,5 bilhão de dólares na empresa desde 1995 até 2004.[2] Para promover "a uniformização da comunicação visual dos dois sistemas e para facilitar a locomoção e a localização dos usuários e de turistas" o Governo do Estado alterou, em março de 2008, a nomenclatura das linhas pertencentes à CPTM, integrando-as à nomenclatura utilizada pelo Metrô de São Paulo. Foi atribuído a cada linha um número (a começar do número 7, somando-se às linhas outras seis linhas do metrô já em operação, em construção ou em projeto) e o nome de uma pedra preciosa.[3]

[editar] Tabela do sistema

Linha Terminais Comprimento (km) Estações Funcionamento Observações
7
Rubi
LuzFrancisco Morato 38,969 13 Diariamente, das 4:00 às 0:00. Aos sábados até as 01:00 do domingo. Possui extensão operacional. Veja quadro abaixo.
Antiga Linha A - Marrom / Antigo Trecho da Linha Noroeste-Sudeste da CBTU.
8
Diamante
Júlio PrestesItapevi 35,283 20 Diariamente, das 4:00 às 0:00. Aos sábados até as 01:00 do domingo. Possui extensão operacional. Veja quadro abaixo.
Antiga Linha B - Cinza / Antiga Linha Oeste do Trem Metropolitano da FEPASA.
9
Esmeralda
OsascoGrajaú 32,8 18 Diariamente, das 4:00 às 0:00. Aos sábados até as 01:00 do domingo. Antiga Linha C - Azul-Celeste / Antiga Linha Sul do Trem Metropolitano da FEPASA.
10
Turquesa
Brás[4]Rio Grande da Serra 34,960 13 Diariamente, das 4:00 às 0:00. Aos sábados até as 01:00 do domingo. Antiga Linha D - Bege / Antigo Trecho da Linha Noroeste-Sudeste da CBTU.
11
Coral
LuzEstudantes 50,841
(Expresso Leste: 24,018;
"Banda B": 26,823)
16
(Expresso Leste: 7;
Extensão: 10)
Diariamente, das 4:00 às 0:00. Aos sábados até as 01:00 do domingo. Operação dividida em dois trechos: Expresso Leste (LuzGuaianazes) e Extensão (GuaianazesEstudantes)
Antiga Linha E - Laranja / Antiga Linha Tronco da CBTU.
12
Safira
BrásCalmon Viana 38,822 13 Diariamente, das 4:00 às 0:00. Aos sábados até as 01:00 do domingo. Antiga Linha F - Violeta / Antiga Linha Variante da CBTU.
Extensões Operacionais
Linha Terminais Comprimento (km) Estações Funcionamento
7
Rubi
Francisco MoratoJundiaí 21,5 5 Diariamente, das 4:00 às 0:00. Aos sábados até as 01:00 do domingo.
8
Diamante
ItapeviAmador Bueno 6,4 5 Trecho interrompido para obras de modernização desde 1 de maio de 2010 [5]

(*) Trecho em Construção • (**) Trecho em Projeto

[editar] Frota

[editar] Obras e projetos

A CPTM herdou linhas que no passado, foram fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do Estado de São Paulo, e que hoje são essenciais para a mobilidade na Grande São Paulo. Estações construídas no século XIX e que nunca foram reformadas, trens antigos e deteriorados, atrasos e falta de segurança nas estações e outros problemas como as invasões da faixa de domínio da empresa, foram alguns dos principais problemas encontrados depois da transferência feita entre o Governo Federal (CBTU) e o Governo do Estado de São Paulo (CPTM).

Hoje os problemas citados estão sendo contornados, com os investimentos feitos desde 1994. Contudo ainda restam muitos problemas no campo estrutural da empresa compreendendo estações e o headway que é o tempo de intervalo entre os trens.

Linha Terminais Comprimento (km) Estações Funcionamento Observações
9
Esmeralda
Grajaú ↔ Varginha[6] 4,5 2 --- Expansão em projeto.
13
Jade
BrásAeroporto Internacional de Guarulhos - Cumbica 20,5 5 --- Linha em projeto.
14
Ônix
LuzAeroporto Internacional de Guarulhos - Cumbica 28 2 --- Linha em projeto.
(Devido a concorrência com o TAV - Campinas ↔ Rio de Janeiro esse projeto fora suspenso pelo Governo do Estado.)
VLT de Alphaville[7]
Carapicuíba - Alphaville- Nova Barueri 11 13 --- Linha em projeto
Metroleve Guarulhos ABC[8]
Guarulhos - Santo André 30,5 23 --- Linha em projeto

[editar] Curiosidades

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A CPTM operou um trem urbano na Baixada Santista chamado Trem Intra-Metropolitano (TIM) entre os anos de 1996 e 1999, que ligava os municípios de São Vicente e Santos. Hoje, no Plano de Expansão da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de São Paulo, há um projeto de VLT para ser o substituto do extinto TIM. O projeto está sendo realizado pela EMTU e não será mais da CPTM.[9]

[editar] Ver também

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Portal de São Paulo
Portal A Wikipédia possui o
Portal da cidade de São Paulo.

Referências

  1. Lei Nº 7.861. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Página visitada em 2 de junho de 2011.
  2. [ligação inativa] Sobre a CPTM. CPTM.
  3. Linhas de trens de São Paulo mudam de nome. A Tarde (29 de março de 2008). Página visitada em 2 de junho de 2011.
  4. CPTM (27 de dezembro de 2011). CPTM altera modelo operacional nas Linhas 7 e 10. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  5. CPTM (30 de abril de 2010). Trecho Itapevi - Amador Bueno começa a receber obras de modernização. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  6. CPTM - Plano de expansão e novos projetos. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  7. CPTM - Plano de expansão e novos projetos.
  8. CPTM - Plano de investimentos - Transporte e mobilidade II. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  9. CPTM, Trens de Passageiros do Brasil. Página visitada em 2 de junho de 2011.

[editar] Ligações externas

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